Poesia eu sou Asim sim Serei
Eu acho que o Google é mulher pois a gente nem termina de digitar já vem dando palpite
Haredita Angel
06.10.14
Sob a orientação de nosso Eu Espiritual, nossa Vida Imortal, o Homem veio ao mundo para adquirir conhecimento e experiência e para se aperfeiçoar como ser físico.
O corpo sozinho, sem comunhão com o Espiritual, é uma concha vazia, uma rolha sobre as ondas, mas, quando há união, a vida é uma alegria, uma aventura de interesse absorvente, uma jornada cheia de felicidade, saúde e conhecimento.
Há um método bastante seguro para o alívio de todo sofrimento – a transformação do egoísmo em altruísmo. Se desenvolvermos suficientemente a qualidade de nos fundirmos no amor e no cuidado para com aqueles que estão ao nosso redor, alegrando-nos com a gloriosa aventura de alcançar o conhecimento e ajudar os outros, nossas tristezas e sofrimentos rapidamente chegarão ao fim. Este é o grande objetivo final: a perda de nossos próprios interesses no serviço da humanidade.
Cada um de nós tem uma missão divina neste mundo e nossas almas usam nossas mentes e corpos como instrumentos para a realização dessa missão, de modo que, quando os três, alma, mente e corpo, trabalham em uníssono, o resultado é a perfeita saúde e a perfeita felicidade.
Como Filhos do Criador, temos dentro de nós toda a perfeição e viemos a este mundo simplesmente para podermos perceber nossa Divindade. Deste modo, todas as provas e experiências porque passamos não nos derrubam, pois, através desse Poder Divino, tudo nos é possível.
O objetivo supremo de toda a humanidade é a perfeição.
Pai
Abençoa-me para que eu possa
Te encontrar no templo de cada pensamento e de cada atividade.
Encontrando-Te dentro de mim, eu Te encontrarei fora,
em todas as pessoas e em todas as condições.
O dia está só começando e eu já estou aqui para te dizer que boas notícias estão chegando.
A vida sempre no oferece uma oportunidade. Ela se chama hoje!
Rafael, se eu pudesse te ensinar apenas uma coisa nesta vida, eu te ensinaria a não ter medo de errar.
Errar é bonito. Errar não diminui ninguém, não é motivo para vergonha e muito menos para se humilhar ou sofrer. Quando você errar, não abaixe a cabeça. Olhe para o erro, reconheça, aprenda e siga em frente.
E se algum dia alguém apontar para você e disser: “Você errou”, tenha coragem de responder: "Sim, eu errei.” Porque reconhecer um erro não é sinal de fraqueza; é sinal de coragem, humildade e maturidade.
Lembre-se: é errando que a gente cresce. É nos erros que adquirimos experiências, aprendemos coisas que nenhum livro consegue ensinar e nos tornamos pessoas melhores.
E quando eu digo que você ficará mais rico com seus erros, não estou falando de dinheiro. Estou falando de uma riqueza muito maior: a riqueza do conhecimento, das experiências, da sabedoria e da capacidade de aprender com a vida.
Por isso, meu filho, nunca tenha medo de tentar por medo de errar. Tenha medo, sim, de deixar de viver, de tentar, de aprender e de descobrir até onde você pode chegar.
Você não precisa ser perfeito. Precisa apenas ter coragem de aprender, sempre que a vida lhe mostrar que existe algo novo para aprender.
E nunca se esqueça: um erro não define quem você é. O que define você é a maneira como escolhe aprender, crescer e seguir em frente.
E se um dia me perguntarem o que é a vida...
Eu responderei que a vida é linda.
Linda não porque seja perfeita, mas porque, mesmo depois das lágrimas, dos dias difíceis, das dores e das decepções, ela sempre nos presenteia com uma nova oportunidade.
A oportunidade de levantar depois da queda,
de limpar as lágrimas, respirar fundo e tentar novamente.
De deixar para trás aquilo que machucou, aprender com o que passou
e seguir em frente com o coração cheio de esperança.
A vida nos ensina que nenhum momento difícil é eterno.
Depois da tempestade, o céu volta a clarear.
Depois da noite, o sol sempre nasce.
E, quando tudo parece perdido, a vida nos sussurra: “Comece de novo.”
