Poesia Mistério
O mar /Omar
Quem é você?
Uma pessoa?
Um mistério?
Não importa, mas me importo.
Por que se dissipa tanto?
Por que silencia?
Por que?
Sempre distante...
Que “barulho” silencioso!
A morte é um grande mistério
Examinada desde o início dos tempos
E sem sucesso
É o grande adversário
Porque o tempo é que é inimigo
É sem escrúpulos, só leva os bons
Os que estão doutro lado já sabem da verdade
Rancoroso!
E deixam-nos a nossa sorte,
Por aquela gota de sangue
Meu irmão, vão te exigir muito bem
Nem é sobre ser inteligente
Inocente ou não, degolam refém
Coisas da terra
É Tradição é cultura
Se é sensato não discuta
Quer te safar? Sacrifica.
Se tiver algo a dizer diga
o amanhã é um mistério ,
em um minuto tudo pode
virar um talvez ,
e o depois apenas uma
probabilidade do que
poderia ter sido .
Podemos saber como nos vemos perante as outras pessoas, mas sempre será um mistério como os outros nos veem.
Não mais levando a sério pois hoje não é mais questão
Dinheiro já foi mistério, pois não nasci com cifrão
Fui à luta com o desejo do mistério desvendar
Hoje a forma é exclusiva e a rotina é classe A
Lua
Lua que passeia pelos céus.
Conhece da noite o mistério.
Reflete no enorme oceano
um brilho que dissimula sua beleza.
Não entendo por que razão não deixa aparecer toda a sua beleza.
Esconde-se timidamente por detrás de nuvens.
Desaparece, por um instante, por detrás dos montes.
Chega o dia.
Já pode ela disfarçar no brilho do sol
o que na escuridão da noite não conseguia
Não é mistério querer tirar alguém da nossa cabeça e do coração.
Isso acontece por causa dos aprendizados que tivemos com ela.
O Mistério de Deus
A vida certamente é um presente
O mistério de Deus permanece aqui meu coração, ele é o Deus do fraco, da adúlteras
Ele faz oque nada é virar reluzente
E reduz em nada oque se acha tudo
O seu olhar,
É um mistério!
Penso que o decifro,
Mas me frustro;
O enigma do seu fitar
É incompreensível.
E eu:
Simplesmente
Um mero
Apaixonado.
"Doce mistério
é o amar.
Junto á ti
irei desvendar.
Entregar - me
á esse doce
prazer que
só você
sabe dar,
só você
tem o dom
de me encantar.
Só você
eu desejo por
toda a vida
amar..."
ETERNIDADE
A vida é vazia e triste pra quem não acredita no amor...
A vida sem mistério é in-suportável...
É o tempo falando de etern-idade...
Eternidade...
O tempo que não perdoa, mas tudo a-quieta em seu lugar...
É o teu sim que vai falar
Nem, o seu, talvez...
Do que tu disseres é que vai de-pender...
Depender
Mistério
Queria desvendar o segredo
dos seus olhos
o secreto dos seus gestos
o mistério do seu corpo
e do seu jeito de amar.
Entre miados e sorrisos
Há tudo observa.
Seu olhar é um mistério.
No silêncio, se revela.
Gato mia ou sorri?
Ainda não descobri,
mas há certa doçura
no felino que
faz - me na
vida refletir.
Acho que sorriu..
Ou fui eu que miei?!
Gargalhei!
"Não há mistério ou segredo,
vitupério ou mansidão,
apenas que em toda essência há o desvelo do nó górdio dos nossos medos,
e o nosso eu que desabrocha em solidão."
Segunda canção de muito longe
Havia um corredor que fazia cotovelo:
Um mistério encanando com outro mistério, no escuro…
Mas vamos fechar os olhos
E pensar numa outra cousa…
Vamos ouvir o ruído cantado, o ruído arrastado das correntes no algibe,
Puxando a água fresca e profunda.
Havia no arco do algibe trepadeiras trêmulas.
Nós nos debruçávamos à borda, gritando os nomes uns dos outros,
E lá dentro as palavras ressoavam fortes, cavernosas como vozes de leões.
Nós éramos quatro, uma prima, dois negrinhos e eu.
Havia os azulejos, o muro do quintal, que limitava o mundo,
Uma paineira enorme e, sempre e cada vez mais, os grilos e as estrelas…
Havia todos os ruídos, todas as vozes daqueles tempos…
As lindas e absurdas cantigas, tia Tula ralhando os cachorros,
O chiar das chaleiras…
Onde andará agora o pince-nez da tia Tula
Que ela não achava nunca?
A pobre não chegou a terminar o Toutinegra do Moinho,
Que saía em folhetim no Correio do Povo!…
A última vez que a vi, ela ia dobrando aquele corredor escuro.
Ia encolhida, pequenininha, humilde. Seus passos não faziam ruído.
E ela nem se voltou para trás!
Seu jeito cheio de mistério
Faz eu te querer mais perto
Fico tentando descobrir
O que você tem que tanto me faz sorrir?
Me perco nesse jeito seu tão meigo de ser
Fico tão boba quando te vejo
Penso em você todo tempo
Desejando te tocar
E em seus braços estar
Fico sonhando assim
Ao dormir e ao acordar
Uma vida toda pra te amar
- Mistério
É você querida
Sua beleza me fascina.
Suas mãos eu quero beijar,
Seu olhar é um mistério,
Sua boca eu desejo,
Seus cabelos quero tocar.
E em suas curvas quero me perder.
Mas é com você que desejo estar.
Desejo não só o que vejo
Seus lábios tocam os meus
Magia, mistério
Sinto meu corpo reagir
Surgir do limbo
Eu me permito
Aventurar por mares obscuros
Escusos, confusos
Sentir seu calor
Meu corpo te chama
E você vem, dona de si
Invade e arde
Que frenesi
E nesse vai e vem
Ninguém se contém
Momento único
Deleite e deito
Então calmaria
Que contraria o que eu dizia
Calor, topor, rubor
Andorinha que desalinha
Voa pra lá e pousa aqui
Jardim do Eden
Quero minha maça
Que mordo e sinto
Sabor suave que desarma
Minha mente é entorpecente
Reluzente, reticente
Eternizando esse momento
A magia de fazer
parte deste mundo,
nos faz crer como é bom
perceber o doce
mistério de pertencer
a tudo isso
que temos aqui...
A VIDA.
'O olhar aprisiona-se no mistério do outro.E fala de encontros não verbais, essenciais. Economiza tempo. Avança ou retrocede milênios na adivinhação do próximo. Não me refiro ao olhar apaixonado. Falo de algo além, o olhar que paralisa o outro. Que se apavora de adivinhar-se, possivelmente feliz, e se descobre em profundidade e espanto no poço do outro, no fundo do qual mora uma certeza nunca antes confirmada. Nada o detém, limita ou qualifica. Contém a pluralidade constitutiva da vida.
Explode na hora do amor ou no instante da morte. Sua relação é com as certezas que a razão nunca terá: a emoção, a intuição e o sentimento (que vão além).
Este olhar existe quando e onde sempre existiu. E existirá, a respeito de nós
