Poesia Operarios em Construcao
Razões
Somos tão pouco e ao mesmo tempo tão muito
penso que a poesia tem que ser disseminada,espalhada em todos os cantos, de todos os modos, ela é como uma chave que desperta o nosso melhor, nossa verdadeira natureza e está no que sentimos, somos bem mais que um pedaço de carne viva, somos uma pequena faísca, mas com um interior infinito
POESIA A NOITE DE LUA DUVIDOSA
Nas noites em que a lua nos abraça o tempo para em nós para nos provar o nosso amor.
Provar para nós ou para a lua?
Ela só pode provar para si por nunca ter visado paixão assim, tão pura, verdadeira em suas memórias ao longo da existência...
Nossos beijos e carícias exalam para a lua nossa poesia, somos únicos nesse universo, nossos olhares são nossos oásis, somos poemas, versos e reversos de momentos na memória da lua sobre nós.
Em noites frias somos para a lua referência de harmonia, pois só em tocarmos um no outro a lua se arrepia, imagina um cheiro no pescoço após decolar-mos um na boca do outro?...
A noite nos abraça sempre que quiser tirar suas dúvidas... dúvidas? Sei lua, eu sei ...
Nilo Deyson Monteiro Pessanha
"Porque me escolheste poesia?
Fiz frente ao teu planalto?
Nem sempre me abunda a sabedoria;
Por vezes surge de assalto..."
Gostava de tudo que era ruim, o mau me agradava. desde a poesia ao amor, num looping continuo e doloroso. Arrancavam-me a pele, destruíam o meu ser. Devoravam-me viva. Qual seria a graça, senão, de sentir além da camada exterior, aquilo causado pelo caos interior de cada um?
Afinal, o mundo é uma grande cracolândia onde somos responsáveis por escolhermos a droga pela qual morreremos. Eu estou entre o álcool, ou a ponta afiada de sua língua me despindo.
Hoje é uma noite fria de uma quarta feira.
ainda não tenho a minha
resposta, então, por favor, diga-me.
você aguentaria carregar
o fardo lancinante da minha morte em suas mãos?
Um dia me perguntaram:
_ Como se faz poesia?
A resposta foi simples...
_ Não é você que faz a poesia...
É a poesia que faz você!
Ciranda de roda
Ouvi segredos sobre quela moça,
dançando com sua saia rodada
uma poesia no meio da praça
girando
girando
girando
sorrindo em sua ciranda...
derramando alegorias a cada piscar de olhos e poeira a se espalhar...
confetes e fetiches rodeando os olhos que a admiravam...
para aqui e apara lá...
cochichos aqui e ali....
a boca carnuda e rosada a chamar a atenção...
borboletas, me perdoem, mas ela faz voar inspiração...
tirou o moço de barba e chapéu de palha para dançar
e ele ficou todo dengoso
quando a moça se pôs a girar...
chegou o arrasta-pé
e a moça soltou suas mãos negras e lindas...
e sem olhar para trás,
puxou a menina de cachos rosados,
que admirava seu gingado há dias e risos...
e gira
e gira
e gira
menina doida, essa menina
vira criança sonhadora
quando na ciranda se solta,
roda, roda, roda aquela moça...
passarinhos que me mordam
e me perdoem logo em seguida,
se não resisto àquela moça...
deixando a cacheada rosa, chamou aquele moço,
tirado a emburrado, com a cara de entojo,
mas todo mundo sabia que era pura mascaria, no fim das contas
e da folia, era amor que ele tinha e sofria de desgosto...
mas, meu sinhô, minino doido... disse a menina a bailar...
não se apegue, nem se solte,
dance a ciranda e rode, que a menina gosta de um xote...
só dance
sem se amarrar
porque a doida por uma ciranda
gosta mesmo é de dançar.
POESIA O UNIVERSO VISITADO
Meu Deus, eu quero a mulher
do meu universo, da metade perdida em mim, da minha poesia, do que não ainda existi.
Seu corpo é um campo de lírios,
Em seus cabelos um perfume fora da curva, decicioso e afrodisíaco.
Suavidade na boca fresca!
Oh! Como és linda, mulher que passas
Em órbita de minha visada,
Que visitas em meus tempos,
meu mundo, minha incógnita indentidade,
Que me sacias e suplicias
Dentro das noites, dentro dos dias!
Teus sentimentos são poesia
Teus sofrimentos, melancolia.
Teus pelos leves são relva boa
Fresca e macia.
Teus belos braços meu oásis.
Meu Deus, quero a mulher dos meus ciúmes,
Do olhar que brilha como a lua,
iluminada pelo sol da minha poesia.
Quero sussurros em meus ouvidos,
Quero a suavidade da voz ao acordar
E poder ouvir, " bom dia bebê "...
Nilo Deyson Monteiro Pessanha
Pedaços Feitos
Dá morte se faz poesia
e dá desgraça, humor!
