Poesias que Falam de Amor do Seculo Xix
quando me enterraram viva
cavei meu caminho
de volta do chão
com o punho e a mão
gritei tão alto
que a terra se agitou de medo
e a poeira levitou no espaço
minha vida foi um ato de resistência
um enterro após o outro
o que a gente faz agora meu bem
quando acabou e eu fiquei no meio da gente
para que lado eu corro
se por você todo músculo do meu corpo pulsa
se só de pensar já fico com água na boca
se você me puxa para perto sem precisar fazer nada
como é que dou meia-volta e escolho a mim mesma
quando o mundo desaba a seus pés
não tem problema deixar que as pessoas
ajudem a recolher os pedaços
se estamos presentes para partilhar a plenitude
quando o momento é próspero
somos mais do que capazes
de compartilhar seu sofrimento
fronteiras
são criação do homem
só nos separam fisicamente
não deixem que elas nos
coloquem uns contra os outros
Se uma pessoa fala mal de você, fique calado! Não fale da vida dela, porque assim estará sendo diferente da pessoa que te critica!
Satânico é meu pensamento a teu respeito, e ardente é o meu desejo de apertar-te em minha mão, numa sede de vingança incontestável pelo que me fizeste ontem. A noite era quente e calma, e eu estava em minha cama, quando, sorrateiramente, te aproximaste. Encostaste o teu corpo sem roupa no meu corpo nu, sem o mínimo pudor! Percebendo minha aparente indiferença, aconchegaste-te a mim e mordeste-me sem escrúpulos.
Até nos mais íntimos lugares. Eu adormeci.
Hoje quando acordei, procurei-te numa ânsia ardente, mas em vão.
Deixaste em meu corpo e no lençol provas irrefutáveis do que entre nós ocorreu durante a noite.
Esta noite recolho-me mais cedo, para na mesma cama, te esperar. Quando chegares, quero te agarrar com avidez e força. Quero te apertar com todas as forças de minhas mãos. Só descansarei quando vir sair o sangue quente do seu corpo.
Só assim, livrar-me-ei de ti, pernilongo filho da...
(...) Que dias há que na alma me tem posto
Um não sei quê, que nasce não sei onde,
Vem não sei como, e dói não sei porquê.
Nota: Trecho adaptado de soneto de Luís de Camões.
Oração pela Paz
Senhor, fazei de mim um instrumento da vossa paz.
Onde há ódio, que eu leve o amor.
Onde há ofensa, que eu leve o perdão.
Onde há discórdia, que eu leve a união.
Onde há dúvida, que eu leve a fé.
Onde há erro, que eu leve a verdade.
Onde há desespero, que eu leve a esperança.
Onde há tristeza, que eu leve a alegria.
Onde há trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre,
Fazei que eu procure mais
consolar que ser consolado;
compreender que ser compreendido;
amar que ser amado.
Pois é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado,
é morrendo que se vive para a vida eterna.
Amar é descobrir os detalhes, os avessos
Amar é descobrir os avessos. É olhar o outro lado, o nunca visto, o não investigado.
Amar é exercício de investigação, de constante e atenta observância.
Só o observar silencioso da existência nos capacita para uma formulação de palavras...
Só pode dizer alguma coisa sobre uma pessoa, aquele que soube demorar, que soube ficar, permanecer, vigiar, descobrir. As palavras reveladoras só nascem depois da observação silenciosa.
Uma mulher não se sente amada no momento em que o homem a proporciona uma noite de amor, apenas...
Mas sobretudo no momento em que se sentam à mesa de um restaurante, e sem que ela diga nada ele lhe pede o prato favorito.
Amar é descobrir os gostos, os sabores particulares, os desejos mais ocultos.
Amar é saber a cor favorita, o número que calça os pés, o que causa medo e o que encoraja.
Hoje fiquei pensando...
Meu pai morreu sem que eu soubesse qual era sua cor favorita...
Se o amor é como uma possessão, talvez minhas cartas sejam meu exorcismo. As cartas me libertam. Ou pelo menos deveriam.
A essência do primeiro amor.
Nos abismos do meu ser,
Onde as sombras gritam com a dor,
Você é a luz que me resgata,
E me faz renascer das cinzas da minha própria destruição.
Teus olhos, dois vórtices de escuridão,
Que me puxam para o coração do universo,
Teu toque, a faísca que acende,
A chama que me consome, que me faz arder em vida.
As noites são um vazio que me engufa,
Quando você não está ao meu lado,
As estrelas são lágrimas de deuses que choram,
E o amor é a nossa única redenção.
Eu te amo, não apenas com o coração,
Mas com cada átomo, com cada molécula,
Te amo, não apenas com a alma,
Mas com cada suspiro, com cada grito, com cada silêncio.
Você é o meu oxigênio, meu sangue,
Meu amor, minha vida, meu único destino,
Com você, eu sou eterno,
E o amor é a nossa eternidade, a nossa lura, a nossa perdição.
“A sistematização do conhecimento na área organizacional, que teve seu berço no final do Século XIX e início do Século XX, apresenta, atualmente, mudanças estruturais, motivadas por uma nova concepção do ser humano, pela evolução do conceito de globalização econômica e da dinâmica das novas tecnologias, criando possibilidade para um novo modelo de sociedade. Com conhecimento, liberdade, coragem e ética.”
As pessoas falam coisas que não praticam, mentem sem pensar nas consequências e machucam aqueles que amam como se não houvesse amanhã... Mas saiba que há o amanhã! E é no amanhã que as pessoas perdem... Perdem o amor,a paz, a virtude, e perde todos aqueles que se machucou no ontem. Errar é humano, persistir no erro é tolice! Deixar que os seus erros interfiram na vida de outras pessoas, é egoísmo! E saber reconhecer seus erros, é humildade!
