Poesia sobre Silêncio
A solidão, muitas vezes temida e evitada, pode ser uma dádiva disfarçada, uma oportunidade para mergulhar no profundo oceano do ser. É nesse silêncio introspectivo que encontramos a chance de nos reconectarmos conosco, de desvendar os recantos da alma que muitas vezes passam despercebidos na agitação cotidiana.
Faça bom uso dessa solidão, permita-se explorar os labirintos internos, questionar, refletir e, acima de tudo, escutar o próprio coração. Na quietude do momento solitário, descubra o poder da autoaceitação, do autodescobrimento e da autenticidade.
A solidão não precisa ser uma prisão, mas sim um retiro sagrado, um espaço para nutrir a sua essência. Ao se permitir vivenciar essa experiência de forma consciente, você transforma a solidão em um aliado na jornada de se encontrar e se tornar a melhor versão de si mesmo.
Boa noite!
Descanse, aproveite o silêncio e o aconchego do momento. Feche os olhos e deixe que a paz Divina invada teu ser, te guiando através de sonhos serenos e inspiradores. Que teus pensamentos e sentimentos estejam voltados para a gratidão e a esperança, reconhecendo as bênçãos que a vida lhe proporciona e acreditando que o futuro te reserva coisas maravilhosas...
- Edna Andrade
O calor de uma simples presença mesmo no silêncio das palavras possui muita expressão de amor, de carinho, para aquele que precisa de uma companhia.
A única linguagem que Deus
ouve é o silêncio do amor...
O silêncio não é o amor
mas um preâmbulo para o amor.
Suicídio, O Silencio
S.O.S
Olhos divinos, o que você vê não pode se acreditar.
Você não e um deles não se taque do décimo andar.
Abra as portas e as janelas, deixe a luz entra.
Isso te faz ter solidão?
Me, diga como posso ajudar-la?
Se você tem tanto amor, por que ainda fica assim?
Não basta ser amada?
Ou toda menina tem esse sentimento?
Não pule contra o vento que não te segura!
Meus braços estão leves.
Onde está você?
Precisa ficar sozinha?
Mas, desejo acompanhá-la.
Reclamas tanto de solidão
Por que não posso ficar aqui
A minha insistência a incomoda?
Pos bem, estou indo embora, mas não esqueça de me ligar!
Hoje leio noticia de acontecimento do dia de ontem.
E não entendo por que não me ligou.
te amo
como quem faz silêncio
para apreciar os detalhes;
te amo
como quem acha
que é cedo para se declarar;
te amo
como quem vai embora
sem dizer o que sente;
te amo
como quem acredita
que não existe uma frase
para dizer que te amo
que represente
como realmente
te amo.
O Peso do Silêncio de Quem Importa
Quando tudo parece distante, e o mundo vai se apagando aos poucos, ainda restam algumas poucas presenças que nos fazem tentar.
Poucas pessoas que, sem saber, se tornam o último fio entre a gente e o resto do mundo.
Aquelas com quem ainda conseguimos falar, mesmo que pouco, mesmo que sem força.
Aquelas que acham que são só mais uma, e não imaginam que são as únicas.
É doloroso quando o silêncio vem justamente delas.
Quando você cria coragem pra aparecer, pra responder, pra tentar existir de novo — e o retorno não vem.
Dói como se o universo confirmasse o que a mente cansada já sussurra: que talvez você não faça falta alguma.
Mas o que elas não sabem é que aquele “oi” que não veio, aquela resposta que não chegou, pesam.
Porque não era só uma mensagem — era um pedido de presença, um pedido de vida.
E então a gente se recolhe outra vez.
Não por desinteresse, mas por proteção.
Porque continuar tentando onde o silêncio ecoa é como insistir em respirar debaixo d’água.
Algumas conexões salvam.
Outras, quando se calam, deixam a alma sem ar.
O Silêncio Que Fala
Existe algo divino nas palavras silenciosas que habitam a fala do olhar.
Um idioma que não se aprende nos livros, mas no sentir.
É preciso que haja um acordo sutil entre quem vê e quem transmite,
um pacto invisível onde a verdade não pode se esconder.
Assim como moldamos nossa fala e afiamos nossa escrita,
deveríamos ter em mãos a cartilha da linguagem das almas: o olhar.
Olhar que acolhe, que desnuda, que grita em silêncio.
Há olhares que embalam, há os que ferem,
há os que são porto seguro, e os que são tempestade.
Alguns são abismos, outros, pontes.
Mas poucos sabem realmente escutar o que os olhos dizem.
Poucos compreendem que, antes da palavra,
foi o olhar que desenhou o primeiro poema do mundo.
Olhar que Ecoa no Tempo
A fotografia é o silêncio que fala do tempo, congelando o que escapa ao olhar e preservando o que a memória se recusa a perder. Um olhar que ecoa no tempo, ressoando o passado e eternizando o presente.
