Poesia eu sou Asim sim Serei
Eu te falei a verdade tantas vezes
que minhas palavras cansaram antes de você perceber
que o amor não é invenção, nem fantasia,
é coragem nua, é alma exposta.
Você não escutou.
Preferiu o silêncio que afasta,
a fuga que destrói,
a dúvida que corrói o que poderia ser eterno.
E agora, depois do fracasso,
tenta recolher palavras que nunca foram tuas,
memórias que não te pertencem,
promessas que não sustentaram o tempo.
Mas apesar de tudo,
meu coração ainda sabe renascer.
A esperança não é tola —
é a força que me empurra para dias limpos,
para um amor que venha inteiro,
verdadeiro, firme, sem passos pela metade.
Eu sigo em frente.
Não nego a dor, nem o que senti,
porque só quem já amou de verdade
tem coragem de recomeçar.
E eu vou viver feliz,porque eu finalmente aprendi
que a verdade que dei aos outros
é a mesma que agora escolho dar a mim.
Não peça para eu te mostrar o que vejo,
porque o que meus olhos enxergam em ti
não cabe em nenhuma explicação humana.
É um choque de luz e sombra,
um terremoto silencioso rasgando tua alma.
Eu não posso traduzir a amargura
que se esconde no breu do teu olhar,
essa dor antiga que você guarda
como se fosse relíquia,
como se fosse destino.
E também não posso te convencer
de que em cada palavra tua —
seca, dura, cortante —
mora um ódio que não é teu,
um veneno que alguém te ensinou a beber,
corroendo o que há de mais sublime em você.
Mas ainda assim… é no meio dessa fúria maravilhosa
que meu amor te reconhece.
Porque teu caos chama o meu,
teu desespero conversa com o meu peito,
e tua verdade — mesmo áspera —
me envolve como chama que não destrói,
apenas revela.
E se um dia você permitir,
eu te mostro que, por trás do teu espanto,
ainda existe um coração pedindo para amar,
implorando para viver livre e feliz,
gritando para ser salvo.
Salvar você é o mesmo que salvar o mundo
das dores que sonham felicidade.
E eu vou te salvar.
O tempo é um rio lento,
desliza sem cessar,
só vai me alcançar
se eu um dia parar.
Passos ecoam no vazio,
sombras que vão e vêm,
mas sigo meu caminho,
solitário também.
Vou desbravando as molduras desalmada,
Desenhado meus sonhos devastando pensamentos eufórico
Para eu chagar em paz no meu lar.
O que me importa
se um dia eu encontrar o que foi perdido?
Nada do que volta retorna inteiro,
nada do que partiu regressa sem feridas.
O tempo não devolve,
ele transforma.
E, às vezes, o que chamamos de perda
é apenas o peso que precisávamos soltar
para seguir respirando.
Se um dia eu reencontrar o que se foi,
quero que me encontre diferente:
mais firme, mais claro,
com a coragem de quem aprendeu a atravessar
as sombras que um dia o medo escondeu.
Porque o que realmente importa
não é recuperar o que se perdeu,
mas descobrir quem eu me tornei
no caminho entre a queda e o recomeço.
Se um dia eu reencontrar o que se foi,
quero que me encontre irreconhecível —
não mais refém dos meus próprios gritos silenciosos,
mas dono das minhas cicatrizes,
firme como uma rocha que não se quebra,
claro como o sol depois da tempestade.
Carrego na pele as marcas da coragem,
a força que nasce ao olhar de frente
o abismo onde o medo tentou me soterrar.
Não há sombra que me assombre agora,
Sou o autor da minha história,
livre para ser tudo o que um dia temi ser.
Mulher virtuosa, você me envolveu em um êxtase tão profundo que eu nem imaginava existir caminho para chegar. Tua força selvagem, essa loba furiosa que devasta e acende, veio como um vento quente que arranca máscaras e certezas.
