Poesia Toada do Amor de Carlos Drumond
Nossa Pindorama ancestral,
sagrada terra de palmeiras,
nosso amor sobrenatural,
amada porção continental.
As cores do Pavilhão Nacional
pintam todo o meu destino,
tudo de ti que carregamos em nós
em vinte e sete estrelas está escrito.
Nossa amorosa Grande Pátria,
Terra desta nossa Pátria Grande,
não desgarramos deste romance.
Somos inoxidavelmente um corpo,
um coração e um só espírito:
brasileiros por celestial desígnio.
As andorinhas emigrando
estão a mostrar onde
o seu amor irá me encontrar,
O amor está no ar
e meus Versos Intimistas
falam deste dia que irá chegar.
Da inimizade entre as suas
duas tribos nasceu o amor entre
os príncipes Copih y Hues que
no Chile fez nascer a Copihue.
Do amor com desfecho trágico
a flor símbolo fez surgir em cada
coração a felicidade, a virtude,
a alegria, a amizade e a gratidão.
De tudo só tiro a potente lição
de parte desta Pátria Grande
devemos sempre cultivar a união.
Dias sombrios não fazem com
que eu me perca da devoção
ter você com todo o amor e paixão.
Inti enviou a Terra a Cantuta
em amor aos Incas,
Em noite estrelas e de Lua
ainda quero tocar o Céu contigo.
Sonho em Machu Picchu na rota
do nosso destino pelo Perú
ser a batida do coração revelada
e desta Pátria Grande a alvíssara.
Não há um dia que no seu peito
não tenha crescido todos os dias,
nascemos para ser o casal perfeito.
Com os olhos fechados sinto
que está acontecendo tudo isso,
e que entre nós há de vir muito mais.
Pode botar fé
que hoje sai
um bom Arubé,
De amor por
eu sei que você cai,
E não há nada
que te distrai.
Bacuri plantado
no quintal dos fundos,
Versos Intimistas
e sonhos profundos,
Doce amor doce
que o destino me trouxe.
Lábios de Pitanga Vermelha
para te deixar marcar de amor,
Versos Intimista para inteiro
cobrir e conseguir o quê quero,
Ser o teu melhor destino eleito,
o paraíso e todo o teu Universo.
Esculpidas no interior
as Vênus de Valdivia
para cantar o amor
sempre que for preciso,
Embalar o espírito,
a mente e o corpo,
Para abrir o caminho
coincidente para que
o melhor e o irresistível
brindem com a gente,
Crescente tem sido
infrene o desejo por
este encontro com
o quê há de inevitável
avassaladoramente.
Outubro de Jarandéua
em floração,
De amor sublime
no coração,
Nada mais desvia
a atenção,
A sedução embalada
está ganhando
estrada e tornando
a cada dia mais real
a nossa aproximação.
Eu tenho explicação para tudo,
E também o maior amor do mundo.
O teu sorriso esboçado denuncia,
Que mora em mim a tua alegria.
Eu tenho a solução para tudo,
Vestida de letras e de poemas.
O teu abraço me procura,
Falta na tua vida a minha ternura.
Eu sou a tua vida, o teu mundo,
A fera dentre as feras: a mais bela.
O teu traço sempre relembra,
Faz de mim eterna: a tua prenda.
Eu sou o tempo que não passou,
Talvez a mulher que você mais amou.
O tempo evidencia a insatisfação
Por não ter-me ao teu lado,
Passaram-se os anos e o fogo da paixão
Só aumenta de forma incontestável;
Porque me desejas eternamente perto
Com o meu corpo ao teu colado.
Dos resquícios de amor
Em nós permaneceram
Os deliciosos indícios,
Das loucuras em flor
Em nós fixaram
Os previstos inícios,
Dos maliciosos beijos
Em nós sempre [pairam...,
As memórias sem medos.
Do teu abraçar em festa,
Eu me aproveitei,
Do teu aroma de terra,
Eu jamais [desistirei.
Dos desejos represados
Não podemos nos negar,
Das carícias recolhidas
Nós podemos recapitular,
Dos tempos tímidos
Não quero nem lembrar,
Os versos indeclamáveis
Em nós ficaram reunidos,
Não quero ainda [revelar..,
De tudo o quê não vou negar.
