Poesia Felicidade Drummond
Amor meu... simplesmente amor,
Desfrute de amizades, nem que por um momento tenha que tirar o pedestal que tu mesmo construíste.
Compreenda seus conflitos, nem que por um momento te faça enxergar como ser humano.
Seja sempre grato, nem que por um momento se dispa da timidez que lhe toma.
Proteja, nem que por um momento seja escudo.
Conheça-te, nem que por um momento esteja em sua totalidade.
Abrace e externe o amor que lhe habita para com todos.
Seja amor, amor que vem do alto, sem limitações, sem condições, sem imposições.
Simplesmente amor.
Amor meu... viver,
Viver é ir adiante sem fugir do medo.
É estar sempre em companhia da sua própria criação utilizando sua mente e impulsionando a si próprio.
Atuando externamente por momentos mágicos, pela realização que deseja condizer.
Vivenciando e exalando gratidão e felicidades no caminho, sua completude anseia pelo encontro com o divino, compreendendo aquilo que É.
Seguindo o sentido do existir plenamente, permeando a força do amor em cada experiência, que faz realizar seu destino.
A vida sempre responde bem ao que movimenta o que recebe.
Amor meu... existência,
E a vida continua… caminhe, abrace e sorria.
Avance sorrindo.
Sorria com todos os seus momentos.
Tudo é aprendizado.
Os entraves existem para nos deixar mais vigorosos.
Continue abraçando.
Abrace todas as oportunidades.
Elas vêm para que possamos evoluir no aprendizado.
Prossiga caminhando.
Caminhe, a vida sempre segue seu curso rumo ao progresso e desenvolvimento da evolução.
Se quiser diminuir os passos, parar para descansar, esteja à vontade.
Sempre estará com a melhor companhia, a que nunca te abandona, e nunca te objurgas.
A Divindade é lar do nosso saber.
É casa do nosso descanso.
É trilha do nosso evoluir.
Harmonize onde andares e resplandeça o amor entre todos.
A vida é vida, enamore!
Amor meu... andamento,
Querer que o tempo passe é não perceber que se É, e sempre será dono de todo o tempo.
Perde-se, pois não conhece o prazer de sentir, de amar, de viver.
É tempo de ter tempo.
Fugir sem sentir, é perder o tempo.
É tempo de olhar e não ver, mas enxergar e despertar.
Tempo de criar e recriar.
E mais que isso, preencher com coisas que aquecem a alma e impulsionam o espírito para o encontro da máxima razão do existir.
Contemple acima do horizonte, não te detenhas na inércia, pois tudo foi feito para que tu existas e atues.
Exale amor, pois és capaz de sentir pela vida.
Olhe para cima.
Preencha e se envolva pelas nuvens do amor para que a vida aconteça.
Amor meu... você,
Saio andando, correndo apressado.
Contra o vento, te sinto ao meu lado.
Não vou demorar, eu chego já.
Este é o caminho para te encontrar.
Há fome de amor,
Sede de desejo,
Vontade dos abraços,
carinhos e seus beijos.
Já sei o destino e você lá está.
Se existe cansaço, nem dá para notar.
No caminho certeza, palpita o coração.
Seu cheiro gostoso invade meu pulmão.
O coração comanda.
O corpo estremece.
Seu beijo quente.
Logo me aquece.
As horas passaram e aqui estou.
Se foram dias e noites, e o amor aumentou.
Estando ao seu lado, é só gratidão.
O coração vibra em uma só emoção.
Sei onde cheguei,
Sempre procurei.
Com você bem pertinho,
Felicidades ganhei.
Amor meu... se preciso,
Venha amor, venha para mim...
Num sono,
Num sonho,
Num desejo sem fim,
Mas não deixe de vir.
Verei o teu rosto na parede,
Pintado,
Descrito,
Desenhado, sempre imaginado,
Mas não deixe de vir.
Sentirei teu cheiro ao inspirar...
No vento,
No ar,
No mar, em todo lugar,
Mas não deixe de vir.
Numa energia simétrica...
Em toque,
Em choque,
Em arrepio, simples como um assobio,
Mas não deixe de vir.
Se for preciso, se preciso for...
Venha amor...
Amor meu... bela, luz e amor,
Sabe aquele beijo que rolou e ficou...
Nossa gargalhada que nunca parou,
O abraço quente que demorou,
Foi o reencontro do nosso amor.
Olhos nos olhos, confiança e verdades.
Desejos de vidas em plena liberdade.
Felicidade de amar, coração pulsar.
Trilhar um caminho em outro lugar.
Sabe aquele beijo, bem devagarinho...
Corpos suados, os dois bem juntinhos,
Cabelo bagunçado, coração acelerado,
O toque gostoso de amor lado a lado.
Mão que segura, alegre no caminhar.
Certeza que nasce, ao te encontrar.
Energia do bem, pureza somada.
A beleza da flor sempre perfumada.
De tanto querer
De tanto querer o bem....
Deixa de ouvir e aceitar,
O que o outro acredita.
