Poesia os Dedos da minha Mao

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Seria hipocrisia minha escrever que ainda te amo, isso ainda seria uma mentira. Eu não suporto mais ouvir o seu nome, e isso me machuca. Não suporto a idéia de que um dia amei alguém, mesmo sabendo que perderia. Seria hipocrisia minha falar sobre você, sem ao menos me perder entre essas linhas. Eu posso não te amar mais, mas você fez parte de uma história longa, que não teve um começo nem um fim, que acabou pra você, mas não para mim. Eu poderia continuar mentindo para mim mesma, só para fazer você se sentir importante e especial, mas não é mais assim, eu não quero você pra mim.

E essa é a minha única verdade agora, eu amo tudo o que te machuca. Amo tudo o que te sufoca, meu amor por exemplo, que agora não mais te toca.

Da minha janela preferida só se via o que era sereno, o que trazia paz e conforto. Vidraça translúcida e reluzente fazia questão de mostrar de um novo ângulo tudo o que se passava. De início, receio. Depois, confiança, respeito e até crença. Ensinava a virtude da calma, às vezes em silêncio absoluto, no qual se podia tudo. O tempo não era mais inimigo, era aliado, pois parava a cada reflexão, mesmo que inconclusiva. Tudo era motivo: sol, sorriso, chuva, estranhas dimensões... Dizia do jeito dela: "O chão está sujo, mas é simplesmente superfície e a roupa que se lave depois. Senta aqui sem pressa e vamos pensar na vida, conversar sem rumo, sem compromisso com o pertinente". Mostrava um ponto de vista estranho a mim até aquele momento, inovava e, aos poucos, me encantava. Não é que esquecesse o meu pensar, mas mesclava ao dela e assim me fazia sentir mais rica. Quanto mais olhava através daquela janela mais ela me absorvia e eu, a ela.

Minha vida nem sempre é tão clara, desde cedo aprendi a me virar sozinha, a 'dar o meu próprio jeito', as pessoas não tem nenhuma culpa, nem nenhum dever de sofrer o que eu sinto, o que eu guardo pra mim. Ninguém que eu amo precisa ter pena, eu sei como lidar com isso, ou pelo menos sabia até esta fase. Uma fase nova, onde a qualquer horizonte via minha vida despencando, sem saber onde poderia me apoiar, me segurar, onde perdi a base, onde vi tudo que construí se despedaçar. A família é a nossa fortaleza, os amigos são a nossa fuga, agora o buraco, são definitivamente os nossos sentimentos. Deles não há fortaleza que resista, nem lugar pra que se possa fugir.

Não sei de onde vem a minha inspiração, só sei que ela é semelhante a uma ventania: A mesma intesidade que chega é a mesma na qual some.

Com você, aprendi que minha alegria vem de dentro para fora e não de fora para dentro. Aprendi também que não é o ambiente que me contagia, sou eu que contagio o ambiente.

. Nada cala a minha saudade, e, com ela, as minhas palavras que, pelo vento ou em pensamento, chegam a ti.

Me chamaram de louco,doido,estranho...Mas eu não vivo da opinião deles mais sim da minha opinião não precisa falar o que já me disseram eu não vou mudar.

Eu não sou como todas as outras garotas da minha idade.Ao contrario delas,eu não quero e nem preciso de um namorado.Eu quero e preciso de um abraço. Seja lá de quem for, amigo, irmão, professor…Eu só preciso de algo verdadeiro,algo que faça eu me sentir bem e acolhida;principalmente que me faça esquecer de todos os meus problemas e que tire essa dor horrível que sinto.

A desvantagem da amizade virtual é que: Minha vontade é tirar você dos meus pensamentos e poder te abraçar, falar o quanto é importante para mim olhando em teus olhos, e poder ter orgulho de sorrir na sua frente te chamando de “vadia.”

Na minha cabeça, certo é tudo aquilo que dá prazer da gente fazer, desde – claro – que não prejudique ninguém.

Eu não tenho recompensa nenhuma pela minha obsessão, e talvez seja essa a moral de paixão não ter preço: Qualquer coisa que ele dê em troca, que não seja ele mesmo, nunca vai ser suficiente.

Mas você segura seu orgulho como deveria ter me segurado. Mas eu colocaria minha armadura para baixo se você dissesse que preferi o amor a luta!

Eu queria te falar o que sempre esteve na minha mente, mas agora você não está mais aqui do meu lado. Você se foi, mas tudo continua igual - só há menos razões pra se viver.

Eu estava em minha cama, e você estava me trazendo um prazeroso café da manha. Você me abraça,me beija e diz que me ama. Vamos na sacada,e percebo a bela vista que temos em nossa casa na praia. Arrumo-me e vou para a praia. Você esta ao meu lado, me abraça, e me faz cócegas. Começamos a correr e a esquecer o mundo. Subimos morros,escorregamos no barro, rimos, caímos e nunca choramos. O tempo passou rápido, já passava da 5:30 da manha, e então,nos sentamos na beira da praia,perto daquele morro, apreciamos o por do sol e nos beijamos. Você olha para mim e diz que comigo,sua vida é perfeita. Eu olho para você, e digo que nada é perfeito. Então eu acordo, e percebo que tudo não passou a ser mais que um sonho.

Às vezes me pergunto o que minha vida seria como se nunca nos conhecêssemos. Seria mais simples? Sim. Seria melhor? Talvez. Mas ela teria sido incompleta.

Eu odeio o que as pessoas fazem com as suas vidas. Quase não suporto o que eu faço com a minha. Julguei atitudes que comprei, e critiquei escolhas que eu mesma, mais tarde, fiz. E a lição que isso me dá é que não adianta atirar pedras, mesmo que a gente só descubra que o nosso teto é de vidro, quando ele se quebra.

Diga que estou pagando o preço por fingir que minha vida voltou ao normal, e que agora tenho que chorar, reclamar sozinha e escrever para me acalmar. Lembre o coração dele que ainda o amo, que ainda sei cada detalhe, que conheço os gostos, os medos e algumas vontades antigas

Ás vezes chamo a Amy Winehouse pra tomar um drinque. Minha boca virou bico, sempre pra frente, sempre fazendo cara de raivinha. Chocolate me traz euforia e culpa. Vodka sempre alivia. Dormir é cura pra todos os meus males. Vinicius de Moraes gosta de me dar uns tapas na cara de vez em quando. Caio Fernando Abreu insiste em me mandar ver o por do sol. Cecília Meireles, essa é uma graça! Ela tanta me clarear a escuridão e sempre diz que a vida dói, mas é tão bela! Eu digo que não acredito mais nisso, mas ela insiste. Fernando Pessoa é bem como eu, perturbadinho, incompreendido e tão intenso. De todos que leio concordo com a Clarice, ela sim está certa: Viver dói – atrevo-me a acrescentar: viver dói Dona Clarice, dói e cansa.

Eu vou demorar, eu sei que vou, minha alma saiu daqui e se sentou em algum bar pra beber e fumar enquanto meu corpo vive por ai desorientado, despreparado, minha mente gira e sofre as conseqüências dessas bebedeiras. Sinto meus pulmões.. arfando sufocados, um desespero, um cigarro. Não demora e eu levanto, agora é como se o tic tac do relógio fosse a ponta de uma faca colidindo com tudo em minha mente, sento na cama sentindo uma dor de uma tal maneira que levo as mãos a cabeça, sinto alguma coisa errada e vejo minhas mãos sujas de sangue e sabe o que eu penso? Ainda estou vivo, ainda.