Poesias de Dor
Minha mãe, minha flor
Agora é do céu que ela me cuida.
Nunca existirá amor igual ao dela.
A dor já amenizou com o passar dos anos.
Mas a saudade, ah essa, volta e meia vem me visitar.
E trás tantas lembranças doces.
Sua alegria, dançando pela casa.
Seu sorriso, sua voz suave.
Sua sabedoria sempre acertiva.
Mas o que tenho agora, é uma lágrima silenciosa.
Tá fazendo falta absurdamente, meu amor maior.
Se o que vier na sua direção seja pra te prejudicar, ou causar dor, seja desviado pelo amor de Deus.
Amém!
Aqueles que não se importam com a dor de quem perdeu uma mãe, é porque ainda têm a bênção de poder abraçar a sua.
Só quem já chorou essa ausência sabe o vazio que fica, a saudade que aperta e a dor que não passa.
Enquanto isso, muitos seguem frios, indiferentes, como se a perda do outro não significasse nada, esquecendo que um dia, essa dor também baterá em sua porta.
No Dia das Mães, o céu parece mais cinzento para quem sente a falta; é quando cada lembrança dói mais fundo, e o coração implora por um abraço que nunca mais virá.
Valorize quem você ama hoje, porque amanhã pode ser tarde demais.
Se é verdade ou não,
não importa,
a dor segue a mesma.
De joelhos pedindo
a entrada diante
de uma tropa
estrangeira
com a bandeira
da sua própria
Pátria estendida,
rogando assim
dessa maneira
é porque precisa.
As chagas de um
povo a mim não
me são alheias,
Eu sou do povo,
o meu coração
a ele pertence;
e triste e ardente
está em brasas
amazônicas de
pura inconformação.
A dignidade humana
em virtude
de uma dificuldade
passe o que passe
jamais será diminuída,
acredito nas voltas
que o mundo dá
e no giro do tempo.
Nas preces as súplicas
dos imigrantes
estão presentes,
para que jamais
deixem de ser atendidas;
e da mesma maneira
tem sido pelo General
preso injustamente
e pela tropa sofrida.
Ainda no rosto
está a umidade
das lágrimas
pelo Sri Lanka,
A dor do mundo
nessa alma
latinoamericana
ninguém estanca.
A vida me espanta,
Vem, e me diz
que estou errada:
mártires estão
por todos os lados,
De concentração
há campos infantis
inenarráveis;
E governantes
de braços cruzados.
Mesmo que seja
a canção derradeira,
Ela é pelo General
que o único crime
foi ter sido patriota
e continuar sendo;
Canto o mesmo
e o tanto pela tropa.
Você precisa escutar:
O quê se exarcerba
a mim também afeta,
a Terra é o meu lar.
(Se permita libertar e se reconciliar).
Ninguém sente ou sabe
do outro e nem da dor que
se esconde atrás da tela
para enfrentar a Humanidade
que vem se assemelhando
a cada dia mais com
mais de uma quimera,
No digital todo mundo
até o ser digital é terra
extraterrestre ou estrangeira,
ou alma que todo o tempo berra,
Porque cada um sente
diferente até quando se cala.
Nos olhos
inabaláveis
de azabache
do General
estão claros
o cansaço,
o tormento
e a dor
de verdade
com as cores
da moldura
da tristeza.
A lentidão
da Justiça
faz vítimas
sem escolher
a patente
alcançando
com o punho
castigando
fisicamente
o tenente,
o coronel
e tanta gente.
Há quase
dois lentos
anos venho
insistindo
em pedir
a liberdade
de um General
que está preso
inocentemente
e sem devido
processo legal,
ele foi preso
por discordar
do poder vigente.
Versos submersos e imigrantes
nas lágrimas
dos dezenove mártires de Güiria,
(Sentindo as dores de quem fica).
E indo com todos que estão indo
em busca de vencer a pobreza
e não sofrer mais injustiças:
(É com eles que opto sempre ficar).
