Poesias que Falem em Mãos

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⁠Soltar das mãos

As mudanças em relação ao sentido da vida muitas vezes causam uma insegurança, dor e medo; seja mudança no sentido natural da vida, a morte, ou seja, a mudança no sentido da vida familiar.
Quando se percebe que os filhos já caminham sozinhos, e que nossas orientações muitas vezes são desnecessárias, isso nos faz sentir uma sensação de vazio. Talvez porque não tenhamos praticado direito, o desapego.
Soltar das mãos é deixar ir, mas isso pode nos deixar com uma sensação esquisita, uma sensação de impotência, mas que se faz necessária.
E quando a vida apresenta um espelho diante de nós, nos causa um descontrole, uma dor, que nos leva a uma profunda reflexão.
E quando retornamos dessa reflexão percebemos que a vida é isso mesmo:
Que em toda chegada existe uma partida;
Que em toda união existe uma separação;
Que em todo crescimento existe um desprendimento;
Que em cada sorriso há uma lágrima;
Que em cada aprovação há uma desaprovação;
Que em cada sucesso há uma perda.
Enfim viver, gera mudanças.

Inserida por RosiclerCeschin

⁠*
"Nas minhas reflexões acho eu que, a empatia
vive de mãos dadas com a paciência,
afinal pra você se colocar
no lugar do outro é necessário sempre meditar
e isto exige acalmar os ânimos pra não passar as mãos pelos pés...🙏
***

Inserida por ostra

⁠Mãos em seu prato !

Se você não tem coragem,
Para ver outras mãos, em
seu prato.
Então é melhor:
Você permanecer, sozinho.

Inserida por COMPOSITOR

Janela Parte I

Na sacada a visão emociona,
O amor me abandona,
E o medo me abraça.

O sufoco me mata,
E o desespero me enlaça,
Com tal força que me impressiona.

A decisão torna-se tão incómoda.

Meu desejo é o socego.
É como o belo sobejo,
Que a morte me traz.

Perde-se então a paz,
Pois não acalma o que a alma faz
Para me tornar um pouco cego.

Minhas mãos tocam o ar que não pego.

Inserida por LucasCandido

As minhas mãos,
Que percorrem o teu corpo,
São o vento que viaja
Por montes e vales,
Em busca de um lugar
Para ficar
Longe de todos os males.

Inserida por RubenMarques

MÃOS
(Bartolomeu Assis Souza)

Está em nossas mãos...
A nossa vida...
Cada escolha determina
o que virá em seguida...

Pode ser belo ou não
Procure sempre o melhor
Estamos indo à vida
Famintos por viver
Mesmo que aja espinhos...

A vida só proporciona
o espetáculo do agora.
O amanhã ninguém sabe
se ainda estará aqui.

Aproveitar o agora, o momento,
é o que nos resta.
Viver como se fosse o último momento.

Inserida por bmdfbas

Nas mãos, levo um ramalhete de flores, colhidas no campo ao amanhecer,
tem simplicidade e perfumes a granel,
com elas enfeito a vida de mil cores,
oferto-as a cada pessoa para que seja feliz
e que tenha um pedacinho de arco-íris
que possa chamar de seu...

Inserida por neusamarilda

Já que chegaste,
podes entrar e sentar,
tome minhas mãos geladas,
queres um café?
ou um chá de maçã
com prosa açucarada ?

Inserida por neusamarilda

Em liberdade sigo a vida e pensamentos,
não marco momentos de indecisões,
nada procuro, nem quero, nem fomento,
sou apenas passageira desse tempo de ilusões

Se tive ou tenho amores, que interessa?
apenas eu posso saber de meu caminho,
mas é certo, que é correto e sem pressa,
vou por ele cumprindo apenas o destino

Nas mãos levo um bouquet de flores
simples, do campo, perfumes a granel.
distribuo-as, enfeito a vida de mil cores,
quero que cada um tenha um pedacinho de céu

Inserida por neusamarilda

⁠ Boa noite

Antes que o sol se ponha
agradeça por mais um dia
erga as mãos para o céu
e reze ou cante a Ave Maria

Será muito abençoado
neste momento de oração
sua noite será de paz
envolvendo seu coração

Inserida por neusamarilda

Que cada ser humanofaça a sua parte
por onde caminhe ou esteja,
unindo as mãos seremos unos,
pedindo a Deus que sempre nos proteja

Inserida por neusamarilda

Não quero ser louca sozinha e então tenho a poesia junto. Damos as mãos e seguimos, ora solavancos e ora arco-íris, riso e pranto. Lirismo pleno porque não sabemos o que é a vida.
Seria mesmo a poesia uma loucura ou apenas um santo remédio que sempre alguma dor pode curar ?

