Poesias de Pedro Bandeira Mariana
Última parada - Estação Brumadinho -
A serra ruída e os destroços deixados pelo caos...
O cobertor de lama arregalado sobre todos
e a montanha descendo voraz morro abaixo,
lá embaixo os gritos emudecidos dos sujeitos silenciados
dentro da tumba de rejeitos do concreto duro e frio
que pelo caminho foi se perfazendo o barro.
A dor de quem viu tudo ruir,
o terror de quem estava lá pela segunda vez
chorando o Rio doce, o Paraopeba, possivelmente até o São Francisco.
Os animais soterrados, sufocando sob toneladas de lama
e a cama dura, agora leito das vítimas dessa realidade cruel.
Personagens de histórias brutalmente interrompidas.
A crueldade da trama de quem despejou a sua lama no quintal do vizinho:
- Nos inúmeros terreiros e quintais inundados e que deixaram de existir.
- Nas hortas, lavouras e roças inteiras que não serão mais cultivadas.
E no leito sujo dos rios, os passos encravados no barro, das pessoas enrijecidas na fuga, congeladas de tanto pavor.
Rompeu-se em Mariana a Barragem do Fundão.
Em Brumadinho arrepiaram-se todos ao ver se esvair a sua maior promessa de riqueza, no Complexo do Feijão,
a sua maior empresa transbordou-se num mar de lama
e em inundação jamais vista pelo volume e devastação,
acabou com o conto de fadas da inocência da extração mineral sustentável.
A lama
Mar de lama que trouxe a destruição e nos arrebatou a todos fortemente
A barragem que implodiu a paz e inaugurou um novo tempo
Reapresentando a dor e todos os antigos lamentos “já esquecidos”
Insidiosa indústria de extração mineral
Algures estrada caminho onde se equilibra o bem e o mal
N’algum sítio de minério onde operam maquinário bruto antes nunca visto
Assolando o solo fazendo-o tremer em explosões múltiplas e desgaste desmedido.
Brumadinho... Paraíso encravando logo ali, ladeado a Mario Campos.
Minas Gerais... Das inúmeras minas que lhe facultaram o nome e que agora lhe envergonham e causam a todos largo espanto.
Paraopeba, Rio Doce, São Francisco, Córrego do Feijão... Ambos agonizam.
Romperam com a nossa paciência, reinaugurando a nossa indignação
Óbitos múltiplos
Xisto pedra em verdes folhas, dólares
Indústria torpe em vil revide
Minas matam e matam por dinheiro
As vítimas nem se dão conta que a conta mais cara será paga por eles.
Assoreamento dos córregos, canais e cursos d’água
Depósito de sedimentos e esterilização da vida local
Memórias de uma vida inteira enterradas na lama
Morte no leito do rio transmitida ao vivo pela televisão
Perplexidade estampada no rosto incrédulo dos sujeitos perdidos
Dispersos em seus sentidos
e assolados pelo banzo coletivo que aflige a multidão.
Versejar feito
de lama,
água, fogo
e luto,
tentando
entender
porque
nessa vida
ninguém
se previne.
Centenas
de almas
sacrificadas,
para lágrimas
ainda não
inventaram
barragens
de contenção.
Só sei que
dez estrelas
escapuliram
de várias
mãos;
dobraram
os sinos,
caiu a noite
e já não sei
mais o quê
escrever,
só sei que
o meu peito
não para de doer.
Poeta não e aquele que faz pemas e nem Poesias,
Poeta não e aquele que escreve por escrever,
O Verdadeiro poeta nunca escreve para ele mesmo,
Poeta e aquele que escreve para a pessoa amada,
Poeta chora ao escrever e lembrar do seu verdadeiro amor,
Então o que e um poeta?
Poeta e aquele que mostra os seus mais puros e profundos
Sentimentos em versos e palavras
Poetry
Poesias de velho
Uma canção para poucos
De amor sofri quase nada
De dor foi um terror.
Amor meu, criança dengosa.
Minha chata apetitosa
Beije-me, amenos me olhe.
Mais meu bem, meu bem, não vá mais sem dizer adeus.
Poesias para poucos
Uma canção de velhos
De amor jamais sofri
Mais das dores tive todas
Pequena minha, minha outra vez amada.
Não diga nunca, diga sempre, e nunca o fim.
Sem dúvidas é amor...
Quando a alma diz poesias de amor no suspirar,
Quando o olhar brilha e se declara em silêncio.
Quando a boca emudece e o coração ainda assim grita os desejos mais secretos de amor.
A pele convida e o beijo é derramado,suplica por um toque nos lábios.
Quer viajar na boca e mergulhar na alma,
Quer construir castelos de sonhos para morarem juntos dentro deles!
18/10/18
Eu gostaria que pessoas fossem feitas de letras,
Fossem um livro de poesias,
O favorito de alguém,
Que fosse pra sempre,
Não passageiro,
Dói, depois passa,
As feridas ficam,
Se tornam cascas,
Depois marcas,
Cicatriz.
Poemas são palavras
Cartas que te escrevo
Em versos te mando rosas...
Cheiros
Poesias são bilhetes !
SÓ UMA CHANCE
Na calmaria da madrugada
Conto aos gritos em poesias
Todo o meu amor
Não quero mais me esconder
Hoje vim revelar
Porque preciso desabafar
Desejo que o meu coração
Possa o coração dele tocar
Só quero uma chance
De dizer, que sem ele
Sou criança sem rumo
Que desejo olhar o mundo
Com os mesmos olhos
De menina ingênua, sonhadora
Que ouço os gritos desse amor
Num silêncio perturbador
Que quero me libertar da prisão
Me livrar de toda opressão
E tentar encontrar a saída
Do labirinto que nos separa
Sandra Leone
SIMONE
(31.08.2018).