Por isso, eu escolho acreditar na vida.
Acreditar nos recomeços, nos sonhos e nos dias que ainda estão por vir.
Porque viver é isso: cair, levantar, aprender, amar e continuar...
E enquanto houver um novo amanhecer, sempre haverá uma nova chance de ser feliz.
Eu perdi o medo de perder pessoas quando aprendi que aquilo que é verdadeiro não precisa ser segurado.
Quem realmente gosta, permanece.
Mesmo quando a distância se alonga,
mesmo quando o tempo passa,
mesmo quando a vida coloca obstáculos no caminho.
Porque quem carrega afeto de verdade
sempre encontra uma fresta por onde a presença possa entrar.
Aprendi que amor não se sustenta em cobranças,
amizade não sobrevive de insistência,
e reciprocidade não precisa ser implorada.
O que é verdadeiro flui.
Não exige esforço de um só lado,
não transforma presença em obrigação,
não faz você se sentir sozinho enquanto tenta manter alguém por perto.
Quem quer estar, encontra um jeito.
Quem se importa, demonstra.
Quem valoriza, cuida.
Quem ama, permanece — ainda que precise atravessar quilômetros, silêncios e tempestades.
Por isso, já não tenho medo das partidas.
Algumas pessoas chegam para ficar.
Outras chegam para ensinar.
E algumas simplesmente seguem outro caminho.
E tudo bem.
Porque aprendi a abrir as mãos sem amargura
e deixar partir aquilo que já não escolhe permanecer.
No fim, descobri que não precisamos correr atrás de ninguém.
O que pertence ao coração não precisa ser perseguido.
O que é verdadeiro encontra o caminho de volta.
E quem realmente deseja permanecer
não precisa de motivos para ficar —
transforma o próprio desejo em presença.
Ainda bem que eu acordei. Se há coisa que me deixa com raiva é gastar o inconsciente sonhando besteira.
_ Mafalda
Entre a
indiferença e a imposição,
eu fico com a que
fere menos:
a indiferença.
A imposição já chega fazendo barulho demais, atravessando vontades, atropelando silêncios…
Ela não pergunta, determina.
Não escuta, ordena.
E quase sempre se disfarça de cuidado, de verdade absoluta, de “é para o seu próprio bem”.
Mas deixam marcas — profundas, invisíveis e até persistentes.
A indiferença, embora gélida, ao menos respeita nossas fronteiras.
Dói, sim.
A ausência pesa, o vazio ecoa…
Mas nela ainda há espaço para respirar, para escolher, para não ser moldado à força pelo desejo do outro.
A indiferença não invade a alma; apenas passa ao largo dela.
Entre ser ignorado e ser violentado em nome de certezas alheias, há uma diferença crucial: um fere pela falta, o outro fere pelo excesso.
E excessos, quando impostos, quase nunca constroem — apenas nos quebram.
Talvez o ideal fosse o cuidado que escuta, o amor que propõe sem impor, a presença que respeita.
Mas enquanto isso não acontece, que ao menos nos poupem da brutalidade das verdades empurradas goela abaixo.
Entre a indiferença que não pede para ir nem ficar e a imposição que já chega metendo os pés na porta, que fique a indiferença.
Porque aquilo que não toca pode até doer,
mas o que força… costuma ferir demais.
Me abandone, mas não me atormente!
Por um amigo, se for preciso, eu brigo com os meus, com o mundo e até com meu Soberano Deus.
Se for preciso, eu enfrento os meus, o mundo inteiro — e até o agridoce silêncio que faço diante d'Ele.
Não por soberba, nem por rebeldia, mas, porque a amizade verdadeira também é um grandioso ato de fé.
Há laços que não se sustentam em conveniência, mas em compromisso.
Amizade não é aplauso automático, é presença que permanece quando a razão manda recuar.
É escolher ficar quando o mais fácil seria se esconder atrás do “não é problema meu”.
E se às vezes esse amor me coloca em tensão até com Deus, não é afronta: é oração em forma de luta.
É Jacó mancando depois de muito insistir…
É Abraão perguntando, Moisés intercedendo, Jó reclamando sem deixar de crer.
A fé madura não foge do confronto; ela o atravessa.
