Poesia Mistério

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EU, POEMA DE MIM

Sou verso antes da palavra,
eco antes do som,
mistério que se procura
no espelho do próprio dom.

Habito em muitas moradas,
sou plural em cada fim;
às vezes nem me conheço
quando faço poema de mim.

Sou o eu lírico que canta
o amor, a dor e a esperança,
que veste roupas de sonho
e brinca com a lembrança.

Sou o eu inanimado,
pedra, estrada e paredão;
dou voz ao banco da praça,
à enxada, ao velho portão.

Sou a poeira do caminho,
a folha seca a cair,
o relógio esquecido
que continua a seguir.

Sou também o abstrato,
o que ninguém pode tocar;
sou saudade, sou silêncio,
sou vontade de ficar.

Sou a dúvida da noite,
a fé buscando razão,
o medo escondido em sombras,
a coragem do coração.

Mas sou também o real,
carne, osso e cicatriz;
sou o homem que tropeça
na procura de ser feliz.

Carrego marcas do tempo,
vitórias, perdas e ais;
sou feito de muitas vidas
que já não voltam jamais.

E quando junto esses eus
num só verso, enfim, assim,
descubro que o universo
fez um poema de mim.

Pois sou palavra e ausência,
fantasia e chão sem fim;
sou o que escrevo no mundo
e o mundo escreve em mim.

Sou verso antes da palavra,
eco antes do som,
mistério que se procura
no espelho do próprio dom.

Habito em muitas moradas,
sou plural em cada fim;
às vezes nem me conheço
quando faço poema de mim.

FÓRMULA PERDIDA



No caderno da existência,
De mistério e de beleza,
Há segredos que escaparam
Da maior inteligência.
Foi um deles, certamente,
Que vestiu tanta grandeza.


Quando Deus moldou o mundo,
Com perfeita harmonia,
Misturou luz e esperança,
Cor, perfume e poesia;
Mas guardou um ingrediente
Que ninguém mais descobriria.


Quando passeia no jardim,
As flores a invejam, sem pudor;
Se aparece na janela,
O beija-flor canta de amor.
Até o vento muda o rumo
Só pra sentir seu calor.


Quando vai passear na praia,
Baleias fazem reverência;
Golfinhos saltam nas ondas
Em alegre efervescência.
Como artistas do oceano,
Saúdam sua presença.


Se vai à noite pra janela,
Os meteoritos, em desatino,
Perdem a rota no espaço
Mudando o próprio destino.
Pois até o céu se distrai
Diante de encanto divino.


A lua perde o brilho,
As estrelas a direção;
O arco-íris se pergunta
Qual é sua verdadeira cor então.
Toda beleza do universo
Lhe rende admiração.


Nem os sábios descobriram
A receita da perfeição;
Nem a ciência decifrou
Tão sublime criação.
É um enigma que desafia
Toda lógica e razão.


A natureza perdeu a fórmula
Quando fez minha Bela;
Gastou toda a perfeição
Na mais bonita aquarela.
Depois disso, nunca mais
Criou outra igual a Ela.

O amor é o mistério que habita o coração humano. Não se prende ao tempo, nem ao espaço, e mesmo invisível, é capaz de mover mundos. Ele nasce no silêncio de um olhar, cresce no gesto simples de cuidado e floresce quando duas almas se reconhecem. O amor é abrigo e tempestade, é calma e vertigem. Não pede explicações, apenas se sente. É a ponte entre o finito e o eterno, aquilo que dá sentido à vida e torna suportável até a dor. O amor é, enfim, o que nos torna humanos.

