Poesia sobre Silêncio
Eu não tenho uma estória, tenho uma verdade: "existem olhares que prometem algo em silêncio, mas depois se fecham"!
Rejeição dói, amor não dói; eu não consigo viver com talvez, se é como um pouso não programado!
Existe um velho ditado, um pouco sinistro até: "é melhor usar uma camisa usada, do que usar uma nova sem botões"!
Vou fazer um pedido, de coração para outro coração: algumas vezes e muitas até, aprendi a comemorar um final com um começo, mas às vezes o melhor começo pode não ser o primeiro começo!
Parece destinada ao silêncio e espanto, quando certas máscaras caem... "a plateia se emocionou e pedia mais, mas o ator some"!
Tem convites que é melhor recusar, para não tentar remendar o que alguém resolveu distorcer, e se igualar; o tempo mostra o que alguém colheu o que plantou!
Tem dias que doem mais que os outros e não revigora, mas com consciência humana o desamor some; toda emoção está guardada a espera de ser liberta, nos cuidados diários dos pequenos e grandes detalhes!
Um aplauso é uma oferenda que não deixa uma vida triste, mas poucos se repetem quando se cansam; posso ter na vida repetidamente a mesma causa, jamais o mesmo instante!
“A verdadeira liberdade não nasce do silêncio dos conformados, mas da coragem de quem ousa questionar o óbvio e expor o invisível.”
— Roberto Ikeda
Meu amor não é mochileiro,
Eu sou seu por inteiro,
Fico aqui, na tua voz,
No silêncio que há entre nós. _ Frase da música Por Inteiro do dj gato amarelo
“Há dias em que o céu se fecha, tomado por nuvens carregadas.
Em silêncio, o vento as afasta e revela o sol que sempre esteve ali.
A tempestade é passageira; o sol, permanente.”
Existe o amor que não se rende.
Ele apanha da vida, sangra em silêncio, mas não recua.
É teimoso, firme, não por orgulho,
mas porque acredita que sentir vale mais que desistir.
Esse amor permanece quando tudo diz “chega”,
e resiste não por fraqueza,
mas por coragem.
Há também o amor que busca respostas.
Ele questiona, observa, sente dúvidas.
Não se contenta com migalhas nem com palavras vazias.
Quer entender gestos, silêncios e distâncias.
É um amor inquieto, porque sabe
que amar sem verdade é se perder de si mesmo.
E existe o amor indeciso na caminhada.
Caminha com o coração em conflito,
dando passos curtos, olhando para trás.
Não sabe se fica, se vai, se espera.
Não é falta de sentimento,
é medo de errar o caminho
e se machucar outra vez.
Amor que se diz amor
busca ser verdadeiro.
Não se esconde, não engana,
não vive de meio termo.
Amor de verdade pode até falhar,
mas nunca trai aquilo que sente.
A minha maior tristeza não é o choro/grito dos filhos, mas o silêncio dos pais.
Esses filhos são crianças que têm fome da Palavra de Deus; e os pais são professores evangelistas que se calam com a Palavra de Deus.
Quando você for destratado com atitudes e palavras, só há uma saída:
sair em silêncio e nunca mais voltar.
Quase amor
Algo em mim não está certo,
Um vazio onde havia amor,
Silêncio onde havia riso,
Uma sombra cobrindo o sol.
Te amei como um tesouro raro,
Mas recebi apenas migalhas,
Ou será que fui precipitado,
Em esperar mais dessa batalha.
Você me pede um tempo, um respiro,
Promete amar-me como mereço,
Mas perdi para sua própria guerra,
Estranho agora quem conheço.
O amor já não está à vista,
Você deixou-o escapar, perdido,
Hoje, desisto desta luta,
Esta é, então, a nossa despedida.
"Existe o silêncio para estabilização
e existe o silêncio obsceno, e deste último
o mundo está cheio."
Haredita Angel
27.10.15
"Às vezes, o silêncio e o afastamento é também um ato de amor..."
(para consigo).
Haredita Angel
05.04.2006
O Silêncio da Vida Autêntica
Viver é, antes de tudo, um ato íntimo. Cada instante, cada viagem, cada encontro com o mundo carrega em si uma plenitude que não necessita de testemunhas. A vida não é espetáculo, não é vitrine, não é palco. É presença.
Escolher não se expor é escolher a liberdade. É recusar o olhar que julga, o aplauso que condiciona, a aprovação que aprisiona. É compreender que a experiência só se torna verdadeira quando não é fragmentada em imagens, nem transformada em mercadoria de consumo social.
Há quem precise da plateia para sentir-se vivo. Mas essa dependência revela uma carência: a busca incessante por confirmação externa, como se o valor da existência estivesse fora de si. Quem vive para ser visto, vive para os outros. Quem vive para si, encontra no silêncio a sua fortaleza.
Não se trata de inspirar, convencer ou ensinar. Isso também seria uma forma de exposição. Trata-se apenas de existir — intensamente, discretamente, plenamente. A vida que não se publica é a vida que se guarda, e justamente por isso, é a vida que se preserva.
Tatianne Ernesto S. Passaes
Pensamento V
Claro silêncio
A ânsia de fazer atropela o compreender.
A reação impulsiva engana o pensamento.
O ego isola mais que o silêncio.
Mas o silêncio — esse, é íntimo do entendimento.
Poema III
Repente de um poeta
Já vi cacto dar flor no silêncio da aflição,
E vi lágrima em dor, em sorriso e oração.
Quem planta o sonho bruto, colhe verso em cada mágoa —
O que rega o futuro? Suor e lágrima, vulgo: água.
