Poesia ou Texto Amigo Professor
Seus olhos
Me inclina
Me facina
Seu toque
Me atiça
Me instiga
Isso tudo em você
Só me faz te querer
Te ver sorrir
E sentir cada vez mais
Essa paz que você me trás
Esse teu cheiro sabor do teu beijo
Me enche de desejo
Ohse tu soubesse
Esses teus feitos que causam efeito
Em mim em ti e por fim
Continuar a suspirar e imaginar
Essa causa, que me abala
Me deixa a suspirar
Nessa sua manha
De querer
Me conquistar
Peço a Deus que melhore
Pelo menos um dia eu volte
Volte a sorrir, a sentir
Mas deixe-me ir...
Por favor, sem dor
Me espere, jamais me negue
Me espere e só assim
Estarei entregue em seu braços
Mas só com uma condição
Não solte minha mão.
Para finalmente caminharmos
Juntos, juntinhos nessa direção
E minha agonia por fim, sumir
E ter mais nós, a sós!
VENHA
O fecho o gato...
Com as patas na lenha
As falas na sala
aos olhares entala
o perdão, há tenha?
As rezas espertezas
esperanças embaidas
amanhã sobre a mesa...
As chamas te chama,
e te esgana por nada.
O derredor a fogueira
na soleira navega
a ruga te pega...
te faz beldroega.
na idade avançada.
A criança o grude
a juventude o desgrude,
desgrudando o tempo
as margens insípidas...
as águas do açude
afogando sentimentos.
Antonio Montes
A ONDA
Por onde anda a onda?
Se a maré esta mansa...
As braçadas relançam
sobre as águas que lança
o beijo da esperança.
Sobre nó, a pujança
que deslancha no mar
o atiro da lança...
Meridiano alcança
mas não pode chegar.
Por onde anda a onda
que rascunha na areia
o amor a lua cheia
a beleza da sereia
em noite de luar...
O lobo sobre a pedra
o urro a integrar
o cão chora seu dono
expressando o seu chorar
na tristeza do ladrar.
A sereia em seu canto
os ouvidos pelos cantos
p'ra poder encantar...
A onda voltou
fez espumas na areias
atirou guerras cheias
rascunhando o mundo
p'ra a etnia chorar.
Antonio Montes
VISAGENS TEMPLÁRIO
Ora na calma
sossego para a alma
antes de ir...
Perdão para alcançar.
Findo o mundo
de ouvidos todos surdos
arrepende-se faz chorar
passa horas em segundos
convertendo rio em mar.
Golpes de foice,
escolha a margem...
Abrolhos de um tempo
sobras de visagens
encalhando sentimentos.
Antonio Montes
As estrelas sempre observam!
Um segredo: eu sorrio com teu sorriso, fico estático, concentrado no momento em que seus olhos se apertam e seus lábios se esticam, é o mais lindo que eu já vi, daí eu me perco num limbo criado por sua presença.
O meu mundo vira espaço vazio que só se preenche com tua imagem. É onde eu quero morar, neste ambiente de amor.
Se para isso eu precisar retirar a lua do céu e dela fazer um abajur de canto para seu quarto, ou viajar milhas só para dizer que eu estou ao seu lado, eis que faço, fiz e farei até que não haja mais espaço no tempo de vida que, como uma expiração, se esvai quente e lentamente.
Não há dúvidas dentro da certeza incerta que se instaura dentro do meu espírito que eu te amo! Até quando eu não quero, eu te amo! Até quando eu não deveria, eu te amo!
Belas palavras nem se assemelham ao cintilar estonteante da sua forma, maravilhosa forma, forma de pensar, de agir, se estar, de ser, de querer, de me querer, que de tanto que me quis, um dia, me teve pela eternidade.
DEGRAUS DA DISCRIMINAÇÃO
Discriminação, não é só...
A cor da pele e sim! A falta de amor...
A falta de amor para com os de profissões,
ingênuas... Incluindo nesse quesito; até
mesmo os nossos professores e outros.
A discriminação hoje abrange a falta
de amor para com, os de posição social e
financeira, fisiológica e espiritual e até
mesmo, a falta de amor para com o lugar
em que se nasce, vive e reside.
A discriminação hoje além de premiar a cor,
a posição social e a profissão...
Como se fosse uma peste! Ela se alastrou-se
infectando o ar e ao amor para com os seus,
moldando-se ate mesmo, entre parentes.
Ouve um tempo em que a discriminação
era pregada somente aos de cores escuras
hoje a discriminação alastrou-se, vive sem
cura... Abriu as portas, agregou-se as ruas,
aos quintais e aos jardins aos bairros aos
lugares e as moradias diferentes das sua.
