Poesia Morena Flor de Morais
O QUE TE FAZ FELIZ?
Será um chocolate quente
Uma conversa, um café
Uma paixão, um amor
Uma viagem, comer, amar
Uma oração, um passeio, música
Paz, sossego, silêncio
Rezar, caminhar, dançar
Ver as estrelas, sentir a chuva
Sentir a neve, tomar banhos no mar
Ver a lua, contemplar o por do sol
Amar a família, os filhos
Ir ao cinema, ler um bom livro
Uma nata, mil folhas, bola de Berlim
Sentir o cheiro da terra molhada
Afinal, o que te faz feliz também faz os outros felizes?
Sejam felizes o resto a chuva lava o vento leva.
OUTONO AMOR
O nosso amor
É como a chuva que o Outono trás
O nosso amor
É como o frio que o Outono trás
Ao nosso coração meu amor
ORAÇÃO SÃO BERNARDINO
Meu São Bernardino, ensina-me a rezar
A perdoar, a amar, a descobrir
O melhor que o ser humano tem
É que eu tenho muita dificuldade
Tu sabes que sou imperfeita
Não me deixes cair meu amigo
Levanta o meu espírito abatido
Quando me encontrares no chão
Meu amigo, meu São Bernardino
Quando for o encontro com nosso Senhor
OUTONO MEU TEU
Numa manhã de outono
Visto-me de folhas
Que já ganharam cor
E com o perfume da chuva
Levam-me a flutuar
Na mansa brisa fria
Pela madrugada a visitar
Todos os recantos do teu corpo.
AMO-TE MINHA MÃE
Que nada me roube a fé
Que eu sinto por Nossa Senhora
Obrigada, pelos momentos felizes
Que tenho vivido nesta vida.
PERDA É SEMPRE SAUDADE
Uma perda é sempre saudade
Quando um filho perde a mãe
Tudo à sua volta é escuridão
As mães são a luz das estrelas
No coração e na alma dos filhos
Antes do seu encontro com Deus
Gosto do Inverno
Da lareira acesa
Do vento gelado em dias de sol
Do teu calor, do teu amor
De me aninhar nos teus braços
Em ti
Quando eu morrer
Não chorem
Ponham antes
As mais belas flores
Silvestres que tiverem
Então serei poesia
Escrita na serra por lameiros
Vales, fragas entre os montes
TRÁS-OS-MONTES
Entre o calor infernal
E a geada invernal
De abandono e saudade
Nos copos de vinho bebidos
Com a alheira na brasa
Doí a indiferença em desagrado
Neste caminhos feito pelas pedras
Que vou pisando neste reino maravilhoso
O amor não tem nome
O amor molha-me os olhos
O amor aquece-me o coração
O amor é grande o suficiente
Para me deixar sem fôlego
O meu amor és tu
AMO-TE EM DELÍRIO
São as porcas letras que escrevo
Que batem asas em delírios
De tantos cravejados sonhos
Nas quimeras que entulham poesias
Do silêncio da tua voz com a minha
E deixo que as todas as palavras sentidas
Incendeiem-se, castrem-se, obliterem-se
Exalem e refresquem em melodia na alma
Florindo sentimentos meus, no teu coração
Amo-te mais do que a minha alma alcança
Entre as palavras escritas de velhas penas
Com lágrimas, sorrisos que me inunda o peito
Amar-te-ei mesmo depois das palavras voarem
Todas as cartas escritas contam
Uma linda história de amor
São elas que suportam
A dor, a saudade, a felicidade
De uma grande paixão
SOU UM VELHO DIÁRIO
Sou um velho diário
Deitado no lixo
Na areia esquecido
Quando a dor não cabe no peito
Fica na alma e transborda de insónia
Sou um velho diário
De rosto estampado, calor
Fogo, alegria nostalgia e expressão
Sou música, palavras, frases
Um reviver, uma ilusão
Do presente e do passado
O meu diário é um amigo
É uma doce companhia
Pétalas de rosas entre as folhas secas
Numa bela recordação
Mas hoje querido diário será diferente
Vou sorrir e voltar a viver
Deste diário velho deitado no lixo
Que tanto amou deixou saudade.
A vida é um apeadeiro de memórias
A casa velha continua muito bela
Apesar dos anos que vai passado por ela
Paredes de pedra de cal já gasta
As árvores são versos que a terra
Escreve no céu e os pássaros fazem casa
Entre as memórias curtas de verão
Da casa velha poucas lembranças guardo
Mas sim dos fantasmas que oiço
E que nas suas caves ainda habitam
A vida é um apeadeiro de partidas e chegadas
Onde viajamos nos sonhos e regressarmos à realidade
É por a vida ser breve que agarro cada momento de felicidade
Encontro poético meu ou teu ༻♡
Os corvos, os corpos e as pedras
Mordem as letras, mastigam as palavras
Cospem os sonetos, choram os poemas
Lambem as frases, dilaceram os pensamentos
Amam as prosas entre a lua e o sol
Num encontro poético em poesia
São as pétalas negras que ardem nos teus olhos
Que pedem silêncio, numa adoração noturna
Entre a minha boca e a tua que dança nas sombras
Rasga o sol de resina preso na alma de clareada manhã
Para semear rosas de tantas cores como está o teu coração
O meu corpo deseja, palpita, ama, bajula, chora, preza, reclama
Tantas vezes o peso do teu, neste encontro poético em amor.
Não importa se dizemos: Eu te amo 1 ou 1 milhão por dia.
O que importa e sempre dizer: Você me faz falta, Você me faz feliz
Eu te amo.
Dizer Eu te amo não tem, dia, hora e nem lugar
Não tem automático e nem manual
Só tem simplesmente
Eu te amo e pronto!
Meus olhos parecem uma nacente que colocam pra fora algo tão puro e verdadeiro quanto o amor que sinto por ela
Minha tristeza so almentou em saber que outros a tocam so pelo prazer da carne e ela se entrega sem sentir o que dia proporcionei a ela
O fato e que este amor hoje se tornou um vulcão dentro de mim
Me destruindo me consumindo me levando as cinzas não deixando nada
A pessoa que ama sofre como se fosse morrer
So de imaginar alguem tocando ela meu coração chega a dar pontadas tão profundas como se fosse parar
A gente que ama se torna refem dos nossos pemsamentos , das nossas ansiedade , e acostuma a ter o rosto molhado sem esperança que um dia tudo não passara de apenas uma lembrança
E que seu coração ira aguentar e que essa cicatriz ira fechar
