Poesias Apaixonantes

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"APAIXONADOS
Transito no imaginário de
tu'alma atordoando tristeza
pensamentos de luxúria e
desejos atormentando a lucidez
de seus momentos devorando
a razão e consciência se
perdendo em se querer."

⁠Qualquer político-influencer pode até acreditar que seus “asseclas mais apaixonados” sejam tão idiotas quanto ele.


A arrogância — especialmente a que se traja de bravura — costuma precisar desse autoengano para sobreviver.




O que não lhe cabe, jamais, é estender tão medonho juízo de valor a todo um povo.


O povo não é rebanho permanente, nem plateia cativa de narrativas requentadas.


Ele erra, sim, — mas também aprende, desperta, compara e aprende a cobrar.


Subestimá-lo é confissão de covardia: medo da lucidez alheia, temor do dia em que o encantamento se rompe e a máscara cai.


No fim, quem trata o povo como idiota útil, revela menos sobre o povo e muito mais sobre a própria pequenez.


E, como são pequenos os políticos-influencers, e qualquer da vida pública, que fingem zelar pelo povo, produzindo conteúdos fragmentados.

⁠Basta um famoso qualquer — apaixonado e cheio de razão — tropeçar na arrogância do próprio salto, para as nossas cabeças alugadas se envaidecerem.


Especialmente se isso retroalimentar nosso viés de confirmação.


Mas o que quase sempre nos passa despercebido, é o fato de muitos famosos serem comprados para auxiliar na locação das nossas cabeças.


⁠⁠Seria muito difícil — ou até impossível — alugar a cabeça de todo um povo, ou parte dele, sem antes comprar algumas.⁠⁠


Todos — absolutamente todos — têm pleno direito de discordar da opinião contrária, que parece por vezes não mais alicerçar, oportunizar e preceder todo e qualquer debate.


Mas desde que saibam discordar sem desumanizar.

⁠⁠⁠Quem não se curva aos caprichos dos apaixonados — não precisa mendigar respeito, sobretudo de gente tão confusa.


Especialmente das que confundem coisas tão simples como: arrogância com bravura, autoritarismo com autoridade, discurso de ódio com liberdade de expressão e bajulação com admiração.


Salve as Forças Armadas brasileiras!


São tão confusos a ponto de trocarem princípios por gritos, razão por devoção cega, e coragem por brutalidade.


Chamam arrogância de bravura, como se elevar a voz fosse prova de grandeza.


Confundem autoritarismo com autoridade, sem perceber que a verdadeira autoridade não se impõe — se sustenta.


E ainda se vestem de discurso de ódio com o rótulo de liberdade de expressão, ignorando que liberdade não é licença para ferir.


E, pasmem, confundem descaradamente bajulação com admiração, porque nunca aprenderam a respeitar sem se ajoelharem.


O problema não está em ter convicções, mas em permitir que elas substituam o discernimento.


Paixões desenfreadas não constroem — atropelam.


E quem vive de idolatria costuma se ofender com qualquer espelho que revele a própria incoerência.


Respeito não se implora.


Se pratica, se demonstra, se preserva.


E quem sabe disso não se curva a histerias coletivas nem se deixa intimidar por certezas barulhentas e vazias.


Salve as Forças Armadas brasileiras —
não como instrumento de paixões momentâneas,
mas como instituições de Estado,
que existem para servir à nação, à Constituição e à ordem,
nunca a delírios, vaidades ou projetos pessoais.


Porque maturidade democrática também é saber distinguir força de violência,
autoridade de abuso,
e amor ao país de fanatismo disfarçado de patriotismo.

⁠Uma das inúmeras provas da Misericórdia de Deus é os asseclas apaixonados não perderem a voz
em meio a tanta Polarização.


Há uma misericórdia muito silenciosa que passa despercebida em meio ao ruído do mundo.