Em tua sensualidade incontida, encontrei um território novo — um mapa que eu jamais soube ler, mas que teu toque revelou. Cada gesto teu era bússola, cada suspiro, direção.
E, sem perceber, desembarquei no aeroporto do amor: esse lugar onde a alma pousa cansada e acorda inteira, porque foi tocado por alguém que carrega virtude, intensidade e verdade no mesmo corpo.
Eu não vou por ninguém — vou por mim.
Caminho na direção que minha alma aponta,
sem pedir licença, sem buscar aplauso.
Porque quem vive para agradar o mundo
acaba perdendo a própria voz.
Eu não faço pra agradar ninguém,
faço porque é minha essência,
porque carrego na pele a marca
de quem aprendeu que liberdade
não se negocia, se conquista.
E eu não posso te amar antes de mim.
Antes de oferecer o peito, eu cuido dele.
Antes de entregar o coração, eu o fortaleço.
Porque amor que nasce do abandono de si
não sustenta ninguém — apenas destrói.
Se eu escolher ficar, será inteiro.
Se eu escolher amar, será verdadeiro.
Mas nunca mais deixarei minha alma por último.
Minha prioridade sou eu —
e quem quiser caminhar comigo
precisa saber que amor não é prisão,
é parceria.
E começa sempre dentro da gente.
Eu não vou me esconder,
porque você já conhece o fogo que trago no peito.
Sabe das minhas intenções,
essas que não cabem em silêncio nem em disfarce.
Intenções de te amar sem limites,
de incendiar teu corpo com meus desejos furiosos,
de te tomar pela paixão extravagante
que nasce só quando teu nome toca minha pele.
Você está aqui, mulher,
vivendo em cada parte do meu mundo,
respirando dentro dos meus sonhos,
ocupando o espaço onde antes só havia vazio.
E se o amor é tempestade,
eu aceito ser o vento, o trovão, o relâmpago —
tudo,
desde que você continue sendo
a razão ardente da minha vida.
Oh, mulher…
Fez-me duvidar se você era abrigo
ou mais um deserto onde eu poderia me perder.
Foi na aridez do teu silêncio que tentei saciar minha sede,
esperando que tua voz fosse chuva,
mas encontrei tempestade, fogo e areia.
Cada passo até você foi travessia —
entre o medo e a coragem,
entre a entrega e a cautela.
E mesmo assim, escolhi habitar teu corpo e tua alma,
porque entre o vazio e o infinito,
prefiro arder no teu fogo
a morrer no frio de qualquer ausência.
Amar é sempre arriscar:
é caminhar no fio entre cair e voar,
entre ser abrigo e se perder no deserto.
Mas quando teu abraço me alcançou,
tudo ficou claro:
o amor não é terra firme nem miragem…
é o caminho que escolho trilhar contigo,
mesmo sabendo que nele há pedras,
é com você que estou.,
Eu não sei bem o quanto as pessoas dizem,
nem decifro os delírios que habitam suas consciências.
Será que a ciência, com seu farol incansável,
ainda vai revelar algum mistério?
Uma parte de mim é pura consciência;
a outra, ciência que tenta me compreender.
No sim, nasce a certeza que acende o pensamento;
no não, repousa o silêncio que insiste em nos questionar.
Assim como as estrelas, que não revelam sua beleza
a quem não levanta os olhos para o alto.
Eu ensaiei por tantas vezes, longe de você e de todo mundo,
num palco onde éramos só eu, você e o vazio que o silêncio faz.
Ali, na quietude, criei os poemas mais sinceros, feitos só pra você,
desenhando teus beijos em cada curva do meu corpo,
onde a fúria dos desejos arde como chama impossível de apagar.Mulher bonita, encantadora, maravilha que transforma meu mundo,
você é o sonho que os meus olhos não cansam de perseguir,
a melodia doce que acalma meu peito inquieto,
a razão porque cada verso é um suspiro, um grito contido.E mesmo quando a distância nos desafia, sinto você aqui,
no pulsar da minha pele, no ritmo louco do coração em festa,
porque amar você é viver o impossível sem medo,
é acreditar que entre o silêncio e o caos, só existe o nosso amor.
