Poesias de Gregorio de Matos Guerra
Prefiro pensar em paz, não em guerra. Estou convencido de que não só venceremos, mas de que do horror do combate virá o reconhecimento.
Vivemos numa guerra civil onde policiais e bandidos, oriundos do mesmo extrato social, lutam nas derradeiras brincadeiras de "polícia e ladrão" de suas vidas.
A fome, a enfermidade e a guerra vão ter fim quando os homens deixarem de competir para somarem forças.
Quando o sangue começa a se espalhar, a guerra deixa de ser uma luta política. Ela se torna uma manifestação da alma humana, corrompida até o último fio de esperança. Não há mais redenção, apenas o fogo que purifica.
A guerra não é uma escolha. Ela é uma condenação. E eu sou o executor da sentença. Cada vida que se apaga, cada coração que se despedaça, é uma lágrima do destino que não pode ser detida.
Guerra, em todos aspectos apenas são uma forma idiota que idiotas encontraram de resolver seus problemas idiotas.
Nessa guerra emocional, parar de sofrer com as perdas, não é esquecer o outro, mas lembrar-se de si mesmo.
A honra está na batalha e não na vitória. É mais honroso tombar na guerra que voltar para casa sem legado.
Na guerra da vida, a razão é a melhor general das emoções, mas elas devem ser amigas em tempos de paz.
Deus nos renova como a águia todos os dias para estar em prontidão para a guerra. Bom dia na paz do Senhor.
Nos dias atuais, há uma certa exacerbação, uma lacração do horror, da tragédia e da guerra nas mídias e redes sociais.
Não compreendo a atração pela guerra, quando o amor se apresenta como uma opção mais positiva. Ambos são caminhos escolhidos pela humanidade, sendo que um promove vida abundante, enquanto o outro, em muitos casos, está associado à tragédia e ao terror.
Ao nos apegarmos a uma única batalha perdida, corremos o risco de esquecer que vencemos a guerra pelo conjunto das batalhas. A coragem de aprender com as derrotas, sem nos deslumbrarmos demasiadamente com as vitórias, é fundamental. Dessa maneira, não negamos o luto, tampouco a alegria e a festa, pois todas desempenham um papel crucial em nossa jornada.
Entendendo a lição do célebre entendimento de Heráclito a respeito dos 100 soldados na guerra, é correta a noção para a vida de que o fraco ou falso combatente não dá valor ao guerreiro. O que não milita de verdade, não dá valor ao que milita. O guerreiro luta pela sua pátria, mantendo o seu propósito, independente do resultado e do reconhecimento.
O trânsito brasileiro é um campo de guerra onde a imprudência e a falta de educação são armas mortais.
Nós, os relutantes,
liderados pelos não qualificados,
para matar os infortunados,
morrendo para os ingratos.
As pessoas temem olhar para si mesmas!
O medo de se tornarem insuportáveis faz com que permaneçam apontando para as outras.
Este padrão de comportamento é um verdadeiro culto
à morte.
Não à morte física, tão conhecida e temida. Mas uma
pior: aquela que as impede de viver a vida por inteiro.
E assim tornam-se prisioneiras de suas próprias mentiras.
É que liderança não se impõe, liderança se conquista. O líder é diferente do chefe. O soco na mesa não é sinônimo de autoridade O líder ensina, se dispõe e dá exemplo. Você ouve, você cuida, você corrige, e eis o respeito. O chefe exige tudo dos outros e o povo o serve por temor, e apenas na presença. O líder exige tudo de si, e o povo o serve com prazer, e o honra, inclusive na ausência. O líder é aquele que exorta sempre no particular. Ele é humilde e tem cheiro de gente. O líder é uma autoridade, mas não deve ser um autoritário. A liderança é parente da paternidade. Um líder sozinho é um líder estéril. O maior selo da liderança são seus discípulos, seus filhos.