Hoje se discrimina profissões, posição social
e financeira, aos rudes de entendimentos
e até mesmo aos de deficiência sociológica
e física.
A discriminação hoje, se perdura em
seu reinado, chibatando os ingênuos de
poder social, profissional e financeiro...
Toda poderosa e dona de si, espalha ordens
sobre os olhos e olhares d'aqueles que
ávidos de visão, estão sego para com o
mundo intercalado na diferenças social,
profissional e racial.
Antonio Montes.
Eis que o sol já adormece.
E a lua, ainda que singela, exibe sua beleza.
O dia que se foi, a noite que chegou.
As horas se passaram,
E a vida continua com seu lindo espetáculo...
E a lua? E essa lua?
Tão minha, mas de todos nós.
Tão pequena e singular,
Mas amplamente magnífica e esplendorosa.
Essa lua...
nasci no gueto
hoje morrer um preto, amanha morre um preto, parece está satisfeito
vivo onde o preto e escravo
e o branco e rei
princesa isabel
me ensinou o que eu sei
nada bom
na mente nada
bom ou bombom
e a poesia na lata
eu penso tanto
que o que eu penso mim causa dor
emocionalmente já to morto
no livro de historia
minha historia vai ser contada
de poeta que tinha poesia
mas na vida não tinha nada
alegra-me
me conte uma historia
do quanto o amor
representa a rosa
ainda mais
com um site
onde o amor
e a palavra chave
biografias
graficas
biologia logica
100 preconceito
quero branco com branco
quero preto com preto
e ainda quero mais
branco com preto
autores
lendas urbanas
onde o pesamento vale mais que
a chama
ENTREVERO
O ônibus... Não veio!
Será que estava cheio?
Eu, fiquei, como se fosse...
Bola do canto, bola do meio,
pura sensação de escanteio!
Um entrevero só,
e eu aqui no meu canto,
ouvindo canto...
Em ares de sapateio,
logo eu...
Eu, que qualquer coisa fico cheio...
para mim, isso é desencanto!
Sabe... Como se fosse quebranto,
ou mesmo, praga d'algum santo...
Agora tudo me parece branco...
Assim, como se eu estivesse tonto!
Tonto, capengando em um ponto...
Que tanto aponto.
AS HORAS
Hora passa, horas passam...
passam horas por ai
ponteiros não podem achar
as horas que tinha aqui
se encontrar, outro lugar.
Todos viram as horas, o ponto
que tinha para passar
não aluíram do canto
e as horas não podem esperar.
As horas que um dia não foi
foi porque nunca chegou
foi nas horas que o boi
viu a taca e emperrou.
Tantas horas pequenina
sem ter tempo p'ra esquecer
as horas do nosso dia
nunca andam sem você.
Antonio Montes
Barreiras.
Se a paixão for grande,
a espera não será eterna.
Problemas não serão dilemas.
Barreiras serão vencidas.
Se a confiança existir,
dúvidas desaparecerão.
Perguntas serão respondidas,
palavras irão ser ditas,
Loucuras realizadas.
Se o respeito prevalecer,
Carinhos serão suaves,
Abraços serão confortantes,
E beijos serão profundos.
Se a compreensão insistir,
Brigas fortalecerão, fatos alegrarão
e os diálogos serão gravados
em nossa memória.
Barreiras impostas pela vida,
Barreiras impostas pela ocasião.
Barreiras físicas, anímicas,
ascéticas e transcendentais.
Não temer escolhas nos amplifica.
Nos faz intensamente vívidos.
Nossa inexperiência e escolhas
nos dão coragem.
Coragem pra quebrar barreiras,
atravessá-las.
Coragem pra quebrar o tempo,
a distância e o medo.
Talvez não seja eterno.
Talvez não seja duradouro.
Talvez não seja ideal.
Mas sim algo verdadeiro.
Algo não doentio de pouca
explicação.
Talvez seja paixão.
Quebremos nossas barreiras.
DESCONSTRUÇÃO
Já que o mundo todavia a ti, tem sido estorvo
O qual para você, a serventia da casa... Só lhes,
serviu para fazer balas para eliminar a fala, a
fauna... Construir estratégicas para agregar
defeitos, e derrubar os feitos os jeitos e as matas
... Agora que você contaminou e soterrou as
águas, transformou o verde em cinzas e escondeu
as luzes das vidas com a sua poluição... Como
você vai sobreviver? O que será dos seus entes
queridos? Como irão agregar vidas, diante da
sua contaminação exterminadora?!
Sobreviver sem ar, sem verde, sem sol, sem água...
