Poesia sobre Silêncio

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⁠Silêncio que Respira

No ruído das máquinas,
busco um silêncio que respira.
Onde a alma não se explica
ela apenas é.

Há pixels que brilham,
mas não iluminam.
Há palavras que gritam,
mas não curam.

No fundo da ausência,
escuto o que o mundo enterra:
a ternura do instante,
a fé sem altar,
a justiça sem plateia.

As mãos vazias,
que não postam, não vendem, não imploram
essas sim, sustentam o invisível.
Essas escavam a verdade
que o ouro não compra
e que os likes não alcançam.

Na palma da mão, não carrego espadas,
mas sementes.
E mesmo que a terra esteja dura,
é nela que insisto em plantar
o impossível.

Porque há um Deus que não cabe em dogmas,
um amor que não vira tendência,
e um eu que não quer mais performance
quer presença

Inserida por luis_ricardo_777o777

⁠"A vida é o palco onde o amor dança em
silêncio — e cada gesto sincero é um milagre
que o tempo jamais apaga."

Inserida por celso_augusto_soares

⁠Não há nome pra isso

Tem coisa que não se escreve,
mas insiste em nascer letra.
Um silêncio que sangra alto
no canto de cada espera.

É a sede que não se mata,
mesmo afogando na fonte.
É saudade antes da hora,
é o sol quebrando a ponte.

Tem amor que vem sem rosto,
mas deixa marcas na pele.
Feito vento que atravessa
sem pedir, sem dizer: "segue."

É o erro que a gente escolhe
mesmo sabendo o final.
É o abismo tão bonito
que faz a queda ser banal.

Não tem nome o que nos move.
É mais rugido que fala.
É o que pulsa entre os olhos
quando a palavra se cala.

Inserida por silvano_eising

⁠Velha Amiga

Não corro da morte,
não tremo ao seu nome.
Ela não é sombra,
é apenas silêncio que chega sem alarde.

A vejo como uma velha amiga,
de passos lentos,
que caminha à margem da estrada,
esperando o dia em que nos sentaremos
para conversar,
como quem reencontra alguém
depois de uma longa jornada.

Ela não me assusta.
Me ensina.
Me lembra que cada nascer do sol é raro,
que o riso de hoje não volta,
e que amar vale mais do que temer.

E quando chegar o momento,
não haverá luta.
Apenas um aceno leve,
como quem parte de casa,
mas sabe que foi inteiro
enquanto esteve.

Inserida por silvano_eising

⁠NO SILÊNCIO DO POETA

No silêncio do poeta...
A palavra fica pausada
Esperando a hora certa
E então ser expressada...

O poeta quando se cala...
Emudece todo o mundo
Não há verso e nem fala
Que rompa este segundo...

Podendo ser de tristeza...
Ou da falta do que dizer
Por não perceber beleza
Na existência de cada ser...

Já tendo a própria missão...
De exaltar o que é singelo
Ou só dá uma informação
Fazendo conexão ao elo...
(NO SILÊNCIO DO POETA - Edilon Moreira, Março/2024)

Inserida por moreiraedilon_1100186

Amor em Silêncio

Você é o incêndio que arde em silêncio,
O nome que ecoa em minha alma sem voz.
É o amor que desafia o tempo,
Mas que a vida, cruel, separou de nós.

Teu toque ainda vive em minha pele,
Teu cheiro é brisa que nunca se desfaz,
Teus cabelos, seda em noites de sonho,
Teu corpo, refúgio que a realidade me traz.

Foste o sim escondido atrás de um não,
O desejo que se fez negação.
No abismo entre o querer e o poder,
Você é o amor que eu não pude viver.

Guardei-te entre os labirintos do pensamento,
Onde ninguém mais pode tocar ou saber.
És meu segredo mais ardente,
A paixão que escolhi não dizer.

E mesmo que o mundo jamais descubra,
Meu coração conhece tua imensidão.
És o eterno amor da minha vida,
Condenado à prisão da minha razão.


Inserida por graziela_silva_2

O canto das cordas

No silêncio além da matéria,
onde o espaço é dobra e dança,
vibra uma corda invisível,
tecendo o mundo em esperança.

Ela canta sem voz, sem tempo,
no palco de onze dimensões,
como harpa em vácuo absoluto
ressonando antigas canções.

Seus fios não são de aço ou vento,
mas de pura equação,
laços que sonham ser tudo:
luz, gravidade e criação.

Numa dobra de Calabi-Yau,
o universo se esconde em flor,
cada pétala uma partícula,
cada simetria, um rumor.