Defender integralmente um amigo não é substituir Deus, é confiar que Ele suporta nossas perguntas e entende nossa lealdade.
O Deus que nos ensina a amar o próximo não se escandaliza quando levamos esse amor às últimas consequências.
Porque, no fim, não brigamos com os nossos, com o mundo e até contra nosso Soberano Deus por um amigo — brigamos diante d’Ele, certos de que a justiça, quando é verdadeira, nunca anda separada do amor.
É no “amar verdadeiramente o próximo como a ti mesmo” que se resumem todas as leis e profetas.
Que ninguém, jamais, experimente esses corredores e quartos para curar somente o corpo.
Eu espero que todo aquele que buscar ajuda medicinal ou transitar por esses corredores e quarto hospitalar, consiga se curar e se reinventar…
E que todos se tornem pessoas — físicas e espiritualmente — melhores!
Que ali não se trate apenas da carne ferida, do osso quebrado ou do órgão cansado…
Mas também das certezas empedernidas, das pressas inúteis e das arrogâncias silenciosas que infelizmente costumamos carregar.
Que os corredores hospitalares, com seus passos contidos e silêncios deveras constrangedores, nos revelem o que muitos anos de saúde insistem em esconder: que a vida é frágil, o controle é ilusório e a empatia não é opcional.
Entre um leito e outro, o tempo desacelera e até se arrasta para que a alma, finalmente, alcance o corpo.
Que todo aquele que buscar ajuda medicinal ou transitar por esses quartos consiga, sim, se curar — mas que vá além.
E consiga se permitir se reinventar.
Que saia dali com menos soberba, mais gratidão; menos indiferença emais humanidade.
Que aprenda a ouvir, a esperar, a respeitar o ritmo do outro e o próprio limite.
E se a medicina restaurar o corpo, que a experiência lhe restaure o olhar.
Que todos saiam melhores: fisicamente fortalecidos, espiritualmente mais atentos, e profundamente conscientes de que viver bem não é apenas sobreviver — é aprender a cuidar, de si e do próximo, antes que a dor precise ensinar novamente.
Amém!
Quando eu me calar, eu sei que o mundo não sentirá saudade da minha voz, mas se alguém sentir, que se contente com ela.
Sei que o mundo seguirá em frente — como sempre seguiu — indiferente à ausência da minha voz.
Não porque ela não tenha existido, mas porque os ruídos do mundo, muito raramente, o deixam perceber silêncios que não gritam por atenção.
Ocupado demais com os próprios ecos, ele não notará a falta de uma voz tão insignificante que nunca quis ser multidão.
E está tudo bem.
Porque quando eu me calar, talvez não seja por ausência de palavras, mas por excesso de lucidez.
Há momentos em que falar já não acrescenta, explicar cansa e gritar não cura…
Então o silêncio deixa de ser fuga e passa a ser escolha.
Nem toda ausência precisa virar ruído.
E nem todo silêncio é pedido de aplauso.
Se alguém sentir saudade, que a sinta por inteiro, sem pressa de transformá-la em cobrança.
Saudade não exige devolução, não pede palco e nem reclama resposta.
Ela apenas existe — como prova de que algo foi dito, vivido ou sentido no tempo certo.
Ainda assim, se alguém sentí-la, que não lamente.
Que se contente com ela.
E que guarde essa voz como quem guarda um copo d’água no deserto: não para exibir, mas para lembrá-la.
Porque há vozes que não foram feitas para ecoar em multidões, e sim para alcançar um coração de cada vez.
O silêncio, quando escolhido, não é derrota nem esquecimento.
É o berço do descanso da alma…
O lugar onde a palavra aprende a ter peso justamente por não ser dita.
É a forma mais honesta de permanecer inteiro quando as palavras já não alcançam.
E se restar alguém que sinta, que se contente com o sentir.
Porque há afetos que não precisam de voz para continuar verdadeiros — sobrevivem, intactos, exatamente no espaço onde o silêncio começa.
Noutros tempos, eu também já tropecei em vários infortúnios: o mais desonesto deles era me preocupar com opiniões alheias.
Alguns vinham disfarçados de acaso, outros de destino.
