Poesia que Fala de Teatro

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⁠É Só um Café

É só um café…
Mas é nesse “só” que mora o rito:
o calor que espanta o sono,
o amargo que desperta o espírito,
o silêncio entre um gole e outro
onde cabe o mundo inteiro.

É só um café,
um motivo pra pensar,
uma pausa que não pausa,
mas ensina a respirar.

É só mais um café.
Bordando pensamentos,
acumulando memórias —
cheiro, aroma,
ou só mais uma desculpa pra tomar um café?

Ou seria o café quem nos toma?
Nos pega pela mão,
assopra devagar as feridas da pressa
Senta. Escuta. Espera.
É só um café.

Jonatas Evangelista

Inserida por jonatas_evangelista_1

⁠A Sombra da Ideia

Em que canto se esconde o real,
senão na lembrança do que não foi?
O mundo é reflexo desigual
de algo que pulsa… mas já se foi.

Toquei o belo com olhos fechados,
buscando formas no véu da razão.
Mas o que vi eram traços borrados
de um ideal preso na ilusão.

A alma — essa prisioneira antiga —
geme por algo que não sabe dizer.
É sede de luz, mas sempre ambígua,
no espelho das coisas por conhecer.

Caminho entre sombras projetadas,
tentando lembrar o que nunca vivi.
Meu peito carrega estradas fechadas
e um silêncio maior do que eu previ.

Ó verdade, tão longe e tão pura,
por que deixaste migalhas no chão?
Sigo-as sem fé, mas com ternura,
como quem ama sua própria prisão.

Inserida por higor_capellari

⁠Lágrimas da lua

Enquanto a lua nasce
O céu chora gentilmente
Os sons da noite escoam entre a gente
Onde o vento sopra lentamente
Me fazendo pensar sobre nós
E se algum dia poderíamos dançar livremente

Dançar em meio as lágrimas do luar
Onde nada poderia nos preocupar
Onde ninguém iria nos achar
Onde, pra sempre, poderíamos dançar
Seria apenas eu e você
Junto a doce melodia da chuva
Sozinhos há luz do luar

Até o amanhecer chegar
Até o dia clarear
E o sorriso no seu rosto eu finalmente enxergar

Inserida por patojosias69

Sorvete de sol

Olha o sorvete! A orla começando a caminhar...
Vento leve da brisa, pés no chão... ah! como é tão, tão...
Olha o sorvete!; ...devaneios, delírios-delirantes...
Como pode existir um sorvete de sol?!..
Agora?! Ainda com este frio?! Sorvete, sol, intrigantes!..

Com quem eu reclamo?!.. Como pode? Aqui é praia!..
Como se lá' não pudesse frio estar!
Louco, loucura, a quem contestar?!..
Tudo que peço 'e um pouco de SOL, tão, tão...

Olha o ônibus!...
Preciso ir ao trabalho! Seco os pés, mas não esqueço!..
Compromisso comigo mesmo; a praia, sol, sorvete...

Inserida por andre_gomes_6

⁠Compartilhar sentimentos.
Mesmo que terceiros
Te faça por inteiro
Com ações em junção
De fato nunca sabemos se tem boas intenções.
Cria duvida !
Acabamos dependendo dos sentimentos
As interrogações vira acido em pensamentos
Fazendo duvidar esquecer do seu próprio amor.
No fim, mesmo se perdendo
Seu próprio amor
Único que te traz certezas
Mesmo sentindo dor
Depois de se perder
Com tantas incertezas.

Inserida por olhabruxa

Bastando-se com o viver

⁠o diferente é o diferencial tão necessário quando o tudo igual só aponta um mesmo caminho para o qual não nos sentimos fazer parte

o emergir em novidade de vida se dá a partir do mergulhar mais profundo que podemos ir, aquele adentra e ultrapassa as correntezas do tudo igual que nos levam sempre pelo mesmo caminho

que nos inundam e abundam do sentir que não concebemos poder suportar mas uma vez neste inundar transbordamos e quando percebemos num passe de mágica como se fossemos cuspidos de dentro para fora nos damos a margem tocandoa grama, sentindo as flores e contemplando as correntezas desde as mais profundas às mais rasas que circulam e circundam nosso ser

os pés firmes na areia úmida dando a certeza dos rastros que nossos passos haverão de deixar e quais o vento e as águas irão apagar

aromática solidão trazida pelo vento, olha-mo-nos de fora para dentro, despidos de alma enfim, reconhece-mo-nos

poderemos sobreviver sem as águas que nas correntezas profundas nos fazem transbordar?

quais rastros nossos pés suportarão que os ventos da solidão e as correntes nas ondas de águas rasas apaguem pegadas?

nos bastará em infinita beleza e profunda dor o entender?

eis que

um olhar para dentro, inevitável

e inevitavelmente o mar nos sopra canções do sentir onde e quando nada se entendia e sentindo-se com vida, não importava-se com o entender, bastando-se com o viver..