Ela é a minha ideia de perfeição,
a mulher que o coração reconheceu antes mesmo de eu entender.
Quando penso nela, nasce em mim um desejo manso e profundo,
um querer que não se explica, apenas se sente.
Tenho amor por ela — um amor que cresce silencioso,
que ilumina os dias, que aquece a alma.
Tenho carinho — desses que tocam sem precisar de mãos,
que abraçam mesmo à distância,
que prometem presença mesmo no silêncio.
E tenho desejos…
desejos que não são só do corpo,
mas da alma que anseia caminhar ao lado dela,
do coração que deseja repousar no dela,
dos sonhos que já começam a chamar seu nome.
Ela é a minha ideal,
a que desperta o melhor em mim,
a que faz meus pensamentos florescerem
e meu sentimento transbordar.
Sei que não a escolhi: foi meu coração que a encontrou.
E desde então, só sei sentir —
forte, verdadeiro, inteiro —
por ela, e por tudo o que ela desperta em mim.
O que vou fazer quando eu chegar
e não sentir o calor da tua presença
esperando por mim na porta?
O silêncio da casa vai doer,
como se cada parede perguntasse por você.
O que fazer nessa hora em que o mundo parece maior,
e eu me sinto menor sem o teu abraço?
Ficar longe de você é uma ausência que pesa,
um vazio que não se disfarça,
porque é você quem me faz bem,
quem acende o meu dia,
quem acalma o meu coração.
E é nessa distância, ainda que breve,
que eu descubro o tamanho do meu sentir:
a verdade de que a tua falta ecoa,
e o meu amor por ti permanece firme,
esperando o momento de te reencontrar.
Desde o início, muitos repetem: Eu vou deixar tudo na mão de Deus, Ele sabe o que faz. Essa frase soa como um alívio, uma forma de se esquivar das próprias responsabilidades. Mas será que é realmente fé ou apenas comodismo?
É muito fácil transferir para o divino aquilo que exige esforço humano. A fé não deve ser desculpa para a inércia. A própria Escritura afirma: Quem não deseja trabalhar, não pode comer. O trabalho é parte da dignidade humana, é o que nos conecta ao propósito e nos permite construir, transformar e sustentar a vida.
Deixar tudo nas mãos de Deus sem agir é como esperar a colheita sem plantar. A fé verdadeira anda de mãos dadas com a ação. Deus dá força, sabedoria e oportunidade, mas cabe ao homem levantar-se, lutar e produzir.
Portanto, não se trata de abandonar a confiança em Deus, mas de compreender que Ele nos chama à responsabilidade. O mundo não se move apenas pela oração, mas também pelo suor e pela coragem de quem decide agir.
Por favor, mantenha a porta fechada.
Não temas — não há risco de invasão.
Eu já estou do lado de fora,
e não existe em mim sequer a sombra de voltar.
Quando a porta se fecha, não é apenas madeira e ferro.
É escolha. É sentença.
É o fim que não precisa de palavras,
apenas do silêncio que pesa e confirma.
Alguns caminhos não se desfazem em gritos,
nem em despedidas longas.
Eles se encerram assim:
com a firmeza de um gesto,
com a certeza de que não há retorno,
com a dignidade de quem sabe que partir também é necessário.
