Poesias de Gregorio de Matos Guerra
Poesias te possuem,
Mas não te dominam
Poesias falam do todo
E do nada
Do falso e do que não é
Poesias não se estudam,
Vivem-se.
Quisera ser possível expressar nas mais rebuscadas palavras e viscerais poesias o encanto que é próprio da exclusiva luz que emites.
A vida é mais valorizada, o dia fica iluminado e fresco a cada sorriso teu, platônico... decoroso... tão teu, mas que sequestro intimamente em meu coração, furtiva e amorosamente, acreditando em um encontro, só possível em meus sonhos juvenis.
Todas aquelas poesias que eu escrevi
E rapidamente me despedi
Não foram tão longe
Mesmo as desprezando
E no lixo as desperdiçando
Dona maria, uma catadora sofrida
As encontrou, uma por uma
Elas as guardou
Sua alegria era encontrar meus
Pequenos rabiscos sobre o amor
Enquanto eu me sentia péssimo
Por ser um eterno clichê
Dona Maria se sentia amada
Por aquelas palavras
Dia após dia
Ela sentia
O que nunca tinha sentido antes
Tais palavras que para mim eram desconcertantes
Para ela era uma salvação
Em meio a tanta solidão
Fiquei sabendo por terceiros
Que meus versos estavam
Guardados em um canto no celeiro
Onde dona Maria dormia
Quando de forma triste faleceu
Ao me deparar com aquele amontoado
De folhas amassadas e grampeadas
Notei um rabisco
Nele estava escrito
" esse tal de amor, floresce até no lixão, porque não iria florescer em você".
"Ainda bem que existem músicas, que são verdadeiras poesias, para embelezar esse mundo materialista!"
Otávio Abadio Bernardes, Tavinho...
#POR #TAL
E das paredes nascem as poesias...
Nascem durante os dias...
Nascem em noites frias...
Também nascem junto à taça que brilha...
E também diria...
Nascem na vida que escoa...
Na morte que se avizinha...
No beijo roubado...
Naquele que não foi dado...
No olhar que brilha...
Da amada...
Do amado...
Nascem em espíritos calados...
Corações magoados...
No caminhar calmo...
Ou nos passos apertados...
Surge nos sussurros do vento...
Quando fala o silêncio...
Nascem em jardins floridos...
Mas também nascem nos desolados...
A poesia nasce e se cria...
Renova-se, é um fato...
Quando menos se espera...
Surge o inesperado...
Nasce nas venturas...
Nasce nas amarguras...
Cresce e brota vestindo-se em fantasias...
Esconde ou mostra nossas tristezas...
Realça nossas alegrias...
É deveras um fado...
Quando brincando põe-se a sonhar...
É sonhando que podemos voar...
Ser poeta , sem merecer...
Apenas escrever...
E sendo muito grato por tal...
Ao Criador ...
Sempre agradecer...
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
"Em dias tristes, arrebento-me em poesias.
Em dias felizes, arrebento-me em cantos.
Em dias "normais", apenas sorrio.
Afinal ninguém senão Eu, têm culpa dos meus passares."
☆Haredita Angel
"Em todas as esquinas, poesias,
Setembro de flores, são cores,
serenos espaços, leveza dos laços,
encontros possíveis são doces amores."
Percebo que não notas as minhas poesias,
É melhor que eu não escreva mais.
Talvez seja melhor assim...,
Para que um dia percebas
o quão tu gostas de mim...
Ninguém domina o amor,
Ninguém detém a primavera,
Basta que uma desabroche,
A florada desponta inteira;
Assim são a minhas letras,
Desabrocham como as cerejeiras.
Despreocupadas se voltarás para mim,
Até escrever que não vou mais escrever,
É um motivo para continuar escrevendo:
Cada letra é motivo para seguir rompendo,
E fazer eterna cada fase do sentimento...
Ninguém domina o esplendor,
Ninguém detém o meu interior,
Basta que me queiras...,
Viro um soneto com eiras e beiras;
Assim sou intimista e subversiva,
Não menos encantadora como a
Floração das cerejeiras - eu sou bem feminina.
Eu não sei quem é poesia ou quem é fotografia,
Existem poesias que são fotografias,
Existem fotografias que são poesias,
É a arte de amar a Paraíba [solanamente todo dia.
É quase uma arte ariana ver o meu amigo
[Solano pegando o bicho [Sol pela rabeira,
Dá para declamar uma poesia e ouvir ao
mesmo tempo uma música perfeita,
- é uma arte inteira!...
O [Sol já foi dormir,
A alvorada daqui há pouco há de acordar,
Por enquanto vou cantando a Paraíba até
o findar da madrugada
- é o encantamento do porvir...
É de fazer até João Pessoa ressuscitar e sorrir,
A Paraíba é um destino
que todo brasileiro tem a obrigação de ir,
- e seguir até Princesa para o amor
encontrar no paraíso do sertão...
