Poesias de Dor
Toda prisão existe pela musicalidade com que reges o núcleo familiar, ser vibrante, procure a dor, mas, regozige-se no confortante das soluções.
O meu terceiro se multiplica em milhares pra paz de todos os lugares eliminando dor das confusões desnecessárias.
A arte é um passaporte pro destino de quem, ainda, a dor suporta, pro fim de darmar, e, descarmar algumas ações locais, anteriormente interrompidas, logos abre espaços, pro suprimento da caminhada de tempos, em doces noites e dias, em dádivas te abrem novas possibilidades, simplesmente sorria.
Nem o poço mais fundo, nem a prisão, nem a tristeza, nem a solidão, nem a dor da injustiça impediram os planos de Deus de se cumprirem na vida de José. Continue dando o seu MELHOR, pois Deus irá mudar esta situação.
Deus tem um propósito em todas as coisas; portanto, não permita que sua dor e desespero momentâneos o afastem daquele que governa seus dias! Permaneça fiel, evitando queixas ou murmúrios. Assim como na experiência na fornalha de fogo, o rei Nabucodonosor reconheceu o poder de Deus e promoveu aqueles que confiavam em Deus em suas posições na Babilônia.
A dor, muitas vezes, nos lembra de voltar a Deus e clamar por Sua ajuda, como deveríamos fazer sempre. Às vezes, o sofrimento é a maneira que Deus usa para nos lembrar do Seu primeiro mandamento: amá-Lo acima de tudo.
"Toda dor traz um ensinamento: 'E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus.' (Romanos 8:28) Foque em Cristo, pois nada do que você está passando pode se comparar ao que Ele enfrentou."
A dor na alma frequentemente nos leva a buscar alívio em fontes passageiras, mas a verdadeira cura está em Deus. Na Bíblia, Davi expressa sua angústia nos Salmos, mostrando que até os próximos de Deus enfrentam sofrimento. No Salmo 34:18, lemos: "Perto está o Senhor dos que têm o coração quebrantado e salva os de espírito oprimido." Esse versículo nos lembra que Deus está próximo nas aflições, oferecendo paz verdadeira e duradoura. Quando enfrentamos lugares sombrios na mente, a solução não está em prazeres efêmeros, mas em abrir o coração para Deus, que preenche o vazio com Seu amor e graça. Buscar Sua presença em meio à dor é um ato de fé que nos conecta à fonte de cura e esperança.
Além de abrir o coração para Deus, é importante compartilhar nossa dor com alguém próximo — um mentor, amigo ou pessoa de confiança. Dividir o peso com outro ser humano traz alívio e pode nos ajudar a enxergar caminhos que sozinhos não conseguimos. A conexão com Deus e com pessoas confiáveis fortalece nossa fé, nos orienta e nos aproxima da verdadeira cura e esperança. Buscar apoio é um ato de coragem e um passo essencial para superar os desafios da alma.
Em alguns casos, acaba sendo um ciclo vicioso de auto-preservação às custas da dor do outro, pois muitos que são frios já foram tratados com frieza e esta indiferença às vezes chega a ser involuntária como uma forma de defesa por uma decepção que ainda não superada.
Contemplo a arte resultante da dor, do desabafo de um coração intenso, do sofrimento transformado em beleza, um gesto de amor, o frescor de um renascimento, reflexo sincero de um pintor profundamente emocionado que estava muito à frente do seu tempo.
As palavras são pétalas coloridas, exalam dor e cheiro, carinho e afeto, afago e suplício, palavras são concretas e duras, duras o suficientes para eternizarem uma frase.
"As pessoas vão te perdoar por tudo, menos por você ser melhor do que elas e, não existe dor maior do que o ódio não correspondido "
Minha história é isso, uma colcha de retalhos emocionais onde fé, dor, memória, solidão e lucidez coexistem como os fios que sustentam uma alma ferida, mas viva.
A inspiração vem da dor, sempre da dor... Cada gesto de escrita nasce de uma ferida fresca ou de um hematoma emocional, sem essa dor, minha voz se calaria. Reconhecer que só a angústia me impulsiona a criar é aceitar que a beleza de cada frase vem acompanhada do sabor amargo de lembranças que preferiria esquecer.
Ninguém te entenderá, ninguém pode sentir a dor que você sente, às vezes nada é dito, porque você já desistiu de demonstrar e ninguém vê, às vezes viver cansa, percebo que minhas tentativas de explicar meu sofrimento a quem nunca viveu nada semelhante soam vazias, as palavras se perdem no eco de empatia limitada, quando decido silenciar minha dor, sinto que me torno invisível, mas isso acaba salvando-me de perguntas vazias, ainda assim, esse isolamento agrava o cansaço de simplesmente existir.
As notas de Tchaikovsky tocam minha dor, como se conhecessem minhas cicatrizes. No caos da vida, sua música dá forma à angústia e por um instante, ela dança.
Penso nos dias bons, mas a dor me puxa pelos tornozelos, como se eu tentasse nadar em cimento. Cada pensamento feliz é afogado por um espasmo, um aperto, um sopro de tristeza cravado no corpo. Quero ver luz, mas há sempre uma sombra colada aos meus passos, sussurrando que sonhar dói mais do que desistir.
Às vezes, desejo sair do meu corpo e ser só sombra, livre da dor que insiste em ficar. Mas este corpo pulsa, me chama a resistir. E mesmo na escuridão, nasce uma luz pequena, promessa de que a aurora sempre pode voltar.
Preso a esta cadeira, sou tronco retorcido pela dor, mas ainda assim, tento me erguer, mesmo que o vento forte, vindo do leste, queira me dobrar como galho em dia de tempestade.
