Poesia Operarios em Construcao
O que nós somos?
Ou melhor,
O que nós temos?
Pra você a resposta é fácil.
Mas antes de dizê-la,
Lembre-se:
Dentro do seu "nada"
Há muito de mim.
Te observo do alto do morro.
Será que me arrisco em pular?!
Paro. Penso.
Me auto-preservo.
Sou covarde,
Vai que eu morro.
Receba
Teu rosto revela raro ser
Resistente, reluzente, radiante
Como o baixo ruído de um rádio distante
Sem regra ou receio, deixei-me render.
Teu riso me rouba toda atenção
Rápido, remédio, irracional
Como sons ritmados de forma irreal
Sem relutar, deleito-me em seu refrão.
Teu corpo tem jeito de abrigo
Reflexivo, refúgio, resiliente
Como plantar e regar a semente
Sem rodeio ou recado, floresça comigo.
A literatura pode ser um pensar, um falar sem dizer, escritos em versos.
Sejam letras, sejam traços e desenhadas por um olhar, em; como enxergar quem de fato seja ela.
Ela é absinta e abstrata
Reverente ou irreverente
Direta e discreta
Concreta ou desdenhas da vida.
Descrever; ‘‘O ser em pontes e processos’’
Do ser e do não existir
Do viver e até do não sentir
Ela existe e insiste e persiste, que humanos viventes dessa fonte, desencadeia o saber e o entender a cerca do ‘’TUDO OU NADA’’, que traz sentido a isso, ou representa a arte envolto a realidade manifestada.
LEMBRANÇAS
O tempo passa ligeiro, e como queríamos adiar o futuro,
e como queríamos que chegasse logo aquela data especial.
E vivendo dias assim, tão corridos, nem nos damos conta de tudo que deixamos de viver, das pessoas que deixamos de abraçar, de conversar, de prestar atenção, estamos sempre aguardando algo que nem se quer chegou, que nem se quer sabemos se irá chegar.
E quando nos damos conta já se passaram 20 anos, 40 anos e não se passa de meras lembranças recordadas em fotografias.
Celebração da vida e do poder de resiliência,
o olhar poético desnuda mistérios,
bordeja e adentra ao sagrado
e extrai o melhor de tudo.
A vida é jardineira
Sua tendência é nos podar
Muitas vezes nos fere para não
Seguirmos cheios de espinhos
Galhos inúteis
E folhas secas
Te espero beijo carinho sorriso e aperto
Te espero pele cheiro barba e puxões de cabelo
Te espero até que o longe seja perto e o perto seja dentro
Com o toque do teu olhar
Meus sentidos se esvoaçaram
Meu ser tornara-se arbusto
Sob o comando do vento
Meu coração náufrago foi lançado
À superfície dos teus braços
Sinto pela minha capacidade de sentir demais
Sinto por todas as vezes que perdi a paz
Sinto por correr desorientado na escuridão
Sinto quando precisei, mas soltei minha mão
Sinto pelas vezes que feri e fui ferido
Sinto quando não deixei que o amor fosse nutrido
E quando sinto dói bastante, não vou mentir
Mas a vida é sentir para viver e viver para sentir
Teus caminhos
Se encontraram
em meus passos
Enquanto o Amor
nos acompanhar
Que não termine
Está carona
Viajo em seus olhos
Como um trem fantasma
Em busca de terminar
Como o único condutor
De seus, lábios
Ela Repousa em meu, peito
Porém Jamais poderei tê-la;
Como posse!
homens são apenas turistas
Relações afetivas
São construções
Não albergue
Uma menina que sonha em ser, amada
Deve ser, sempre sua própria casa.
Um Cigarro mentolado
frescor entre pele e aço
Frio na barriga pés descalços
Ofegantes violinistas
Dedilhando seus genitais
Partitura composta
Pôr estímulos sexuais
Robert Johnson
Habita na minha língua
Ouço gemidos de nina simone
O Corpo também se alimenta
Me, engole e deguste
Até matar sua fome
Mulheres molhadas De lágrimas
Homem secos de alívio
corpos bem Maquiados
Escondem o hematoma
olhe bem no fundo
Quando for, ouvir ela dizer
Sobre angústia
Talvez suas calças percam o volume
E Seu, estômago embrulhe
você, odiaria nesse momento
Ser homem
Mas jamais abriria mão
Dos privilégios de ser, um deles.