Talvez uma de suas provas mais evidentes seja o fato de que os asseclas apaixonados não perdem a voz, mesmo quando a polarização grita mais alto que a razão.


Em tempos em que a convicção vira trincheira e a opinião empunha arma, manter a voz é mais que um privilégio: é um ato de clemência.


Não porque tudo o que se diz mereça ser dito, mas porque a possibilidade de falar preserva, ao menos, a chance de um dia escutar.


Deus, em Sua paciência infinita, permite que falem — talvez esperando que, no cansaço do próprio eco, descubram o silêncio necessário para a reflexão.


A polarização rouba nuances, simplifica o complexo e transforma pessoas em rótulos.


Ainda assim, ninguém é privado da voz.


Não como punição, não como castigo…


A misericórdia está justamente aí: na permanência da oportunidade.


Enquanto há voz, há possibilidade de revisão, de arrependimento, de amadurecimento.


O silêncio imposto encerraria caminhos; a voz preservada mantém portas entreabertas.


Talvez o verdadeiro milagre não seja que falem tanto, mas que, apesar de tudo, ainda possam falar.


Porque a mesma voz que hoje defende cegamente, amanhã pode pedir perdão.


A mesma garganta que hoje grita slogans, um dia pode sussurrar dúvidas.


E onde há dúvida, ainda há humanidade.


No fim, a misericórdia divina não está em nos calar diante do erro, mas em nos permitir continuar falando até aprendermos, enfim, a dizer algo que realmente valha a pena.

⁠Nas gôndolas da política-espetáculo só há aquilo que os apaixonados admiram: criadores de conteúdos.


Não de ideias nem caminhos.


Muito menos de soluções.


A política, que deveria ser o espaço mais rígido do pensamento coletivo — onde conflitos reais da sociedade são encarados com responsabilidade — foi lentamente convertida num palco onde o que importa não é governar, mas performar.


O político deixa de ser um mediador de interesses públicos para tornar-se um personagem que precisa alimentar diariamente a máquina da visibilidade.


Nesse mercado, a coerência vale menos que o engajamento.


A profundidade perde para a viralização.


E o compromisso com a realidade torna-se um obstáculo para quem precisa produzir narrativas rápidas, emocionais e constantemente inflamáveis.


Assim, a política vai sendo reorganizada como um grande shopping de convicções prontas: cada público escolhe a vitrine que mais agrada ao seu afeto, ao seu medo ou à sua raiva.


E, como bons consumidores, muitos já não querem ser confrontados com fatos — preferem apenas ser abastecidos com conteúdos que confirmem suas paixões.


O resultado é uma curiosa inversão: nunca se falou tanto de política, e talvez nunca se tenha pensado tão pouco sobre ela.


Porque quando a política vira entretenimento, o cidadão vira audiência.


E quando o cidadão aceita ser apenas audiência, o poder agradece — afinal, plateias não governam, apenas aplaudem ou vaiam conforme o roteiro do dia.


No fim das contas, o problema não está apenas nas prateleiras dessa política-espetáculo.


Está também nos consumidores que já não procuram estadistas, pensadores ou construtores de futuro.


Procuram apenas o próximo conteúdo que lhes retroalimente seu viés de confirmação.

⁠Tão Execrável quanto a Política do Espetáculo, só a Doce Inocência dos Espectadores Apaixonados.


Há algo de perigosamente confortável em assistir à política como quem acompanha uma série: torce-se, vibra-se, odeia-se o vilão e idolatra-se o herói.


O enredo muda conforme o roteiro das conveniências, mas a plateia permanece fiel à emoção do momento.


Poucos percebem que, enquanto se escolhe um lado para aplaudir, quase ninguém se dedica a entender o palco, os bastidores ou os interesses que ditam as falas.


A Política do Espetáculo vive da reação imediata — do aplauso fácil, da indignação instantânea e da memória curta.


Ela não exige reflexão; basta paixão.


Quanto mais apaixonado o espectador, menos ele pergunta.


