Poesia sobre Silêncio
O coração humano tem tesouros ocultos, no silêncio mantido os pensamentos, as esperanças, os sonhos, os prazeres, cujo os encantos se quebram se revelados.
"Tudo tem suas maravilhas, até a escuridão e o silêncio... e eu aprendi que, seja qual for o estado em que eu me encontre, nele estarei contente".
Detesto esse silêncio frio e aterrorizante que parece estar me engolindo e atende pelo nome de Solidão
Queria que num dia desses que a gente se visse, você no meio do meu silêncio de mil palavras caladas, parasse para me ler.
"Às vezes o amor é tão frágil que pede silêncio, respeito e tempo, para depois poder agir da forma mais sábia possível, pois a melhor só Deus é capaz."
Quando não sou calmaria, sou tempestade. Quando não sou silêncio, sou ruído. Quando não sou saudade, sou desapego. Quando não sou 8, sou 80.
Muitas coisas melhor se diz calado, pois o silêncio não tem fisionomia, mas as palavras sim têm muitas faces.
Era uma vez um menino que sonhava em versos
E descobriu que o mundo é um moinho,
Moendo sonhos em chão de giz,
Transformando flores em espinhos.
Aprendeu que ser sensível demais
É carregar uma cruz de vidro,
Que a vida corta quando toca,
E que o amor pode ser um vício.
Pediu socorro nas madrugadas,
Quando o silêncio pesava mais,
E percebeu que nunca seria suficiente
Para ninguém, nem para si jamais.
O tempo passou como lágrimas na chuva,
Transbordando em noites sem dormir,
Até que aprendeu a deixar fugir
Tudo o que um dia quis construir.
No final, restou apenas paciência
Para os adeus que ninguém escutou,
E a certeza de que algumas dores
São grandes demais para quem as guardou.
Você não sabe o peso que carrego,
Nem eu sei mais onde encontrar
O que perdi no meio do caminho
Entre o querer e o desistir de amar.
– Não podemos permitir que políticos desapareçam.
– Não podemos permitir que ninguém desapareça, senhora delegada.
Na câmara dos deputados
A ladroeira "desembestou".
É ladrão vazando pelo ladrão
Tão enganando o Senhor
Não é ladrão de galinha
Eles andam de gravatinha
E só tem ladrão doutor.
O Delubio, companheiro
É outro falso amigo
Saia logo de perto dele
Pois ocê corre perigo
Tão roubando o pais
E o povo vivendo infeliz
Debaixo do seu umbigo.
É tanta sem-vergonhice
Que tem CPI de montão
Tem CPI até dos Correios
E uma CPI do Mensalão
CPI da própria CPI
Acho que tá faltando aí
A CPI DO CUECÃO.
E o planalto parece até
Um grande queijo suíço
Onde ratos comem dinheiro
E nos reais dão sumiço
E depois na TV Senado
Faz o povo de abestado
Realizando seus feitiços.
Zé Dirceu enganou
Todos que nele confiava
Foi ele quem inventou
Este mensalão e pagava
Todo deputado ladrão
Roubando assim a Nação
E ninguém desconfiava.
E nós Brasileiros Arretados
Diante de nossa televisão
Vendo cobra engolindo cobra
(O pedaço podre desta nação)
E nos jornais agora só se fala
Dos malas carregando em malas
Os furtos, frutos da corrupção.
TRECHO DO CORDEL “ A CPI do Cuecão” autor: Vaumirtes Freire
www. meuscordeis.blogspot.com
Essa necessidade de sorrir,
essa necessidade de fingir,
essa necessidade de ser
quebrada e remontada por
carência de ser aceita
onde não sou...
Os faladores não nos devem assustar, eles revelam-se: os taciturnos incomodam-nos pelo seu silêncio, e sugerem justas suspeitas de que receiam fazer-se conhecer.
Quando falar, cuide pra que as palavras sejam melhores do que o silêncio, e lembre-se que alto deve ser o valor das idéias e não o tom da voz.
Não sou de demonstrar sentimentos, mas sou cheia deles. Eu sofro em silêncio, amo com o olhar e falo por sorrisos.
Ser solidário com Deus é saber procurar o Pai no silêncio do coração, e quando senti-lo plenamente, guardar a paz para depois oferecê-la aos sofredores do caminho.
E no silêncio de um abraço, o tempo pára e os pensamentos se cruzam, nenhuma palavra dita, dois corações em paz.