A despeito de tudo,
respeito sempre é bom,
aqui, ali, acolá,
então - sigamos o caminho do bem-
sem parar no meio da trilha,
muito menos na linha do trem,
pois o tempo nos é escasso,
e a cada segundo do ponteiro
- somos menos -
afinal somos humanos,
não somos de aço
O sonho da Pátria Livre
vem do ventre das fêmeas.
Que entre flores e frutos,
ousam somente sonhar
Com uma pátria justa e livre
que os seus filhos abriga
em marcha e luta
para uma sociedade decente.
Entre lutas e dores
Seguem carregando sementes
de melhores dias e formas
de se viver com Justiça
Com homens, mulheres
Jovens e crianças
Uma pátria em mudanças
Que acolha toda gente
E abrigue todos os sonhos
Daqueles que vivem somente
Lutando por uma pátria justa.
(LUA, Pedra da. Sementes da Pátria justa. In: GONDIM, Kélisson (Org.). Vozes Perdidas no tempo. Brodowski: Palavra é Arte, 2020. p. 89).
Às vezes no escuro me sinto:
é frio, vazio, tão tenebroso!
Tudo parece sem chão
Não há paredes.
Às vezes me sinto no escuro:
carente de algo, ou alguém
Talvez até uma palavra
que traga Paz à minha alma.
Às vezes me sinto no escuro:
não há nem um lampejo de luz
Tudo é muito triste e estranho
Ao meditar sobre isso, tenho medo.
Às vezes me sinto no escuro
Mas elevo os olhos ao Alto
Vejo do Alto uma esperança
Aí me sinto confortado e seguro.
Já não me sinto no escuro:
vejo um lampejo de luz
Brota força e coragem
Então continuo olhando para o Alto.
(CÓRIA, Mali. No escuro. In: GONDIM, Kélisson (Org.). Vozes Perdidas no tempo. Brodowski: Palavra é Arte, 2020. p. 81).
Não saiu nem uma palavra
entalada bem na garganta
Apenas silenciei.
O coração pela dor partido
E tudo se perdeu...
Em silêncio
[Apagado]
Pensando de aferrado:
“Vale mais o eco íntimo
De tudo que chega ao fim.”
(CÓRIA, Mali. Coração calado. In: GONDIM, Kélisson (Org.). Vozes Perdidas no tempo. Brodowski: Palavra é Arte, 2020. p. 80).
Caminhos são apenas caminhos
Se não se sabe aonde ir
São metas que não se alcançam
Ideais a não atingir
É necessário saber
o que se pretende buscar
Para que se consiga
O sonho realizar
Quando se sabe o que quer,
o pisar tem segurança
No solo que mostra a luta,
mas não perde a esperança
Enxerga-se com mais certeza
O dom de perseverar
Quando se trilha o caminho
que se sabe onde vai dar
Caminhando em rumo certo
Não precisa hesitar
Só precisa com alegria
a vitória esperar!
(MARQUES, Iraci. Caminhos. In: GONDIM, Kélisson (Org.). Vozes Perdidas no tempo. Brodowski: Palavra é Arte, 2020. p. 55).
Da janela do quarto,
olhava para rua
Nua e crua,
revelava a tristeza
que vinha na rua.
O ser humano perdido
não era bandido,
não tinha destino,
caminhava sorrindo,
buscando comida
que encontrava nas ruas.
Como criança, não entendia
por que existia tanta comida na mesa
e barrigas vazias caminhando nas ruas.
(FERGOM, Edleuza. Indagações. In: GONDIM, Kélisson (Org.). Vozes Perdidas no tempo. Brodowski: Palavra é Arte, 2020. p. 99).
Quando a vida fora transformada
Pôs-se bem no meu colo teu “cheirim”
um perfume com aroma de café
de ternura que colore o meu jardim
Um jardim quase antes um cerrado
De mansinho o vento trouxe a semente
Quando havia nem ao menos esperado
O seu choro de menina, ri contente
Em um ninho tão vazio tu chegaste
Preciosa joia rara como ouro
Berço com nuvens e céu estrelado
Aconcheguei com abraços meu tesouro.
(SANA, Daia. Meu Tesouro. In: GONDIM, Kélisson (Org.). Vozes Perdidas no tempo. Brodowski: Palavra é Arte, 2020. p. 116).
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