Poesia sobre Lagrimas
CARIRI DO SUL
Lá no embalo do Icamaquã
Que se irmana com o Butuí
Leva as lágrimas de um divã
Aqui no sul és meu Cariri
Caudaloso que tudo contorna
Entre correntezas e remansos
Quando o gaúcho não se conforma
Dando mais importância aos ranços
Uma nova mirada agora
Ainda que seja o mesmo rio
Que ele também leve embora
As angústias e os calafrios
Cerno de lei aqui radicado
Nenhuma tempestade te leva
E não há uma maior predicado
Que o amor pelo pago conserva.
Lágrimas,
São o reflexo do teu rosto, fruto do mês de Agosto e de aquilo que há-de vir
Lágrimas,
São as lembranças do teu jeito, aperto e dor bem junto ao peito e o que sobra de mim
Lágrimas,
São a canção que se perdeu e tudo aquilo que era meu, perdeu-se a noite e o luar
Lágrimas,
Sigo o meu rumo mar adentro, contigo no pensamento, não penses que amar tem fim
Não esperes por mim
A dor não tem fim
Não esperes por mim
A vida é assim
Parto rumo ao sentimento
Acompanhada de mim própria
Deixo a tristeza á beira mar
Enquanto grito de revolta
Nesta embarcação que me leva
Até ao fim do horizonte
Em busca de conforto e um momento
Sentir que estou bem longe de ti
Você pode até chorar.
Mas não desperdice suas lágrimas em lugares inadequados que não as mereçam.
Para isso existe a Adoração Eucarística.
Que eu
possa transformar
minhas lágrimas
em doces esperanças...
E,quando o sol
nascer,iluminando o
meu coração,um
sorriso esboçarei ao
perceber que o
meu amor tocou-lhe
o ser...
E então,uma explosão de emoções
iremos viver...
Não há espaço para lágrimas, porque esta partida não é perda.
Não há necessidade de despedida, porque o caminho não se encerra aqui.
O motivo é simples e poderoso: a jornada é necessária.
Cada ida carrega consigo a promessa do retorno.
Cada ausência abre espaço para o reencontro.
O motivo não é o fim, mas o ciclo — o movimento que nos ensina que nada é definitivo.
Não é fuga, não é abandono.
É apenas o passo que precisa ser dado, a travessia que fortalece, a distância que revela o valor da presença.
Antes que o sol se esconda, o motivo se cumprirá:
o retorno será certo, e o que parecia ausência será um intervalo antes da volta.
Não suporto dramas. Tem gente que não tolera lágrimas. Não tenho problemas com as lágrimas. São sinceras. Desconfio dos sorrisos.
O sorriso seduz e engana.
O drama me irrita. Coisa de gente fraca. Aversão herdada pelas lutas e dificuldades. Quem sobrevive às batalhas cria casca e não perdoa esse tipo de luxo.
Em tempos de tempo
Houve tempos em que me debruçava na cama, chorava lagrimas
de salamandra, mas não me esquecia de viver.
Houve horas, em que me perdia no inconciente, me deixava florecer.
Hoje, sou mais razão... não me perco em sentimentos,
me situo em meu lugar, como um rei ao seu trono.
Hoje sou mais Capacidade... meu raciocinio não se deixa levar por instrumentos que possa me trazer a infelicidade, imoralidade, libertinagem.
Por no final das contas, hoje, sou mais Hereto.
Sou mais firme mais objetivo.
Sou mais além de mim... sou ti e todos, sou cada passo largo do cavalo, e cada bolha de ar do fundo do mar.
Sou eu.
Angústia de existir
Apatia notória
Gotas de lágrimas ocultas
Existência vazia
Essa falta de sentido
Caótica Modernidade líquida que nos contaminar
Se não estiver em conexão com os resquícios da alma.
As lágrimas rolam pelos amigos,
Se foram para nunca mais voltar,
Sem um adeus, sem uma despedida,
O que fazer com as minhas feridas?