Quantas palavras foram gastas para falar do silêncio. Quantos abraços foram aceitos impregnando o meu campo energético com um peso denso, e quantas vezes me protegi de uma carícia sincera. Quantas vezes suguei e fui sugada chamando isto de bondade. Quanto mais adequada eu tentava ser, mas eu me perdia do que eu era. E abafei minha loucura no peito comprimido para ser socialmente agradável. E escrevi coisas otimistas quando estava sofrendo de tanto medo. E ninguém sabia que aqui do outro lado eu estava chorando. E deixei que me julgassem sábia quando sou apenas mais uma buscadora tateando no escuro à procura da luz que pretendo beber a grandes goles.
Hoje foi um dia incrível que passou para o domingo, que virou madrugada, que nasceu, uma nova semana, uma nova temporada, um novo drama, ou talvez, uma nova jornada, também pode não ser nada, mas pra mim, pra mim sempre vai ser, uma oportunidade para ter a minha amada.
Mesmo que passe mil anos, mesmo que eu morra, no próximo ano, eu não quero deixar de viver, de viver essa louca paixão que nos enche de prazer.
E eu posso gritar, posso... Posso e todo mundo pode escutar, que eu só tenho razões pra amar, amar quem deseja me amar.
E se hoje ainda, essa madrugada, eu pudesse realizar apenas um desejo, eu só teria uma vontade, eu desejaria ter meu beijo no seu beijo..
O Ônus e o Bônus do Silêncio
O silêncio pode ser uma arte — uma escolha sábia quando as palavras seriam navalhas afiadas. Mas já parou para pensar no turbilhão de pensamentos de quem espera, desesperadamente, ouvir ao menos uma palavra?
Há uma tortura cruel em tentar decifrar o que se esconde nesse vazio. O que se passa no outro lado do silêncio? Talvez seja um ato inteligente calar-se quando tudo o que temos a dizer reflete dor ou ressentimento. Mas será que já pensamos no quanto esse silêncio pode ferir profundamente quem escolhe sufocar suas palavras, engolindo cada sentimento como se fossem cacos de vidro?
Existe toxicidade no silêncio? Sim, quando ele se torna uma prisão que sufoca experiências não verbalizadas e necessidades não atendidas. Quando não dizemos o que nos incomoda, essas emoções se acumulam até explodirem de forma destrutiva.
Silenciar e esperar que o tempo resolva tudo é uma ilusão cômoda. É angustiante esperar que o tempo cure feridas que poderiam ser tratadas com um diálogo consciente e empático. Às vezes, bastaria a vontade de escutar — e ser escutado.
Por outro lado, o silêncio pode ser transformado em arma. O tratamento de silêncio é uma forma cruel de manipulação, abuso e punição. Ele faz com que o outro se sinta inseguro, ansioso, rejeitado, invisível e, muitas vezes, culpado por algo que nem compreende.
É preciso sabedoria para respeitar o silêncio do outro, mas também coragem para verbalizar esse respeito, validando os sentimentos de ambos.
Então, o silêncio é sabedoria ou covardia? Depende. O mérito está em saber quando calar — e quando falar, pode libertar.
O Abismo do Sentir
Será que o verdadeiro temor das pessoas em se conectar com alguém que tem depressão ou transtornos emocionais é apenas a incapacidade de saber o que fazer? Ou talvez seja algo mais profundo: o medo de mergulhar em territórios extraordinários, onde o sentir é avassalador e pleno?
Quem sente em excesso carrega uma consciência afiada, uma percepção quase divina — refletindo sobre tudo e todos, tocando o invisível que outros ignoram. Mas essa profundidade também pesa. E, sendo humanos, não compreendemos completamente essa intensidade, que nos faz constantemente julgar nossas falhas, buscando desesperadamente acertar.
Queremos seguir a vontade de Deus, amar e compreender a humanidade, mas acabamos nos perdendo de nós mesmos. Questionamos nossas fraquezas e nos culpamos por não sermos melhores para nós, para os outros e, principalmente, para Deus. Esse fardo, essa culpa silenciosa, vai além do sofrimento emocional: é a dúvida que dilacera a fé, a existência e o amor divino.
E talvez seja isso que as pessoas temem ao se aproximar: perceber que há um abismo dentro delas também, onde a fragilidade humana encontra a necessidade incessante de redenção