Inserida por arremedos_poeticos

⁠Te desafio a Amar

um dejavu assalta-me enquanto concluo que um sonho ao acordar é apenas mais um avistar pela primeira vez

o perder-se em horizontes inertes é um chamado necessário ao despetalar das flores medrosas que urgem um renovar de essências

que a febre de sentimentos gerada onde mais aquece o sol possui uma senda para o descobrir de uma brecha na noite suave e estrelada que salva as almas de morrerem profundamente

de quando em meio a tanta beleza finalmente sucumbem as lágrimas ao esmigalhar das solidões que nos fazem morrer de ternura um no outro e renascer em coreografias onde um é a dança secreta do e no outro que repele e abandona os de outrora passos de sofrimento e os harmoniza melodicamente à alegria e felicidade

de quando no apagar das luzes se ilumina o chamado das estrelas para que ante o negar do toque, aceite-se um desafio

um ir além do verso, do refrão, da poesia

um convite à reconstrução

dança de mãos dadas, ritmos

passos de pés dados, em frente apesar de pausas

canções de ouvidos dados, ainda nos desafinos

nos desafinos reconhecer e aceitar o maior desafio

de nos sorrisos e choros desafiar-se a Amar..

Inserida por arremedos_poeticos

⁠Buscando o saciar

quando Amor, as saudades não tem fim, mesmo juntinhos, a gente conversa e sente saudades de passar as mãos nos cabelos, acariciar o rosto

então a gente passa as mãos nos cabelos, acaricia o rosto e sente saudades de abraçar

logo, a gente abraça, bem apertado e demorado, e ja sente saudades de beijar

aí a gente beija e sente saudades de estender o beijo para o resto do corpo, navegar com os labios, deslizar com as mãos e sentir pele na pele o arrepiar

então a gente estende o beijo para o resto do corpo, navega com os labios, desliza com as mãos, sente pele na pele o arrepiar e então sente saudades de fazer Amor

logo, sem mais por onde derramar-se, a gente faz Amor como se fosse a primeira e última vez e quando chega ao êxtase, sente saudades de começar tudo de novo...

se Amor que se vive, desejos e vontades são apenas outros sobrenomes para as saudades..

as saudades só aumentam, não possuem fim, mas quando nos dispomos e ha reciprocidade em viver nosso sentir, embora nunca as saciemos alem do momento que nos provocam, elas simplesmente não doem, são gostosamente sentidas e perpétuamente desfrutadas em cada momento que buscamos as saciar..

Inserida por arremedos_poeticos

⁠Ouça o chamado

permitir-se à loucura é o dar asas onde a razão nos condiciona à um arrastar-se pesado em um chão aparentemente seguro, mas que logo tal peso no arrastar de cada passo fará com que os pés sangrem

neste chão "seguro", o choro evitado, a dor que não chega, a tristeza que se mantém ao longe, são apenas abreviadas

não há viver e sentir no Amor que tenha chego ao nosso conhecimento que não tenha nascido através da loucura de desprendendo-se de toda a razão dar asas a si mesmo quando tudo que se vê é a impossibilidade de voar

e mesmo neste céu imenso contemplando nuvens que não deveriam ali estar, nuvens de chumbo que não caberiam em nosso céu, que se nos chocarmos com elas inevitavelmente cairemos abatidos, no entanto, na loucura a que nos permitimos se nos faz acreditar que o bater de nossas asas a seu tempo afastará para longe tais nuvens de chumbo não permitindo que nos toquem, e por acreditar tão fidedignamente, assim acontece

sentimos, ouvimos nossas asas batendo...

tememos, imaginamos um choque nas nuvens de chumbo...

há um chamado ào céu da liberdade através da loucura do sentir

há um chamado à permanência do chão da segurança através da racionalidade do medo..

Inserida por arremedos_poeticos

⁠Deixe-se encontrar-se

esta procura que por vezes nos consome, nos desanima ao mesmo tempo que ansiamos encontrar fada-se ao fracasso devido a nossa ânsia de encontrar, esta ânsia que nos domina enquanto procuramos nos faz durante a busca demorada e cheia de obstáculos começar a imaginar como será, quando será, de que forma será

sonhamos tanto que não nos apercebemos que começamos a idealizar alguem que caiba em nossos ideais, enquanto a busca só termina ao encontramos quem nos faça perder nossos ideais

as vezes o melhor é parar de procurar e deixar-se encontrar

está em ti, sempre esteve, sempre estará, talvez os acontecimentos na caminhada em tal busca acabou ocultando em partes de ti que não queiras tocar, revirar, mudar de lugar, jogar fora

olhe para dentro, essa é a procura que deves fazer, deixando-se encontrar-se..

Inserida por arremedos_poeticos

⁠"Foi sonhando com o amanhã,
que dei cada um dos meus passos no hoje,
e antes que percebesse,
caminho em meio a fantasia do existir."