K.B

O Mistério Sem Nome


Atentei para o fluxo do tempo e para tudo o que se consome debaixo do sol. Vi os impérios caírem como folhas de outono e a glória dos homens desfazer-se em pó. Tudo tem o seu tempo determinado, e cada propósito tem o seu fim.
Contudo, ao inclinar o meu coração à sabedoria, percebi que existe algo que nunca se acaba. É uma realidade oculta que desafia a brevidade dos dias e permanece intocada pela vaidade do mundo. É mais antiga que as fundações da terra e mais vasta que a imensidão dos mares.
Se me perguntares como se chama essa força eterna, confessarei a minha limitação: não sei o nome. Os conceitos dos homens são estreitos demais para abarcar o infinito, e nem mesmo toda a sabedoria que me foi concedida é capaz de rotular o que é divino. É como o vento, que sopra onde quer; ouvimos o seu som, mas não podemos prender em palavras a sua origem ou o seu destino.
Por isso, diante daquilo que a mente não pode decifrar, a alma se curva em reverência. Eu só sei sentir. Sinto-o no pulsar da vida, no silêncio que preenche o vazio e no anseio eterno que foi colocado no coração do homem. Há mistérios que não foram feitos para serem explicados, mas para serem habitados. Você.

O amanhã caminha envolto em mistério...
o hoje, porém, bate à nossa porta pedindo apenas a coragem de ser vivido.

O melhor remédio contra a rotina é a aventura...
Não se preocupe em entender tudo,o mistério tem sua beleza. Aos poucos, vamos nos completando, compartilhando momentos e lembranças, e nos misturando de um jeito tão profundo que fica impossível nos separarmos sem levar um pedaço um do outro.

Anjo por fora, tempestade por dentro.

Me amo exatamente assim: um mistério que

poucos conseguem decifrar. ✨"

— — Anjinha Sensual

⁠Quem pode explicar o mistério da vida?
A vida é vivida todos os dias, mas a vida nunca é explicada! As emoções de cada um, histórias, lembranças, e o sentimento, cada pessoa traz seus momentos. A vida começa, e termina, ela passa! Por isso um momento não basta, repita os melhores, esteja com os melhores! Não deixe a vida passar sem a abraçar !

⁠O encontro entre mentes e corações? Costumo dizer que uma parte é mistério,
a outra é a arte.

O Reflexo Misterioso entre Olhares

O mistério que reflete dos olhos, como se estivesse diante de um espelho; os mistérios dentro do íntimo, que para o observador, também são mistérios por serem para ele desconhecidos — um misterioso reflexo que quem observa não poderá decifrá-lo. Apenas quem o tem terá a chance de desvendá-lo.

O Doce Mistério da Sua Intensidade - Ternura e Atrevimento

Fica em evidência que a sua aparência passa ternura e delicadeza, e demonstra uma postura que muitas vezes é silenciosa — partes notáveis da sua essência, que dão um ar elegante de romantismo, sem nenhum conflito aparente com a própria consciência; uma mulher naturalmente incrível — algumas das suas qualidades inegáveis que são revestidas pelo seu físico, pela sua beleza e pelo seu espírito.

Mas também existe nela uma intensidade grandiosa, que não está adormecida, apenas é seletiva nas suas reações — uma chama ardente que se espalha por toda sua estrutura; o fogo que pertence à sua versão provocante, quente e atrevida; desprovida de ingenuidade; bem ciente daquilo de que precisa, do foco do seu desejo, de tudo que faz a sua pele arrepiar como o calor imponente que provém de um beijo.

Nem tudo dela é evidente: um doce mistério, daqueles que carecem ser desvendados aos poucos e nunca serão por completo; entretanto, havendo devido empenho atencioso, os seus principais trechos poderão ser percebidos, envolvendo o visível das suas linhas e as emoções abundantes de algumas das suas entrelinhas. Então, ela é uma poesia que tem várias versões e camadas que a tornam sempre interessante, inclusive a sua alma que é intensa em demasia.

