Poesia Livro
Sou o Teu Pastor!
Nada te faltará!
Te levo para descansar em pastos verdes
Junto de riachos com águas mansas e serenas.
Renovo tuas forças e te guio por caminhos certos
Prometi a ti e cumpro a minha palavra;
Te mostro as veredas da justiça.
Mesmo que Andes pelo vale escuro e frio, da morte, não terás medo
Estou sempre contigo, dando segurança e consolo.
E terás a certeza do meu amor e da minha fidelidade em cuidar de ti.
Essa certeza te dá forças a enfrentar todas as lutas de cabeça erguida
Farei uma festa para ti e todos
Os que te conhecem verão tua felicidade
Conhecerão o grande amor que tenho por ti.
Será meu convidado de honra
Encherei teu copo até que transborde.
Tua alegria será tamanha que todos a tua volta ficarão maravilhados
Minha bondade e amor ficarão contigo nesta vida
E futuramente, habitarás na minha casa para sempre!
Tudo acontece na hora certa
O tempo escreve uma história
E você no personagem principal
Seus pensamentos e seus atos
São os enredos do teu coração
Cada um segue suas vontades
Escolhe o tema e os capítulos
Na infância suas peraltices
Na adolescência suas duvidas
No temor do medo, escuridão
Na solidariedade vem gratidão
Nos estudos todo conhecimento
No trabalho seu reconhecimento
O sentido de valor da obtenção
A família é o maior dos temas
Tem doçura, sacrifícios e alegrias
O que mais necessita é dedicação
Encerra assim o livro da nossa vida
Com as amizades que conquistas
Nas suas memórias as boas ações.
Tem gente que só quer te curtir mesmo,
te seguir, te comentar e pior; te compartilhar.
Andam levando muito ao pé da letra.
DIA DO BEIJO
Beijo bom é dado com os olhos,
desejado, tocando a alma,
acelerando os sentidos.
Beijo de boca é tudo igual.
DIA DA MENTIRA
Caso me declare
por favor não sorria, é verdade.
apenas me asseguro ao que se trata o dia.
Ela é balada,
é madrugada, amor esperto.
Eu perto dela, sou fim de tarde,
sou amizade, amor discreto.
Navegar pela leitura é preciso
Traz emoção, sonho, destino
Nos aventurando no paraíso
Do fingidor, do sábio, do divino
Inspiradas no poder conciso
Da junção grifada no livro.
Tente! Experimente!
Assim, sem qualquer compromisso
Se deixando levar pela mente
Mergulhada na imaginação
E não mais que de repente
Vai estar apaixonado pela composição...
De corpo e alma ao ter o livro nas mãos.
Alguém sabe aonde anda o amor?
Alguém já foi amado?
Acho que não.
Então, antes de magoar alguém ponha-se no lugar do outro...aliás ponha-se no lugar dos 'outros' sempre ai; você verá se é bom sentir o mesmo.
Máscara de ferro
Pois de tanto esconder sua cara,
Já pensou ser nova personagem.
Ocultou-se sob rica plumagem
E sob nova armadura me encara.
Ao querer passar do seu limite,
Abusou do meu franco apoio,
Separado do trigo foi o joio,
A audácia tudo lhe permite .
Mas topei com a indiferença.
Ser trigo ou joio, agora pouco importa,
Se a única saída for a porta.
A ferida foi mais funda do que pensa.
Causadora de todo meu desgosto
Foi a máscara a lhe esconder o rosto!
O outro lado das coisas.
Eu sempre estive encantada com o fim das coisas. O capítulo final de uma série de televisão e o pôr do sol; Os últimos parágrafos de um livro e o encore de um concerto. Creio que essa é a maneira de recordar que perder algo que você ama não tem que ser sempre triste e doloroso, mas às vezes surpreendente e belo.
E se desapeguei do meu passado,
a realidade é o que vivo.
É precisa ser flexível para a mudança,
E competência para mudar de nível.
Antes eu virava a página...
Agora? Queimo o livro.
Ausência de corpo presente
Indiferentes, dançavam a pavana,
Enquanto o tempo dócil se evadia,
Sufocados na fumaça de havana,
Na corrente que a vida esvazia.
O grupo, que a angústia despistava,
Exangue e desprovido de ideal,
De Moscou, Pequim ou Bratislava,
Vivia o seu próprio funeral.
No quarto de estátuas, salpicado
De tédio agudo, expressão final,
Estavam lá, sem nunca ter estado,
Reféns de uma coluna social.
O denso vazio da conversa
Estampa o ócio na fisionomia.
A sarabanda que atrai, perversa,
Nos cérebros sem uso, a apatia.
Esperanças, na entrada abandonadas,
Procuram a lembrança passageira
Das ilusões sempre acalentadas
No vácuo da mente hospedeira.
Ganhar batalhas sem ganhar a guerra,
Tragados por insossa calmaria.
E descobrir que entre o céu e a terra,
Há mais que uma vã filosofia.
