Poesias de Gregorio de Matos Guerra

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O SAL DA MINHA VOZ

Não reconheceram
Minhas palavras como ouro
Ou trigo,
Mas escutem o que digo:
Amanhã se levantará
Um grito
Que tropeçando se arrastou
Por toda a vida
Dentro de mim.
Mesmo o silêncio
Das pedras
Vai murmurar
Escandalosas ideias
Que escondi.
Peço ao mar
Que com o seu sal
E alento
Empreste à voz das sereias
Os poemas
Feitos à minha Deusa.
As camas todas
Rabiscadas por mim
Com o sangue e o gozo
Da minha vida.
Não cicatrize nunca
A ferida.
Meu sangue escorrerá
Sempre pelo mundo
Nas revoluções camponesas.
Na prece
Nos quartinhos de bordéis.
Nos gabinetes
O açoite do meu grito
Vai prosperar.
O sal da minha voz
Tirará lágrimas
De olhos cálidos
E fará brotar o amor
No meio da guerra.
O sal da minha voz
Vai temperar a paz
Entre as Coreias
Esquecidas.

BREGUEDO

Inserida por breguedo

Aleppo

Havia uma cidade
E uma população
Padarias, doces e cores
Flores e odores
Famílias vendo televisão
Havia felicidade

Havia uma cidade
Havia um país
Casas, crianças e cães
Mas o ódio fincou raiz
Choram todas as mães
Pelo que restou da humanidade

Já não há cidade
Nem casas nem nada
Fez-se a destruição e o caos
Levando vidas pela metade
Já não há amor nem nada
Só ganância sem piedade

Inserida por purapoesia

Tem tanto patriota sendo desumano que eu fiquei com vergonha de encarnar nessa Terra. Golpe no Planeta.
Divinos x diabólicos.

Inserida por Todeschi

Existe uma Bomba Atómica que está sendo usada todos os dias,
em todos os lugares do planeta Terra,
sem que seja preciso o pretexto da guerra:
essa Bomba Atómica chama-se:
- Desamor

Inserida por nellanjo

O escritor, com sua sensibilidade, capta o mundo como se tivesse antenas.
Pode ou não ter vivenciado determinadas experiências- amor, ódio, fome, guerra, morte-, mas dela se apodera como se fosse sua.
A matéria- prima da arte é a própria vida, transmitida em literatura por meio das palavras; em pintura, por meio de cores e dos traços; em cinema, por meio da imagem, do ritmo, das palavras.

Inserida por IsabelaMMiranda

Sinto meu coração queimar...
Sinto meus olhos transbordar por dentro...
Sinto minhas costas ferver...
Sinto o meu amor falando esperando alguém escutar...
Minha tristeza é uma bela mulher, atraente demais.
Cabelos negros como a névoa.
Sinto meu coração vazio, sinto uma tristeza.
Sou feito para amar e estou sem funções.
Preciso ver um sorriso no rosto mesmo que não seja o meu.
Preciso que você me olhe, pois eu já não consigo mais.
Preciso que você venha até mim, pois minhas forças acabaram.
Já imaginei você de todas as formas... Nenhuma era real.
Já te criei em cada pedaço quebrado do meu coração.
Já te desejei antes de você aparecer, milhares de vezes.
Muitos dizem que eu ajudo os tristes... Isso me faz bem... Mas não o suficiente.
Ajudar é ótimo mas quem ajuda o ajudante?
Estou me sentindo ir embora sem sair do lugar.
Estou me sentido longe mesmo no mesmo local.
Estou onde sempre estive... Esperando você chegar.
É um dia você vai vim, e eu estarei lá como sempre vou estar.
Só espero que você seja capaz como eu sempre achei.
Só espero que você possa me libertar.
É pela primeira vez eu possa sentir o gosto e o sabor...
De um belo sorriso teu, por eu simplesmente existir.

Inserida por LucasEmanuelPB

"O MUNDO que eu quero é aquele onde a pureza e o amor sincero das CRIANÇAS e dos ANIMAIS, vençam a iniquidade dos despóticos humanos adultos.
Pois o mundo não quer guerra...
A VIDA pede PAZ!..."