Paraíba, linda joia desenhada em raios
de sol e de saia rendada com a cor
azul do mar,
Por ti rego a tua seca com poesia,
sempre que for preciso.
Entrego à ti o meu amor,
o meu juízo e todo dia invento
um doce feitiço,
- só para te ter
E ver você se eternizar...
Não sou feita de tíbias palavras
Sim, sou feita de poesias plenas,
Não sou feita de tristes amarras.
Eu sou poesia que fica,
Sou a perfeita indecência,
Eu sou a própria malícia.
Sou feita do teu doce sorriso
Não, sou a tua fina safra..,
Sou feita do teu verso despido.
Eu sou a mulher feita de poemas,
Eu sou a tal cheia de sol...,
Eu sou toda coberta de estrelas.
Não invado, sou poesia
O meu verso é de ferro,
E o meu corpo é de fogo.
Eu sou a menina fingida,
Eu sou a mesma [mulher],
Eu sou alguém que te quer.
A minha ambição é discreta,
Não desafio, porque sou lira;
Escrevo para uma paixão secreta.
Porque eu amo, sou poesia.
Porque tenho sede, sou poesia
Porque eu te espero, sou poesia.
Não vou além, porque sou poesia...
Porque como toda a poesia: sou poesia.
Tenho o balanço das amendoeiras
(mãos extremamente macias),
Tempo para escrever poesias
(tenho muito o quê cultivar),
Tempo para ventar versos...,
(para espalhar o meu perfume)
E no teu íntimo penetrar.
Valsa em mim, não durma!
Balançam as amendoeiras,
Lá no meio da rua...,
Assim sendo infinitamente - tua,
Um acorde iluminado pela Lua
Ciente de que és o Sol e regente,
Das orquestras das orquídeas
Dos afetos sem perfídias,
Valsa em mim porque me toca
Algo mui sublime que plantaste
De tal forma que hoje rio à toa.
Tenho tempo porque tenho,
Tempo e o balanço
das amendoeiras,
O que há em mim,
tem tempo para tudo;
Tenho no pulso
O relógio do amor,
Para mim, o amor não passa
E não muda - nunca!
Brisa tão mansa,
Como a infância,
Doce esperança,
Mística cândida,
Sublime poética
De ser trigueira
E madrugadeira
Que balança
Como uma amendoeira.
A minha extravagância
Tão atemporal,
A minha loucura
Tão celestial,
Nascem do desafio
Tal como o vento
Cortante,
No oceano
A desafiá-lo,
Sou um mistério
Inteiro;
Nascido para te desatinar.
Guardiões de instantes,
poesias e romances,
Juntos construiremos
rotas empolgantes,
Para que da fortaleza
amorosa não haja volta,
E o legado se construe
de agora em agora.
Eu sei bem
quem eu sou,
e que em dias
normais quem
veste calças
escreve poesias
para inquietar
e em outros dias
quem veste saias
escreve poesias
para perturbar.
Quem possui
pensamentos
de libertação,
quem é poeta
não é liderado,
me leve a sério:
o autoritarismo
mora ao lado.
Quem nasceu
herdeiro de um
vero legado,
sabendo que há
prisões politicas,
jamais seguirá
em frente e calado.
Acima de
qualquer
'dinastia',
da invasão
e de todas
as poesias,
esse mar
pertenceu ao
Império Inca,
não dá para
ocultar o quê
todo o mundo
viu e sabe
que ali estão
os vestígios
da verdade.
Foi o poeta
Valentim
que me
pediu para
não desistir,
e dessa causa
não olvidar.
Relembro
para que
da História
não seja
apagada:
quatro anos
após a
independência,
a Bolívia
foi invadida;
e o Chile até
hoje não
teve 'clemência'.
Reaver
o diálogo
requer paciência
e persistência;
não vou parar
de pelo povo
jamais de rogar.
A Bolívia
nasceu com
400 km de
costa sobre
o Pacífico,
e ficou sem
o acesso
soberano
ao mar,
e a Justiça
de olhos
vendados
me deixou
como saída
insistir em
escrever mais
de cento e vinte
mil poemas
para fazer
dialogar,
e a paz reinar.
Entre as Guajuviras
estão as inspirações
correndo divertidas,
As poesias seguem
com as aves rumo
as aventuras que
haverão abrir rota
para que você venha
e comigo permaneça.
No meio das folhas
das Cabreúvas
tenho poesias ocultas
que falam de heróis
da nossa terra
que podem ser recordados,
Não é lírica poética,
e sim uma recordação
que não precisamos
buscar longe a inspiração.
Piau-três-pintas
com valentia
cruzando o rio de poesias,
Consegue ler quem sabe
apreciar as coisas lindas.
Trutas dançam
nas águas frias,
Enquanto eu
escrevo poesias
buscando me tornar
a mais amorosa
e ser a sua companhia.