Do teu olhar em festa,
A tua roupa eu arranquei,
Da tua ternura em pele,
Eu senti e me [arrepiei.
Das intensidades impublicáveis,
Os teus beijos bem guardados,
Eu já te revelei, e me entreguei!
Das verdades incontáveis,
Os teus cortejos eu registrei;
Dessa cor de amor que tens,
Os meus suaves desejos
Desabrocharam em mil [amores...,
Só para ver se um dia tu vens.
Das amenidades apaixonadas,
Os teus enleios fascinantes,
Eu hei de vê-los em noites estreladas!
Dos aromas orientais,
Os meus poemas são ofertórios,
Ao delicado colibri amado
Que tanta falta sempre me [faz].
Sinto o aroma do infinito em nós,
O flagrante de amor no ar...,
Por ti não me canso de esperar.
Vejo o horizonte se abrir por nós,
O instante não vai passar...,
És inteiro e virá para sempre ficar.
Sinto a falta do teu abraço,
Do brilho do teu viço...,
Forte como as chuvas de março.
Vivo a alegria de ser por nós,
O meu olhar nunca se perdeu...,
Do teu olhar o peito não esqueceu.
Sinto todas as faltas do mundo,
O teu calor solar primaveril...,
Não pode me faltar no 'profundo'.
Quero adormecer com a tua voz,
O amor nasceu em nós...,
Ele é livre como um albatroz.
Sinto que o teu olhar leve,
O teu observar é energia...,
E o meu corpo é só alegria.
Aonde estás? Não sei.
O teu amor será a lei...,
O meu obedecer - a grei.
Sinto o teu beijo de colibri,
O amor saúda logo ali,
Amo-te em silêncio aqui.
Aonde estás? Não sei.
O teu amor já é lei...,
O teu querer é a fina grei.
Em vias de nós obtermos
- a consumação -
O teu olhar não me perde,
E nem se perde de uma linha
- da nossa paixão -
Alvissareira coroação,
- somos poetas -
Com todas as cordas e linhas
Da vida e do coração,
Plenos de ternura e oração.
Dos teus olhos cheios de mar
do amor que mora em nós dois,
Temos um destino a cumprir
a vida para viver sorrindo,
O amor não vivido para cultivar.
Verdade, céu, inferno e amar,
no teu coração eu vou chegar.
Demos as mãos, vamos seguir
a vida não há de atentar...,
O Universo irá sereno se abrir.
Dos beijos que eu não lhe dei,
eu vou em versos contar:
- Meu delírio em noite de luar
Berço esplêndido de amar,
Riacho imenso e límpido;
É este corpo feito para navegar.
O amor virá para sempre ficar,
ainda que mui menino,
Tão lindo moreno e poeta do mar,
és meu seguro e secreto refúgio,
Doçura de (arrebatar),
Espero que venhas em breve,
Fazendo não só a dedicatória,
Escrevendo o meu poema
E me tirando para dançar.
Ao poeta do mar...
Não existem sobras, e nem instantes
- o amor nasceu precioso
Tão sublime que não ligo para nada;
Rejeito qualquer colar de diamantes.
Vi entre os cetins e plumas
- a escolha talhada
No calor do teu abraço,
Não sei o quê é que eu faço:
Se devo ir para a certeza das brumas.
Bem persistem as dúvidas, e não poucas
- o amor surgiu caloroso
Na tua pele repleta de verão,
capaz de encantar em qualquer estação.
Te vi nas grandezas e nas larguras
- o desejo pleno pulsando
No andor dos meus passos,
Eu descobri o mistério do caminho:
-Você gosta e deseja o nosso ninho.
Não devo confessar ainda os ledos
- mistérios
Dessa devoção e desse contentamento
Por alguém que se faz de pequeno,
Mas no profundo é imenso, gigante
Devo a ti mil reverências ao tempo,
Que se dedica a fazer girar o mundo
Gostaria de falar tudo, mas não devo;
Dos meus enleios e do recomeço,
Do amor que é salto, poesia e altura,
A tua escrita deixa a minha na fervura.
O céu se desdobra em luzes,
O amor se enfeita de brilho,
A alma se abre de satisfação,
Conhecendo a origem de tudo
Em busca da felicidade,
E de um país que trata bem
A sua gente e a sua flora,
Em honra de tudo o quê foi,
E daquilo que será construído;
E será pelo seu povo amado.