Porque quando o coração do povo
dói é ali que o meu
não para de doer até curar,
(Há tragicamente 127 militares presos).
E a justiça para o General sequer
deu um minuto de ar,
e preso ele não deveria estar;
(Não há previsão quando vão o libertar).
Para a História ainda piorar
a Corte Internacional de Justiça
parece que quer reinventar a roda
e produzir uma nova História
para talvez a vida desta Nação tumultuar,
(Os bloqueios não param de matar,
e muitos fingem que esta
verdade não é digna nem de falar).
A Corte não respeitou o quê já
havia sido decidido
pela Convenção de Genebra de 1966,
Que o Sol da Venezuela
nasceu, nasce e nascerá no Esequibo;
Em prosa e verso não vou parar
de falar que o Esequibo é da Venezuela,
e não há ninguém na Terra
que possa com dedo o Sol da verdade tapar.
A dor da saudade
não rima com nada
além do absurdo
que tem crescido,
E anda golpeando
em absoluto
os corações dos filhos
dos presos políticos,
É desse jeito que para
todos assim tem sido,
É da minha janela
que tenho sempre visto:
A consciência não
permite fingir
que não é comigo,
Em pleno Natal
nada se sabe o quê
vem acontecendo com
os presos de consciência,
Não me permito viver
do mal da indiferença,
nada mais se sabe do General.
Em pleno inverno e dor
na Pátria do Condor
estamos mergulhados
num oceano profundo
de prisões políticas.
A nuvem de gafanhotos
serve como alegoria,
corpos foram devastados
por esta pandemia
e há flores nos calabouços
pelo golpe lá da Bolívia.
Em pleno inferno em vigor
vou contando em prosa
e verso o quê se passa
aqui no meu hemisfério
que a verdade foi naufragada.
Há tempos venho contando
sobre desaparecimentos
forçados, uma boa tropa
sofrida e estilhaçada,
por uma convivência
radicalizada numa Pátria
que pelo Império
vem sendo assediada.
Não se tem mais nenhuma
notícia de um General
que está preso injustamente,
e agora sobre um velho
e bom líder tupamaro
preso por um falso positivo;
e tantos outros que estão
passandopessimamente.
As vezes eu sinto como se estivesse me afogando nesse oceano de dor e agonia.
Meus pés, braços, minha garganta e meu estômago, todos enrolados por correntes, que me impedem de gritar por socorro.
É como se você fosse minha única salvação, mas na superfície você está, e eu estou aqui em baixo, contando meus últimos segundos de fôlego antes que parta.
Eu quero gritar por você, mas você não me vê, nem me escuta, em meio a imensidão do meu oceano, escuro e profundo.
Eu estou morrendo infinitamente e o sangue está se misturando com a água.
Espero que um dia eu possa ver a luz de novo.
Testemunha de uma
espiral de dor que
com disciplina captura
em greve de fome
um Tenente-Coronel,
Procrastina a cura
de um Capitão de Navio
e tem abandonado
a própria sorte um General
preso de consciência
e uma tropa no inferno
que aquece os corações
dos irreconciliáveis,
Luzes no inferno
para torturar inocentes
não fazem bem
nem mesmo ao céu
dos mentores que sem
perceber presos estão
na própria escuridão.
As lágrimas de Iaçã
pela dor que não
tem reparação foram
notadas por Tupã,
Ele a levou para perto
d'Ele e para a tribo
trouxe a solução.
Tupã e Iaçã olham
e protegem a todos
o tempo todo,
Chorar não seja mais
permitido aos filhos
desta nossa Nação.
(Quando faltar doçura,
não pode faltar
a recordação que uma
tigela de Açaí sempre
faz bem ao coração).
Esta Pátria mergulhou
num oceano profundo
de dor, ódio e tristeza;
e por rebeldia não vou
entregar o meu peito
à sorte e a rudeza,...