E nós — poeira que pensa —
tentamos decifrar seu segredo,
mas talvez só escutemos o eco
do mistério que teme o enredo.

Pois a corda, em sua elegância,
não jura ser real ou verdade,
é talvez só uma hipótese bela,
nascida da nossa saudade.

Saudade de unir o que é tudo,
de fazer da física um poema,
onde cada partícula é verso
e o universo, um dilema.

Então seguimos — sonhadores —
entre buracos e brilhos quânticos,
escrevendo, com lápis de fóton,
as partituras dos campos românticos.

E se um dia ela se quebrar,
não será fim, será abertura:
a física, como a poesia,
vive da sua mais bela ruptura.

Inserida por Zanatinha

⁠Reflexões da Noite

À noite, uso o silêncio para refletir.
Refletir sobre os caminhos que devo seguir.

Sigo meus passos firmes,
em direção ao amanhecer que, um dia, sei que vou alcançar.

E quando esse amanhecer chegar,
com ele virá minha evolução.
Prosseguirei em minha busca constante:
crescer, progredir e expandir meus sonhos e ideais.

Gabriel da Silva Salvador
Pensamentos da Madrugada

Inserida por Gabrielsalvador

⁠Tenha fé, Deus está te conduzindo, mesmo quando tudo parece em silêncio. Ele te toca, onde ninguém mais alcança. Todas as orações sussurradas com o coração cansado, nenhuma delas foi em vão. Há caminhos sendo abertos onde seus olhos ainda não enxergam. Há promessas sendo reveladas no tempo divino. As portas que se fecharam? Foram as mãos de Deus te protegendo. Aquilo que não deu certo? Foi Deus desviando de tudo que poderia te ferir. E a espera longa, por vezes dolorosa? É o tempo de Deus preparando e amadurecendo a sua fé. Você não está sem rumo, você está sendo guiado. Nada saiu do controle, mesmo quando tudo parece fora do lugar.
Deus não improvisa a sua história. Ele escreve com perfeição. E o que Ele prometeu, Ele vai cumprir.

Inserida por roberioamorim

⁠Quando o silêncio revela a verdade que o mundo não vê

“Corremos atrás do que já temos e esquecemos de ser o que já somos.
A pressa nos afasta do agora, onde habita a essência que buscamos.
O mundo grita, mas a verdade sussurra no silêncio de um coração atento.
No silêncio profundo, o Espírito revela o que mil palavras não alcançam.
Ouvir é mais divino que falar — e estar presente é mais sagrado que conquistar.”

Inserida por sabedoriahistorica

⁠SiLênCiO AtíPiCo
Frase curta e potente que carrega o contraste entre o barulho interno e o silêncio inesperado e que diz tanto sobre quem carrega o mundo por dentro.
Quem é atípico, provavelmente sente, pensa e percebe com muita intensidade — e quando se cala, esse silêncio vira quase um manifesto. É como se a alma, por um instante, recolhesse suas asas pra escutar o que o seu mundo interior tem a manifestar.
Esse "silêncio atípico" pode ser um grito invertido, uma pausa pra ressignificar, uma proteção diante de ausências, uma máscara diante do abandono de si mesmo e de quem muitas vezes está ali mas nem sempre quer ficar.

Inserida por Michele_Anjos

⁠Sangue em Silêncio

Quero rasgar a pele,
abrir fendas onde a alma sangra em segredo.
Cada corte é um grito mudo,
um pacto silencioso com a escuridão que me habita.

Não é só dor física
é o vazio que corrói,
o peso da ausência que não cabe no peito,
é o eco das palavras que nunca chegaram,
das mãos que não seguraram.

Sou terra partida,
fragmentos que caem,
cacos de um ser que não sabe como se recompor.
Na lâmina, encontro a agulha que fura a névoa,
a única verdade tangível neste mundo insano.

O sangue escorre
vermelho, quente, real.
É o meu grito sem voz,
a minha resistência à anestesia da dor sem nome.

Mas mesmo nesse abismo,
há um fio frágil, quase invisível,
que prende o caos ao desejo de existir
uma luta sangrenta, feroz,
entre o desespero e a esperança que insiste.

Inserida por Magi

⁠Grito invisível

Lâmina rasga,
almas despedaçam.
Sangue é silêncio,
dor que não passa.

No corte, a urgência,
no sangue, a prisão.
Corpo em guerra
grito sem voz,
mutilação.

Inserida por Magi

⁠Vontade que arde

No silêncio escuro da mente,
uma chama que queima sem parar,
a pele pede o corte urgente,
mas a alma quer se salvar.

É dor profunda, grito calado,
um peso que sufoca o ar,
um impulso que deixa marcado,
mas que busca se libertar.