Ouvir os sussurros do coração
Quando você está em silêncio, seu potencial fala com você, sussurra-lhe no ouvido. E esses sussurros são absolutamente categóricos — não há "se" nem "mas".
O coração não conhece "se" e "mas". Ele simplesmente diz que este é o seu destino: tornar-se pintor ou poeta ou escultor ou dançarino ou músico. Ele simplesmente diz que é assim que você se realizará. Ele começa a direcioná-lo.
A função do mestre é ajudar você a estar em silêncio para ouvir os sussurros internos, então sua vida começa a ser guiada por uma disciplina interior. Por isso, não lhe dou nenhuma disciplina exterior, mas o ajudo a descobrir o seu insight. Você então será livre, andará em liberdade.
Sannyas, portanto, não é um cativeiro, não é um culto, não é um credo — é uma declaração de liberdade, é uma declaração de individualidade, é uma declaração de amor e criatividade.
" só é verdadeiro aquilo que não se diz... só o silÊncio é verdadeiro... é preciso ouviro silêcio não como surdo, mas com um cego..."
Fernando Sabino
Eu nasci para estar calado. Minha única vocação é o silêncio. Foi meu pai que me explicou: tenho inclinação para não falar,um talento para apurar silêncios. Escrevo bem, silêncios, no plural. Sim, porque não há um único silêncio. E todo o silêncio é música em estado de gravidez. Quando me viam, parado e recatado, no meu invisível recanto, eu não estava pasmado. Estava desempenhado, de alma e corpo ocupados: tecia os delicados fios com que se fabrica a quietude. Eu era um afinador de silêncios.
(Em 'Antes do Nascer do Mundo')
Amor Proibido
Você é o meu pensamento, meu desejo,
meu sonho escondido, como no silêncio,
numa noite de luar, de um amor escondido.
Um desejo inacabável, de estar com você.
Sair dessa solidão desse amor PROIBIDO
Solidão
da madrugada
no silêncio noturno
pensamentos
vagueiam
na lua de Saturno
no labirinto do coração
pelos porões obscuros
acende a luz da alma
num lampião de lembranças
um souvenir de esperança
e tu para e pensa
calma alma...
nada mais importa
agora...
já não faz mais diferença...
As coisas têm um tempo certo pra ser...
E nem sempre depende de você.
MERGULHO
Almejo mergulhar
na solidão e no silêncio,
para encontrar-me
e despojar-me de mim,
até que a Eterna Presença
seja a minha plenitude.
Na face do silêncio, janelas da alma,
olhos que choram, olhos que falam,
pensamentos que revelam,
sentimentos que acalmam...
É o medo e o desejo
É a desconfiança e a esperança
É o grito e o silêncio
É o gelo derretendo o fogo
Eu e você frente a frente é sempre tendo que me confrontar
Encarar os meus erros e meus acertos
As minhas verdades, as minhas ilusões o meu poder e a minha impotência
As minhas liberdades e meus limites
Quando estou na sua frente eu sinto toda minha dor, mas só na tua frente eu posso sentir todo o meu “AMOR”
Me deixe só!
Me deixe aqui, no canto, em companhia de mim mesma!
ouvindo meu silencio falar de coisas que calei...
Me deixe ir... com meus pensamentos tao longe, que nem
me encontre mas aqui.
Me deixe ali, sem rumo, ou direçao, vendo a vida passar vazia,
observada pela janela...
olha la...é a felicidade, me acenando a mao,
dizendo: adeus!
ela vai se afastando, e
agora esta tao longe, que ja nao posso alcança-la.
e esses muros sao tao altos!
como derruba-los, se o que os mantem de pé, sao as minha fraquezas?
Me deixe assim, buscando respostas, para oq nao tem razao.
fazendo da vida um jogo, de regras confusas,
onde parece que o objetivo é perder...
se perder de tudo e de todos, na tentativa de um
um dia se encontrar...
Sou confusão e gritaria, e ao mesmo tempo, todo o silêncio do mundo. Sou a ansiedade de um desejo sendo realizado, e o medo incontrolável de tudo dar errado – de novo. Sou a preguiça de um domingo a tarde, e a euforia de uma sexta a noite. Sou a vontade de abrir a geladeira, e angustia de ter engordado. Sou um doce sorriso, e uma lágrima quase salgada. Sou uma canção de amor cantada por alguém desafinado. Consegue ouvir?
Sou o que sou agora mas às vezes me pego pensando no passado, e vejo o quanto mudei. O quanto eu fui, e o quanto dexei de ser. E vejo nas marcas deixadas pela parede, tudo que hoje mais odeio em alguém. O destino me deixou do avesso, e agora não sei se é mesmo eu quem estou errada. Deve ser.