Minhas poesias me levaram ao mar. E as ondas trouxeram uma concha, no qual seu interior se encontrava uma perola. Dialogando com meu ser, perguntava: Afinal, que nome eu daria a ela...?
Frases bonitas,
Poesias em músicas
Palavras amargas, faladas ao vento
Feridas sem cortes,
Choro sem lágrimas,
Vidas perdidas,
Quando olharam no espelho quebrado,
Viu algo e ficou assustado,
Era uma réplica da morte,
Estampada no rosto do Bobo da Corte.
Tudo é loucura:
a tarde que te trás
as flores,
os versos que canto
poesias,
músicas que me tocam.
Tudo é loucura:
a espera sem fim
a partida sem hora,
a saudade que marca
lembranças,
sorrisos escondidos
desejos,
vontades ocultas
sonhos,
levados na areia
palavras,
escritas em versos.
Tudo é loucura:
amar
querer
viver,
Loucuras...
Quando me sinto pesado
Crio versos
Crio rimas
Crio textos
Poesias
Eu escrevo para não pirar
Pra minha dor esvaziar
Transformo o que sinto em palavras
Porque estou sozinho
Em um mundo com 7 bilhões de pessoas
Uma pessoa pediu para eu fazer poesias mais alegres
Que tenha mensagem de motivação, encorajamento
Como uma pessoa infeliz animar alguém pelo que escreve?
Ela me elogiou , disse que eu tenho muito talento
Vou atender o pedido dela
Farei a diferença neste mundo
Descreverei palavras edificantes e belas
Falarei de Deus que tem um amor profundo
Evangelizarei com este meu dom
Me tornarei útil, significante
Fixarei meu olhar em tudo que o Criador fez de bom
Pois se eu me valorizar tornarei mais importante
Ouça o que eu tenho a lhe dizer neste instante
Tentarei consolar aos corações
Deixarei para trás tristezas cortantes
Peço a Deus bastante inspirações
Findo agora deixando algo positivo
Conte comigo nos momentos difíceis
Jesus Cristo é o seu melhor amigo
Fique feliz e não triste.
Relâmpagos...
O nosso redor é de poesias,
um cântico descrevendo sonhos,
partidas, amores, dores
e até promessas vãs.
É um mundo encantado,
onde o desencanto, vive mascarado
na ilusão de que não há ilusão.
Há uma infinidade de letras
formando frases perfeitas
e muitas, acabam construindo alicerces firmes
que descartam a fantasia
e vão se tornando realidade
quando alimentados pelos sonhadores
que estranhamente visionários,
são capazes de levar adiante
aquilo que se mostrou tão efêmero
quanto um relâmpago
que no meio da escuridão noturna
pode mostrar o precipício
em seus poucos segundos de exibição.
by/erotildes vittoria
Sou teus versos imperfeitos
Sem rimas, sem prosas...
Sou veneno na tua boca
Louca
Faltam poesias
Sou abraços de quem não ama
Brincadeira sem graça
Riso sem tom
Sem paixão
Música não tocada
Beijos sem batom !
Sou mentira nas tuas verdades...
Louca, perdida...
Sou teu mar sem ondas, sem rios...
Tua flor sem cheiro
Pétalas amassadas
Águas derramadas
Sou o que não quer
Não tem...
Sou tua loucura curada
marcas cicatrizadas
Fera domada
Não amada
Sou tua...
Lembrança esquecida
Saudade não doída
Passada...passei !
Poesia é música
Poesia é paixão
Poesia é vida
Poesia é emoção
Poesias é choro
Poesia é exaltação
Poesia é realidade
Poesia é invenção
Poesia está na história
Poesia está no coração
Poesia está no sim
Poesia está no não
Poesia é transparência
Poesia é ilusão
Poesia é metáfora
Poesia é jargão
Poesia é segurança
Poesia é assombração
Poesias é família
Poesia é solidão
Poesia é fingimento
Poesia é reconciliação
Poesia é ódio
Poesia é perdão
Poesia é amigo
Poesia é irmão
Poesia é estar perdido
Poesia é ter a direção
Quantos segredos,
Quantos romances,
Contos, poesias, tantos ensaios
Há nas bibliotecas!?
E quantas biografias,
Vidas escondidas
Que não se sabe ao certo.
Quantas fotografias que não se veem
Nos livros das bibliotecas!
Durante a tarde, e no começo da noite
Musicas e poesias me fazem companhia
Na espera de chegar
O cansaço do dia
E as horas que passam devagar
Refletem nos teus olhos
Pedes colo e compreensão
Enquanto a chuva cai
E no silencio somos um
Assim são meus dias
Nem sempre verdadeiros
Mas em sonhos de te amar.
Quando
a felicidade
me invade por completo…
Eu brinco.
Pulo.
Dou gargalhadas.
Escrevo poesias.
Ligo para amigos…
Sento-me num barzinho
e ouço boas músicas.
Brinco com o vento.
Chuto a tristeza…
e até afogo-as nas águas
tranquilas do mar.
Viro sonho!
Colho estrelas…
Distribuo sorrisos largos.
Felicidade,
muda a minha atitude!
E eu aproveito-a ao máximo…
Pois sei que nada é eterno!!
