Poesia Morena Flor de Morais

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Deixei a vida me moldar,
parei de com ela lutar,
aceitei o fato de que eu precisava aprender,
para crescer e entender tudo de fato.

Inserida por marciamorais

Sou capaz de ir além,se eu puder entender
que não há resposta para tudo,
e posso me perder no mundo,
tentando me encontrar.

Inserida por marciamorais

Somente quero o que a vida quer me dar,
o que ela pra mim separou
em um pano de cetim enfeitado
com sorrisos e abraços
para me sustentar.

Inserida por marciamorais

Deixei a vida me moldar
na fornalha das incompreensões,
na moldagem das mãos fortes
que me imputaram a tristeza,
e no fim de tudo encontrei beleza
na criação que me tornei

Inserida por marciamorais

Sou inteira no meu jeito de ser,
minhas lutas, são minhas,
minhas dores, minha dor,
não choramingo pelo mundo inteiro,
para que?
se posso ser flor.

Inserida por marciamorais

Sou forte,mas mantenho em mim a delicadeza
de ser uma mente aberta,
para poder assim apreciar o néctar do amor.

Inserida por marciamorais

Não...não permito que defeitos alheios permeie o meu viver.
Sou inteira,em amor
ou não suportaria a mim mesma
se assim não o fosse.

Inserida por marciamorais

Entre as frestas vejo a luz do sol...
fecho os olhos...penso no bálsamo,
que a vida me oferece,
Ergo-me por hoje,
deixo o resto para o amanhã.

Inserida por marciamorais

Quero amanhecer em teus braços
e nos teus abraços me envolver,
quero dizer-te palavras tolas,
as mais insanas que ja ousei dizer.
E na sinceridade dos meus sentimentos
cantarei em versos este amanhecer,
oferecerei o meu amor
seja ele como for.

Inserida por marciamorais

Quero ver o sol invadindo as frestas da minha janela
ao lado o teu sorriso brindando o amanhecer.
Quero...mas,nem tudo posso...
então me atrevo a sonhar com você
a cada amanhecer.

Inserida por marciamorais

Tudo que escrevo não é pensado.
É sentido.
Só depois de escrito,
que eu procuro uma explicação racional,
para aquilo que foi por mim vivido.

Inserida por LexMor

"O tabuleiro escorrido"

O jogo de damas. Disputado no horizonte com suas formas quadradas e secas, formado por duas cores que a muito tempo combinaram-se e marcaram a história, o preto e o branco. Certa vez, um rei e uma rainha travaram uma guerra em um jogo acirrado e amoroso, idealizado ao nascer-do-sol com seu esplendor, modelaram uma massa saborosa e lisa. O conjunto de três nobres talharam no mármore um tabuleiro escorrido na vertical, redesenhado em humano, uma princesa. A combinação sabiamente molhada pela tinta fresca, com fortes pinceladas de raios solares, queimaram cada fio de cabelo branco, herdados da rainha que-lhe presenteou com paz. Cada fio negro foi inspirado na beleza da noite, misturada com o fim do dia, e formou-se um escuro claro. O azar deixado de lado do jogo diferente, cedeu tempo para o jogo vivo. Assim chamado de o jogo das realezas.

Inserida por LexMor

Brincadeira de Hora em Segundos

Lá, lá atrás do tempo
criou-se um descontento
Isso? Há muito me lembro
pungir o vento,
nas costas das horas
que estavam distraídas lendo.

Não sei se gostavam
porém achavam-se atentas
pararam até os ponteiros
que todos os dias andam pela sala,
passam pela cozinha
pelo quarto, voltam pra sala, e sentam.

Os números que formam o dia e a noite
o nascer e o crepúsculo
pairavam no ar escasso e cortante
e usavam grandes óculos escuros
em cima do muro,
comiam um maduro fruto
olhando o poço fundo
do mundo.

com os olhos vendados
filtravam o brilho deste tempo
o tempo rodante,
no espaço barulhento
o tempo passado, o tempo pequeno
desesperado e frêmito
por atrás deste paciente poema lento.

Inserida por LexMor

O Visto Eterno

Te amo infinito
no coração afinco
dentro do corpo nutrido
e pela alma, excluído.

Tudo excluído
foi tudo perdido
o passado era aquilo
um dia partido
na surdez do ouvido.

Quando te vi
foi lindo,
inventou o calor
que eu não elimino
até agora zelado
por anos, mantido.

Neste tempo promíscuo
sonhei em beijar-te a boca
com o lábio mordido
por dente de mimo.

Sua roupa em alinho
o sangue na veia
permeia o seu rio
corre líquido mítico
me dê vida
em sede de bico.

Agora, pode chegar
o dia de ir, não vivo
nem uma hora a mais
nem menos que isso
por motivos próprios
por dentro, há sinto.