Quando de dia digo "Bom Dia"
A noite reclamo de dor.
Dá raiva nasce o ódio e do ódio outrora o amor.
Amamos porque odiamos e odiamos porque amamos, em uma vertente de vasos
Vermelhos com furor.
Sorria diz ciclano, escuta a ti mesmo diz beltrano, mas e eu do que me chamo?
Um galho mal colocado pode apagar um fogo recém criado.
E assim se segue a linha do tempo no afluente de um rio nunca transbordado.
Lembre- se sempre que o amor é algo bom
E que se as vezes eu o contorci foi poesia
Só porque alguém fez um vendaval na sua vida não
Quer dizer que amanhã terá outro.
A poesia em mim
“...ora fato de Irreverente.
Com tanta frequência é o alimento que,...
Ceva-me.
(...) por onde fluí (...) ondas de amor como fico eu mesma e presente de mais vida, hoje!”
Irane Castro♡.
POESIA DO AMOR
É tão bom ser teu que eu sou
E a teus pés derramado
Pouco importa o passado
Tudo a favor
É tão simples o amor
Eu ei de amar
Ei de morrer de amar
Esse amor sem mistério
No seu tempo ele é eterno
Me arrasta pro seu mar
E me ensina a te amar
E em meio à solidão
Me encontrei com Deus
O meu caminho se cruzou com o seu
Corri ao seu encontro
Sem amor não sou ninguém
Se amanhã
A saudade doer
Que o vento carregue
E o silêncio vá breve
Esqueço da razão
Deixo vir do coração
A poesia sempre confessa
O que se pensa.
O que se sente.
As vezes uma faixada escura.
As vezes uma clareira transparente.
A poesia rima.
Sorrir.
Canta.
Alegra.
Chora.
Do ontem e do porvir.
É uma prosa entre a vida e a alma.
A profundidade da fala silenciosa.
A emoção.
Oh essa, sim.
Uma vidraça super frágil.
Uma parede de concreto, uma barragem.
É um vento que pulsa de Sul a norte.
É a tentativa de explicar a vida, quando cheiramos morte.
Tão violenta e tão suave.
Olhos que enxergam além da trave.
A poesia explica e incita.
Faz fadiga para a próxima letra.
Sempre há um enredo, uma treta.
A verdade que as alegrias e os conflitos.
São posses do livre arbítrio.
E eu.
Mergulhado no universo da incerteza.
Ao que espera de um espírito a leveza.
De perceber a vida.
De entender cada processo.
Porque cada embate sobra dois caminhos.
Desistir ou lutar.
Hoje fico com essa poesia.
Que o espírito venha revelar.
Das fraquezas e possibilidades.
Que venha a sagacidade.
De querer abraçar a vida.
Giovane Silva Santos
A poesia viaja
Sim.
Ela é sonho.
É puro devaneio.
Muitas vezes explica.
Implica
Suplica.
A poesia é pra mim.
A realização.
Como se aceitasse meu pedido de perdão.
Ela nunca diz não.
Quando eu me calo.
Ela pede expressão.
Eu falo tanto e muito.
Aqui de fato o meu intuito.
Libertar me.
Decifrar o oculto.
Do mundo.
De mim.
Da vida.
Do tempo de luto.
Minha morte minha vida.
Minha querida Severina.
Meu barranco que escoro.
Na lua viajante que moro.
Além de Marte.
Poder e dinheiro.
Guerra com estrangeiro.
A paz, eu, timidez.
Que falta faz a loucura outra vez.
Eu rei.
Eu sem derrota.
Mas a regra bate na porta.
Eu covarde surge.
Engaiolado continuo.
A sociedade ruge.
A hipocrisia viva.
A poesia viaja.
Na mesma proporção minha mente.
Quer criar asas.
Eu questiono e pergunto.
A quem pertence a chave da algema.
Giovane Silva Santos
PROVOCAR (P)
A poesia que vem a calhar
É a dita pelo marulho do mar
Que faz a nuvem chorar,
O vento silvando cantar
E a passarada ouvindo calar...
A vida tem seus dramas e suas alegrias... Pra quem é do bem, ainda tem doses de poesia!
BN1996
15/07/2020
Minha rima é simples, assim como eu...
Vale para quem de poesia nunca entendeu...
Pode ser apreciada por quem jamais sofreu...
E até por aquele que, de amor, quase morreu!!!
Pedro Marcos
Prefiro sempre a calmaria,
mas enfrento tempestade,
meu suporte é a poesia,
quando a inspiração me invade
A poesia do amor de Deus
se mostra através dos
pequenos detalhes que
adornam e colorem o
esplendor da natureza!
Poder contemplar o esplendor
do amor de Deus na poesia
da natureza é um privilégio
que enriquece e enobrece o
milagre da nossa existência!
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