Poesia sobre pensamentos
Intensidade
Na poesia
Meu silêncio grita
Minha voz emudece
Emoções explodem
Sentimentos se
desnudam
Me afago, respiro
Deleito-me
Renasço
Direitos humanos são voz e poesia, não só discurso, mas prática e guia. Sem hipocrisia, justiça se cria, igual para todos, de noite e de dia.
Carrego em mim a essência da vida,
força que nasce sem se explicar,
no cromossomo X, a poesia escondida
de quem aprende cedo a amar.
Helaine Machado
A vida é uma poesia
Poesia ansiando por um poeta
Quem sabe uma poetisa
Ela quer ser declamada
Quer ser vivida
Não somente discutida
Mas usufruída
Porque nunca será compreendida
Há uma poesia em mim que não compus, são versos de mim
Que inversa sem rima
Em monotonia melancólica
Quem sabe uma poesia deprimida que nunca foi escrita...
A poesia mora nas frestas de silêncio entre duas frases. Ali se empilham sentidos que o discurso não alcança. Quem lê com pressa perde o sustento do verso. Por isso, aprendo a esperar onde a pontuação respira. E descubro que o mundo cabe melhor no recuo da palavra.
A poesia que escrevo é tentativa de consolo atrasado. Chega fora de hora e, mesmo assim, serve. Alguns versos aquecem como chá morno em noite fria. Outros queimam e despertam limpezas necessárias.
Escrever é esse movimento de cura e descoberta.
A poesia de um gesto simples salva reputações partidas. Um olhar demorado, um silêncio que não acusa. Pequenas misericórdias costuram roupas rasgadas. A bondade costuma ser costureira de almas. E eu aprendo a valorizar cada ponto bem dado.
Sou um caos que encontrou na poesia sua única forma de ordem. Sem os versos, eu seria apenas estilhaços.
A poesia não salva ninguém do abismo, mas ela nos dá uma lanterna para que possamos descrever os monstros enquanto caímos. É a arte de cair com elegância, transformando o impacto inevitável em uma estrofe que o mundo lembrará quando não estivermos mais aqui.
A melancolia é a poesia da alma que se recusa a ser anestesiada pelo entretenimento barato e pela felicidade de plástico que vendem nas esquinas. É a coragem de encarar o tédio e a dor, encontrando neles a substância real da nossa jornada humana.
O bonito do poema ou da poesia é quando não se fala o óbvio, mas deixa nas entrelinhas aberto para o entendimento do leitor, isso que torna poético.
A poesia é o grito do inominável
é o urro do imprevisto
a poesia e o inicio
é o fim e do poeta o vício