Difícil viver um luto sem fim,
Lembro deles, e os imagino sorrindo entre as nuvens para mim.
minhas folhas manchadas de lágrimas com os desejos que você me prometeu
ignoram a minha escrita deitado no meu travesseiro espaçado ao seu;
e virada de costas pro meu lado, cê vendo vídeo do seu outro passado
escutando e decifrando de quem seria a voz daquele “s” puxado.
RISO E LÁGRIMAS
Kleber Ferreira
Minhas lágrimas falam de você
De tudo o que vivemos e do que eu perdi
Minhas lágrimas falam de nós dois
Do sonho que tivemos e de tudo o que eu vi
Minhas lágrimas falam do que eu senti
Mas meu sorriso vai falar de outro amor
De um que não me faça chorar
Meu sorriso vai falar de uma nova paixão
Que minhas feridas vai fechar
Mas meu sorriso vai falar de outro amor
De um que não me faça chorar
Meu sorriso vai falar de uma nova paixão
Que me ensine outra vez o que é amar
Minhas lágrimas gritam por você
Que insiste em não escutar
Minhas lágrimas gritam ao meu coração
Que insiste, por ti, se apaixonar
Minhas lágrimas caem por quem não quer me amar
Mas meu sorriso vai falar de outro amor
De um que não me faça chorar
Meu sorriso vai falar de uma nova paixão
Que minhas feridas vai fechar
Mas meu sorriso vai falar de outro amor
De um que não me faça chorar
Meu sorriso vai falar de uma nova paixão
Que me ensine outra vez o que é amar
Minhas lágrimas caem por te amar
Meu sorriso aguarda você voltar
E, olhando para ti,
Canto a minha canção melódica
Que outrora fora lágrimas
De um aguerrido espírito
Confiante de que te encontraria
Novamente nessa jornada maluca
Que chamamos de vida - Mas
incerto de que fazia jus a tal -
Canto a ti, minha musa
A melodia que ouvido nenhum
É capaz de decifrar
Não digo que seja de tal modo
Sinfônico ou doce
Mas, certo de que fi-lo por ti,
Afirmo-te: há amor, há meu coração
A ti me entrego, sem medo
Foste aquela que me recebeu com alento
És aquela com quem desejo investir minhas risadas despretensiosas
Por isso, canto a ti
Que, antes de tudo, não me abondonaste
Canto fervorosamente
Deixando transparecer a mais profunda vibração da minha alma junto à tua…
"Tu contas as minhas vagueações; põe as minhas lágrimas no teu odre. Não estão elas no teu livro?"
Salmos 56:8
O choro que reconhece a própria fragilidade. O choro de arrependimento, o choro do autoconhecimento, o choro que nos faz crescer, o choro que dissipa o orgulho, o choro que dissipa a autossuficiência, o choro de empatia, os choros que curam, os choros que fazemos, ao escolher o caminho de volta. Não viva chorando, mas, se precisar, chore!
Lágrimas por Nós
Que saudade de tudo o que não fomos, pai…
É tão duro conviver sabendo que sou tão parecida com você,
e que nunca tive a chance de te conhecer.
Que saudade do amor que ficou apenas em silêncio,
da relação que jamais tivemos,
das conversas que nunca aconteceram,
dos abraços que jamais senti.
Quantas lágrimas caíram no chão,
e quantas ainda carregarei comigo,
por aquilo que poderia ter sido e nunca foi.
Via crucis
Havia sangue no caminho,
sangue,suor e lágrimas.
na via crucis,
um rei coroado de espinho.
Havia prantos na terra,
silêncio profundo no céus.
na via crucis,
um cordeiro vencendo uma guerra.
O mundo em dor,
Sombras de escuridão permeiam o céus.
Na via crucis,
homens matando o amor.
Ele caminha em dor,
não reprime a quem lhe ofende.
Na via crucis,
a redenção do amor.
o mundo assim escreveu,
Vida e morte na cruz.
Na sepultura,
a morte o conheceu.
O mundo se enche de luz,
numa manhã a romper.