Não há revolta nem ressentimento,
Nessa desordem quase vegetal,
Mutismo sela o arrependimento
No leito de Procusto sideral.
A densa bruma altera o semblante.
Escravo é da verdade o corifeu.
A voz do coro congela o instante:
Baldada a morte pra quem não nasceu.
Prisões cósmicas são o cruel destino
De ilusões no limbo da razão
Fica a procura: mero desatino.
Da finitude, singular refrão.
Resume-se, ó mundo putrefato
Do anódino, do vil, do rotineiro,
Na ignorância deste simples fato:
Entrega vale, se for por inteiro.
METADE
Sol de meia noite,
meia lua em meio dia.
Vago em meio devaneio,
meia luz em tarde fria.
Vou e volto, volta e meia,
não consigo te encontrar.
Meio triste, meio solta,
busco a luz do teu olhar.
Quantas noites meio calma,
meia volta tento dar,
desta dor que me derrota,
não consigo me livrar.
Vou seguindo meio morta,
meio viva ainda estou,
o meio amor que tu me deste
era pouco e se acabou.
L A B O R E S
Cai a noite.
O dia entrega as armas.
Mais uma batalha vencida.
Volto pra casa-refúgio da guerreira,
onde sorvo, na solidão,
eterna companheira,
o néctar das flores
plantadas ao longo do caminho.
Flores que enganam espinhos,
oferecendo, mudas,
o perfume e o humano carinho
que o tempo abduziu.
Ligo o rádio.
Ouço a canção de quem partiu,
falando de lutas inglórias,
de ilusórias vitórias,
num contexto artificial.
Amanhã será mais um dia...
Um dia a menos na insana caminhada...
Um dia a mais em direção
ao fim da jornada...
E o Sol por testemunha
de mais uma empreitada...
Outro dia trazendo em seu bojo,
como um Cavalo de Tróia,
milhões de guerreiros que,
como eu, talvez sobrevivam, por eras,
ao tempo perdido em dolorosas quimeras.
C I D A D E
O Sol amanheceu a cidade.
A Vida respirou Liberdade.
A noite fria e escura, morreu.
Passo pelas ruas e paços,
buscando um ombro amigo,
um abraço...
em olhares que o horizonte perdeu.
A Vida me empurra pela cidade,
navego neste mar de ansiedade
atrás do tempo...
atrás das horas...
Mãos que se apertam e não se tocam,
olhos que se veem e não se olham,
ombros lado a lado, em solidão!
Não sei quem morreu de verdade...
se a noite, ou o dia-cidade...
Se o ar que respiro é, assaz, Liberdade...
Se o Sol que ilumina estas ruas desertas
de amor, compaixão,
aqueceu, afinal, algum solitário...
coração.
I L U S Ã O
Quero comer tudo o que vai me matar,
Quero beber tudo o que vai me afogar,
Quero ficar na chuva, no sol,
na escuridão da noite fria,
até desbotar!
Quero sair do meu corpo e flutuar,
no mar etéreo de tua visão.
Quero me libertar desta prisão.
Quero ser o outro lado do teu avesso,
Quero ser o começo de tua revolução.
Quero viver sem perdão
e morrer no fogo de tua paixão.
Quero tudo o que for proibido,
o Universo vertido em versos sofridos,
consumidos pelo desamor!
Quero ser a flor amanhecida
no cemitério da dor.
Quero pensar que encontrei teu amor...
o abraço invisível,
o beijo impossível,
a carícia irreal...
Quero ser adorno em teu funeral,
sem corpo, sem alma...
melodia serena, apenas...
som das estrelas...Ilusão final.
A VIDA SEM ARTES OU ARTISTAS É UM ERRO
A pessoa não precisa necessariamente amar a outra. Só atuar bem. Ser uma excelente atriz ou ator. Ser digna de concorrer ao Oscar. O problema é que às vezes um casal feliz de bons atores se apaixona, ou seja, quer ser feliz na vida real como na ficção. Aí muitas vezes não dá certo.
Amar e ser amado é algo quase da ordem do milagre. Vai acontecer no máximo duas ou três vezes na vida. Portanto, quer viver o menos triste possível? Não perca nunca a esperança de algum dia encontrar um amor recíproco. Todavia, enquanto ele não chega, seja o melhor ator ou atriz que você puder. A vida às vezes imita a arte. A arte é o melhor caminho para se construir novas possibilidades de vida. Seja artista. Arte é vida. A vida sem Artistas ou arte é um erro. Artistas não são pessoas falsas. A loucura deles não é doença, mas saúde interior.
Palavras de paixão saltam dos lábios
e se desmancham nas palmas das mãos
Onde a eternidade prometida por ambos
perdeu-se nas promessas que insistem
em permanecer, estar presente
em nossas vidas
Tremulando como bandeiras de paz e amor
fincada nos corações
como demarcação de território
Quando o sonho tóxico tornou-se real
como antídoto do ácido que explode
e arrebenta o cérebro
Acendem-se as velas e a luz das idéias
neutraliza as alucinações
registradas no livro da vida