Inserida por mary_difatto

Foi morto como covarde, um desertor.
Negou-se ao dever quando convocado a fazer parte da corrente de união e força na luta pela liberdade.
Ao covarde restou o direito às ultimas palavras:
- Em nome das correntes de união não serei um elo de luta pela liberdade pois elos não libertam ou aprisionam tão pouco lutam ou fazem guerra.
- A união faz a força das correntes que unem e a Paz é a cópia das chaves que libertam. Não mato por liberdade, morro em Paz.
- Morto em Combate.

Inserida por LeandroPantera

Desde a era cristã presenciamos a violência humana
Erguem suas armas em prol da malevolência
Afligindo corações e estimulando o Santanás em sua prepotência

Inserida por SELDA28

Enquanto o Egoísmo e o Orgulho perpetuarem nas ações dos homens, seus corações continuarão em constante conflito.
Enquanto os gritos da intolerância continuarem perturbando o nosso ouvido, jamais ouviremos a voz silenciosa da tolerância...
Enquanto lutarem com a espada, pela espada morreram...
Enquanto não aprendermos a respeitar o outro, não respeitaremos a nós mesmos.

Inserida por MicheleNakashima

O outono cobre o jardim com seu manto de solidão,
e expressões tristes se formam nas faces dos que acreditavam.
Com um olhar estático, encaram as folhas perdidas no chão,
notando que também perderam o que mais amavam.

A constante cromática germina no céu dos personagens,
que deleitam-se em guerras, e sofrem na paz,
contemplando sua velha e falsa salvação,
enquanto conservam o ciclo do quadro em transformação.

O inconstante procura seu ninho acromático,
onde os anjos entregam-se a pecados angustiantes.
Pinta o amor com sua paleta gradiente em vermelho,
cujos tons há muito tempo deixaram de ser vibrantes.

Marcados por pincéis finos que deixam rastros,
as obras moldam-se ao meu bel-prazer.
Satisfazendo-se com a opressão iminente,
pois aos seus pintores devem obedecer.

Inserida por mherz

Eu prefiro a paz.
Se o impossível é questão de opinião, eu vou além.
O homem quando está em paz
Não quer guerra com ninguém.

Inserida por wilianneri

Jaz Morto!

Zak! Morreste!
Jaz amado foste!
Jaz triste pernaneceste!
Reclama para o diabo!
Amigo, morte já te chama.

Zak! Apodreceste.
A vida foi bela.
Viúva mulher tu deixaste!
Filhos órfãos tu perdeste!
Caí sobre o império...

Zak! Reflete...
Não largues a esperança
Porque talvez a morte não foi em vão.
Tua bravura foi reconhecida
Pelas almas dos mais fracos!

Inserida por Poetadovazio

Talvez hoje eu pudesse escrever sobre os últimos dias 30 anos que vivi. Mas que tal falar dos próximos 30, 40, 50?

Daqui 50 anos, quem terá vencido? A Guerra ou a compaixão?
A tecnologia vai tá mais avançada que o amor das pessoas?
Vamos continuar recebendo mais convites de redes sociais do que Abraços?
Será que vamos repassar mais sorrisos dos que correntes?
Sempre sonharam com carros voando, pra nos aproximar dos lugares. Mas e a amizade, ainda vai nos aproximar das pessoas?
Um elogio vai ser mais importante que uma crítica?
Haverá protesto quando não tiver amor?
Vamos cumprir nossas promessas assim como cumprimos cadastros em sites de relacionamentos, redes sociais?
Ainda vamos nos preocupar c as pessoas distantes, assim como nos preocupamos quando o celular tá no outro cômodo?
Ainda vamos dar e receber Abraços, do mesmo jeito que damos "curtidas". Aliás, vamos curtir mais momentos juntos?
Estaremos andando de mãos dadas com uma pessoa querida ou a extinção também vai existir no aperto de mãos?

Daqui 50 anos as respostas virão e saberemos realmente se evoluímos em prol das máquinas ou das pessoas.