O Sol acariciando as plantações,
E deslizando nas montanhas...,
O herói voltando às origens
E se aproximando das estrelas...,
O coração batendo emocionado
Diante do cortejo das borboletas.
A Lua dançando nas emoções,
É chegada a eterna primavera...,
A estação das maiores sensações,
O Universo conspirando a favor...,
- de nós dois -
Nos aproximará com a força do amor,
- que aceita -
Imensamente da forma que ele vier,
- mansamente -
Fazendo de mim a tua amada mulher.
Quando os olhos descobrirem,
que escrevo em busca do amor,
Dedicando-me a ter o vero [bem,
que aguardo desde sempre,
Um dia eu sei que ele [vem...
Quando a tua razão compreender,
que aqui existe arte inconfundível:
Poesia casta e [imprescindível
Que não quer nada mais nada menos
Do que viver um amor [incrível...
Quando os teus sentidos sentirem,
que escrevo com a fé mais [feliz,
Entregando-me com o mapa à Cádiz,
que aguardo desde sempre,
Como o florescer da flor de [aniz...
Quando a tua compreensão [captar,
que escrevo com os meus versos
- solares -
Versos latinoamericanos e audazes
Para com o amor poético [libertar...
Sagrada com as marcas das guerras,
Experimentada pela vileza dos algozes,
Marcada por duas Ditaduras,
Que ainda querem calar as vozes...
Se calam um poeta, registre:
Mil outros hão de vir, é premonição!
Poetas não são como as espumas,
Que as ondas do mar não hão de apagar!...
Os poetas são as constelações,
Que na constelação têm a sina,
De serem para sempre lembrados
E no firmamento viverem a brilhar.
Parte da minha natureza é tua:
Sou estranho delírio de amor,
Que se declara, e se insinua
No meio de um banho de chuva.
Gotas de chuva deslizam em mim:
Sou brasa declarada que queima,
Que na tua pele insiste - teima
Em cair em completa perdição
Cresci, e o meu nome é paixão.
Porque de tanto lhe desejar,
Respiro de tanto lhe querer,
Escrevo um tanto por nós,
Resolvi te desvendar...
Gotas de chuva amainam em mim:
Sou letra que não se sonega - teima,
Que quando se perde, se encontra
Vira e se desvira - solicita
Reza, espera, confia e vira poesia.
Deixa eu te dizer:
- Que o amor existe;
E que sem você
A minha vida é triste.
Deixa eu te dizer:
- Que eu te amo;
E que eu sem você
Não tenho nenhum plano.
Deixa eu te dizer:
- Que te namoro,
E que não fico sem você
Nem no outono,
Eu não te abandono
Nem no inverno,
Porque entre nós há um verão,
- e uma primavera
E o nosso amor que é eterno.
As estrelas riscam o chão,
E escrevo sobre o amor
Na palma da minha mão,
És Universo e intimidade
Vou reverenciar cada minuto
Em nome da nossa paixão.
As estrelas iluminam
Os teus tontos passos...,
Porque no fundo és menino
Pleno e do mundo desprotegido;
Precisando dos meus afagos,
Para não temer o infinito.
Segue os meus passos
Como o Sol descobre a sombra,
Sinal de que não havia percebido
Da libertinagem com pompa,
Rimado pelas estrelas aos estalos.
Pecado inconfessável,
Chama secreta,
Perfume inefável,
Rosa mística,
Oásis no deserto,
Ilusionismo perfeito,
Soneto d'alma,
Porão aberto,
Algema quebrada,
Coração inteiro,
Flutuação perfumada,
Estou hipnotizada,
Completamente dominada.
A chuva de prata anuncia:
o amor que você confidencia.
O sabor da vida desafia...,
é amor que também escandaliza.
A artista desenhando a estrada,
a alma de um homem estradeiro,
A vitória de um amor perfeito,
a vida celebrando cada passada.
A janela do tempo aberta,
- o amor que você acredita
É flor desabrochando no canteiro,
- a poesia antes desconhecida.
O rouxinol na mão saudando
o dono do viveiro,
O fado manso na tua mão,
o mel em forma de canção.
O vento batendo na janela,
a Lua iluminando o chão,
O Sol projetando o amanhã,
a vida é sempre uma promessa.