Mas o maior deles não caiu do céu nem brotou do chão:
nasceu do excesso de atenção às opiniões alheias.
Enquanto eu media meus passos pelo olhar dos outros, perdia o ritmo do que realmente era meu.
Cada julgamento externo virava régua,
cada expectativa alheia, uma pedra a mais nos ombros…
Mas não era o mundo que me limitava — era eu, entregando minha autonomia à aprovação de quem não podia caminhar meus passos, ainda que suportasse o peso das minhas sandálias.
É curioso perceber que o medo de desapontar
quase sempre nos faz abandonar a nós mesmos.
E, nessa tentativa constante de agradar,
vamos nos desencontrando do que sentimos, pensamos e somos.
O dia em que compreendi isso foi muito menos Libertador do que Honesto.
Doeu admitir que muitas quedas não foram empurrões,
mas escolhas deliberadas feitas para caber em opiniões que nunca me pertenceram.
Hoje, quando tropeço, sei diferenciar:
há infortúnios que ensinam,
e há distrações que aprisionam.
Preocupar-se demais com o que pensam de nós
é uma das mais silenciosas —
porque parece prudência,
mas cobra o preço da própria liberdade.
Definitivamente, é impossível bancar um aluguel tão caro por um imóvel sem a menor condição de habitar: a aprovação alheia.
Eu sei que a Salvação é uma decisão muito pessoal, mas até a Eternidade eu quero Dividir com você.
A Salvação é um encontro íntimo entre a consciência e Deus, um “sim,” que ninguém pode dar por nós.
É travessia solitária, é escolha que nasce no silêncio da alma, é responsabilidade que não se transfere.
Mas a Eternidade…
Ah!?!
A Eternidade é grande demais para ser caminhada sem as amorosas sandálias da empatia.
Porque amar alguém é desejar que o tempo não seja suficiente.
É querer que os dias não terminem no calendário, que os abraços não sejam interrompidos pela finitude, que as conversas não se percam na poeira das horas.
Amar é desejar continuidade — não apenas no presente, mas para muito além dele.
Se a Salvação é pessoal, o Céu que imagino é relacional.
Não faz sentido sonhar com a luz sem querer compartilhar o seu brilho.
Não faz sentido falar de paz eterna sem desejar que quem amamos também a experimente.
Talvez seja isso que o amor faz com a fé: ele a expande.
Ele transforma a oração individual em intercessão.
Transforma a esperança silenciosa e solitária em promessa compartilhada.
Eu sei que a decisão é sua…
E respeito o seu tempo, suas dúvidas, suas batalhas e seus caminhos…
Mas até a Eternidade eu quero dividir com você — não por imposição, não por medo, não por obrigação…
Mas por amor.
Porque quando o amor é verdadeiro, ele não quer apenas estar junto na vida finita.
Ele quer atravessar o infinito de mãos dadas para viver a Eternidade.
Te amo!
Se eu não tivesse cerrado meus ouvidos aos que não se atreveram a ir além das arquibancadas, talvez não tivesse sido exitoso na arena.
Existe um tipo de crítica que nasce da experiência, da boa intenção e do desejo sincero de contribuir.
Essa merece ser ouvida!?!
Mas há outra, muito mais comum, que vem daqueles que nunca aceitaram o desafio de entrar em campo.
Pessoas que observam de longe, analisam sem riscos e julgam sem se importar com consequências.
É confortável opinar quando não se carrega o peso da decisão.
Quem está na arena conhece o preço de cada tentativa.
Sabe que a vitória não elimina o medo, apenas demonstra que ele não foi suficiente para impedir o passo seguinte.
Também sabe que o fracasso não é um certificado de incompetência, mas uma possibilidade inevitável para quem escolheu agir em vez de apenas bisbilhotar.
Muitas oportunidades são desperdiçadas porque damos às vozes da arquibancada a mesma autoridade de quem (com)partilha o combate.
Permitimos que o ceticismo alheio se transforme em limite pessoal.
Esquecemos que quem nunca enfrentou a batalha dificilmente compreenderá o valor das cicatrizes.
Silenciar certas opiniões não é arrogância; é discernimento.
Nem toda voz merece ocupar espaço na nossa consciência.
Há momentos em que proteger a própria convicção é uma necessidade, não um capricho.