O Retrato do Ingrato
Existem laços que, em vez de sustentar, sufocam. É o mistério doloroso daquela mãe que, em nome de um amor incondicional, permite que o próprio filho transforme seu lar em arena e sua alma em banquete. Ele chega como se o mundo lhe devesse tudo, portando o título de "filho" apenas para exercer uma tirania mesquinha. Com o nariz empinado e o coração seco, ele não entra na casa da mãe; ele a invade.
O narrador da vida observa: enquanto ela oferece o pão e o afeto, ele devolve o palavrão, a piada de mau gosto e a encenação barata que visa humilhar quem mais o apoia. Ele sente inveja da felicidade dela, como se cada sorriso da mãe fosse um roubo ao seu próprio ego. Ele tenta mandar nos irmãos, ditar as regras de um teto que não é seu e sugar a energia de um ambiente que deveria ser sagrado.
É o filho que se acha "dono do mundo", mas não consegue sequer dominar a própria má educação. E a mãe? Ela assiste a tudo com os olhos marejados de quem vê um tesouro onde só existe cascalho. Ela silencia, não por falta de voz, mas porque o amor a faz acreditar que, em algum lugar debaixo daquela armadura de arrogância e desrespeito, ainda existe a criança que ela nalgum dia embalou. É o sacrifício silencioso de quem aceita ser ferida para não ter que ferir o fruto do próprio ventre.
Nota do Narrador: "Há filhos que são âncoras, que nos prendem ao chão pelo peso do amor; e há filhos que são tempestades, que nos destroem por dentro enquanto juramos que o céu ainda está azul.

A vertigem do encontro

Das nuvens, chuva.
Do amargo, fruta.
Do sincero — o mistério que não se explica.

O suspiro que escorrega,
o suor que não se pede.
O entrelaçar fundo
dos olhos castanho-claros
— quase pretos quando a luz baixa.

Me abalo pelo fato
de existir alguém
que, além de existir,
quer.
E querer dói mais do que não existir.

Poder.
Não poder.
A mão que quase toca
e recua.

Do duro, pedra.
Do mole, água.
Do que se reconhece, o não dito.
Do que falta, o ainda não.

Sair do meio do medo,
entrar no fundo do seu olhar,
até onde a pupila escurece.
A vontade que aperta o peito:
o encontro concreto,
o vínculo ainda incerto.

Há caixas que ainda não se abrem,
receios guardados por dentro.

Temos.

Se algum dito soou torto,
que não seque o que ainda pode germinar.

Penso sem falar:
“Por quê?”

Do nada,
ter diante de si a possibilidade
e o medo de não vivê-la
— o mesmo medo de quem vê a chuva
e não sai.

Estado chuvoso
do dia que amanhece
neste meio de primavera.

A água escorre
pela janela do carro
enquanto parto.

Não sei se deixo para trás
um encontro
ou a possibilidade de outro.

A chuva continua
como se perguntasse
a mesma coisa.

O mistério mais antigo por séculos escondido não pode ser resolvido por nenhum mistério novo


Nesse dia maravilhoso adoro estar contigo vivendo e sendo amigo desse amor misterioso


Parabéns...

O mistério é:
"Mas Quando eu estava na caminhada para me reerguer.
Porque nem um pingo de atenção você me dava?"

Indescritível

Sou interior da lasca
A água límpida
Caos
O mistério em vida
A floresta viva
Que em ti habita
A história incrédula
Sem início e fim
Indescritível presença
O olho do furacão
No centro do vendaval
Que acampa nas
Areias desertas do
Manto acolhedor.

⁠Um beija-flor passou
na janela,
Foi você que desejou
um bom dia,
Mistério de amor
que chegou
para me fazer sacodida.

O manual da alma feminina talvez esteja escondido no sorriso da Mona Lisa. Mas o mistério não é saber quem ela foi... é descobrir quem será capaz de compreendê-la..... o enigma está no sorriso ou no observador...?
𝓙𝓾𝓻𝓾𝓷𝓪j

Ontem, certeza.
Hoje, revelação.
Amanhã... Mistério.
O que hoje escrevo,
sobre ontem descrevo.
O futuro, deixo para o futuro...
Se houver... Sobre meu hoje,
amanhã te conto!
𝓙𝓾𝓻𝓾𝓷𝓪j