E quanto menos pergunta, mais o espetáculo se aperfeiçoa.


O mais curioso é que essa doce inocência que costuma morar nas cabeças alugadas tem a estranha mania de se imaginar a mais bela das virtudes.


E o espectador acredita que sua devoção é consciência cívica, quando muitas vezes é apenas fidelidade emocional.


Confunde engajamento com torcida, convicção com pertencimento e crítica com traição.


Assim, o espetáculo prospera: líderes viram personagens, discursos viram cenas e crises viram temporadas.


E a plateia, tomada por suas certezas inflamadas, raramente percebe que a maior vitória do espetáculo não é convencer — é entreter o suficiente para que ninguém queira desligar o palco e reacender as luzes da razão.


Talvez o verdadeiro gesto político de nosso tempo não seja gritar mais alto que o adversário, mas resistir ao encanto da encenação.


Porque enquanto houver plateia apaixonada demais para desconfiar do roteiro, sempre haverá quem transforme o Destino Coletivo em um show demasiadamente lucrativo de ilusões.

⁠As “orações” alicerçadas no ódio dos Idiotas Apaixonados da Esquerda — ou Direita — não alcançam os céus.


Porque não são preces, são disfarces.


Não nascem da humildade, mas da soberba travestida de virtude.


São palavras lançadas ao alto com a pretensão de parecerem justas, quando, na verdade, carregam o peso da condenação seletiva e do desejo íntimo de ver o outro ruir.


Há algo de profundamente contraditório em pedir por justiça enquanto se cultiva o desprezo.


Em clamar por um mundo melhor enquanto se alimenta, diariamente, a pior versão de si mesmo.


O ódio, ainda que bem articulado, não purifica intenções — apenas as revela.


Os apaixonados pela própria narrativa confundem fé com torcida.


Transformam convicções em trincheiras e passam a rezar não por transformação, mas por confirmação.


Querem um céu que concorde até com seus piores ressentimentos, um divino que valide seus desafetos, uma moral que funcione como espelho — nunca como confronto.


Mas o que é verdadeiro não ecoa em gritos raivosos.


O que é elevado não se sustenta em paixões cegas.


E nenhuma palavra carregada de desprezo atravessa o silêncio que separa o ruído humano daquilo que, de fato, exige escuta interior.


Talvez o problema não esteja nas palavras ditas, mas naquilo que as sustenta.


Porque toda oração, antes de subir, precisa ser capaz de descer — ao ponto mais honesto de quem a pronuncia.


E ali, onde não há plateia nem aplauso, o ódio perde a eloquência… e a verdade, enfim, encontra espaço para existir.

⁠Muitos
“indignados de hoje” são os mesmos apaixonados de ontem, os
Passadores de Pano
para comportamentos abusivos de policiais.


Simplesmente por comprarem uma bem pintada — e quase intocável — imagem de idoneidade policial.


Há uma espécie de conforto em acreditar em figuras incontestáveis.


É mais fácil sustentar a ideia de que existem instituições imunes a falhas do que encarar a complexidade incômoda de que todo poder, quando não muito bem vigiado, pode se corromper.


A romantização cega não apenas distorce a realidade — ela a protege de ser questionada.


O problema não está em reconhecer a importância da função policial, mas em confundir função com caráter, farda com virtude e autoridade com moralidade.


Quando isso acontece, qualquer denúncia vira ataque, qualquer crítica vira ingratidão, e qualquer vítima passa a ser suspeita.


E assim, cria-se um ciclo perverso: abusos são relativizados, silenciados ou justificados em nome de uma suposta “boa causa”.


A indignação, quando surge, costuma vir tarde — geralmente quando a violência rompe a bolha de quem antes se sentia protegido por ela.


Talvez o mais inquietante seja perceber que essa mudança de postura não nasce de uma nova consciência coletiva, mas de uma experiência pessoal.


