Poesia sobre Cidade
A cidade respira em mim como uma ausência iluminada — janelas acesas que não aquecem, prédios que se erguem como lembranças que não voltam — e no meio desse concreto, há um silêncio que grita teu nome, como se Hilda Hilst sussurrasse ao pé do ouvido que amar também é perder-se em si, enquanto Caio Fernando Abreu me ensinaria que a dor tem um jeito bonito de permanecer, quase digna, quase fé, e ainda assim, caminho — meio quebrado, meio inteiro — porque existe algo maior que essa penumbra que insiste em ficar, algo que pulsa mesmo depois da despedida, algo que H. G. Wellington talvez chamasse de força invisível: essa estranha coragem de continuar, mesmo quando tudo dentro de mim ainda está indo embora.
A cidade, à noite, respira como um animal ferido: suas janelas acesas são olhos que não dormem, vigias de uma solidão partilhada em silêncio; e quem ousa escutar esse murmúrio subterrâneo descobre que toda vida urbana é feita de fantasmas que caminham ao lado dos vivos, pedindo apenas a dignidade do esquecimento.
Há tantos lugares que nessa cidade que me lembram você. Alguns me trazem boas memórias do tempo que passamos juntos. Outros, infelizmente, fazem com que seja a sua partida seja ainda mais dolorosa. O tempo que passamos juntos nesse plano foi curto, mas o suficiente para eu continuar pensando em você depois de todos esses anos. Eu sei que se você estivesse aqui, gostaria que eu seguisse em frente. É que alguns dias ainda são muito difíceis. A saudade fala mais alto e eu não consigo explicar o que sinto. Esteja em paz, meu bem. Venha me visitar novamente em um sonho, por favor.
Uma cidade tão tranquila e pequena - é como se o tempo não tivesse passado por aqui. Poucas coisas mudaram desde que eu resolvi voar e segui por novos caminhos. Voltar para cá mexe tanto com as minhas emoções, de uma forma positiva, mas também, muito nostálgica e cheia de saudades de todos os momentos que vivi e das pessoas que esse lugarzinho me deu o privilégio de conhecer. Fico pensando como teria sido a minha vida se eu tivesse continuado por aqui. Depois de muitos anos, finalmente me encontrei em outras terras. Mas isso não quer dizer que eu não sinta muito amor pela minha cidade natal. Que esse lugar continue sendo calmo, abençoado e que da próxima vez que eu vier para cá, eu possa sentir novamente que o tempo não passou por aqui.
Com o aumento de bicicletas nas ruas de uma cidade, a evolução para um trânsito mais humano e seguro e com Paz, é inevitável.
De que me adianta viver na cidade se a felicidade não me acompanhar? Adeus 'recifence' do meu coração, lá pro meu sertão eu quero voltar...
Nem dá para dizer que Porto Alegre está mal administrada! Não há gestão alguma! A cidade foi entregue à própria sorte!
Anda na cidade com alegria; mas, se queres andar com felicidade vitalícia é bem melhor mirar a Cidade Santa nos Céus.
Os sonhos ficaram na bagagem. Guardei . Quando mudei de cidade vim com a cara , a coragem , vim com a força de querer recomeçar e recomecei! Deixei pra trás tudo , tudo mesmo . Deixei amigos, família, Deixei planos , ideais , Deixei expectativa. Eu vim de mala e cuia como dizem .. eu vim me refazer , me reconstruir onde ninguém nunca me viu , não me conhece , não sabe nada de mim . Eu vim tecer minha história novamente em terras distantes das minhas . Aqui eu vou recomeçar de onde parei!
Realizamos vários projetos pioneiros de arte pública na Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro em parceria com a extinta Rio Arte e vários artistas brasileiros, a exemplo o renomado artista e designer gráfico brasileiro, Aloísio Magalhães, muitos em parceria com o Vicariato Oeste, com o eterno e saudoso amigo, o sacerdote católico Manoel Max Lin Rodrigues, mais conhecido como padre Max,sobre a batuta do saudoso amigo o renomado poeta Gerardo Mello Mourão, ficcionista, político, ensaísta e biógrafo brasileiro, considerado uma das figura-chave tanto da epopéia nacional quanto de toda literatura lusófona. Gerardo, era pai do saudoso artista contemporâneo, o escultor, desenhista e artista performático contemporâneo, Tunga.
Esta cidade virou uma alcateia de babões: muitos uivam para o poder, poucos têm coragem de enfrentá-lo
Uma oração de fé tem muito poder, mais poder do que um valente na cidade, que tenta mudar o povo com palavras vãs.
Já que o prefeito da sua cidade ouve a população, aproveite que o Presidente do Universo ouve as suas orações.
"O excesso de pó em nossa cidade é um crime que todos veem e respiram. Exigir que se limpe o ambiente não é só saúde: é uma questão policial."
"Com o déficit habitacional na cidade, até casa na árvore virou mansão, e te deixam sem as calças com o aluguel."
Noite fria, chuva martelando o telhado, vento que uiva nas copas. As ruas estão vazias, a cidade ilumina apenas o que é frio, que não tem vida, não vejo ninguém, como se a cidade tivesse recuado para dentro de si. Caminhar nessa chuva é rasgar-se por dentro, poucos têm estômago para esse abandono.
A sua voz é a música que me faz esquecer que a cidade é feita de muros, cada palavra sua derruba a muralha da minha solidão.
Há noites em que a cidade me parece um sopro cansado. Luzes que piscam como olhos que fingem não ver. Caminho entre rostos apressados e penso no que perdi. Perder também é aprender a medir o valor do que resta. E quando volto, minha casa me recebe com ternura de objeto amado.
A cidade tem lembranças afiadas como cacos de vidro. Passo descalço por algumas ruas e sinto as marcas. Cada cicatriz urbana me conta quem já soube amar. Há um consolo no reconhecimento das próprias falhas. E, por isso, volto ao lugar que me fez aprender.
O silêncio é uma cidade onde aprendo a falar devagar. Lá as frases caminham com sapatos macios. Não há pressa de entender, só desejo de existir. E nesse lugar, até o pensamento encontra abrigo. Volto diferente de cada visita.
