Poesias de Tristeza
Madrugada
É na suave escuridão da madrugada,
Que os amores secretos dão tudo ou nada.
São observados pela lua, que guarda para si.
Cada carinho e gesto de amor criado ali.
Escondidos do mundo, se ele souber será um erro.
Pois amar é bom, mas é melhor em segredo.
OBSOLETA ALEGRIA
"Tão distante quanto as estrelas
Tornou-se para mim obsoleta a alegria.
Envilecido e desalmado, ando a suplicar misericórdia!
Perdido, engolido por um buraco negro,
Preso, cabisbaixo, objeto de zombaria.
Quem, quem terá de mim misericórdia?"
Te escolhi, te escolho e te escolherei quantas vezes preciso
for ; nossos dias de alegrias e vitórias são muito mais que os dias de tristezas e derrotas. #PorTodaVida
Perdido no tempo,
Sem saber pra onde voltar,
Apenas desastres pra lembrar,
Em lembranças transformadas em pó.
Passe com a sua dor no caminho, mas não olhe tanto para o chão , doutro modo deixa de ver o sol que acena no rosto de quem passa.
António Cunha Duarte Justo
in Poesia e aforismos de António Justo
As lágrimas rolaram por horas a fio e no intervalo entre uma lágrima e outra a vontade de ligar para alguém que as fariam cessar
E de repente se certificou que não tinha quem as fariam cessar, nem os melhores amigos. Era necessário elas caírem
Minha mente é o reino e meu corpo o Rei
Meu reino esta desmorando e assim cairei
Tudo arde em chamas de destruição
Esse meu mundo frágil é só uma ilusão.
"O olhar perde a alegria
Admiração torna decepção
Que maldade ferir
Quem lhe dei a mão
Quando a cortina caiu
Vi seus olhos ali
Como quem nem sente
A me confundir
Chorei. Bem sei
A dor que senti
Da raiva fiz meu discurso
E custo a me esquecer de tudo
Triste ficou a poesia
E o vento levou a melodia
Desencantou o amor que eu tinha"
“Não se sinta mal quando jogarem a culpa em você, seja egoísta o suficiente para admiti-lá e ignora-lá”
-Maysa G.
Oi "Apenas Eu"!
Como pode ter se tornado algo tão distante do irreal o qual sempre sonhamos nos apegar?!
Será que seus sonhos viraram os pesadelos que outrora queria parar de querer sonhar?
Talvez você não tenha apenas mudado "Apenas Eu", talvez você tenha morrido no turbilhão de felicidade que tanto odeio. Suas mãos não são tão aconchegantes no meu peito, seus dedos já podem enforcar minha garganta.
Então mais uma vez ó meu "Eu", um "oi" para você e quem sabe um dia, talvez, um suave tchau para mim.
Deixei-te ir
Deixei-te ir quando vi,
que não mudaria nada para ti,
estando ali.
Por muito tempo quis ficar,
e abraçar-te.
Mas tu não me dás escolhas,
a não ser deixar-te ir.
Você foi a cor mais bela,
que pintou a minha tela,
chamada de vida.
Ah, o mais belo tom.
Tu foste a jóia mais rara,
por mim encontrada,
nessa longa jornada.
Você era meu motivo de felicidade,
e meu motivo de angústia,
nas noites em quê chorava,
com medo de perder-te.
Por acaso do destino,
o que mais temia,
concretizou-se,
Somente,
como dois conhecidos,
Apenas conhecidos somos hoje.
Às vezes,
encontro-me em lágrimas,
lágrimas de saudade,
que se perdem em soluços.
Adoraria ter-te,
para nunca mais soltar,
mas não vejo motivos para ficar,
Ah, como eu gostaria que existissem.
O meu coração adoraria ficar,
pois você ainda é a razão de meu sorriso bobos,
mesmo que para você,
eu não sejas mais motivo de felicidade.
Mas por mais que doa,
que rasgue o peito,
eu decidi deixar ir,
e me deixar fluir.
—B.
Na vida eu vivi muitas lágrimas e só alguns sorrisos
Na vida
Vi
Lágrimas
Lá
Grimas
E sorrisos
Só
Risos
Na vida
Vi mais
Vi demais
Vi mais lágrimas
Mais delas brotaram no meu rosto.
E o resto: foram alguns sorrisos.
Que marcaram pela vida toda.
Pelos poucos que foram.
É o que eu valorizo.
Mas as dores também valeram.
Apesar de machucarem tanto o meu coração.
E fazer as lágrimas molharem tanto o meu rosto.
Lá
Grimas
Preparando
Para um sorriso novo.
E tornando cada
Sorriso
Só
Riso
Valioso.
Hoje eu acordei pensando em você
Nem sei por que
Talvez seja besteira
Um momento de fraqueza
Não vou mais chorar
Você quis assim
Cada um foi pro seu lado
E deu de cara com a tristeza
O que te define ou o que te definha?
Se não sabe o que te define,
comece pelo que te definha.
Questione seus medos,
suas culpas,
seus traumas,
sua falta de amor próprio.
Pergunte-se:
Porquê estou assim?
Porquê isso tem que me entristecer?
Porquê estou tão ofendido com aquilo?
Porquê essa dor que a tanto tempo me
acometeu ainda insiste em me entristecer?
Não procure culpados,
Questione a culpa em si.
Questione-se no interior de sua alma,
nos porões do seu ser, aonde somente você
consegue adentrar.
Encare seus fantasmas,
Jogue luz sobre suas sombras.
Faça isso todas as vezes em que
perceber pensamentos que te
incomodam e tirem a sua paz.
Faça isso quantas vezes for necessário.
Profunda solidão
No silêncio aperta meu coração
Silêncio de luto, silêncio de indecisão
Silêncio de dor, silêncio sem perdão
Silêncio esse que parte meu coração
Desde daquela triste noite de sábado
O abraço, o adeus
O perdão pelas falhas
O fim de laços os quais jamais serão refeitos
E no silêncio da milha verde
Eu caminho devagar
Sem um ombro amigo
Sem alguém para amar
Somente lembrar
Daquele passado de ardor
De sentimento e de calor
E a vida só irá clarear
Quando o sentimento na alma findar
E daquela noite melancólica
Adquiro a minha eterna solidão
Pois nunca a ela retornarei então.
Oh foda é que eu finjo demais,
e isso tira minha paz,
porque todo mundo pensa que eu tô bem,
mas isso eu nem consigo explica mais.
ACASO
A vida é feita do acaso
Que é levado pelo arrais
Às vezes chega de atraso
Mas nunca tarde demais.
Vivi a vida até tardar
Esperando com descaso
A tarde ver, por um acaso,
Que nem tão tarde ele virá...
LIBERTINA (soneto)
Recordo, ao ler-te, as épocas sombrias
Ó escura poesia, de outrora, tão torta
À inspiração, lasciva, e da alegria morta
E em tuas trovas, as vis sensações frias...
Simetria e rimas, nas fantasias vadias
Enroupadas, pária de Suburra à porta
E a impudicícia em tuas linhas, absorta
Acabrunhando o decoro nas ousadias
Ó nuvioso e tristonho cântico em ruína
Na esquina pesada, tendo a fonte impura
Do lampejo, na qual se traje de Messalina
Tu, prosa descarada, sem amável ternura
Sem o amor, traindo a mão na sua rotina
Libertina, que ao poético só traz amargura
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
14/03/2020, 04’59” - Cerrado goiano
Olavobilaquiando