Inserida por neusamarilda

Fazendo mil versos ao léu,
até às nuvens chegará,
seu objetivo é tocar o céu,
naquele azul todo mergulhará
Um poeta tem essa missão,
dela nunca irá esquecer,
e assim em cada mão
trará uma estrela para você...

Inserida por neusamarilda

Castelo de Sonhos

A menina até hoje brinca com a boneca de pano, e com seu sorriso indulgente desabrocha no Jardim da vida pétalas
em flor...
Em seu castelo pueril observa agora atentamente suas mãos enrugadas e as marcas de expressão em seu rosto que ficou...
Mas ela continua sonhando e acha que o tempo não passou...

Inserida por Lulena

⁠Poema QUINTANARES
Há tanta moça bonita
Nas ruas que não andei,
Que há até uma encantada,
Que nem em sonhos, sonhei.
Mas se a mim me permitir,
A vida em redemoinho,
Quero me ir levemente sorrindo,
Como se vão aquelas folhas outonais,
Que varrem as ruas centrais da cidade que habito.
E se não for por ventura,
Que o coração se reparta,
Quero que arda em fogo árduo,
A pungente alegria, daqueles que se embriagam,
Simplesmente enamorados na claraboia da lua.
Há tanta coisa escondida, nestas ruas que andarei,
Até mesmo a própria vida, feita uma canção atrevida,
Que quiçá, talvez um dia,
Com as próprias mãos tocarei.
Carlos Daniel Dojja
Em Homenagem a Mário Quintana

Inserida por carlosdanieldojja

⁠LUZ DAS ESTRELAS
Certa feita estive numa aldeia.
Lá me deparei com uma menina,
Sua fome me olhava atentamente.
Tinha o nome de luz das estrelas.
Seu pai não se sabia e sua mãe não vinha.
Perguntei-lhe se sonhava. Disse-me que não.
Mas que quando deixasse de ser miúda,
iria ser médica para cuidar das pessoas e dos que vão nascer.
Você sabe o que é poesia?
Não, não a conheço, interpelou-me rapidamente.
Poesia é feita pra gente?
Passei a visitá-la.
Numa manhã que chovia, nova indagação.
Do que você gosta? Prontamente me disse:
Gosto de comida, de escola e de brincar de casinha quando faz frio.
E vou lhe confessar algo.
- Também brinco de agarrar nuvens com as mãos
Carlos Daniel Dojja
Para Luz das Estrelas, em Angola.

Inserida por carlosdanieldojja

⁠"...Poucas coisas me pertencem.
Os olhos que me deixaste na sombra.
Aquele beijo soprado no eclipse.
O dia em que te bordei em meu peito.
Poucas coisas me seguem.
A estrada em que teus pés me nasceram.
Tua voz chamando quando eu amanheço,
Com a memória acessa de tuas mãos..."
Carlos Daniel Dojja
In Fragmento Poema Inventário

Inserida por carlosdanieldojja

⁠TRADUÇÃO
"...Teu afeto agregou-se.
Extingui superfícies.
Ancorei-me de cumplicidades.
Mudei-me.
Aprendi a ver com as mãos,
E a tocar com os olhos..."

Inserida por carlosdanieldojja

⁠OUSADIA

No meu intimo, uma desnecessidade se aguça.
Creio descomplexa, de não ter nada a desdizer.
Já me levo inteiro de indagações a juntar atalhos,
De quem bem sabe o quanto custa o desviver.

Mas não existo o bastante para deixar de aspirar.
Espio manhãs. Não graduo conjuras.
Apraz-me compreender que uma reta contém variáveis.
Meus poros se aguçam de humana estatura.

Minhas inquietações desfiam-se visíveis.
Confesso-me indisciplinado com as formalidades do risco.
Em quase tudo me arde, o que suponho merecer.
E se não o sentir, não me impele o florescer.
Tenho dificuldades com prognósticos do viver pré-definido.
Não uso decifrador de tempo, para embeber-me do instante.
Declaro-me avesso em não desfrutar o que o momento instaura.
E quando me chega, pousa em minhas mãos, como se vindo da alma.

Carlos Daniel Dojja

Inserida por carlosdanieldojja

⁠...Te amo,
desde quando teus olhos,
como mãos encravadas a terra do meu afeto,
se fizeram raízes.
Quando o dia trouxe teu perfume
E me nasci no teu corpo,
E juntei tua face a minha andança...

Carlos Daniel Dojja

Inserida por carlosdanieldojja