De tanto amor.
Deseja que o outro, ame....
Como acha, de como;
Deve ser amor.
De tanto, procurar o conhecer...
Deixou de respeitar o conhecimento de outros.
De tanto, procurar felicidade...
Não considera a forma de felicidade de outro.
De tanto procurar como o mundo poderia ser melhor....
Resolveu, eliminar, quem em contrario.
De tanto, produzir grandes frutos...
Não tem paciência, de esperar bons
Frutos, daqueles que ainda não te alcança.
De tanto desejar, brilhar abaixo do sol...
Não repara; onde pisa.E maltrata,
Veladamente o semelhante.
De tanto se sentir acolhido...
Discriminava o mais fraco.
E sente um certo tesão.
De tanto, valorizar a própria inteligência...
Joga com as únicas cartas que possuí....
E repete, e repete, e repete.....
Para; poder , ainda sentir alguma coisa.
Sei lá , o que....
De tanto, gostar de si.
Consegue viver para si.
E fica; o tempo em si.
Não encontra mais notas diferentes....
Em diferentes acordes da vida.
Acorde. Si é a última nota,
Da escala.
Como pode alguém encontrar um
Lugar, para compor uma melodia
Nesse coração.
Não é o lhe falta.
Mas, o que possui demais.
De tanto querer.
Não consegue encontrar a forma de largar.
Nem que seja, para alçar, novos vôos.
No imaginável futuro;
Que se escreve a cada momento.
Marcos fereS
(Em tempo de corona vírus)
O dia escorrega das mãos feito um peixe
que mergulha na terra trincada
sem se saber
sobrevivente único
desse rio temporário
que acabou de secar.
Que todo dia seca sob o sol do tempo.
Que a vida é
esse deserto em expansão.
Que a noite se aproxima e é fria.
E com que olhos nos espreitam os chacais.
sonhei um rio barrento - que corria às avessas
e invadia a casa
subitamente
tentava
com minhas garras
salvar coisas e gente
não conseguia
um leite condensado (eu dizia) um copo d'água
aquele livro azul
minha mãe
(são tantas as fomes)
dentro de mim
moram silêncios de pedra
renegadas palavras
lavas
que não ousaram fluir
(pra não ferir montanhas)
PATÉTICO (HUMANO)
tenho pena do goleiro
patética figura (tão humana)
sempre à espera
do que não pode ser
eternamente
contido
Seguem severas
os escassos verdes da calçada.
Arrancam nos passos
anseios
receios
e fogem de olhares fuzis.
Temem a morte
na rua
temem a sorte
na esquina
à noite
de dia
em casa
na sala
no quarto
no ato.
part
ida
à espera e à deriva
como um lenço ao longe
a cena assina
sino úmido
lusco-fusco
som pregueado no branco
punho abrupto de pedra
réstia de tempo
que se engole
sem pressa
As lojas estão fechadas
Os passos sumiram das escadas
Os carros desalojaram as ruas
Não se respira no caule das torres envidraçadas
(A poesia pura
perpendicula
nos varais e fios de alta tensão
A poesia grita
na pausa dos postes
sussurra
ouvido colado ao chão)
Manuela
Olho no seus olhos e vi
A mais bela perfeição em ti
E quanto mais te vejo percebi
Que especiosidade está no seu sorrir
Você é pura e singela
Pura ternura, minha cor de canela
Menina, princesa e donzela
Te amo minha linda Manuela
#Ingenuidade
Vivo tranquilo...
A liberdade é quem me faz carinho...
A brisa, como tem tempo não tem pressa...
Flores, música, poesia...
O luar e o sol...
São minhas companhias...
Bastam minhas asas...
Escolho a ousadia...
Ilusão de cada dia...
Vivendo em maestria...
Não é da minha natureza esperar que me deem liberdade...
Não sinto medo...
Até quando não percebo...
Eu mesmo me concedo...
Serei eu ingênuo?
Sandro Paschoal Nogueira
TEMPO PRIMAVERIL
Num tempo de primavera
Que aquece mudo a florir
Florescem lindas e belas rosas
São pálpebras saltitantes
Que bailam na brisa viçosa
Num regaço de uma rainha
Dum tempo de florir rosas
E quando eu morrer
Planta o que fui hoje
Ou terei sido ontem
Na escarpa de uma fraga
Em reminiscência quase apagada
Que eu irei florir em ti
A caminho do céu
Na dimensão oculta do mundo
OS LOBOS NA ALMA
Os lobos que me rondam
A alma de um novo sentir
De negro luto me sinto
Estando eu já de partida
Depois de mim ninguém chega
Sou uma estrada que não acaba
A vida deu-me um pouco de tudo
Ou talvez um pouco de nada
Abro as portas de mim que me pertence
Numa solidão que me imposta
Deixo metade do corpo que resgato
Nesta estrada em que me assalto
Nas emoções em silêncio das letras
Que vou escrevendo escondida
Do resto do mundo entre os lobos
Como se fossem paisagem inacabada.