Enquanto a violência atinge o “outro”, ela é tolerável; quando atravessa a própria pele, torna-se inadmissível.


Mas justiça não pode depender de proximidade.


Consciência não deveria ser fruto de conveniência.


Questionar não enfraquece instituições — fortalece.


O verdadeiro compromisso com a justiça exige coragem para enxergar aquilo que muitos preferem ignorar: que nenhum símbolo está acima de crítica, e que proteger a imagem não pode jamais valer mais do que proteger vidas.

⁠A
Mentira repetida
só vira Verdade
para os apaixonados por ela.


Existe um tipo de cegueira que não nasce da ignorância, mas do desejo.


As pessoas não acreditam em certas mentiras porque elas são convincentes; acreditam porque elas confortam, alimentam ressentimentos, validam medos ou preservam interesses.


A repetição, nesse caso, não cria a verdade — apenas anestesia o senso crítico de quem já queria acreditar.


A descoberta da verdade costuma ser desconfortável.


Ela exige revisão de postura, humildade para admitir erros, coragem para abandonar narrativas convenientes.


A mentira, ao contrário, oferece abrigo emocional.


Ela simplifica o mundo, cria vilões fáceis, heróis perfeitos e respostas prontas para questões complexas.


Por isso, encontra terreno fértil nos apaixonados: aqueles que trocam reflexão por torcida.


O problema é que toda mentira sustentada coletivamente cobra um preço alto demais.


Primeiro, destrói o diálogo, porque quem questiona passa a ser tratado como inimigo.


Depois, corrói a realidade, até que fatos percam valor diante da narrativa mais repetida.


E, por fim, destrói a própria capacidade de discernimento de quem a retroalimenta, porque viver preso àquilo que se deseja ouvir é abrir mão da liberdade de pensar por conta própria.


Há uma diferença profunda entre convicção e fanatismo.


A convicção aceita confronto, suporta dúvidas e amadurece diante da verdade.


O fanatismo precisa sufocar perguntas, ridicularizar divergências e repetir slogans como mantras.


Quem ama a verdade procura evidências; quem ama a própria versão dos fatos procura plateia.


No fim, a mentira não se torna verdade.


Acreditar nisso é, sem dúvida, acreditar na maior das mentiras.


Ela apenas reúne devotos dispostos a defendê-la até que a realidade, inevitavelmente, cobre a conta.

Fingir preocupação com asseclas apaixonados deve ser tão fácil quanto pregar para convertidos.

Afinal, quem já entregou a própria consciência a uma causa não precisa de argumentos — precisa apenas de viés de confirmação.

Basta oferecer a eles uma narrativa em que seus ídolos continuam virtuosos, seus adversários continuam monstruosos e qualquer contradição pode ser convenientemente rebatizada de “perseguição”.

O problema começa quando a preocupação deixa de ser genuína e passa a ser estratégica.

Quando o sofrimento dos outros só importa se puder ser convertido em combustível para a própria narrativa.

Quando a indignação é seletiva, a compaixão tem lado e a verdade precisa primeiro passar pelo filtro da conveniência.

Há algo profundamente confortável em pregar para convertidos: ninguém ali quer ser realmente convencido de nada…

Quer apenas ouvir, mais uma vez, aquilo em que já decidiu acreditar.

Talvez por isso seja tão difícil reconhecer a manipulação quando ela vem embalada em preocupação.

Porque o discurso não precisa mais conquistar a razão — basta acariciar a paixão.

E quando a paixão assume o lugar da consciência, qualquer um pode se apresentar como salvador, inclusive aquele que ajudou a construir o cativeiro do qual agora promete libertar os seus.

⁠⁠Para os Apaixonados qualquer meia-dúzia de prosopopeia flácida para acalentar bovinos é o bastante.


Quando a paixão toma o lugar da razão, até o vazio ganha aparência de profundidade.