"Nem todo mundo é igual a você"
Sei que todas as pessoas são impares, cada uma com suas particularidades, sei que meu "Eu" não agrada todo mundo, e talvez não agrade você, então mantenha distância, saiba que no mundo existem mais de 7 bilhões de pessoas, escolha algumas delas para fazer parte do seu círculo, meu eu é muito feliz em não ser todo mundo.
Segundo Platão, originalmente, os seres humanos tinham duas faces, quatro braços, quatro pernas... e eram felizes assim, completos! Porém, desafiaram os deuses, que os puniram dividindo-os em dois. Separaram os humanos, que eram andrógenos, de suas metades. Ele diz que cada um de nós, enquanto separados, está sempre buscando a outra metade. É a natureza humana.
"É então de há tanto tempo que o amor de um pelo outro está implantado nos homens, restaurador da nossa antiga natureza, em sua tentativa de fazer um só de dois e de curar a natureza humana. Cada um de nós portanto uma téssera complementar de um homem, porque cortado com os linguados, de um só em dois; e procura cada um o seu próprio complemento" (Platão - O Banquete).
Quando as duas metades se encontram, eles se perdem mergulhados em uma explosão de amor... amizade... intimidade... Sensações tão extraordinárias, que eles não querem mais se separar, sentem a vontade de se fundirem novamente em uma só carne. É assim que se deseja quando se encontra a cara-metade, porque éramos completos... e essa busca pela totalidade se chama amor (eros).
Contudo, Platão nos adverte que só se ama o que não se tem. O objeto do amor sempre é solicitado, mas está sempre ausente. Quando julgamos alcançá-lo, escapa-nos entre os dedos. Essa nossa inquietude na origem do que se busca, o amor... amor daquilo que nos falta, pois o "que deseja, deseja aquilo de que é carente, sem o que não deseja, se não for carente" (Platão - O Banquete).
Sendo assim, porque sou carente do seu amor é que te desejo! Uma vez que não é completamente minha, serei para sempre seu! Te amo!
Menina canta pra lua,
Viva a Vida, ela é só sua.
Menina ama de verdade,
Não vive só na saudade.
Menina luta…, veja com o coração, viva com emoção.
Ama por amar, o amor é farto, é doação.
Sabe saborear o gosto amargo e doce da vida.
Menina doce…vive.
Ainda bem
que não morri de todas as vezes que
quis morrer – que não saltei da ponte,
nem enchi os pulsos de sangue, nem
me deitei à linha, lá longe.
Ainda bem
que não atei a corda à viga do tecto, nem
comprei na farmácia, com receita fingida,
uma dose de sono eterno.
Ainda bem
que tive medo: das facas, das alturas, mas
sobretudo de não morrer completamente
e ficar para aí – ainda mais perdida do que
antes – a olhar sem ver.
Ainda bem
que o tecto foi sempre demasiado alto e
eu ridiculamente pequena para a morte.
Se tivesse morrido de uma dessas vezes,
não ouviria agora a tua voz a chamar-me,
enquanto escrevo este poema, que pode
não parecer – mas é – um poema de amor.
" Pra Deus não tem impossível não
Macumba e magia negra derrotadas são
Se o muro é de bronze vai cair no chão
E se luta está grande
Maior é a vitória que Ele entrega em sua mão ! "
VIDA DE CRIANÇA
Vida de criança
É pular brincar sorrir
Ir pra escola todo dia
Pro futuro garantir
Criança inteligente
Sabe as coisas dividir
Pois tem hora de estudar
E hora de se divertir
O papai e mamãe
Só precisam ajudar
A fazer dever de casa
Pra depois se esbaldar
Na piscina ou pula-pula,
Bicicleta ou futebol.
Depois do dever de casa
Você escolhe o melhor.
Pra Benício e Giovanna.
16 (metas) poesias para 2016:
1. Deixe o amor pular o muro.: O Amor Bate na Aorta; Drummond.
2. Tenha apenas duas mãos e o sentimento do mundo.: Sentimendo do Mundo; Drummond.
3. Pense nas crianças mudas telepáticas.: Rosa de Hiroshima; Vinícius de Moraes.
4. Sinta um acréscimo de estima por si mesma.: O Primo Basílio; Eça de Queirós.
5. Aprenda a viver Apesar De.: Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres; Clarice Lispector.
6. Veja com outros olhos e não com os olhos dos outros.: Catatau (Livro); Paulo Leminski.
7. Dance até o sapato pedir para parar, tire o sapato e dance o resto da vida.: Rápido e Rasteiro; Chacal.
8. Lembre-se que perder-se também é caminho.: Cidade Sitiada; Clarice Lispector.
9. E não esqueça de anotar que A maior riqueza do homem é sua incompletude.: Retrato do artista quando coisa; Manoel de Barros.
10. Deixe que o tempo passe e veja o que ele traz.: Amor nos Tempos do Cólera; Gabriel Garcia Marquez.
11. Viaje como quem troca a roupa da alma.: Mario Quintana.
12. Aprenda com Capitu, tenha ideias atrevidas. Aos 14 ou não.: Dom Casmurro; Machado de Assis.
13. Abrace uma(s) pessoa(s) como se as trouxesse mais para perto.: Eleanor and Park; Rainbow Rowell.
14. Mude de rosto, não deixe sua face perdida em espelhos.: Retrato; Cecília Meireles.
15. Deixe arder no coração o tumulto e o clamor de um largo oceano.: Dualismo; Olavo Bilac.
16. Faça sua poesia.
