Poesia sobre poesia
Eu não quero que seus amigos saibam tudo sobre mim, só que quero que quando ninguém saiba onde você está, eles digam que você - provavelmente - está comigo. Eu não quero que você ame as bandas que eu gosto, só quero que você me ligue pra dizer que ouviu uma música dela, e lembrou de mim. Eu não quero que você me dê presentes o tempo todo, só quero que em um dia qualquer, você chegue com uma margarida roubada do jardim do vizinho. Eu não quero que você fique me abraçando o tempo todo, só quero que você pegue forte na minha mão quando passar algum mal-encarado na rua. Eu não quero que você me ligue o tempo todo, só que mande uma mensagem de madrugada, dizendo que não consegue dormir. Eu não quero que você me leve para onde vs for, só quero que quando você voltar, diga que sentiu saudades. Eu não quero que você saia comigo todos os dias, só quero que em um dia qualquer você me ligue dizendo que está em frente a minha casa, me esperando. Eu não quero que você me faça declarações de amor, só quero que eu encontre meu nome escrito em algum canto do seu caderno. Eu não quero que eu seja o motivo da sua felicidade, só quero que você me diga que as coisas passaram a dar certo depois que eu apareci. Eu não quero que você me chame de apelidos como amor, linda, fofa, só quero que quando perguntem sobre mim, suas pupilas dilatem e você diga ‘minha namorada’.
Tenho apenas os meus sonhos, esplhei-os então aos teus pés. Caminha com cuidado pois pisas sobre os meus sonhos!
Eu jurei... Construirei o palácio sobre a estrela de Deus... Colocarei meu trono sobre a montanha sagrada que está no fim do norte... Subirei até a nuvem mais alta... E então eu serei o Rei dos Reis.
Eu nunca fui de prometer nada. O que eu sabia sobre promessas era que elas se quebravam com facilidade.
A maravilhosa vantagem dos espaços da vida virtual sobre os espaços "offline" consiste na possibilidade de tornar a identidade reconhecida sem de fato praticá-la.
Contos de fada não falam apenas sobre casar com principes encantados, falam sobre realizar seus sonhos.
Há um motivo pelo qual, quando todo autor, de Shakespeare a Salinger, escreve sobre jovens, não se pode evitar a verdade, de que ser jovem é doloroso. São quase sensações demais.
Determine o seu valor, não fale sobre você de forma negativa fazendo comparações, seja potencialmente ousada em avançar em suas limitações. Faça de forma e acordo com o que Deus requer de você.
Acho que esse é o melhor conselho de todos: pense constantemente sobre como você pode fazer as coisas melhor e questione a si mesmo.
Andei pensando coisas sobre amor, essa palavra sagrada. O que mais me deteve, do que pensei, era assim: a perda do amor é igual à perda da morte. Só que dói mais. Quando morre alguém que você ama, você se dói inteiro (a) mas a morte é inevitável, portanto normal. Quando você perde alguém que você ama, e esse amor - essa pessoa - continua vivo(a), há então uma morte anormal. O nunca mais de não ter quem se ama torna-se tão irremediável quanto não ter nunca mais quem morreu. E dói mais fundo - porque se poderia ter, já que está vivo(a). Mas não se tem, nem se terá, quando o fim do amor é: never.
Algumas poucas pessoas são muito especiais, se você colocar o ouvido sobre seus corações, provavelmente você ouvirá o oceano jurando para alguma estrela distante na galáxia que algum dia eles não estarão mais sozinhos. E talvez essa seja a razão de existirem estrelas cadentes todas as noites.
Guardo pra mim as crises de identidade e a vontade de sumir. Não vou dissertar sobre minhas fragilidades e minhas inseguranças.
Não consigo confiar em alguém que não me conte muita coisa sobre si próprio, e como sei muito pouco sobre ele, não consigo me sentir mais íntima.
"Acredite. E tudo vai dar certo!"...
Quantas vezes damos desculpas e inventamos historias para nós mesmos afim de esconder uma verdade que não queremos acreditar. É preciso aceitar as duras verdades da vida e saber que nem todas coisas que queremos vai acontecer, mas que o sucesso vem com a dedicação e o esforço.
