Poesias de Dor
E eu te encontrei em meio toda aquela multidão, no meio de tanta gente que ria eu me dei conta de que era metade, de que te deixei ir por não ter coragem de enfrentar os fatos.
Eu que tanto pedi para que hoje fosse mais um daqueles dias de embriaguez, que tanto quis me entregar ao primeiro cara que aparecesse, logo eu no pico de fraqueza, te encontro por ai, meio que sem rumo querendo achar um lugar pra ficar e mesmo querendo gritar e te chamar pra entrar, não houve reação, paralisei, eu te perdia ali mais uma vez, a multidão aumentava mais e mais, o eco das gargalhadas se embaralhava nas lágrimas que escorriam dos meus olhos e entre um ou outro cara que me jogava uma cantada qualquer eu te buscava, eu te caçava em cada rosto.
Só queria não ter perdido a fala quando te vi, não queria ficar assim todas as vezes que me deparo contigo, que me deparo com a fraqueza que ainda vive em mim, eu não queria que fosse desse jeito, eu preferiria mil vezes ter te esquecido há um ano atrás, mas cara você tem um efeito sobre mim que não consigo conter.
Era pra ser mais um carnaval, mas uma lista de homens que nem sequer lembraria o nome, era pra ser um dia pra rir na semana que vem, era pra ser hilário, pra perder o juízo e esquecer a hora de voltar pra casa, mas foi apenas mais um dia, na lista de dias que não quis mais ninguém, mais um dia pra te procurar em cada esquina, um dia desses pra desabar em cima do travesseiro ao ser lembrado, um dia que a gente não programa, não faz questão de acontecer, mais um dia desses que você se dá conta de que não é feliz e que não adianta maquiar a situação, quando você menos espera a realidade bate na porta e te joga de cara naquilo que você tentou esconder esse tempo todo com meia dúzia de sorrisos baratos.
Perdi-me nas sombras....
Molhei-me na chuva.
Desci ao inferno....
Senti os seus horrores.....
Sombras perdidas na chuva.
Onde abri feridas e rasguei as dores...
Olho a janela ...
As gotas batem nos vidros....
Sinto-me exposta aos temores...
Perdi os sentidos e todos os amores...
Corrói-me com o ácido no corpo..
Porque ousei e desejei cheirar as flores...
Jardim solto da minha alma...
Desci ao inferno, senti os horrores..
Perdei-me nas sombras, molhei-me na chuva..!!!
Eu sinto que atrapalho
Que me espalho
O que que eu sou nessa vida ?
Desmerecido por tantos vacilos?
Errado ou certo talvez de tudo incerto
Sei que erro e que também acerto
Que um dia vivi e por amor muitas vezes morri.
Sobre tudo tenho medo do fim
... algumas pessoas ►...
"enxergam" além do sorriso estampado na face...
e "vêm" a dor na alma!
► mães órfãs :'(
É no seu tempo... No velho e conhecido tempo, sempre surpreendendo.
O tempo é relativo.
É o mesmo.
É longo.
É perto.
É longe.
É forte.
Enfraquece.
Aumenta.
É perigo.
É dúvida.
É amigo.
É intenso.
É fugido.
É pagão.
É musical.
É teatral.
É desconexo.
É temperamental...
Ah, o tempo...
E suas respostas.
Tão buscadas.
Queridas
Temidas.
Ansiadas
Nervosas
Tranquilizadoras
Traiçoeiras...
Promovemos as respostas... No tempo certo.
Tempo que te levanta?
... Ou te deixa se levantar.
Erguer-se é nosso...
Do tempo, só o vento...
Ele passa...
Nós passamos
Mas também ficamos.
E isso, só nós fazemos.
Mas às vezes, só o tempo... Porque dói. Dói muito.
Lamentando pelo chão,
esqueci a torneira aberta,
mas quem liga?
Abriram feridas em meu coração
e as deixaram aqui,
doendo.
Your very voice is like a plague
Slowly infecting my senses
I'm in some sort of boiling rage
You've broken my defenses
I want to outrage your mother
Hurt everything you love
Smash your heart into powder
Far worse than you’ve done
Cause your words are made of acid
Eroding till my soul
Yeah your words are made of acid
Eroding till my soul
Venon venon
Drips from your lips
I’m intoxicated
I’m intoxicated
Venon venon
Somebody save me, please
I’m intoxicated
I’m intoxicated
Porque so escrevo sofrer?
Porque so escrevo sofrer?
Porque não escrevo paixão?
Porque eu não falo de amor?
Porque sofre meu coração!
A minha vida é um erro sem fim,
É um poço de solidão,
Por isso não falo de amor.
Porque pra ele não há razão!
Não há razão pra sorrir,
Nem pra cantar o amor,
So vivo tão infeliz,
So posso escrever sobre a dor.
A dor que nunca deixei,
Nunca deixei de sentir!
