Poesias Faceis do Elias Jose
[CAPITALISMO E DEMOCRACIA SÃO CONTRADITÓRIOS]
Talvez nunca, como nos dias atuais, tenham se mostrado serem tão incontornáveis as contradições entre capitalismo e democracia. Disfarçar o Capital com os trajes da Liberdade torna-se cada vez mais difícil, e muitas vezes não é sequer mais necessário. Nestes novos tempos, o poder repressivo diversifica seus modos de violentar a liberdade, de limitá-la a uma parcela mínima da sociedade, de impor a exploração generalizada, de impedir nas instituições políticas a presença de representantes sinceros dos verdadeiros interesses da classe da trabalhadora, Se o século XX havia apresentado inúmeros exemplos de ditaduras tradicionais, o nosso século XXI parece assistir, nos anos mais recentes, à emergência de novos tipos de ditaduras, como aquelas que não precisam mais se impor basicamente pela violência física (embora isso também continue a ocorrer), e sim através de novos modelos que envolvem o controle dos poderes judiciários, a conivência de setores parlamentares e a manipulação de amplos setores da população através das mídias de todos os tipos.
[BARROS, José D'Assunção. Seis Desafios para a Historiografia no Novo Milênio. Petrópolis: Editora Vozes, 2019, p.23].
O PESCADOR SOLITÁRIO
Aqui estou eu novamente
Dentro e na margem do lago
Estou só, observando o rio
Os igapós, os aningais, os murerus
Olhos com os olhos de águia
A procura da presa.
Assim procuro ver
Qualquer maresia
No boiar dos peixes
Onde estarão os peixes?
Porque onde bóia um, há muitos.
Eles andam em cardumes.
É pegar o caniço e lançar o anzol.
E pegar, um, dois... muitos peixes.
Venho pescar, porque gosto de pescar
Contemplar toda essa beleza.
O silencio da natureza
O barulho e o voar dos pássaros.
Dos peixes boiando, os jacarés secando.
Das formigas mordendo, das muriçocas ferrando
Tudo isso é belo
Faz parte desse lugar agreste.
Se chega a chuva
Protejo-me debaixo do Japa
Sou um pescador da antiga
Pesco de caniço e anzol
Isso é mais excitante para mim.
Pego o meu chapéu, casco e o remo
E me lanço em direção do lago.
Quando chega a hora do almoço.
Trato os peixes, preparo o fogo
Asso na beira do lago.
Levo a farinha, pimenta e sal.
Quando aparece algum companheiro.
Este é bem vindo ao banquete.
Com muito gosto e prazer
Compartilhamos desta maravilha
Que a natureza nos oferece.
FIM.
Autor: José Gomes Paes
Enviado por José Gomes Paes em 11/01/2012
Código do texto: T3435526
O QUE É SER CABOCLO
Ser caboclo não é mole não.
É nascer no interior
Não ter medo de assombração
É trabalhar de sol a sol no roçado
Saber manejar o facão.
Ser caboclo é ser corajoso
Não ter medo de onça
É não ser preguiçoso
Ser um cara amigo e legal
E ser muito atencioso
Ser caboclo é saber se virar
É ter sorte na pescaria
Abarrotar no tamuatá
Trabalhar no plantio da farinha
E na colheita do guaraná
Ser caboclo é não reclamar
Da vida que se leva
Das dificuldades que passar
É ter muita fé e esperança
Que tudo vai melhorar.
Ser caboclo é ser amigo do peito
Respeitar todos sem distinção
Ter noções de seus direitos
Cuidar bem da família
Com dignidade e respeito.
FIM
OBS: Estas pequenas estrofes, dedico a todos os caboclos dos nossos interiores do Amazonas, aos quais tenho maior respeito e admiração.
José Gomes Paes
Enviado por José Gomes Paes em 26/07/2011
Reeditado em 23/08/2011
Código do texto: T3118999
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"NOSSO OLHAR DE CABOCLO"
De onde eu vim
Por onde passei
Onde eu passar
Quero deixar sempre um sorriso
Do meu jeito de ser
Do meu jeito de olhar
Olhar as montanhas
Vários ângulos
Bem do alto
Decifrar seus mistérios
Ficar mais perto do céu
Sentir o frescor
Da natureza e tudo que é belo
Olhar para as matas
Cada árvore
Chão úmido de folhas secas
Pássaros voando
Macacos pulando
Diversidade que ela nos dá
Olhar de mateiro
Caboclo seringueiro
Desse meu jeito de ser
Do meu jeito de olhar
Olhar o rio Amazonas
Sua importância e riqueza
Sua extensão territorial
Quanta pessoa alimenta e transporta
Cuidar de sua preservação
Lutar pela sua sobrevivência
Para que no futuro outros possam
Usufruir de sua existência.
Olhar para cada irmão
Interiorano, na sua maneira de ser
Atencioso, no seu jeito de agradar
Simplicidade, na cumplicidade
De ser fiel ao seu irmão
Olhar de matuto, não besta
Esse nosso jeito de olhar
Nosso modo de amar.