Inserida por wandermedeiros

⁠Nunca direi adeus

não

nunca
esteve pronta
nem eu
nem ninguem

ninguem
nunca
está pronto

prontos
em partes
para caminhar
e aprender
o caminho
e se aprontar

insuficientes
como todos somos

sim

todos nos
deparamos
neste caminho

nosso primeiro
e
último pensamento
de cada dia
indica
que
este ê o
Caminho

a gente
caminha
se fere
sangra

e

respingado
de sangue
ainda assim
vislumbra
um caminho
a seguir

sonhos

sorri
doloridamente
após aquilo
que
prometido
não se cumpriu

e
por Amor
se permite

outra chance
sonha
outra vez...

aquele

"Eu te Amo"

ao
infinito
e além

a
arte
de renascer

o crer

se renova

onde fostes tocada?

onde se descobriu
seu ponto fraco?

quem poderia saber?

quem ousou tentar?

nada houve além
de
te ler
e
reconhecer
dos
meus sonhos
e
deixar fluir

eu

não estava pronto
assim como você
entre erros
e acertos

o maior erro
foi o
não
se dispormos
em plenitude
caminhar
passo a passo
mãos dadas

unos

acertando
errando
ajustando

como um só

atribuindo
os erros
como aprendizado
e não como
falhas possíveis
de descarte

e
os acertos
como nada

apenas
outra parte

de um caminho
a seguir..

prontos

para quê?

para eternizar
mais alguns

Pequenos Infinitos

e

aprender
estar prontos
para o que viesse...

fomos ludibriados

nos perdemos

silenciamos...

jamais

jamais

jamais

em outro ser
encontraremos
uma
caricatura sequer
do eterno que
um no outro
contemplamos

perder tempo

é em vão
buscar
o que
só em ti há...

e

eu

sou

fraco

indigno

nunca

mas
sonhador

nunca
conseguirei
dizer adeus..

Inserida por arremedos_poeticos

⁠Há estrelas flamejantes no Céu, como anjos de fogo, delicadas talagarças do destino, brasas; hoje como águias, trocando raios, com os raios do Sol. Soa as doze badaladas, cor de prata, cor de bronze, cor de ouro, prenúncio de um novo ciclo, revigora-se as esperanças.
Neste mundo a delirar, a vitória e a derrota são eternos impostores. Seguir a jornada e apreciar as belezas do caminho, são para poucos. Coiso, coisas não importa. O que importa é que hoje muitos irão sorrir e outros irão se debruçar no manto do arrependimento. A vida é assim. Te convido a sorrir, a amar e acima de tudo, perdoar.
Hoje é dia de agradecer todas as bênçãos. Vamos celebrar o amor como a grande família de Deus. Vamos esvaziar a alma, deixar de lado tudo de ruim. Renovados, seremos permeados pelo amor do aprimoramento.
Existe até o tempo para os "tempos" se reencontrarem.
O mundo pode mudar com o seu exemplo!

Inserida por coriolanoacamargo

⁠Manhã...
acordes de sol,
lá, acolá e aqui
onde reverbera
a canção
do bem- te- vi
Canta sem parcimônia,
voando sem parar
acordando as pessoas,
sem temer, para as avisar
É quase primavera
saiam para aplaudir
tudo se regenera
a vida deve seguir

Inserida por neusamarilda

⁠TRAGICOMÉDIA

O mundo as pessoas a vida
parecem quase sempre
uma mixórdia totalmente ébria.
E eu, em geral, quase sempre,
deles todos só quero tirar férias,
assistir a tudo lá da plateia.

Inserida por Marilea1947

... ⁠às vezes (ou sempre)
O que você não gosta em sua vida
É justamente o que você precisa!

Que tal olhar com mais carinho
Para o que está vindo
E para aquilo que está de partida?

Inserida por thaisfalleiros

⁠O meu peito já foi sua morada
Mas você não ficou na residência
Me acusando de pura incompetência
Foi embora não quis explicar nada.
Eu fiquei numa solidão danada
E fingindo que não era verdade,
Disfarcei mas por pura vaidade
Divulguei que foi minha decisão.
Quem sufoca no peito uma paixão,
No sorriso trás gotas de saudade.

Inserida por LeoPoeta

⁠"Nada do que tenho me pertence,
tampouco me importa ter ao lado,
exceto o amor que se me concedem,
vem e me toma em pertencimento,
e já não sou meu,
porque conquistado."

Inserida por wandermedeiros

⁠⁠O DRAGÃO AMOROSO
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QUIS não saber... me foi dado conhecer
"Existe um dragão ao fundo adormecido"
Há muito circula por aí; um ditado que diz
Dentro de todos nós existe, enternecido
*
*
Dragão amoroso, que acautelado, protege
Na medida tosca, equilibra, enaltece
Nem ao céu nem ao mar, antes controlar
Se a fera se soltar... fere, enlouquece
*
*
Oh, Poderosa luz do meu ser! Me proteja
Em meio a tamanha ira e fugaz revolta
Em meio a desatinos, minha boca enseja
Oh, meu lado bom! Volta, volta!..
*
*
poeta_sabedoro

Inserida por andre_gomes_6

⁠"Escondidos de mim,
estão caminhos que ainda não os conheço,
e enquanto os procuro,
me perco."

Inserida por wandermedeiros