Poesia os Dedos da minha Mao
Para eu
Meu amor te acalma nem sempre as pessoas seram como tu queres,
Nem sempre concordaram contigo,ou te respeitaram,
Mas lembre-se do quão fortes és,
O como é única e és precisa em tudo que és,
És a tua melhor perfeição,
Não te importes com os outros és diferente por si só,
Nem sempre te entenderam,
Mas premita-se entender.
Contramão
Você estava linda, eu te fiz sorrir!
As passagens do tempo um dia justificarão suas fases para aqueles que buscam explicação para tudo
O corpo é o reflexo do seu brilho interior, de suas noites em claro vivendo a escuridão
Eu te vi lá, eu vim de lá
De calça vinho e aba reta, estereótipo de poeta
Na contramão do mundo só pra te encontrar
LITERATO
Como quisesse erudito ser, poetando
As brancas paginas da imaginação
As quimeras, vestidas de inspiração
Inventaram asas e partiram voando
Forasteiros rumos, dores, nefando
Cores e sabores, o amor e a paixão
Choros, risos, escoados do coração
Criando, o tempo vário ortografando
Estranhos os nomeio da serventia
Os desígnios com os seus caminhos
Compungido, vi que distinto é o dia
Assim, por longo tempo fui perdido
Nos versos nem sempre os carinhos
A poesia, da vida, nem tudo é vivido!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
25/08/2019, 05'55"
Cerrado goiano
Olavibilaquiando
A lente do amor grudou na retina e trouxe a realidade
para a paixão.
Agora, nela, vê-se poros abertos, veias desconcertantes
e azuis ao lado das narinas, que inspiram e expiram
o cansaço enfisêmico dos pulmões que já inflaram de
êxtase e susto
espera e dor.
Como é engraçada a miopia dos amantes histéricos.
Mas os olhos podem descansar do criativo,
as lentes revelam o cabelo debaixo da peruca e,
abaixo do cabelo, o couro. Que por vezes
escama e coça e dá vontade de escalpelar.
Como é engraçada a verdade que ninguém quer ouvir.
E aqueles, antes cegos, quase idiotas, reconhecem
primeiro a sombra, depois os relevos,
enfim as cores e as texturas.
E as lentes preenchem a transparência, entupindo-a
de estômagos, pâncreas, fígados e intestinos;
não dando mais para ver-se – vê-se o outro.
Então há o horror, e por fim, que é começo, o amor.
Como é engraçada a vida, posto que é só isso.
Você me amou
como uma faca empunhada.
Me travessou afiado,
rasgou minhas certezas e
cortou meu mundo em dois.
Amputou meu respeito,
decepou meu sorriso e
talhou minhas verdades.
Depois de tudo
saiu hemorrágico.
Caiu tingido de sangue.
Sujando o piso novo.
Aquele que você escolheu
nunca mais pisar.
PALAVRAS FLUTUANTES
As palavras flutuam, esbarram suavemente nas nuvens,
despencam duramente como chuvas, encontram na face, as lágrimas,
deslizam na tristeza ou alegria, são repassadas por várias vias,
de beijo em abraço, de coração em laço, lá estão elas, emocionando os fatos.
Há poder nas palavras, se ditas, seja a quem, legítimas,
se poesias, não seja só pobreza e acordo de rimas,
se rimas, tornem-se músicas profundamente emotivas,
cada tamborilar das letras, salvem uma alma do abismo.
Palavras, inverdades ou sinceridades, calorosas ou frias, não tem despedida,
uma vez ditas, nunca mais esquecidas, mesmo após desculpas varridas,
podem melhorar o dia ou partir corações feridos, não importa, está dito.
Flutuem palavras, em cartas, em livros cheios de graça, em poesia barata,
façam pousos amáveis, livrem as mentes das traças, moderadas em línguas afiadas,
palavras são como ventos, até mesmo que não as diga, no silêncio é sentida.
Poesia por J.G.B
Pai,
perdoa-lhes,
eles não sabem
o que fazem...
Mais de 2 mil anos depois:
Pai,
perdoa-lhes,
eles não aprenderam
nada...
VOZ
Ninguém jamais
regeu tão extra-
(pois sem rivais)
vagante orquestra
como a que destra-
vando os umbrais
com chave-mestra
— cordas vocais —
propõe que além da
canção, com elas,
a mente aprenda
(mais do que vê-las
sem qualquer venda)
a ouvir estrelas.