No sangue, o lamento contido,
na sombra, o medo de existir,
mas mesmo ferido, perdido,
a esperança insiste em resistir.

Inserida por Magi

⁠Fagulha.

Uma fagulha,
Cai do teto,
O fogo do silêncio que consome no ócio,
Não apagou,

Na força do pensamento que não compensa a lembrança,

E o sufoco?
É uma pedra na janela,
Quebrou, sem eu lançar,

Mas, quem foi?
Também não pude alcançar,

Logo agora que só sei voar,
Olhar,
Atento,
A dentro,

No lindo concerto intrínseco que ninguém ouviu.

Inserida por LeticiaDelRio1987

⁠NOITE DE INVERNO

O silêncio que perturbava a névoa
Trazia o mundo nas costas
De uma noite sombria e sem vida
Os ponteiros giravam em prol do destino
Que atormentava o homem na sacada
Fumando um cigarro e arfando problemas
Só mais uma noite comum de inverno
Em uma pequena cidade do século XXI.

Apago, Reescrevo

Ergo o rosto, encaro o espelho.
Estranho reflexo:
olhos gastos de silêncio,
boca árida de palavras,
nariz vermelho de cansaço.
Mas...
não é assim que me enxergo.

De novo,
me aproximo, me olho no espelho.
Curioso retrato:
um homem de terno e brilho,
bolsos cheios,
passos firmes,
destino herdado.
Ah…
quem me dera ter nascido herdeiro.

Mais uma vez.
Me ergo.
Me busco no espelho.
E me pergunto, em silêncio:
quem sou, quando ninguém está olhando?

Inserida por rlpeuh

⁠Ah, meu amor, eu digo
Que o silêncio fala mais que muitos
Ah, meu amor, contigo
Carrego toda a imensidão

Vem de me esquentar,
Florescer, florescerá
E que se vem, me andará,
E nos andares pulará
Transcender,
Cantar,
Encantar....

Nos seus olhos a tristeza,
Que de em mim a certeza,
Que consigo andar....
Ah, meu amor, pra quê? Essa tristeza
Em seu corpo há o que reina?

Não há morte,
Nem escuridão no sol
Não há vida,
Nem luz da lua no dia...
Pois, o por da vida,
Clareia mais que a dor
Meu amor...

Inserida por WalyssonLima

⁠o caminho que me leva a você

Onde o silêncio reina,
o tempo não tem vez.

Me despeço dos minutos
ao refletir
na solidão de meus pensamentos vazios.

As horas se tornam uma eternidade,
mas sem ninguém para compartilhar,
o que me resta é sonhar.

Ouço tua voz chamando-me há anos,
corro ao teu encontro
na esperança de um dia
poder te encontrar.

Mas o que fazer,
se o caminho a seguir
é aquele onde tantos se perdem?

Não me perco,
me encontro
afogado no "auto" mar,

com o sussurro dos ventos
conversando com o mar.

As ondas se abrem para, enfim, te encontrar.

Num profundo mergulho,
a esperança toma vez.

No reflexo das águas,
uma imagem reluz,
como uma luz a me cegar:

uma estrela brilhante,
o aquecer em tardes frias,
um segredo que eu queria guardar —

o sentimento de preenchimento que emerge,
clareando a escuridão do oceano,

o mistério em pessoa,
uma promessa a zelar.

Era você.

Inserida por MidnightLady18

⁠Sou Africano

Sou feito de terra quente e céu aberto,
De tambores que falam no silêncio do tempo,
De raízes fundas, num passado desperto,
Que vive em mim como um sagrado templo.

Sou o grito da savana ao romper da aurora,
A dança da chuva em solo sedento,
Sou voz ancestral que nunca vai embora,
Sou fogo que arde no firmamento.

Sou traço de reis em tronos de marfim,
Herança viva de reinos esquecidos,
Sou o riso e a lágrima dentro de mim,
Sou os caminhos, os mortos, os vivos.

Sou coragem que cresce na dor calada,
Sou o corpo que resiste, o peito que luta,
Sou cicatriz que se torna alvorada,
Sou a alma que canta mesmo na labuta.

Sou bantu, sou kongo, sou zulu,
Sou as línguas que o mundo tentou calar,
Mas sou tambor que ecoa no céu azul,
Sou memória que ninguém vai apagar.

Sou África – e em mim ela habita,
Não como fado, mas como missão.
Em cada passo, a história me visita:
Eu sou africano. Sou chão. Sou visão.

Patrono: Mateus Sebastião Kilola

Inserida por MateusSKilola