O sol não tem compaixão, a chuva virou promessa,
E a terra só dá legume se a fé não for só conversa.
O filho da estiagem tem coragem desde os ossos —
Não murmura a miséria, nem destrata um dos nossos.
Já vi homem ter dinheiro e morrer sem ter sentido,
E matuto sem um troco dividir o seu abrigo.
A riqueza que perdura não se mede por moeda —
Mora é na intenção, no coração de um poeta.
A noite veste o luto do meu erro,
E em cada estrela, vejo o teu adeus.
Um silêncio pesado, cruel desterro,
Onde a culpa reside e jaz nos meus.
O meu peito é um vazio que te implora,
Por um instante apenas de atenção.
A alma, em prantos, clama e a mente chora
O peso esmagador deste perdão.
Se a dor que causei pudesse ser medida,
Eu a beberia em um só gole, infeliz.
Devolve-me o sol desta vida
Que só em teu olhar encontra a raiz.
Perdoa, meu amor, este caminho errado,
Sou apenas um fragmento sem o teu calor.
Sem ti, sou um poema inacabado,
Um grito mudo de eterno e triste amor.
Pazzzzzzz...!!!
(Nilo Ribeiro)
Relaxe por um minuto,
sinta o encanto da paz.
faça silêncio absoluto,
deseje o que te satisfaz
deixe a luz te abraçar,
permita Deus te mimar,
autorize a alma poetizar,
consinta o espírito divagar
a paz é uma sensação,
é a alma sossegada,
o espírito em comunhão,
é a mente iluminada
paz é fonte de amor,
nela, devemos beber,
é a benção do Nosso Senhor,
com ela devemos aprender
paz mata sede da quietude,
não atrapalha em nada,
só atingimos a plenitude
quando a paz é alcançada
paz mata fome da tranquilidade,
esta paz podemos conseguir,
ela nos traz felicidade,
se em paz pudermos dormir
a paz é obra do Divino,
obra de grande valor,
influencia em nosso destino,
é equilíbrio para o amor
enfim,
de paz estou afim,
a poesia termina assim,
e que a paz não chegue ao fim...!!!
“Pela paz morreu Jesus,
e o mundo se encheu de luz”...!!!
Amém...!!!
Quando o Silêncio Uiva
Noite fria, assaz silenciosa,
A calmaria em véu se estende;
Parece o tempo em pedra pousa,
E a paz — imóvel — se defende.
Mas súbito a ordem se desfaz,
O chão da noite se rompe em dor;
Já não há calma, já não há paz:
Há grito, fome, há clamor.
Que dor é essa que rasga o ar?
É fome crua? É mão cruel?
Maus-tratos? Abandono a sangrar?
Ou a ausência do gesto fiel?
Do apartamento ao lado, então,
Ecoam latidos insistentes;
O cão, sentinela da aflição,
Clama por almas conscientes.
A madrugada, antes inteira,
Agora sangra em som e pena;
Cada latido é uma fogueira
Que incendeia a noite serena.
Transparente é a desumanidade,
Patológica, fria, banal;
Quando se perde a dignidade,
O mal se instala — normal.
E no abismo mudo da escuridão,
Onde a consciência vacila em temor,
Ergue-se uma prece — não em vão
Por paz, por vida, por amor.
Vem, meu anjo. Eu chamo no silêncio que me veste,
Não com a voz, mas com a dor que me consome.
Sou um naufrágio à espera da maré celeste,
E em cada lágrima, sussurro o teu nome.
O amor que arde em mim não é brasa, é ruína;
Um fogo que devora, mas não aquece.
Se és a salvação, por que a sorte é tão mesquinha
E me oferece o céu apenas quando anoitece?
Eu te construí no altar da minha insônia,
Um relicário de promessas e prantos,
E agora, sem teu toque, sou só a autonomia
De um coração quebrado em mil recantos.
Vem, meu anjo, venha me salvar da queda
Que me separa do calor do teu abraço.
Sou o drama vivo, a tela despedida,
Que implora pelo brilho do teu traço.
Chega de manso e rasga esta mortalha de saudade.
Pois sem o teu olhar, sou apenas sombra fria;
A melancolia veste o manto da verdade:
Viver é te esperar em eterna agonia.
Dois corações partidos, no silêncio de quem não sabe o que dizer.
Somos dois loucos de amor, presos a um passado que insistimos em reviver.
Olhe para nós agora: nos perguntando se ainda há lugar para nós,
depois de tudo o que eu disse, depois de tanto adeus.
A verdade é que não posso mais viver sem você,
e sem o teu abraço, tudo o que me resta é o eco de um sonho.
Outro dia você chegou diferente,
tímida, indecisa,
trazendo no rosto um silêncio estranho.
Teu olhar carregava medo,
desconfiança
e uma dor que eu não soube curar.
Por um instante pensei que fosse cansaço,
ou alguma doença escondida na alma.
De repente você me abraça forte,
como quem se despede sem querer ir.
Olha dentro dos meus olhos,
e ali o mundo parou.
Com a voz trêmula você disse:
“Perdão, amor…
eu preciso partir.”
Não houve briga,
não houve culpa,
só um adeus pesado demais pra caber no peito.
Você soltou minhas mãos devagar
e antes de ir sussurrou:
“Fica em paz.”
E eu fiquei…
com o vazio,
com a saudade,
e com um amor que não teve tempo de se despedir direito.
Como eu vou ficar em paz.
Vendo o meu amor partir.
Sem explicação só a dor ficou.
Adeus amor vá com Deus.