Enquanto após o rush,
na happy hour, o stress
das horas de brain storming
dissolve-se on the rocks,
estende-se, através
das fendas da camada
de ozônio, a contra-céu,
um arco-íris negro.
Não que me agrade
gaiola ou grade —
pelo contrário.
Não que me agrade
lá dentro um ar de
rosas: meu páreo
não é bem este e,
como da peste,
corro por fora,
enquanto a esfinge
feroz nem finge
que devora.
Porém sucede
que, sem parede,
nada me ecoa,
nem a arbitrária
páatria que, pária,
procuro à toa.
SER E NÃO SER
Este ser e não ser que vive em mim
Inacessível ao meu pensamento,
No divagar meu mundo interior
Subsistindo em mim independente.
Negando-me os meus conhecimentos
Diluídos no espaço e no tempo
E o pouco que consigo recolher
Vem brotando dos meus entendimentos.
Escapando à forma do absoluto
Povoando o vácuo de minha visão,
Daquela incerteza de que estou certo.
Potência regendo este dinamismo
Do efeito que produz toda esta causa,
Do ser que acorda em mim quando adormeço.
No território indígena,
O silêncio é sabedoria milenar,
Aprendemos com os mais velhos
A ouvir, mais que falar.
No silêncio da minha flecha,
Resisti, não fui vencido,
Fiz do silêncio a minha arma
Pra lutar contra o inimigo.
Silenciar é preciso,
Para ouvir com o coração,
A voz da natureza,
O choro do nosso chão,
O canto da mãe d’água
Que na dança com o vento,
Pede que a respeite,
Pois é fonte de sustento.
É preciso silenciar,
Para pensar na solução,
De frear o homem branco,
Defendendo nosso lar,
Fonte de vida e beleza,
Para nós, para a nação!
Ouve agora o que tenho a te falar,
Não sou "índio" e venho mostrar,
A palavra certa a pronunciar,
Povo, etnia, é como deves chamar.
"Índio", eu não sou!
Sou Kambeba, sou Tembé,
Sou kokama, sou Sateré,
Resistindo na raça e na fé"
praça da saudade
na pálida luz de uma lembrança amena
no silêncio de um poema de Anisio Melo
me lembro da praça da saudade e nela
tua imagem sob o caramanchão
não há uma saudade ali inscrita
mas uma espécie de sonho, de passado
de águas de uma chuva fina
de sombras de uma festa
Quem me crê sabe o que digo:
o amor já vem perdido, pois perder-se
é o destino amante. Dele vem logo
o mote o trote o corte a espada
que o amor tem em seus dentes
pois sua loucura é o nada.
havia uma igreja no alto
de lá se descortinava
o grande mar o asfalto
por onde a estrada passava
ficava o mundo em pedaços
a praça os recomeços
as cartas de teu regresso
ficavam nas pedras os passos
a esquiva glória de amar
os pedaços de si mesmo
o meio a linha os traços
o espetáculo no espaço
a glória curta no ar
havia uma igreja no alto
e o plano do grande mar
casa abandonada
as janelas estavam assassinadas
assistiam a tudo
ao mar, às aves, à montanha
nunca mais fechadas
fecundadas de vento
arrebatadas de sol
batidas pelo firmamento
e as janelas nunca mais se fecharam
porque não havia ninguém mais lá dentro
porque os poros da casa se abriram
às verdejantes trepadeiras
que cobriram todo traço do passado
meu amor primeiro
vejo-te inteiro
neste meu ofício
de fantasiar.
mas triste é a noite
e esta senhora
que me trouxe a hora
para vida a fora
eu me lastimar.
Fugindo da Imensidão
Nestas luzes do céu,
Nebulosas estão,
Cobrindo com um véu,
Fugi apenas da solidão.
Quando te conheci vi um brilho,
Vejo que você sendo um rapaz,
Nunca pensei em atravessar esse trilho,
Mas senti que poderia ter paz.
Me assumir sem risco,
Descobri que sonhar era tão ruim,
Então me belisco,
E veja me acordei fugindo de mim.
É pedir um conselho de pai,
É esperar um cházinho quando se está doente,
É estar sozinho.
É se xingar pelo que escolheu,
É se amar pelo que conquistou.
É celebrar com os amigos,
É chorar escondido.
É aprender a ser mau,
É aprender a ser bom.
É fazer amigos,
É dizer adeus.
É cair,
É levantar.
É correr,
É desistir.
É lutar.
É tentar outra vez.
É ver uma vida se passar em um ano, dois
É se olhar no espelho e ver...que se tornou um novo ser humano.
É crescer. É viver.
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