E sem rios para sanar a sede! O que você vai
encontrar para fazer ar? Os seus concertos imundos,
perdeu para o fuso do mundo... E esse agora esta
sem tampa, sem fundo, permeando os seus estorvos.
O mundo hoje esta sem pregos sem cravos....
Morrendo em sua carranca, perambulando o aborto
do seu ego. Você sabia que o tarde, todavia chega
tarde, para se arrepender?! Você sabia que tudo
estava ai, quando o rumo do mundo, resolveu
arrumar você! Não precisava moldar o mundo!
E destruir tudo! Só para construir um universo
que satisfizesse o seu fazer! Não pensou nos seus?!
E agora, que o ar se foi, a flora secou, a fauna se
acabou... O que será de ti, e dos seus? O que será
dos seus, vivendo em uma natureza revoltada...
Revoltada por ter-lhe, lhes dado tanto amor!
O aço do seu coração que outrora era forjado
com fogo, hoje esta devidamente... Gelado!
Agora que você prevê paredes em seus amanhãs...
O que é que você vai fazer, quando crescer?
O que sobrará d'essa desconstrução mundana?
Por acaso, você descobriu um jeito de você
comer, a sua tão cobiçada grana?!
Antonio Montes
PÁSSARO NO ESPANTALHO
Bico preto
penas pretas
canta sem fazer careta...
Pássaro preto.
pretinho, pretinho!
Canta no galho
pousa no espantalho
rouba cisco
p'ra fazer seu ninhozinho.
Oh! Meu pássaro...
Que canta com assoviar
me ensine seu assovio
não me deixe a ver navio
porque eu, não sei nadar.
Me ensine a cantar, a flor
para que eu cante a saudade
um canto que encanta o amor
no canto da felicidade.
Antonio Montes
SENSAÇÕES
Notas, melodias, batidas, ritmos,
Brisa fresca, pureza com doçura,
Um amor por companhia...
Poesia, figura, ternura de viver.
Conversas, entre olhares,
Magnificência, transcendência...
Uma ebulição de sentimentos,
Efervescência de sensações.
Mistura, candura,
Apaziguamento de inquietudes,
Todo o amor que houver, virá...
Querer ser, entender o desejo.
Aquecer, iluminar,
Mentes e corações,
Sem exatidões, emolduracões...
Apenas percepções, sensações.
" Ouvia-se um ruido, antes da luz chegar,
era a fumaça do candelabro já desgastado pelo tempo
erguendo-se feito nuvem disparando o olhar
tantos apocalipses prenunciaram essa estrada
amanheceu e não consigo partir
preso a uma imagem que a mente não decifra
no que pensar se não em saudade
o que viver caso não necessidade
te olhar mais uma vez
quando ainda és melodia
antes da luz acabar
passo sorrindo
é só o que me resta fazer...
A LAVRA
Com essa lavra, lave a terra
e não sobrará, guerras nem favas,
para alavancar as lavras,
que você sulcou em clamor....
As lavras que você lavrou
e os efeitos do amor.
Essa lavra acesa, te lambe
tornando-te, batata, inhame
lá no fundo do tatame,
sem ter corda nem baldrame,
vira monturo e como cinzas...
Arriba para se dissipar aos ventos
no lombo do seu terror.
Antonio Montes
ZIG ZAG DO SÍMBOLO
Esse empate, zig zag
que o mundo fundo inventou...
Oração pastor e padre
todos estão vendendo votos
com o nome do senhor.
Tem um gingo que não ginga
direto p'ro salvador
dinheiro, ganhando grana
no palco desses bacanas
no eco d'algum cantor.
Gingo, forjado no símbolo,
osso da simbólica trança,
que a simbologia criou...
Símbolos feito de anciã
simbologia de uma herança
que os lerdes do mundo inventou.
Esse gingo manuscrito
que o grito da dor cantou...
Um gingo feito por rico
contraventores e proscritos
sobre ventos do horror.
Antonio Montes
A ONDA
Horas pitombas!
Porque tanta bombas nessa bomba?!
Essas bombas que se trombam,
tombam, desandam pelas ondas
e zombam balançando as bandas.
Essas bandas... Essas bandas!
Essas bandas se banda de banda
se esbaldam na onda e zombam
zombam no tempo,
e destrambelham em desalento
o zoa pela proa que debanda
e anda pela onda da corda bamba.
Porque rondar pelas ondas!
Que servirão para alavancar trombas...
Essas ondas d'essas bandas que debandam
quando a banda não curtem a onda!
Onda mar, onda bomba
que ronda pelo tempo
e ronda apela onda que desanda.
Antonio Montes
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