Poesia ou Texto Amigo Professor
É como se você batalhasse, mas nada mudasse. Ou talvez tenha mudado, mas a perda consome a percepção, distorcendo qualquer progresso. O id, o ego e o alter ego lutam entre si, mas nem sequer sabem pelo quê. No começo, parece um vazio—aquela sensação de estar flutuando no mar, sem rumo, esperando ser salvo por um navio ou morrer afogado. Mas, aos poucos, o vazio dá lugar a um peso no peito, um aperto que esmaga, sufoca e se confunde com culpa. Afinal, o inimigo está mais próximo do que se imagina, ou melhor, basta olhar o espelho para enxerga-lo. Não porque quero, mas porque não posso escapar. Ele é uma versão de mim, mas que não desejo que seja eu.
Tanto esforço para nada. Cada passo dado parece apenas um ciclo se repetindo, um esforço inútil contra algo invisível. A fraqueza se instala, não no corpo, mas na alma. A incapacidade de viver plenamente se arrasta como um eco constante, um lembrete cruel de todas as falhas. Não porque não tentou, mas porque o nível de estoicismo não é suficiente.
O medo de se perder de novo é pior do que qualquer queda. Porque se perder significa voltar para aquele lugar onde o silêncio ensurdece, onde os próprios pensamentos não calam a boca, te puxando para baixo como areia movediça em um deserto de areia infinita. E a única opção que resta é seguir em frente—não porque há esperança, mas porque ficar parado dói ainda mais.
Seguir sem saber se há um destino. Apenas seguir.
(Para Bruno Alves, falecido de forma trágica em 2017)
“Bruno!” – Espero que ainda dê tempo de minhas palavras lhe alcançarem nesse grande mar.
Nessa turba de ondas de além, deixo-as ir em paz contigo, não há distâncias no Infinito; toda palavra é infinita e tu olhas assustado o grande mar revolto enquanto atravessa-o forçosamente. Uma pequena cabeça que insiste em não submergir, um grande coração na imensidão escura – a noite é só um pano de fundo; melancólico.
Atentos estão os seus conservos – no grande mar; nos fortes ventos
No horizonte que se aproxima enfim de ti.
No pequeno barco de papel, vem te receber o profeta – E de Gentileza te acolhe – o nosso barqueiro é mais gentil; sem moedas, sem espólio, sem alforge.
Até que tu te avistas – com a grande mãe dalém do grande mar; – “Salve Anastácia, rainha” – a mãe eterna dos pretos e pobres livres. Acolha este guerreiro forro em Aruanda; e me acolha junto – parte de mim ficou também no mar.
empatia não é relativa
tão pouco a sordidez mundana
então se me vens pedra
sairá daqui coração
e nada te impedirá de dizer-se vida
ante a vida
e cada fardo pesado
dividido
é mais leve
mas não deixa de ser incômodo
apenas, onde um chora, dois soluçam
e uma garrafa de vinho sozinho é inservível
mas a dois é ressaca
Felicidade, profeta!
Sempre esteve em mim
Mas sempre fui poeta
Atrás d’outro Enfim!
Que coisa mais tardia
Chegar querendo cálculo
Da minha alegria
Se vivo ali no palco.
Choro, rio, jogo-me e sou
Nem plena e nem desatenta
Nem mesmo o que restou
Nem oito ou oitenta.
Entre as análises das dores
E das lições também dos risos…
Nunca deserto, nem flores.
Entre batimentos e juízos.
Nem tristeza e nem euforia,
Ainda que muito as seja,
Sou mesmo é a carniçaria
Aberta na bandeja.
E quando eu alcançar tudo
O que me dói nos rins,
Diga a eles que inda acudo
Meus saberes, nãos e sins.
Quando tudo fizer sentido,
Quando toda resposta houver,
Diga a eles que meu eu perdido
Inda lerá o que nem se é.
Fico mesmo é nesse papel
Branco, decalcado,
Nessa arte tão cruel
De tentar
Significado.
Fico mesmo é na importância
De fugir da infelicidade
Porque mais do que ser feliz
Ser poeta
É ser verdade.
Se meu sorriso aparece
quando a flor é posta
inda assim padece
pelos sem resposta.
Se vibro intensa pela
pequena possibilidade
inda assim, internamente,
me dói a
incapacidade.
Se vivo em confetes
pelo triz atingido
inda assim, me acomete
todo vivo matado
e morrido.
Se meu sangue chora
e, por vezes, sara
inda é cor de guerra,
inda me pinta a cara.
Se minha manga
fica presa na maçaneta
inda tenho pitangas
para os sem camiseta.
Se não encerro a festa,
se não paro a dança,
inda leio
floresta,
inda me mata o que lhes cansa.
Se a cor é bela
e a vida é forte,
inda vejo nela
a falta de suporte.
Se acordo querendo
dar tudo de mim pelo pingo
inda entendo a giganteza
de quem trabalha outro domingo.