FIM
José Gomes Paes
Enviado por José Gomes Paes em 01/09/2011
Código do texto: T3194841
Eu confio e acredito, porem estou cansado, mas não desisto.
Hoje vou fazer igual ontem, a mesma coisa, mas nunca ficar parado.
águas dançantes
suaves murmúrios
voam com a brisa,
em harmonia...
- aonde -
o tempo se hospeda
ao fim da tarde
calma e fria...
-- josecerejeirafontes
A natureza pinta como ninguém
Meus olhos miraram-te com demora,
nessa correnteza de folhas em valedoiros tons,
ainda que à terra presos...
-- josecerejeirafontes
Árvores
quando -beijadas- pelo vento
chovem folhas dos galhos,
que se plantam no solo, como
flores na erva fresca...
-- josecerejeirafontes
Como uma sina causada pelo meu cruel destino fico a temer a escuridão das noite que vem pausando meus pensamentos. E sobre a terra o que só vejo é o escucer. Torturas é o que das noite espero. Não a o que fazer. Nem como das lembranças mágoas e tristezas me esconder. E assim as noites que inunda de amargura todo meu ser. Não tem sequer o clarão da luar pra me alegrar. Assim as noites se tornaram monstruosas sobre este que não suporta mais padecer. E como se fosse a noite divinamente pura nostalgia me embriago. Não tem porquê se lamentar mais. Porquê ninguém vai ouvir meus lamentos. Então as noites sombrias em plena escuridão me jogo e a torno minha única a companheira. Noite que me trás dor que se transforma em escrupulas tortura. Não aguento. Mais e a noite que já se faz imtensa esperando o meu triste soluçar. Soluços que engulo nas terrível noite escura. Apenas só me resta uma pergunta. Por que se fez assim tão escura diante de mim. Buscando apenas tristezas sem fim. Esqueço as lembranças saudades. Por que eu sei donde vem. Vem de ti. Vou me entregar a mais esta noite. Talvez eu possa me esquecer de mim. E nunca mais saber quem sou e nem de onde eu vim. Restando apenas noites escura sobre mim.
Jose A Nascimento
Derrepente percebemos que sem esperar. Ou pensar no que a de ser. Descobrimos que conquistamos o mundo. E passamos a perceber. Que construímos o nosso verdadeiro lugar. E assim só nos resta deixar a nossa estrelinha brilhar.
Jose A Nascimento
A única prova de amor existente e verdadeira é aquela que não proponha exigência. Porque o amor resistente é aquele que a tudo supera e se doa por inteiro. O amor duradouro é aquele que permanece por uma eternidade. E quem ama. Ama por uma intensidade de motivos sem limites.
Jose A Nascimento
Coração já sem vida. Apenas migalhas restante de uma alma que padece. Ja destroçada pelas mágoas e desgostos. Sem vida já se vê. Nada sobrou. Apenas querendo um canto mesmo em pranto. Apenas um canto onde possa sentir o fim de alguns encantos
Jose A Nascimento
Deixa-me prova meu amor a ti. Me deixando livre pra ir em todas direções. Mais sempre retornando a um coração onde só tenho amor pra entregar
Jose A Nascimento
INTANGÍVEL
Guardei-te na gaveta das coisas novas,
arrumadas, qual gaivota que sobrevoa
a praia, antes de fechar a porta da tarde.
Guardei as razões que me deste
para te eleger. O teu gracejar constante
e aquele sorriso de inspirar poetas.
É tarde. A vitrola acusa cansaço
e os versos repetem-se na folha vazia.
Rendo-me à alegria de te sonhar
tão azul e tão presente como antes.
Sempre te soube interdito e breve.
Tão intangível, que magoa.
MEUS OLHOS
Quando a noite
pousar sobre ti seu negro manto
e sentires que as estrelas te perseguem
que dançam ao teu redor, em burburinho
não tenhas medo meu amor
o que ouves são os meus olhos
que no escuro te acompanham
a salpicar de luz o teu caminho.
CRESCEU-NOS A CAMA
Lentamente
descemos o rio
mudaram as luas
os azuis do céu
e os verdes das margens
até nós mudámos
sem darmos por isso
pouco a pouco
o espelho mostrava-nos
o que viria a seguir
o preço a pagar
pela nossa irreverência
eu deixei de correr
e tu seguiste-me os passos
até ao ponto de não podermos
mais fugir ao destino
o céu acinzentou
cresceu-nos a cama
e o sangue deixou de saciar-nos
diz-me, amor
perdemos a sede
ou secou-se a seiva
que nos corria efervescente
pelas crateras da pele em chama
cresceu-nos a cama
ou mingaram-nos os braços?
Contra a ignorância atrevida
A inteligência e a sabedoria não se astrevem
Porque é inútil e é um cansaço de vida.
Tou apoixonado por alguem k tem uma idad superior k eu digo a ela dai ela respond sinto um amor d amig por voce!! Uk eu faço?????
JOSE-SMITH