O êxito muito raramente pertence a quem agradou a plateia.
Geralmente pertence a quem suportou as vaias, ignorou os palpites vazios e permaneceu concentrado no propósito.
Porque, no fim das contas, a arena recompensa a coragem de quem entra para lutar, não a eloquência de quem escolheu permanecer sentado na zona confortável das arquibancadas.
Quantos Sonos eu deixei de dormir com medo do Sono Profundo me abraçar e alguém Precisar de mim?
Há pessoas que passam a vida em estado de vigília.
Não necessariamente só porque sofram de insônia, mas porque carregam a estranha sensação de que descansar é um luxo muito perigoso.
Vivem acreditando que, se baixarem a guarda por alguns instantes, algo dará errado, alguém chamará por socorro ou uma responsabilidade inesperada baterá à porta.
É curioso como o Amor, o Dever e o Medo podem vestir a mesma roupa.
Quem ama, cuida.
Quem é responsável se faz presente.
Mas, quando o medo de falhar se torna maior do que a necessidade de repousar, o cuidado deixa de ser virtude e passa a ser prisão.
O Sono Profundo simboliza muito mais do que o descanso do corpo.
Ele representa a confiança de que o mundo continuará girando mesmo sem o nosso controle.
Dormir é um ato silencioso de entrega.
É reconhecer que nem tudo depende de nós e que há batalhas que precisam esperar, sim, pelo amanhecer.
Quantas noites foram roubadas por preocupações que jamais se concretizaram?!?
Quantas madrugadas foram preenchidas por cenários imaginários, enquanto a vida seguia seu curso sem exigir a nossa vigilância permanente?
Talvez a maturidade também consista em aprender que estar disponível não significa estar esgotado.
Quem nunca descansa acaba oferecendo aos outros apenas os restos da própria força, da própria existência.
E ninguém sustenta uma luz acesa para sempre sem, um dia, ver a chama enfraquecer.
Permita-se dormir em paz.
Se alguém realmente precisar de você, que o encontre inteiro, renovado e capaz de estender a mão com serenidade.
Porque há um Tempo para Velar, mas também há um Tempo Sagrado para fechar os olhos, confiar e simplesmente Descansar.
Talvez, se eu não tivesse cerrado meus ouvidos para as Arquibancadas, a Arena tivesse me Sucumbido.
Há momentos em que sobreviver exige uma espécie de surdez voluntária.
Não porque toda voz externa seja inútil, mas porque, quando estamos no centro da arena, há sempre quem torça pela nossa queda, quem exija espetáculo, quem confunda coragem com imprudência e quem, protegido pela distância, tenha certeza de como deveríamos lutar.
Às vezes, as arquibancadas são muito barulhentas.
Julgam sem carregar o peso da espada, aconselham sem sentir o golpe e comemoram tanto a vitória quanto a derrota — desde que o espetáculo continue.
Aprendi, então, que nem toda voz merece chegar até nós.
Algumas palavras esclarecem; outras apenas confundem.
Algumas críticas nos aperfeiçoam; outras pretendem apenas nos diminuir.
E há aquelas que parecem preocupação, mas são somente a expectativa de assistir ao nosso fracasso de um lugar confortável.
Cerrar os ouvidos, nesse sentido, não foi covardia.
Foi preservar dentro de mim um espaço onde ainda fosse possível ouvir a própria consciência.
Porque a arena não destrói apenas quem perde.
Às vezes, ela sucumbe quem passa tempo demais tentando corresponder aos gritos das arquibancadas.
No fim, talvez maturidade seja justamente isso: saber quando escutar, saber quando responder e, sobretudo, saber quando permanecer em silêncio — não por falta de argumentos, mas porque algumas batalhas terminam no instante em que deixamos de lutar para convencer quem já decidiu o que quer enxergar.
E talvez eu só tenha conseguido atravessar a arena porque, em algum momento, compreendi que o que gira em torno da minha vida não precisava ser um espetáculo para ninguém.
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"Então eu disse e digo a ele (ou pra ele): 'Já que perguntou e me pediu, a dica que dou é DEIXE DE CONVERSA FIADA... Porque só isso é o que vejo ai'. Foi exatamente assim!"
