Poesia sobre Lagrimas

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VENDAVAIS...


[...]...não quero mais chorar lágrimas
Iguais a um lamento...
Meus suspiros se soltam nas sombras das noites
nas horas perdidas do esquecimento...
Quero esquecer as nebulosas
cores dos vendavais
todos que passaram na minha vida e lança-los
Ao vento para que o tempo os apague de mim... [...]

Anjo Branco

Entre lamúrias
E lágrimas fervorosas
Após desconhecidas injúrias
Entre velas temerosas

Salte para cima ó poderoso ser
Detenha-te para o principal penhasco
Deste mal pérfido a apossar-se do meu querer
Ele se põe de pé arrogante e bate o casco!

Venha Anjo Branco nos proteger
Desta terra louca e ensanguentada
Esse pesadelo vil esquecer
Clareie minha doce jornada!

Com vosso olhar
Espalhas teu fervor
A alegria de amar
Está no vosso grandioso amor!

⁠Eu existo, sim!
Encontro força nas minhas lágrimas e sonhos,
é assim que respondo a qualquer dúvida.
Pus meu medo de lado,
e voei com alegria ao meu destino
encontrando amor e paz
que me farão ser inteiro.
Eu existo, sim!

Estiaram os pesares

O céu parou de chorar. Desfiz-me todavia em lágrimas. A chuva acabou e deixou mais um órfão do seu esplendor.
Tenho lido tanto romance, e ainda lido tão mal com sentimentos e sentimentalismos. Levo muito sofrimento em meu chapéu mas ainda sinto a leva do amor, em algum lugar onde haja chuva.

"Quando o céu toca a alma"


Não estou triste,
mas algo em mim pede lágrimas.
Não de dor -
de vida.


É como se o céu encostasse no meu peito
de leve,
e minha alma, surpresa,
quisesse responder.


O choro vem,
mas não cai.
Fica ali, feito oração silenciosa,
feito gemido sem palavra,
feito toque do Espírito que a mente não traduz.


Romanos diz que Ele intercede por mim,
e talvez seja isso que eu sinto:
um mover que não se explica,
um derramar que não se derrama,
uma visita que o corpo reconhece
antes do pensamento entender.


A emoção trava na porta,
não por fraqueza,
mas por reverência.
Como se até as lágrimas soubessem
que Deus está perto.


E então fico quieto,
com a vontade de chorar sem motivo,
e percebo -
não é tristeza.
É sensibilidade.
É cura nascendo sem ferida.
É o coração ajustando o que nem eu sei.
É a presença que arruma a casa
sem fazer barulho.


Cada lágrima que não cai
ainda assim é vista.
Cada emoção engolida
ainda assim é guardada.


Porque Deus recolhe até aquilo
que não escorre do rosto -
até aquilo que só escorre da alma.


E um dia, talvez, eu chore.
Não por perder,
mas por ter sido tocado.
Não por dor,
mas por encontrar paz demais para caber no peito.


Até lá eu sigo assim -
com o céu pousado dentro
e o coração aprendendo a sentir.

Lágrimas e Solidão


Quando tudo for escuro
Num labirinto inseguro
Quando a presença vira saudades
Quando a tristeza for a verdade
Quando as lágrimas e a solidão,
tomarem conta do meu coração...
Eu não irei viver
Vou apenas existir
Sem vontade para nada
Nem se quer vou sorrir
Vou apenas chorar
Apenas chorar...

"A liberdade é extensa ao horizonte
Cortando um rio de lágrimas e fazendo o
vento soprar a vela da esperança
de dias melhores para o amanhã"

LUA EM LÁGRIMAS.

Chorou a lua
Quando soube da minha partida
Uma grande dor,
no peito uma ferida
Caiu lágrimas do céu
Como melodia ao vento
Quando você se foi,
me deixou um grande sofrimento
Chorou a lua...
Por que não vou poder mais voltar
Não viu minha partida
Nem despida pode dar
Pela distância, pelo momento
Me causou dor e sofrimento
Com você, não vou poder mais contar...

"Não tema chorar algumas vezes em sua vida.
Lágrimas são ótimas limpadoras de alma.
Só tenha medo mesmo é de se acostumar com a tristeza de tal modo,
que não veja mais motivo para voltar a sorrir!..."

Prisão do amor
O poeta conversa com o papel
Nos versos entre tintas e lágrimas é capaz de colocar a emoção em cada refrão
Fazendo da imaginação a sua prisão,
Sendo liberto ao partilhar das dores que sofre ou imagina,
Afinal essa é sua sina, transbordar a emoção até os confins da sua imaginação
Transportando todos os seus sentimentos a quem está lendo, para lhe falar o quanto é árduo amar por apenas um breve momento.
Quem experimenta do amor, que não lhe pertence.
Será minha a culpa de nascer na era errada?
Quero de volta o amor da folha parda.
Não quero migalhas virtuais, do tipo curtiu algo, vê tudo o que posto.
Quero bilhetes e anotações para nutrir de Fernando a Camões, os desejos de se expressar o coração com as mãos no lápis.
-
Leonardo Procopio
15 de Julho de 2024

Lágrimas...
Saudades...
Lembranças...
O gosto do teu beijo...
Teu corpo...
E amanhã...
Amanhã é quinta...
Não existe esperança aos condenados...

