Poesia eu sou Asim sim Serei

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Hoje o silêncio gritou dentro de mim
senti meu peito explodir
sem fazer um único barulho
a sensação de impotência e a vontade de chorar
se transformando em um grande nada,
sendo mais difícil de suportar.

Tem dias que a gente não cabe dentro de nós, e não há nada que possamos fazer.

Ame...
como se fosse ondas,
amando a areia,
como se fosse o luar
que ama a noite
na lua cheia
Ame...
não tenha nenhum receio,
ame, como o próprio fogo ama
e ele mesmo se incendeia

Despreparada para a honra de viver,
mal posso manter o ritmo que a peça impõe.
Improviso embora me repugne a improvisação.
Tropeço a cada passo no desconhecimento das coisas.
Meu jeito de ser cheira a província.
Meus instintos são amadorismo.
O pavor do palco, me explicando, é tanto mais humihante.
As circunstâncias atenuantes me parecem cruéis.

Poder é perigo
e hoje acordei
rindo

Dom é tom
e hoje acordei
rindo

Querer é criatura
e hoje acordei
rindo

Na cara a boca
na pia o prato
sujos de feijão.

⁠Sem desejo sem saída, apenas a fuga
A partida
Partir o coração
Sem desejo, sem um vão
Apenas a dor da solidão
Por que tanta amargura em meu coração?
Por que mereço tal prisão?
Onde estas a liberdade que mereço?
Nasci neste mundo sem ter o direito de escolher
A permissão de viver, neste mundo....

Caverna sombria

Inusitado os seus olhos
Sujos; coerentes; imundos
Irônico os seus sorrisos
Fingidos; disfarçados; bem desenhados
Deslumbrantes os seus olhos,
Atravessam os meus
Quando procuro o interior do seu ser
Dentre o romper das cachoeiras,
Me sufocarei nos seus braços,
No cantar dos sábias,
Procurei inspiração
Para desenhá-la, para traçá-la,
Descrevê-la
No branco das nuvens
Na brisa que procura
Serei a sua luz
Que a guiará até o fim
De uma caverna
Sombria.

Regresso devagar ao teu sorriso como quem volta a casa.
Faço de conta que não é nada comigo.
Distraído percorro o caminho familiar da saudade,
pequeninas coisas me prendem,
uma tarde num café, um livro.
Devagar te amo e às vezes depressa,
meu amor, e às vezes faço coisas que não devo,
regresso devagar a tua casa,
compro um livro, entro no amor como em casa.

Jovem

Luz tênue sobre as ramagens
Do luar, um beijo
Delicado, hálito divino…
São dois seres em despedida
A contemplar o luar,
Em um escombro
Isolado…

A crueldade tem humano coração,
E tem a intolerância humano rosto;
o terror a divina humana forma,
o secretismo humano traje posto.

O humano traje é ferro forjado,
a humana forma, forja incendiada,
o humano rosto, fornalha bem selada,
humano coração, abismo seu esfaimado.

A BELEZA NEGRA

A beleza negra está nos olhos de quem vê.
Se quiser empresto os meus,
senhor do engenho, pra você.
O preto dá qualquer tonalidade a outra cor,
ela é muito importante.
A beleza do outro é o reflexo do que está dentro de você...



Sua camisa preta
Não tem a constelação
Bem que deveria ter,
Mas não tem...
Dentro do seu ser
Contém estrela,
E toda a beleza.
Não tema o destino
Que está dentro de você.
Transmite o que se
tem por dentro...
Sem medo, e
Transborda toda a imaginação.
Sua unha gigantesca
A sua camisa preta
Não contém estrela,
Mas você acredita no destino?
Em seu corpo contém o universo,
O livro da vida está dentro de você,
Usa a cabeça, vá em frente
mesmo que o mundo tenha inveja de você,
Uma pequena parcela lhe apoiará.
Contém uma estrela em sua frente
Segue-a sem temer
A estrela marca todo o seu destino...
Sua camisa preta
Marca a escuridão,
Mas a estrela está dentro de você.

O tempo
O tempo é assassino
Traz o homem e mata o menino
Depois disto vira Serial Killer
Mata o homem jovem
E traz a velhice
Mas o tempo com todos seus defeitos
Também é altruísta
Generosamente dá tempo
Pra gente viver a vida.

Diz homem, diz criança, diz estrela.
Repete as sílabas
onde a luz é feliz e se demora.

Volta a dizer: homem, mulher, criança.
Onde a beleza é mais nova.

