Poesia eu sou Asim sim Serei
Você é um cirurgião e eu um mecânico, voce não conserta maquinas e nem eu conserto pessoas.
Essa é a diferença que nos faz sermos iguais.
Janicelio.
Me perguntaram se eu a achava bonita
eu não soube responder,
pois eu não a conhecia...
aleguei sobre o querer referente ao convívio,
o sentir referente ao tempo de relação,
e em seguida os objetivos;
fui muito além pois sou intenso,
voltaram a me questionar o porque de tudo isso,
o fato é simples!
quanto mais tempo passamos junto
daquele alguém mais familiar ele fica,
você acostuma com os padrões dele(a)
tanto de beleza como o padrão e jeito de ser,
e a pergunta feita antigamente
dias atras, pode ter hoje outra resposta
totalmente diferente da anterior,
até porque de nada nos vale
apenas beleza exterior.
Objeto de Carne
Eu não quero sua compaixão
quero sua companhia,
Eu não mendigo atenção
Compartilho sabedoria,
Não te quero em meu colchão,
A não ser para refletir sobre o dia,
Quero lance verdadeiro
E não o que alguém faria por atenção e depois sumiria,
Assim como todos aqueles que vão e não voltam nenhum dia,
mas sim; voltam...
Quando lhes convém
e lhe faltam a companhia...
De alguém.
Anestesia
Eu sinto tanto, que as vezes não sinto nada
uma bipolaridade transitória que as vezes vem
sinto nada quando nada tem
sinto tudo quando tem alguém
uma anestesia que ao terminar se auto recicla
fazendo eu a sentir, porém não me importar
pois quando ela vem, é quando não convém
as vezes sinto que não sinto nada
as vezes apenas sinto e logo sei.
Baqueei
Eu beijei outra boca
E eu balancei
Aconteceu do nada
Eu nem planejei
Mas tudo na vida
Tem uma primeira vez
Como é que eu deixo ela de lado?
Se ela é do tempo
Do meu golzinho quadrado
Juntava os troco
Pra tomar chope gelado
E pra chegar no nível dela
Tem que comer comigo
Muito pão com mortadela
Te ignorar pra quê?
Prefiro ter você
Babando na minha felicidade
Eu fui seu sonho no passado
Hoje sou pesadelo
Na realidade
É a diferença entre você e eu
É que cê bebe pelo que perdeu
Eu tô brindando
Porque me livrei
Pior que nem fui eu
Que terminei
Não foi saudade, não
Foi cachaça demais no coração
Eu te liguei, mas não se acha
É que quando eu bebo
O coração fica com a imunidade baixa
Eu já errei demais, eu quero ser certin
Solteirice é passado, eu quero casalzin
Tive uma boa ideia, que tal beijar minha boca e ser meu amorzin?
Gosta de me seduzir
Depois nem olha pra mim
Se eu voltasse no dia que eu te conheci
Eu faria tudo de novo
Esperei você durante quatro dias
Deu pra perceber, que sem você eu morreria
Minha vida sem você não tá fácil não
Todo dia no trabalho aguentar o meu patrão
Eu sei que a gente tá ficando
Ainda é cedo pra dizer: Te amo
Me dá um prazo pra eu te conquistar
Que eu largo a vida louca pra te namorar
Tô de saco cheio, mas eu amo as consequências
Você só me usa pros momentos de carência
Tá vivendo de aparência e quem apaga as suas ocorrências
Sou eu
Eu poderia mudar, realmente poderia fazer isso, certamente iria agradar muitos de vocês, mas quem iria me agradar?
"O palhaço faz todo mundo rir, mas quem faz o palhaço rir?"
*Se eu nascesse de novo fugiria *
*pra viver no país da Relevância*
Onde existe a flor exersse formosura ,
Onde tem planta , ar puro respirasse,
Uma disputa cruel tu procurasse ,
perdoar é o cheiro do bom perfume ,
O amor machucava com ciúme,
Existência perdesse por arrogância
Onde o pássaro exibiu consonância
sem as armas temer à pontaria
(Se eu nascesse de novo fugiria)
(pra viver no país da Relevância)
Onde o homem possa ter Videira ,
E mãe nobre , de tristeza , não faleça,
A inchada afiada reconheça
Que seu cabo Resistente é de madeira,
Todas as cores históricas da bandeira
sejam observadas com concordância,
Que a política , seja importância
de capricho, bizonha e harmonia,
(Se eu nascesse de novo fugiria)
(pra viver no país da Relevância)
Sou jovem raiz da esperança
Que os poderes se sintam-se absolvidos ,
E os impostos nos sejam acolhidos
em escola, saúde e segurança,
Que a justiça inumere na balança
nível, ética, razão e elegância ;
Sou poeta frustrado , com abundância ,
Peço que reconheçam minha poesia
(Se eu nascesse de novo fugiria)
(pra viver no país da Relevância)
Onde o povo forte resiste
E luta por mais uma liberdade,
E que venha demostrar lealdade
E sentir no coração Aquele efeito ,
Pra que nunca vinhemos ser sujeito ,
E casais venham ter mais vigilância ,
E na minha época de infância
Sempre falei pra mãe que seguiria
(Se eu nascesse de novo fugiria)
(pra viver no país da Relevância)
Onde a lei seja sempre respeitada,
Sem tirar proveito da donzela ,
Não quero que julgue como favela
vivendo como sociedade repeitada,
cuidando do mendigo na calçada
Sem fazer fogueira de implicância,
mostrando caráter e elegância
E dos pobres um dia eu ouviria
(Se eu nascesse de novo fugiria)
(pra viver no país da Relevância)
Eu fui destruído desde pequeno levando meu sofrimento pelas multidões
Escrevendo meus poemas para os poucos
Que me encaravam, me levavam, me sacudiram, me sentiram
Cantando com um coração partido pela dor
Captando a mensagem que está em minhas veias
Recitando minha lição de cérebro
Vendo a beleza através da
Dor (...)
Gostar de você eu gosto, e gosto de uma forma tão bruta e ao mesmo tão simples, que quase sempre te vejo nas delicadezas do meu dia. Já te vi numa nuvem, já te vi numa flor, já te ouvi no vento que atravessa a janela da sala. Já conheci o mundo de pessoas inteiras, planetas que habitam em cada uma delas, mas em nenhuma delas eu quis morar. Você pode até não perceber, mas nenhum lugar eu me senti tão seguro quanto em seu mundo, quanto dentro de você. É, fazer o quê né, meu coração pousou em ti.
Ricardo F.
