Poesia sobre Cidade

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"Enquanto o mundo luta por trilhões de dólares, a Cidade Santa usa o nosso maior tesouro como pavimento: lá, o ouro é apenas o asfalto que conduz ao Rei."

"A riqueza da Terra é medida pelo que se acumula; a riqueza de Deus na Cidade Santa é medida pelo que se compartilha na eternidade."

"Na economia divina, o ouro é tão puro que se torna transparente; na Cidade Santa, a posse dá lugar à contemplação."

"As pedras mais preciosas do mundo são apenas os alicerces de uma cidade onde a luz não custa nada, pois emana do próprio Criador."

"Esqueça os trilhões e os ativos financeiros; a verdadeira liquidez da Cidade Santa é o Rio da Água da Vida, que flui gratuitamente para todos."

"A riqueza da Cidade Santa é governada por um Rei que não usa cetro de ferro, mas o cajado do Pastor e a mansidão do Cordeiro."

Há uma explicação para tudo no mundo moderno, as redes sociais são uma cidade de conselheiros e gurus; prefiro morar na casa do Manoel de barros e nada saber. Viver o despropósito no olhar e encontrar ali Deus.

cidade sem memória é uma cidade vazia sem história" destaca a importância de conservar o patrimônio histórico e cultural de um lugar. Quando as memórias de uma cidade são esquecidas, a identidade coletiva e o sentimento de pertencimento de seus habitantes podem se perder

Na noite suave de ventos amenos o clamor estonteante da cidade faz uma pausa para a escuridão descer e descansar o sol. E eu absorta em pensamentos analiso símbolos da natureza e me imagino sentando graciosamente na relva verde a pensar amenidades como folhas caem suavemente das árvores e no outono cintilam o dourado de suas sombras. E penso outros assuntos mais concretos como o trono da sabedoria no qual se assentam aqueles que fizeram da humanidade um lugar melhor para a realização da vida e observo suas verdades e também a coragem de enfrentar o tempo e serem mensageiros da beleza. Eis que os homens temem muitas coisas, inclusive a si mesmos. E haverá também quem tema a beleza, se ela é o silencio daquilo que atrai a alma. Começa em si mesma e termina muito além da imaginação humana. A beleza é a música secreta do ser. Uma canção cujo eco dura até a madrugada desaparecer. E na manhã eu bebe o amanhecer em taças plenas de amor divino. Sento-me ao entardecer em meio ao reluzente langor e percebo que a beleza é doce e gentil. Ela caminha entre nós como afagos na alma. A beleza é feita de sussuros suaves. Ela fala em nosso espírito a recitar poemas antigos. A beleza não é em si uma necessidade, e sim um êxtase. Mas o êxtase é também nosso infinito. Beleza é quando a vida revela seu rosto sagrado. A beleza é a eternidade que se contempla no espelho, que reflete a face. Nós somos a eternidade que o espelho admira encantado.

Quero amar desesperadamente como um louco solto numa cidade cheia de poeira após um cataclisma. Posso ser louco pra amar quando a distancia se torna lei numa cidade vazia de romance. O amor pega gosto quando há vontade em meio corações desapegados. Há vontade de beber muita água quando o deserto é seco e árido. Há vontade de abraçar muito quando o entorno só se tem paisagens Há muita vontade na falta e a falta pode trazer o valor, o peso e a forma do que é o amor de verdade pra se amar.

O que antes era inexistente passou a fazer parte da memória da cidade. E talvez esse tenha sido seu maior pecado aos olhos de alguns: provar que era possível.

A maioria das pessoas passa tanto tempo se locomovendo de uma cidade para outra para trabalhar, apenas para ganhar o que se paga no mercado, e não para se esbaldar. Enquanto isso, políticos ganham rios de dinheiro sem fazer nada e curtem a vida. Quanto mais os anos passam, pior fica: os pobres estão cada vez mais pobres, e os ricos, milionários. A ganância humana faz com que queiram sempre ter vantagem em tudo. O que a maioria espera, que é uma velhice tranquila para viver, pode se tornar impossível. Os nossos idosos estarão trabalhando para uma juventude que quer tudo fácil. No futuro, esses jovens sofrerão no fim da vida, sem nenhuma estabilidade. Ass Roseli Ribeiro

⁠Quem não conheceu a tentação de ser o primeiro na cidade não compreenderá nada do jogo político, da vontade de submeter os outros para convertê-los em objetos, nem adivinhará os elementos de que se compõe a arte do desprezo.

Emil Cioran
História e utopia. Rio de Janeiro: Rocco, 2011.

Música sertaneja: gênero escolhido por pessoas que sempre viveram na cidade, mas ganham dinheiro suficiente para comprar uma fazenda em Goiás.

O irmão ofendido é mais difícil de conquistar do que uma cidade forte; e as contendas são como os ferrolhos de um palácio.

Bíblia Sagrada
Provérbios 18:19

Noite fria, chuva martelando o telhado, vento que uiva nas copas. As ruas estão vazias, a cidade ilumina apenas o que é frio, que não tem vida, não vejo ninguém, como se a cidade tivesse recuado para dentro de si. Caminhar nessa chuva é rasgar-se por dentro, poucos têm estômago para esse abandono.

A sua voz é a música que me faz esquecer que a cidade é feita de muros, cada palavra sua derruba a muralha da minha solidão.

Há noites em que a cidade me parece um sopro cansado. Luzes que piscam como olhos que fingem não ver. Caminho entre rostos apressados e penso no que perdi. Perder também é aprender a medir o valor do que resta. E quando volto, minha casa me recebe com ternura de objeto amado.

A cidade tem lembranças afiadas como cacos de vidro. Passo descalço por algumas ruas e sinto as marcas. Cada cicatriz urbana me conta quem já soube amar. Há um consolo no reconhecimento das próprias falhas. E, por isso, volto ao lugar que me fez aprender.

O silêncio é uma cidade onde aprendo a falar devagar. Lá as frases caminham com sapatos macios. Não há pressa de entender, só desejo de existir. E nesse lugar, até o pensamento encontra abrigo. Volto diferente de cada visita.