Inserida por LexMor

Medo de Cores


Há noites no qual sinto vontade
de me trancar em um quarto de hotel
e suicidar com o meu próprio medo.

Por causa do tempo isolado,
longe de tudo e pelo desajeito
ao deparar com algo branco, afastado

feito para inventar uma passagem do inócuo dia.
Uma forma concreta, um quadro

e nele pintar um sentido reto de linha
para criar de passo em passo
uma obra de arte, a vida.

Inserida por LexMor

Lavra as Almas


No início da fria madrugada
ao telefone com a minha amada
e ela com sono já despedindo
a disse que algo bom estava vindo.

Acalme-se coração apressado
há tanto tempo no relógio a rodar.
O dia no céu permanece guardado
em vem a chuva pra gente se amar.

O barulho por nós admirado
no momento em que tudo era são
criou-se um aconchego desejado

a orquestra do amor havia tocado,
enquanto as árvores balançavam
e batiam os galhos ao invés de mãos.

Inserida por LexMor

Be-á-bá do H com A


Tiro o H do "há”
e vira o artigo feminino
acentuado e forte, digno de se amar,
o "á".

Decido escrever assim:
“agá”
aquela letra solitária, logo ali.
Preencho todos os seus lados
com letras exatas
além de ficar engraçado,
me faz morrer de rir.

Ou inverto as posições,
troco os locais:
de "há”
onde no mundo sempre existe uma coisa,
metamorfoseio-o em "ah”
e esticado
como queijo na chapa:
“aaaaaaaaaaaaaaah”
se torna um suspiro idolatrado
pelo feminino, no qual,
coincidentemente acabei de pensar.

Aquele que só o "á" acentuado
como disse lá atrás
é capaz de criar.

Inserida por LexMor

Charada


Meu amor é igual suicídio
não tem explicação

se acontece, é de repente

Olho para a ponta do nariz
(e vou)
nado de braçadas
e ando pelas ventas
digo amor...

abraço essa causa,
sem culpa.

Escuto embaralhado
vejo uma bagunça
que nem me preocupo
em organizá-la
ou buscar atalhos.

Meu amor pode nascer de qualquer lugar,
até debaixo de uma árvore

por isso não fico preocupado
se ele irá surgir,
continuo a andar por aí
sem olhar para o relógio
e com o cabelo despenteado.

mais tarde
abro um vinho
reflito nisso

pelas ruas prossigo
emocionado
por não saber explicar
e nem controlar
este meu amor divino.

Inserida por LexMor

Passa, passa, é muito rápido


O amor não precisa de tempo,
tempo só serve para envelhecer e eternizar as coisas.

Ame agora e esqueça este tempo,
se esqueça do mundo
se esqueça de tudo.

Lembre-se apenas do momento,
mas este agora já foi,
porém outros virão.
Abraça-os com força nas unhas
para eles ficarem marcados, nas costas do tempo.

Inserida por LexMor

Poema de Ressaca

Uma lindérrima rapariga
passou adiante,

com uma saia enegrecida
criatura bem laminada.

Criança celebérrima,
alfinetou cada retina.

Quantas vozes em uma só,
desnorteou qualquer sentimento

Atrevi em pegar sua mão
ouvidos macios de doces

palavras firmes não hesitei
ela exalava almas-flores.

Fluídos de desejo pelo todo
no meio a distância

um toque aproximado
calma filho, calma, há tempo.

pele-veludo
rosto, brilho repentino

cabelo espesso e taludo
vaga e remota lembrança

Sede por envolvê-la
em meus magros braços

feminina de sá
corpo bem buliço

remexia à sambá
aquele quadril postiço

Enlaçamos os dedos
carnes ferveram-se cruas

A disse:-Vamos para fora
vamos para a rua.

O mundo é grande,
cabe nossa dádiva

da noite deliberante
e total instigante

pois éramos amantes pós-festa
e proferi-a versos romanescos

(atitude esmiuçada)
copiados do tempo parado

bem ali, naquele lugar
os ponteiros congelaram

me revirava de ponta cabeça
vi o mundo do avesso

aliás, nem mundo eu vi,
ouvi muito menos, sentir quem sabe.

Levá-la-ei ao todo
nos murmúrios do amor

despedir-me bem chocho
embalsamado na terra

Compeliu a saudade acometida
refutei-a com poesia

afim de evitar um desconsolo
esquecer à minha pessoa

em pronome de tratamento
direcionado pelo palpitar lírico

Dulcíssimo foi seus contornos,
inundam minhas reminiscências

trago-te ao pé seu jeito idôneo
sem resignação

por despertar a pureza
onde paira maledicência.

Inserida por LexMor