Inserida por KevinCabral

No pátio vários gritos ecoavam pela grande fortaleza de pedra. Alguns ferreiros batiam nos ferros incandescentes fazendo o tipico som repetitivo de metal com metal que para os guerreiros há de ser um gênero musical.
Os guardas andavam para lá e para cá em cima da muralha fazendo suas armaduras tilintarem, completando a canção como um instrumento de fundo.
Cavalos relinchavam de hora em hora, impacientes.
Havia também mulheres, As que acalmavam os homens de forma generosa e cara e as guerreiras que recebiam olhares mal encarados de brutamontes por suas ascensões no exército.
Rurik, observando tudo por uma janela retangular de pedra, se retirou e seguiu caminho para um cômodo da realeza. Sua armadura, embora fosse de um metal extremamente brilhante e raro, fazia o mesmo som que a dos soldados no pátio.
Bateu na pesada porta de madeira com a mão direita e com a esquerda ficou segurando seu capacete encostado na cintura onde ficava sua espada cheia de títulos.
Alguém lá dentro gritou para entrar.
- Meu lorde - disse Rurik, prolongando o "lorde". Um homem alto de cabelos pretos, quase grisalhos, e com a armadura mais ornamentada do Reino estava atrás de um espelho fazendo alguma prece - seu exército está pronto.
O lorde pareceu fazer uma última prece.
- Mande soar as trombetas.

Inserida por atordepapel

MARIAS DESTEMIDAS

Os ideais políticos ou o medo
Tornaram camponeses lapeanos
Em "pica-paus" republicanos
Menor número. Sangrento enredo

- Fuja, e leve sua criança!
Bradou às mulheres o General.
Elas ficaram. Rebelião geral
Dariam aos homens esperança

E assim, seguiu firme Maria
Com outras, permaneceu no fronte...
Mortos? Nas ruas, viam "de monte".
Unidas, mostraram sua valia

Nesta batalha, eram guerreiras
Alimentavam e curavam soldados:
Seus filhos, maridos, amados...
Ela, Maria, e suas companheiras

As moças trouxeram o enxoval
Lençóis, toalhas e os vestidos
Era necessário, para os feridos
O véu branco, cobriu o General

"Só 72 horas!", mas resistiram 26 dias
Final do cerco: elas recolheram corpos
Filhos, maridos, amados: jaziam mortos
História não contada nas biografias.

São merecedoras desta homenagem
As heroínas do Cerco da Lapa
Relevantes figuras nesta etapa
Lutaram com fibra e coragem

Inserida por elcianag

Fostes o Iluminismo em minha vida
Um grande Renascimento
Que me fez ressurgir de forma revolucionária
Fostes como uma guilhotina em meu coração
E sendo assim...
Dominastes uma grande área

Tu te tornastes uma guerra que de Fria não posso chamar
Amar-te ou não te amar?
Em meio a todos esses acontecimentos
Optei pelo teu amor
Sem fronteiras ou divisas
Que para mim
Eterna ditadura

Então partistes em vastos mares
Deixando-me em salgadas lágrimas
Esquecer-te é preciso
Amar-te não
Mas se te amar foi meu sofrimento
A saudade se faz minha aliada
Estou armando uma Segunda Guerra
Vai ser a queda da Bastilha
Posso ter perdido a batalha
Mas não perderei nossa Guerra.

Inserida por Karlyanny

Temos de combater a sombra do dia todos os dias,
E ter amigos do nosso lado, torna a batalha digna de ser vencida.

Inserida por Ricey

Dizem que devemos saber em quem confiar, não é mesmo?
Mas como fazer isso, sendo que as pessoas vivem em uma constante transformação?
Esperamos por coisas boas, relações baseadas na confiança e quando menos imaginamos levamos uma bela punhalada pelas costas, daquele que achavamos ser um grande amigo.
É muito difícil conseguir entender e conhecer aquele que vive ao seu lado, se dz "amigo". Este pode ser o maior de todos os inimigos, e é quem terá todas as armas para nos magoar profundamente.
Felizes eram os homens das cavernas, pois eles não pensavem em dinheiro, afinal isso nem existia ainda.
As amizades são sempre boas até certo ponto, quando você passa a conhecer demais algumas pessoas, você pode cair num buraco, sem volta.
Olho por olho, dente por dente. Parece que as coisas tendem a caminhar desta forma, a humanidade não sabe mais ser humana. São quase todos serem competitivos. Muitos seguem a lei da guerra, a de batalhar e serem capazes de machucar aqueles que são seus iguais.

Inserida por amandathome

O problema não é a religião.
O problema não é o futebol.
O problema não é a política.
O problema são as pessoas que usam essas coisas para agir como animais.

Inserida por HDK