Basta enfileirar palavras pomposas, vestir uma ideia pobre — para não dizer miserável — com alguma solenidade e oferecer ao ouvinte aquilo que ele já deseja crer.


Não é preciso convencer: basta afagar.


Os apaixonados muito raramente procuram argumentos; quase sempre procuram confirmação.


Querem discursos que não perturbem suas certezas, metáforas que embalem suas convicções e frases de efeito que possam repetir como se fossem pensamentos próprios.


Nesse ambiente medonho, a eloquência não precisa ser consistente — basta ser confortável.


É assim que a prosopopeia flácida prospera: atribui grandeza ao que é medíocre, profundidade ao que é raso e coragem ao que muitas vezes não passa de conveniência.


E quanto mais apaixonados os asseclas, menor parece ser a exigência por substância.


Talvez o perigo não esteja apenas em quem fabrica o discurso, quiçá a guerra palavrosa, mas sobretudo em quem voluntariamente se dispõe a ser acalentado por ele.


Porque, quando alguém prefere uma bela mentira a uma verdade incômoda, já não é necessário sequestrar sua razão.


Ela mesma se entrega.


No fim, há discursos que não foram feitos para despertar ninguém.


Foram cuidadosamente construídos para manter o rebanho dormindo — tranquilo, satisfeito e, sobretudo, convencido de que está pensando por conta própria.

⁠A maior Desgraça de muitos que têm a Caneta ao alcance das mãos é se apaixonar por Dinheiro.


Porque a Caneta, quando colocada a serviço do interesse próprio, deixa de ser instrumento de trabalho e passa a ser arma contra o bem comum.


Com ela, assinam-se decisões, autorizam-se gastos, criam-se regras, distribuem-se oportunidades e, muitas vezes, silenciam-se consciências.


O problema nunca foi — apenas — o dinheiro.


É aquilo que o dinheiro consegue comprar quando encontra uma consciência disposta a se vender: princípios, lealdades, convicções e até o silêncio diante da injustiça.


Quem se apaixona pelo dinheiro começa, quase sempre, justificando pequenos desvios.


Depois aprende a chamar privilégio de direito, favorecimento de competência e corrupção de oportunidade.


Aos poucos, aquilo que deveria causar vergonha passa a parecer apenas parte do jogo.


E talvez essa seja uma das formas mais perigosas de pobreza: ter a caneta nas mãos, mas não ter mais caráter suficiente para decidir onde colocá-la.


Dinheiro pode comprar conforto, mas não compra dignidade.


Pode comprar influência, mas não compra respeito verdadeiro.


Pode construir muros, mas não consegue impedir que, um dia, a própria consciência cobre a conta.


Porque toda canetada deixa marcas…


Algumas ficam nos papéis; outras, na história.


E, quando alguém recebe o poder de escrever o destino de muitos, deveria lembrar que nenhuma assinatura é tão valiosa quanto a tranquilidade de saber que não precisou trair seus princípios para colocá-la no papel.

O POETA APAIXONADO


O POETA ESTAVA APAIXONADO
E A POESIA DELE
REFLETIA ISSO.
E DIZIA
TE AMO.
POR TODOS
OS MEUS CAMINHOS.

Mulheres que amei, sacanas, amigas, apaixonadas, volúvel, sincera e vadias, amadas e amantes, lindas e belas, sinceras e desonestas, vulgares e apreciadas com moderação, queridas ao extremo e odiadas antes da cama, e rainha após a luxuria, eternas e passageiras, mas todas com o maior conceito que possa ter esse ser. A você mulher do sorriso fácil e do choro comovente, das lagrimas falsas, que causaram calor e dor, mas que no dia a dia me fizeram tão bem que não consegui esquecer nenhuma de vocês.
(Saul Beleza)

*Sede de nome*

Um homem apaixonado é diferente
desaprende a mastigar o dia
troca o prato pelo copo
e a fome vira silêncio.