Se agora preciso de um colo
ou outro sim,
não desconheço o subsolo
de quem nem sabe de onde eu vim.
Se preciso de uma pincelada
da sua empatia
nada me impede, ralada,
de ser também sua pia.
Se tudo o que peço
é um quase de paz
em meio ao meu mínimo turbilhão,
inda entendo cada jaz
e não comparo seu sermão.
Se deito com rosto molhado
e abro o sol com dente aberto,
ó, eu lembro do seu lado,
e meu sonhar segue desperto.
Se comemoro o vento da greta,
a montanha suada
e a facilidade;
inda lembro da sua marreta.
Sua alegria é lembrada
da minha dignidade?
Porque, ah, se tiro a meia
e sinto o mesmo alívio que seus pés
após tanta maratona…
não diminuo sua areia,
mas esquece, atés,
que chegaríamos mais rápido
seguindo a mesma fé cafona.
@vanessabrunt
Esse é o lema que vai ser guia. O principal oposto de felicidade não é tristeza, é agonia.
O caminho é a alforria. Melhor rosto molhado do que carne que ardia. E no alto da sua libertação, vão apontar em suas costas e urrar: pega-ladrão! Mas aprenda a ficção, porque o conto real é ser vilã para quem é vilão. Pele aberta roçando em fantasia. Melhor a busca do ponto do que a busca da cura. Veja a rua cheia que é vazia. O principal oposto da verdade é falta de postura.
(Vanessa Brunt)
HONRA
Nesses versos eu vou falar
De honra, honor, honradez
Um principio de valor
Cuja conduta é proba
Para gente corajosa
E bastante virtuosa.
A honra é um sentimento
Que trás a dignidade
Para quem de verdade
Tem boa reputação
Integridade, honestidade
E uma vida de retidão.
Esse tema secular
A bíblia não deixou de tratar
Em carta aos Romanos
Paulo ensinou a importância
Do que é devido pagar.
Não misture as ideias
E nem se deixe enganar
“Pagai a todos o que lhe é devido:
A quem tributo, tributo;
A quem imposto, imposto;
A quem respeito, respeito;
A quem honra, com honra”.
Para finalizar essa rima
Com bastante honradez
Vou pedir de uma vez
Nunca deixe de fazer
Aquilo que Jesus Fez.
Litteris Mulher
Uns escrevem em prosa
Outros em verso
Não sabem a arte que envolve seus ritmos
Casa uma de suas letras, suas rimas
O que forma?
Palavra de força
Aço escrito por mãos divinas
És abraço que cura
Harmoniosa sinfonia
Nascer do sol e tempestade
Luz, azedo, áspero, dor, ternura e alegria
Única mistura
És Mulher
Ventre sagrado
És amor em cada um de seus traços
És Marielle, Penha, Izadora, Afrodite, Maria
És Mulher,
A mais bela poesia.
Antônio Valverde
Era um senhor gordo escuro e sorridente que queria que as coisas fossem iguais todos os dias, numa nação próspera onde as pessoas viviam em paz e harmonia. O futuro parecia sempre brilhante mas tudo começou a mudar quando um novo Presidente Antônio Valverde assumiu o cargo.
Caminhos, determinação, força, união, ponte, irmandade, laços, tempo, perseverança, verdade, resiliência, jornada, conquistas, desafios, respeito, conexão, autenticidade, superação, confiança, destino.
"Que a poesia continue a ser um meio de libertação" - Rosário Bissueque
Breve Declaração à Minha Amada
Minha amada, és a obra-prima que o tempo esculpiu com paciência e o universo adornou com os mais belos detalhes. Teus olhos, janelas cintilantes da tua alma infinita, refletem o brilho das estrelas que dançam no céu apenas para imitar teu encanto. Quando me perco no teu olhar, sinto que sou acolhido por um oceano de ternura, onde cada onda sussurra segredos de amor eterno.
Teus cabelos, longos e cacheados como rios de ébano, fluem como a noite que embala os sonhos mais doces. São fios tecidos pelo próprio destino, entrelaçando a magia que te torna única. Cada movimento teu é uma poesia silenciosa, um sopro de beleza que desafia o tempo e hipnotiza meu coração.
Teu sorriso é o sol que nasce mesmo nos dias nublados, aquecendo minha alma e dissipando qualquer sombra que ouse se aproximar. És o equilíbrio perfeito entre doçura e força, entre delicadeza e intensidade. Tua voz, melodia que embala meus devaneios, é a música que nunca canso de ouvir, a harmonia que ressoa na minha existência.
Amar-te é caminhar por um jardim eterno, onde cada pétala exala tua essência e cada brisa sussurra teu nome. És a página mais linda da minha história, a poesia que nunca termina, o milagre que a vida me concedeu. E em cada batida do meu coração, um único verso se repete: tu és meu tudo, minha inspiração, meu amor sem fim.