Minha morena flor
Minha morena amor
Minha morena linda
Minha morena doce às vezes azeda, mas será sempre minha linda Morena!
Havia nela
uma sensualidade escancarada mesmo!
Assim, meio despudorada,
sem saber.
Descarada,
inocentemente, descarada!
Coisa de bicho solto.
Sem falsos pudores
ou vergonhas descabidas!
Ela se "doava"
caridosamente.
Nada pedia em troca.
Só a própria satisfação.
E se lambuzava,
solta como abelha no mel.
Pequenas coisas sobre ela.
Ela tem um sorriso encantador, um alento para quem a ama.
Ela tem um brilho de esperança no olhar, esperança de dias melhores.
Ela tem um jeito único, cativante. Ela estava feliz!
Ela sentia-se sozinha, teve medo, estava com medo.
Ela sabia que ia partir, ela tentou se despedir,
mas eu não queria dizer nunca, nem jamais um adeus.
Ela se calou, seu sorriso foi lacrado,
o seu riso foi sufocado pela fumaça da dor e do medo.
A luz de seus olhos extinguiu-se,
apenas o vazio permanece lá, no lugar que habitava sonhos, paixões e planos.
De sua vida, ela não leva nenhum pesar.
Ela viveu, amou, dançou, sorriu e chorou.
Ela não habita mais no presente do ontem,
mas viverá eternamente no futuro.
Ela soltou da minha mão,
atravessou as soleiras de sua porta.
Mas ela não se despediu.
Ela foi viver, ela renasceu,
suas esperanças foram renovadas,
mas ela segue sozinha.
O fantasma do medo não mais existe,
agora ela está bem, tudo ficará bem.
Acho que serei sempre uma menina mulher.
Não quero deixar de sonhar. Me recuso a perder o brilho nos olhos e a sede de viver.
Quero mesmo é ser sempre assim. Do contrário, sinto que me afasto de mim.
Sei que nem todos compreendem. Mas a verdade é que desisti de ser compreendida por todos.
Entendi que não adianta tentar traduzir a linguagem da minha alma. Vai entender quem tiver que entender. E se vemos o mundo como somos, que controle temos sobre como nos percebem? Cada um enxerga a vida com a lente que lhe foi dada.
Então, me culpo mais por meus excessos. Na imensidão de ser, transbordo para não morrer afogada.
Eu amo você.
Eu sinto falta de você.
Eu preciso de você.
Eu sorria com você.
Eu falo sobre você.
Eu sonhei com você.
Texto sobre a vida:
Cada vez que caminho, mais perto da reflexão e monólogo interno estou. Cada vez que paro, mais perto dos barulhos e estilhaços interno estou. Cada vez que penso em decidir entre caminhar e parar mais perto do choque térmico entre a insanidade estou.
Cada vez, cada caminhar, cara parar, cada experiência, cada movimentar, cada congelar diz muito sobre essa coisa que as vezes parece ser Aurora, às vezes parece ser ausência de luz.
Em tudo, na ida, no ficar, no refletir haveremos de encontrar uma manifestação de sentido.
Ó Deus, ó ciência... ó universo, ó pedras e ó aquilo que nos possa ouvir. São tantos escritos, tantos ditos, tantos mitos, tantas formas de dizer como caminhar, como parar ou não parar, tudo nas letrinhas escritas na folha miúda fica tão harmônico.
Mas em certos estilhaços, e certas torturas, em certos mares vermelhos ei de ter que me virar. Afinal como diria o grande filósofo contemporâneo Clóvis de Barros em sua percepção pessimista sobre os gurus: Não existem 7 passos para a melhor maneira de se caminhar.
A não ser que você seja o próprio autor, ainda que erre a rota e te custe a própria existência, está aí a fórmula: um monte de nada indo a lugar nenhum, e se vire para chegar lá, ou ficar aí, tu és o autor do nada todo. Só tu és o autor.
Tiago Szymel