A sepultura explodiu,
a Jesus não pode deter.
Glórias se ouve cantar,
nos portais de Jerusalém.
Arcanjos a receber,
o rei da glória que vem.
Autor. Cícero Marcos
"Dizem que as canções nos arrebatam ao mais profundo de nossas almas. Mostrando as lagrimas que estão armazenadas para serem liberadas.
E por fim, da o alivio a "Alma".""
O Teatro do Inseto
Lágrimas são apenas o óleo que lubrifica esta engrenagem de carne.
O coração não bate;
ele se estilhaça como porcelana barata sob o pé de um gigante.
Hoje é o baile de máscaras.
Costuro um sorriso no rosto com linha de náilon, uma cirurgia amadora de alegria plastificada.
Sou o figurante de mim mesmo, um palhaço de gesso num palco que range.
À noite,
o teto baixa três centímetros.
As correntes não são de ferro, são de arame farpado invisível, enrolando-se nas vértebras, transformando o lençol em chumbo.
Levantar-se não é um movimento; é uma revolta.
É a metamorfose reversa: acordar homem e sentir-se bicho, esmagado pela bota de um Deus burocrata.
Quem habita este invólucro no centro do turbilhão?
Sou o estalo da mania ou o silêncio do abismo?
A moeda gira, mas o rosto é o mesmo:
Um lado é o chicote, o outro é a ferida.
A vida é um processo lento, um tribunal sem juiz.
E a morte... a morte é apenas a porta que não exige convite,
o único documento que não precisa de carimbo.
Quantas vezes você caiu e se levantou…
Quantas vezes enxugou as lágrimas de tristeza ou chorou de alegria…
Sim, muitas vezes… você chorou, limpou as lágrimas com os dedos das mãos, pois não tinha forças nem para pegar um lenço, mas atravessou…
Muitas vezes, teve vontade de sentar e esperar passar, pois não tinha equilíbrio para continuar, mas caminhou …
Passo aqui para te dizer: você não precisa ser forte todos os dias, você não precisa ter medo de se mostrar vulnerável, você pode sentir …
E depois de sentir o que sente … aprender, aceitar e continuar!
Confie em você e nas energias divinas.
“Lágrimas Pretas”
Lágrimas pretas caem dos teus olhos,
ensopadas de desilusão.
Mesmo trajado como um janota,
ainda te lançam ao leque dos bandalhos.
Agora notas?
Para eles, és abominação.
Dizem que só mereces choro,
porque não tens a cor do ouro.
Deita, então, essas lágrimas pretas —
prémio cruel da tua “favelação”.
Chamam-te mocinho de tretas,
como se fosses feito de ilusão.
Nem Cristo Pérez te ampara,
segundo a sentença que lavraram;
arquitetaram tua conspurcação
numa cerimónia sem salvação.
Prepararam tua acrimónia
como quem sela uma condenação,
achando que assim obscureciam
o brilho vivo da tua aura.
Mas para mim, está bacana:
não precisas de campana
para provar aos tolos
que não és bagana.
Teu valor não tem cotação.
Não depende de aprovação.
Quem chora preto, às vezes,
lava o mundo da sua própria escuridão.
@poesia #Lágrimaspretas
O que é força?
É chorar sem vergonha,
É permitir que as lágrimas fluam,
Sem esconder a vulnerabilidade.
É cair sem mentir,
Reconhecer a dor da queda,
E levantar-se com a verdade.
É pedir sem orgulho,
Estender a mão,
Aceitar que precisamos uns dos outros.
A força não é uma máscara,
Que usamos para esconder o que sentimos;
É a coragem de tirá-la,
Quando o peso se torna insuportável.
É saber que ser forte é também ser humano,
E que, na fragilidade, reside a verdadeira potência.
É abraçar a autenticidade,
E encontrar beleza na honestidade do ser.
Força é ser sincero consigo mesmo,
E ter a bravura de viver cada emoção,
Como um passo em direção à liberdade,
Onde o coração, por fim, pode se aquietar.
Giovana Barbosa