Anjo da Paixão
Olhar de desejo,
Jeito de dama indecente
Doce menina és uma encantadora mulher,
Que faz um homem qualquer ficar diferente.
Dama da noite,
Surreal sob o calor da paixão
Te amar é caminhar no paraíso,
É saber que tudo o que eu preciso,
É está contigo nesse teu louco colchão.
És o perigo noturno,
Mais viciante de se percorrer
Indecente mulher,
É assim que você é, mais quente que o café, mais intensa que o amanhecer.
És a poesia viva,
A musa do coração de um poeta
Admirável mulher, és o anjo da paixão,
Teu poder é espalhar sedução,
Que essa verdade seja discreta!
" MATREIRO "
Ah! Esse olhar secreto, malicioso,
jogado em entrelinhas de suspense,
trocado só pra ver quem é que vence
o jogo do querer, tão delicioso…
Me dado em reticências, não convence
mas faz-se aberto ao que lhe é prazeroso
de um jeito esfomeado, assim, guloso,
de forma que não há quem lhe dispense.
Me atrevo a mergulhar na insinuação
de que me acolherás, e com paixão,
apenas pra provar qual o meu gosto…
Secreto, o teu olhar me diz matreiro,
do jeito teu, assim, tão costumeiro,
que me darás de ti no amor proposto!
" TRANSPARÊNCIA "
Me vens como te gosto: na evidência
de que darás do amor que te acompanha
e, sem pudor qualquer, chama, me assanha
me vindo na mais clara transparência!
Não há maldade alguma na barganha
pois que, desta paixão, temos vivência
e a mais completa e extensa experiência
de forma que a clareza, assim, nos ganha.
É transparente a alma, o olhar, a fome
que, de desejo intenso, nos consome,
a sede, a força intensa da atração…
Na transparência vens, sem véu, sem medo,
sem restrições em ser o meu brinquedo
pois que já tens nas mãos meu coração!
" GUERRA "
Por vezes é o amor quem pede guerra
e invade o território, mina o chão,
se põe como em tocaia, em prontidão,
e, de querer, a minha paz desterra!
Se impõe à mente, ardente de paixão
e, qualquer sensatez, lança por terra,
reluta, avança, espera a hora, enterra,
e nesse embate vai até a exaustão.
Me arrasta inconsequente nessa luta
buscando que eu desfrute da disputa
e traga, por espólio, o outro cativo…
E entre suspiros fartos e gemidos,
sem que os desejos fiquem reprimidos
o amor se faz cruel, forte, lascivo!...
" CONTO "
Agora é tarde! Todo o mal foi feito
e já não cabe o arrependimento,
qualquer desgosto teu, nenhum lamento
latente, inconformado, no teu peito!
Na história já se põe, o livramento,
depois que o distanciar se fez aceito
e não mais te derramas sobre o leito
em lágrimas ao ter-me em pensamento.
O amor se preservou como lembrança
enquanto o tempo sobre nós se entrança
e se perpetuou como canção…
Assim, ele será nos preservado
apenas como um conto relembrado
que damos tom de afeto e de paixão!
" DISCUSSÃO "
Nem sempre tem confronto, discussão,
conversa franca e aberta sobre a mesa,
e o amor se vai aos poucos, sem defesa,
sem ter quem, de argumentos, lance mão!
Uma união já não se faz coesa,
firmada em ser eterna, a relação,
mas deixa a porta aberta a uma ilusão
de que é bobagem lucidez, franqueza…
Conversa não foi feita pra mostrar
quem pode mais! Sequer pra revelar
quem tem razão, mas como está o amor…
A discussão, por vez, é necessária
contudo não constroi, quando diária,
nem leva a nada o grito a bem do autor!
"A placa sempre diz "CUIDADO COM O CÃO", mas o portão nunca está trancado.
Talvez porque o cão já tenha aprendido que morder dá mais trabalho do que assistir. Agora quem entra, entra por sua conta, sabendo que o funeral não está incluído".
Rosário Bissueque - "Que a poesia continue a ser um meio de libertação"
" EM COMPANHIA "
E vamos nós aqui bebendo a vida
em goles de tristeza e de alegria
sem ter qualquer noção de qual é o dia
da hora derradeira da partida!
Alguns dão tragos loucos de euforia
e alguns amargam dores sem medida,
mas todos têm a chance, já estendida,
de aqui viver conforme se queria.
Prefiro essa cachaça que é o amor
e o afogar das mágoas nesse andor
provido de amizades, de carinho…
Se eu vou beber a vida que é me dada
que seja em companhia me ofertada
que é bem melhor do que morrer sozinho!
O medo de errar
Gritar palavras ao vento
Sentir dor no peito
Não ter para onde correr
Em cada detalhe um sinal
O tempo viajando
Estacionar a força na zona de conforto
Deixar a chuva alagar os pensamentos
Nuvens densas
Ver o que não se deve
O medo de cair é prisão
Para não sentir o sabor da vida.
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