Num papel, descrevo o coração em cálice tinto; nas lágrimas em mar vermelho, floresce a rosa vermelha num deserto vermelho; meu coração: beija-flor-vermelho corre pra você, mas a solidão é minha e, sem você, uma rosa me aperta o coração; minha alma dói, e corro dali, mas não sei dormir sem você ali; eu, descalço na maré vermelha, escrevo na areia: esqueço de mim pra você voltar, onde você está? Meus olhos não fecham mais, a praia vermelha é meu quarto, somente as estrelas amenizam minha dor e me lembram você, uma estrela distante e radiante.

No rio vermelho, eu deixo barcos de papel, onde escrevi versos; sentimentos que não me deixam dormir; mas não importa quantos eu deixe ir pelo rio, estão à deriva, permaneço sem você; mesmo meu coração em barcos de papel, você ainda derrete meu coração; você não vai me ler, não vai ver meu desejo de casar com você; num amor à deriva, perdi você e não há lugar pra mim sem você; na cidade vermelha, tento sobreviver num caminho vermelho.

Eu quero fugir, correr daqui, deixar o amor batizado na dor, mas é mais que mera dor, é o amor que não há como esquecer; palavras não bastam, apenas palavras não deixam o peso da dor e não expressam como é grande esse amor por você; confesso como nenhuma palavra poderá dizer palavras que nenhum significado revela, o entender do amor por você; amor que não para, amor que não sabe, como no mundo vermelho: quem ama sangra demais, bem mais que quem não ama, quem não é vulnerável por outro alguém de coração vermelho, como o teu coração cinza.

Hoje eu acordei chorando.
Lágrimas de felicidade, não tristeza.
Pois num momento sem direção,
você veio por poucos segundos me acalentar.

Não te vi dormindo, pouco antes de acordar,
Mas quando percebi, na sua frente me ajoelhei e desatei.
Não soluçava, como agora, mas já chorava lagos e rios.

Tentei sua testa beijar, enquanto dormia serena, mas antes você acordou e me olhou.
Aquela cara de quem acaba de acordar, mas já ostentava seu zelo, tentando tirar da minha camiseta um pelo.

Parando para refletir, sua voz eu não me lembro de ter ouvido, mas as palavras eu entendi e as respondi com um riso baixo.
Antes que pudéssemos falar qualquer outra coisa, infelizmente virei para o lado, acordei e me afoguei.

Foram poucos segundos, não nego,
um curto infinito, aceito.
Mas nesse momento de dor,
Foi muito mais do que eu podia querer.

Ela é preta de garra, de força, de raiz. Das lágrimas fez sementes, e delas nasceram motivos para sorrir. Carrega no peito a coragem de quem não se curva, e no olhar a ternura de quem sabe acolher.
Amiga, irmã, presença rara, não veio por acaso, veio como dádiva. O destino me entregou em suas mãos um presente, não embrulhado em papel, mas em afeto, não marcado por tempo, mas por eternidade.
Ela é chama que aquece, é muralha que protege, é poesia que caminha. E cada gesto seu é lembrança viva de que a vida, mesmo dura, também sabe ser generosa.

Nesta vida, neste mundo, velejo pelos mares de lágrimas formados pela dor e pela ternura de uma existência incerta e inquestionável. Vejo uma vida, às vezes, sem sentido, mas ainda assim enxergo grandes histórias a serem criadas, grandes sonhos a serem registrados e momentos que merecem ser eternamente guardados.
Caminhando pelas linhas tênues da vida, deixo palavras incompletas, sonhos incertos e prazeres que talvez ninguém jamais venha a descobrir. Ainda assim, deixo sentimentos e histórias que, neste pálido ponto azul, podem parecer insignificantes… mas que, para cada alma, para cada ser, valem o mundo. Valem instantes, valem memórias, valem histórias inteiras.
É neste mundo em que vivemos, neste pálido ponto azul, que deixamos nossa marca no universo. Uma marca pequena, quase imperceptível aos olhos do infinito… mas ainda assim, uma marca viva, feita de história, de presença e de tudo aquilo que, mesmo silencioso, insiste em existir.

Um dia me fiz poeta para aliviar a minha dor. As letras emaranhadas com minhas lágrimas, me fizeram notar que as sílabas juntas, seriam minha nova paixão. Há dias em que as sentenças brotam do meu coração, mas há dias em que o que mais quero é silenciar minha voz.Nessa trajetória a gente se reinventa e busca novas maneiras de viver a velha vida.No papel teço meus novos roteiros, não sou tão fraca nem tão forte, apenas sou quem me disponho a ser.


⁠A vida me fez derramar muitas lágrimas, mas não conseguiu cancelar o meu sorriso.

A vida partiu meu coração, mas ela não conseguiu sugar a minha alma.

A vida me roubou muita esperança, mas não conseguiu roubar meus sonhos.

A vida, ao longo dos anos, pode me fazer aparecer rugas no rosto, mas não conseguirá fazer com que meu coração envelheça.

Depois daquele dia nunca mais chorei.
As lágrimas que por ti derramei, umedeceram as minhas raízes.
Tornaram o meu tronco forte, me deram raízes seguras, bem plantadas no solo.
Frutifiquei, cresci, frondoso me tornei.
hoje, o que escorre de mim é o orvalho da noite, que em minhas folhas deixo escorrer
em um leve, um suave pingar.

Eu não gosto de me sentir sozinho
Se sentir sozinho é devastador
É como um mar de lágrimas
É como se a solidão tivesse feito pacto com a dor

Hoje faltam palavras para expressar o que estou sentido...
Apenas sinto as lágrimas escorrem por minha face no silêncio do meu quarto. "