"" Me dê somente o tempo que te restar
e te provarei que o amor vale a pena
todos os meus dias serão para te amar
e nada será mais sincero e belo, que o nosso amor
reserve-me todos os teus beijos
e minha boca não se cansará de dizer te amo
assim anoiteceremos como amantes
e amanheceremos em plenitude
me dê autoridade sobre a minha vontade
e ela será tua, somente tua
me dê a ansiedade dos teus sonhos
e não precisarei de mais nada...

O Eco

O menino pergunta ao eco
Onde é que ele se esconde.
Mas o eco só responde: Onde? Onde?

O menino também lhe pede:
Eco, vem passear comigo!

Mas não sabe se o eco é amigo
ou inimigo.

Pois só lhe ouve dizer: Migo!

Agressão

Um sofrimento
Que surge nos olhos
E não quer sumir,
Tantas opressões,
E em cada opressão
Uma morte na alma,
Um mundo em gelo.

Infelicidade humana

Projeção astral de um ser onipotente, tal filosofia grega, jas nos dizia; Nós mesmos seres distintos, egoístas a ponto de criar deuses a nossas imagens para o sentido de nossa vida buscar a está terra enferma que nos enlouque-ra, faça-nos delirar, Delírios que nos faz matar..
Guerras e guerras a criar, distúrbios e sangue ao chão. O Sangue em nossas mãos, o choro, as lágrimas derramados aos antepassados.
Por isto há, existência de deuses, somos cegos a ponto de nós mesmos nos cegar-mos, embusca de diminuir nossa solidão.

O vazio que corrói é aflita o coração.
A cura de enfermos, doenças jas então onde esta?
Nossa maior dor está a espreita em nossa solidão. Desesperados seja a morte que nos ampara, crescemos, vivemos, parecemos, a terra voltaremos a consciência extinta, marcas de nos aqui, na qual iremos deixar.

A varios de mim, sobre esta mesa na qual estou, o tolo, o velho, o sabio, a criança, os delírios, não sabemos o tempo que ficaremos com cada um de nós mesmos, nesta vida que iremos trilhar, nesta mesa não se sabe o tempo que me restará.

Espírito natalino

Se todas as crianças
Tivessem ao menos um lar,
Elas seriam felizes?
Se todas as crianças
Tivessem brinquedos,
Elas seriam felizes?
Se todas as crianças
Tivessem escolas?
Se todas as crianças
Pudessem se sujar,
Jogar bola, pular,
Dançar, rir, e sonhar…
Se todas as crianças fossem
Apenas crianças,
E são!
Se o Natal, fosse
Todos os dias,
E todas as crianças
Vivessem felizes?
Sem guerra, sem briga,
Sem tristeza…

O amor caminha em sentido anti-horário
O amor não cessa
É o sopro do vento
É o cantar do silêncio
É o caráter lendário
O amor caminha contra o tempo
É o desejo diário
É a lança que atravessa
É o passo alento
O amor caminha em consentimento
É o carmesim do calvário
É o íntimo que interessa
É o real acontecimento
O amor caminha de modo extraordinário
É o protagonista da peça
É o dom literário
É o valor 100%
É o elemento primário
O amor é a arte da vida;
Que eu sonho vivo e invento.

Ah mas ela é tão formosa
Mas por que tão carinhosa?
Não é possível uma mulher ser tão majestosa
A cada dia que passa, vejo o tamanho de sua beldade
Que sol, que astro, que mágica deidade
Em luz criou sua beleza majestade?

Você é algo fora do normal
Me encanta, me apaixona
Um rosto que brilha, um olhar que chama, uma voz que me faz ficar.
Tira meus pés do chão, me faz pensar em coisas a qual nunca imaginei
Te amo num nível que nunca pensei amar
Te quero cada vez mais de uma forma que nunca sonhei
É assim desde que me encantei..
Pelo seu sorriso, pelos seus olhos. É paixão de um tamanho que nem eu caberei

Juro amor eterno até o fim de nossos dias
Estarei aqui do seu lado com muita alegria
Que nunca nos falte amor, harmonia
O destino nos uniu e pra sempre será assim
Você me tem e eu te tenho, teremos um ao outro pra toda a eternidade
Até o fim de nossas vidas
Uma mulher tão nobre, tão linda, com tanta paciência
Um amor tão ardente, um fogo de paixão com tanta incandescência
Você enobrece a minha existência
Esse amor é e será verdadeiro daqui, de hoje, pra sempre

Não sou nenhum escritor nem poeta famoso
Mas por você até tento ser
Pensei numa simples poesia
Mas tão bela poesia não pode ser
por que tentei demonstrar
O quanto eu amo você!