Mas por um momento eu pensei,
Que realmente fosse feliz.
Dói ver o ser humano dando mais valor as coisas do que os sentimentos.
Dói mais ainda ver as pessoas partindo, sem ao menos dizer ''Adeus..''
Dói... dói ter seus sentimentos sem serem compreendidos e ainda pior quando não é recíproco.
Dói, ver promessas sendo quebradas, então cuidado com o que você fala.
Mas o bom é que a dor passa.
Entre o norte e o sul
ao centro da rosa-dos-ventos
há um coração que é direcção das tuas escolhas
e no qual a questão
- para onde vai a morte quando a alma é vida ?
[Távola De Estrelas] A Voz Do Pai - Para Onde Vai a Morte
É tão difícil
- Ó música que impiedosamente me castiga!
Escrever conceituando o silêncio
Sua brancura é demasiada
Sua negrura tão excessiva
- asfixiante ! –
Que a surdez
Inviabiliza a boca
- Ó beijo atmosférico que me rejeitas ! ... –
Fechando-a
Na mente que busca em vão
A anestesia
Para a palavra ferida
Távola de Estrelas - Inaudível
Se para ser poeta
Bastasse ser
Sem escrever
Sem escrever ...
(Mas toda e qualquer morada
Só é legível na vida do destinatário)
[Távola De Estrelas] Remetente
Estou cansada,
Cansada desse meu jeito bobo,
Cansada de viver nesse mundo,
Quero viver para mim,
Quero ser feliz, com alguém ou sem ninguém.
Porque dói-me tanto?
As ausências e as partidas.
Porque sinto a chuva em mim?
Dos vendavais e dos temporais.
Porque a dor entra em mim?
Instalando-se, enchendo os dias tristes!
Poema da angústia
Eu estava de olhos abertos
Mais eu não estava lá
Eu me sentia vivo
O silêncio veio me acordar
Eu amava
Eu gritava mais ela não pode ouvir
Eu sussurrava a minha dor
Minhas preces não chegavam
Nem mesmo como o sol se pôr
Datas são marcantes
Mais que marca mesmo...
É a dor
A distância aumenta a minha angústia
E o vento sopra a minha
A dor.
Só eu sei as dores que senti,
os caminhos de pedra que percorri,
os espinhos que encontrei,
os leões que matei
para chegar até aqui.
Agora vem você querer medir
tudo aquilo que eu sofri.
Quem você pensa que é?
Larga do meu pé.
Cada um sabe apenas de si.
Sintomas
Ando meio chateada com tudo e com todos
Não acho meu lugar
Me sinto numa selva do lute pelo seu
Queria caminhar, queria sorrir, queria ser leve
Mas eu me sinto triste, perdida e sem rumo
Ouço músicas e sinto dor
Vejo pessoas e quero fugir
O cheiro de perfumes me faz ir pra longe
Eu busco o sabor das primaveras
As flores da manhã
O calor do café
A delícia do sorrir
E eu nada encontro
Fica um vazio em mim
Me sinto ausente de mim mesma
Não sei onde me achar
Não sei onde me procurar
Queria poder voar
Me permitir viajar no meu mundo
Queria tirar essa dor que me acomete
Essa angústia lasciva que me degenera
Essa prisão que me orbita
Eu crio meus demônios
Eles impedem minhas percepções
Eu projeto uma realidade inventada
Eu não sei mais o que é real
Eu estou sempre nos meus sonhos
E meu pião nunca para de rodar
Tudo que eu vejo é fantasia
Não há amor
Não há sabor
Não há euforia
Qual o sentido de existir?
Por que eu não consigo mais sorrir?
Vou continuar a ser um faquir?
Eu vejo o tempo na cara das pessoas
E como o tic-tac dos relógios
Ele persiste em fazer tudo agonizar
Ele sempre me cobra
E eu só consigo reparar
Me sinto agora, como uma neptunia plena ao anoitecer
Fico esperando cada manhã
Cada gota de orvalho secar
Cada sol nascer
Buscando incessantemente, algum calor que lubrifique
Me fizeste em pedaços
quando decidistes partir
levou consigo minhas fantasias
e o amor que eu viria a esculpir.
E meu sorriso nunca mais transpareceu,
desde então, todo dia minha dor é aparente
ainda anseio a todo instante a sua volta
se é que dá pra voltar algo que nunca foi embora
realmente.
Não sei que sentimento é esse por ter e nao ter alguns nomes.
Nomes aqueles que vem e vão, ocupando o coração.
Mas há aquele nome que nunca veio, que nunca se foi.
Nome causador da angustia e do amor, mas as vezes causador da dor.
Nomes! Esses nomes.
Quero apenas um, quero apenas aquele.
- Mãe vou sair
- Vai pra onde ?
- Pra casa do noé
- Que noé ?
- Noé da sua conta kkkkkkkkkkk
rimos bastante, depois apanhei...