Desejo estar inteira
e pronta para quando
a hora certa chegar,
por isso fui construir
um abrigo interno
para de ti jamais ir;
Prefiro falar no sonho
de mais de mil e uma
noites de amor ao luar,
e não é por frieza,
porque sei que tenho
que ser fortaleza e crer
que tudo vai passar,...
No exílio em solo pátrio
firme e circunstancial,
em tempo de frio austral
e confusa distância social:
até nos dias mais duros
vivo te buscando como
quem vive o tempo todo
se aventurando por novos mundos.
A dor e as penas alheias
me emocionam de tal
maneira que parecem
que todas me pertencem,
mesmo eu sendo inteira
feita de ferro e de fogo.
O latido do cão no canto
desta pequena cidade,
embala a douta solidão
que me instrui sem receio
a tocar no teu coração.
Enlevando o meu beijo
como oriental incenso
desconhecido que adentra
a janela do teu quarto
sem pedir permissão
trago nudez e celebração:
À ter contigo o previsto
encontro como quem
colhe o fruto raro,
porque de ti angariou
o encanto seráfico,
O pensamento teu
vive a ler o meu
que vive no mundo da Lua
em constante refúgio
deste mundo que remói
o quê nem viveu,
só para ferir o adversário.
O quê a gente anseia
só a nós de fato interessa,
sem relógio no pulso
e sem satisfação ao mundo:
um amor sem nenhuma pressa.
Alforria
Na escuridão meus dedos são tomados
Aperta minha dor
Esmaga minha angústia
Amores são olvidados
Nos sonhos insanos e profanos
Esquecida num tempo de ilusões
Busco nos arredores das senzalas
Desejos aprisionados
Nas celas tristes e frias
De uma noite cálida.
Nas sombras onde passo
Mal vejo com nitidez a nuance
Do corpo que percorre a madrugada
Na busca do que perdeu
Encarando os fatos com largos passos.
A dor da transitoriedade das coisas
Tende a nos massacrar e nos torturar.
Entendamos, o sofrimento é construtivo
E nos elevará ao patamar máximo da vida.
A Sobrevivente e Espessa Lágrima.
A dor é uma ilusão de carne.
É uma abstinência à insensibilidade,
como um consumo que circula na alma.
O álgido olhar que consome a vida
alimenta-se da estrábica melancolia,
descerra o escudo da existência.
Golpes suspensos nas pupilas,
marcham exaustos e condenados
num acrómico álbum de sal.
Revolta-se um pedaço de esperança,
cospe o grito pungente na valsa do chão
e ergue-se a sobrevivente e espessa lágrima.
Não há desculpas suficientes
Sei que sou eu o culpado dessa dor
Também prometi que serás a minha flor,
Mas o apreço dos olhos brilhantes
Trouxe o descontentamento
Só posso te dizer, lamento.
Sei que estas magoada
Mas ainda és a minha amada.
Minha luz e meu cajado
Cure a minha doença,
Com a sua presença.
E prometo ser, seu sonho forjado
No calor do seu perdão.
Perdão, por nossa felicidade.
Perdão, por nossa integridade,
Minha Eva, eis ai o seu Adão.
A sua ausência desafiou a física
Sinto a sua presença dentro de mim
Sinto que isso não será o fim.
Sinto dores que causam faísca
Entre na fornalha,
Para queimarmos o pesar.
Vamos plantar a serenidade,
E ganharemos essa batalha.
Não temos por que ter medo da dor, nem mesmo dos sofrimentos inevitáveis. Pois, não existe dor ou sofrimento que não seja passageiro. É normal que em algum momento sentiremos dor; Porém, é essa a principal evidência de que estamos vivos.
Enquanto estivermos nesse mundo,passaremos por diversas fases e mutações, com o propósito de crescer espiritualmente a cada dia.
Tudo isso faz parte da nossa história, do nosso destino e do caminho que devemos trilhar para chegar ao puro conhecimento da verdade, sabedoria e madurez.
