Poesia sobre pensamentos
Ainda me resta o parco tempo que resta,
Para conhecer o amor, para viver sem temor,
Para buscar ser quem sou, sem temer o amanhã.
Eu hoje viajei no tempo...
Mas por um momento pequenino.
Eu vi a manga madura no pé...
Olhei pra ela com olhar de menino.
Parar... Sentir... Por um momento
O movimento sutil do vento
Que toca a folha e faz cair
O ciclo eterno se repetir
Em cada dia, uma sensação...
Mudamos junto com a estação
A natureza grita, tirando o sono
Ela diz... Venham ver o Outono!
"Quando um poeta morre
Sua existência é recitada pela eternidade
E a lembrança repousa nas páginas."
Te ofereço uma flor. De todo meu coração. É a rosa. Com seu perfume e cor. Te purifica e renova com explendor. Com sua essência harmonia e amor.
Que amor que encanto faça favor
Ah pois a emancipação é um
chazinho-de-quinta-feira-à-tarde
Todas trazem qualquer coisa para mastigar
Podes invocar Safo, Cavafy ou S. João da Cruz
todos os poetas celestiais
que ninguém te virá acudir
Comprometidos definitivamente os teus planos de eternidade
Ao Espelho
E de repente chegas aos
quarenta e tal anos
e palavras como colesterol
hipertensão astigmatismo
começam a invadir a tua
vida... Olhas para trás e
o que vês? Uma pomba
com uma das asas ferida
condenada ao mais terrí-
vel pedestrianismo
Mãe
Não consigo adormecer
Já experimentei tudo. Até contar carneirinhos
Não consigo adormecer
Nem chorar
(Que maior tragédia poderá acontecer a um homem do que a de já não ser
capaz de chorar?)
Quando me levantei já as minhas sandálias andavam a passear lá fora na relva
Esta noite até os atacadores dos sapatos floriram
O perdão está dado;
O traidor está curado;
O amor sentou-se
de pernas abertas
diante de mim.
Vem cá, morena.
Ele é brega.
Vá, são todos iguais,
mas uns são mais.
Lamento,
mas, se virar poema,
já é vantagem.
Melhor que virar
pura bobagem.
EU NÃO TENHO A ALMA DE UM CORRIMÃO
Eu sou mais elo, de liga e do laço.
Respeito para mim é coisa fina,
assim como o abraço.
Mais do que as transas e os beijos,
as mãos dadas me parecem mais sinceras.
Tão ruins quanto as promessas
são as esperas.
Somos a terra e a semente
carne de aluguel em alma de rainha
as submissas as bacantes
as que procriam e as que não
Somos as que evitam o desastre
as que inventam a vida
as que adiam o fim
mulher
multidão