Não come, não dorme direito
só bebe o tempo pensando nela
cada gole é uma tentativa torta
de afogar o que não sai do peito

Mas a sede não passa, só muda de estado,
desce amarga, volta em saudade
e no fundo do copo vazio,
ainda mora o rosto que ele jamais esquece.

Cuidado que essa conta é cara
e não vem só em real no papel,
vem em manhã seguinte
com o nome dela intacto na sombra da parede do quarto.
(Saul Beleza)

Eu tenho medo de me encantar novamente, de apaixonar-me, de sentir frio na barriga, de suar intensamente minhas mãos, de desejar ter alguém ao meu lado a qualquer hora e em qualquer circunstância da vida. O sentimento não correspondido e a escassez do amor no mundo em que vivemos, acabam por nos isolar e deixar-nos mais sensíveis a tudo que se relacione ao amor.

Como amamos tanto é ridículo saber que existem aqueles que tratam esse tão valioso sentimento sem importância, com tanto desprezo. É tão doído também chegar a imaginar que esse sentimento não será recíproco, que podemos amar sozinhos. Eu me pego a refletir sobre os efeitos que isso pode nos causar e até onde chegarão àqueles que possuem o ato de amar verdadeiramente junto a sua essência.
Quando amamos e não somos correspondidos o sofrimento começa a ser frequente nos nossos dias, o que direta ou indiretamente proporciona-nos um amadurecimento gigantesco, que nenhum momento feliz é capaz de realizar.
Queria que quando atingíssemos esse patamar de amadurecimento, nos fosse tirado essa etapa da vida, que persiste em repetir-se e acaba por despedaçar nossos corações. Ou até mesmo, vivendo em um mundo mágico, coisas que só quem ama de verdade consegue exercer, descobrir um antídoto capaz de exterminar toda essa dor.

Inserida por dhiefersonlopes

É noite e tudo está frio, até o meu coração, que vai ficando apaixonado a cada minuto, segundo e milésimo que se passa, e não sei o que fazer, sinceramente, não tenho vontade de fazer nada, a não ser escrever para desabafar em letras tudo o que meu coração sente e quer dizer.

Quero te ver de novo, mas não se poderei e não sei se será bom para nós, mas sei também que preciso disso, preciso do seu carinho, do seu beijo, da sua voz no meu ouvido me falando bobeiras, porquê meu porto seguro é você e é nessa relação em que quero ficar.

Você pode estar rindo aí do outro lado, aliás torço pra isso, pois quero te ver feliz, mas quero que saiba que aqui do outro lado tem alguém que está triste por você, e que se você falasse agora para conquistar o mundo, para ir ao seu encontro nesse frio sem roupa, essa pessoa iria, e eu não me canso de pensar em você, pois é a única que me faz bem mas ao mesmo tempo me destrói, pois só te tenho em pensamentos e não em meu lado, para eu mimar, te tratar bem, te colocar defeitos e te elogiar ao mesmo tempo, e te chamar de minha.

Tenho um pouco de fé de um dia poder encostar em tua mão e te guiar, te dizer o que te é bom para você e o que é ruim também, poder te proteger, poder te presentear todas as manhãs com sinceras palavras, e te dar boa noite antes de tu ir dormir, e poder te dar meu calor quando você estiver com frio.

Eu sei que isso são sonhos e planos que poderão dar certos, mas já sou feliz por ter pelo menos realizado esses pensamentos em meus sonhos.

Inserida por danilofina

A tendencia ao nos apaixonarmos e ver tudo mas bonito .
a grama fica mas verde ate seu vizinho mal humorado fica bonzinho , o beijo fica magico ate parece que o mundo ta parado , no abraço da pessoa amada você encontra abrigo,segurança e a chama da esperança volta a queimar no coração que tinha morrido por causa de uma velha decepção.

Inserida por dwsmartins

Pena, mas talvez eu tenha me apaixonado por sua máscara.
Ou só me encantado com suas doces palavras.

Inserida por Crisby