Eu sinto a tua presença
Aqui, bem pertinho de mim
E penso também assim
de um jeito que você mesma
Poderia deixar-se ficar
Abismada
Sem explicação, nem nada
Por pensar que nem você pensa
Quando sozinha
Escuridão à meia-luz
Um denso silêncio
Entristece as madrugadas
Mesmo assim
Eu sei que ri
Sabendo-se também aqui
Pois esta minha imensa vontade
Me traz a sua presença
e põe aqui, pertinho de mim
E não me sinto mais, tão sozinho
E é muito doce
Essa presença
que meu pensamento trouxe
Enquanto isso...compromisso
Em olhar os ponteiros lentos
Contar momentos
e devorar cada hora que separa
A mim mesmo dessa alegria
Há tanto tempo adiada
de simplesmente olhar
e saber o quanto é bom
e respirar o mesmo ar
na escuridão da madrugada
Te olhando e olhando
e mais nada
Edson Ricardo Paiva
Hoje, ao cuidar do jardim
Eu pensei assim:
de que me vale cuidar da flor
se não tenho um amor
pra quem eu a possa ofertar?
E logo em seguida
surgiu-me mais uma pergunta
De que me valeria amar alguém
Se não a tivesse junto a mim
E se junto a mim, o amor acabasse
Pode ser que o amor durasse
E o desenlasse não fosse feliz
De que me valeria fazer tanta coisa
Se o mais importante eu não fiz
E de que me valeria fazer o mais importante
Se de instante em instante
A vida passa
E se a vida não passasse
Qual seria a graça
De ficar pra sempre nessa dor
E qual é o motivo da pressa
Em morrer sem viver
Sem flor a chorar por mim?
E então, nessa hora eu pensei assim:
Acho melhor eu cuidar desse jardim
Edson Ricardo Paiva
Eu queria saber
Por que é que eu insisto em me perguntar
Sobre coisas que não tem resposta
É como morrer mil vezes
Enquanto se vive uma vida
Que nem chega a ser assim ...
Tão longa
O mundo esconde o valor das coisas
Enquanto a vida vai vendendo
O que não vale quase nada
Até que um dia
Vem o tempo e nos desvenda
A esses e a tantos segredos
Carregados de mais perguntas
Somos cegos
Seguindo os caminhos traçados
Guiados pelas vozes de lobos vorazes
Que a bem da verdade sempre foram
Muito mais cegos do que nós
Não percebem, não sabem
Que aquilo a que se busca
Não se pode alcançar
É como um raio de luz colorido
Caindo do Sol pela manhã
E o azul do Céu, que desaparece
No momento em que a gente o toca
Felicidade, uma ilusão
O brilho da Estrela deixou de estar lá
E a vida não é como se pensa
Durante a guerra sempre os rios congelam
E os seus invernos são mais frios
Parece que foi sempre assim
A vida nos nega um sorriso
Justamente nos momentos
Em que tudo que mais se precisava
Era de um sorriso, simplesmente
Eu queria ter palavras
Pra explicar que não tenho respostas
Tem dias que o que mais desejo
É saber a verdade das verdades
Mas a única palavra que me vem
Me causa o querer e a vontade
de não querer saber mais nada.
Edson Ricardo Paiva.
Eu peço a Deus
que me livre de estar perto
no dia em que toda existência
Tiver sido um livro que já foi lido
Eu quero viver no Saara
Cujas estrelas no céu
Não param nem para brilhar
Eu também quero um olhar amigo
Que me leve no abrigo de uma oração
E que eu traga comigo, em meu coração
Qual sarça não consumida
Um jogo de paciência
Maior que o poder do fogo
A força que não supera
A divina ciência, aquela que ensina
Ser a simples passagem do tempo
A semente que cresce
Pra envelhecer em floresta
E agora aquele imenso mar, evapora
Mas eu vou estar bem distante
Quisera trazer comigo nesse dia
Uma boa lembrança qualquer
Poder renascer criança
Num lugar onde Deus quiser.
Edson Ricardo Paiva.
Era somente o silêncio
De um tempo que se foi
Era noite
Todo mundo queria
E um dia eu também quis
Amanhecer distante dali
Porque pensei
Que poderia voltar lá
A qualquer instante
Percebia em meus ouvidos
O ruido mágico e único
Na paz do silêncio
Que de longe vem
Naquele mágico momento
Que o silêncio a tudo diz
E tudo faz sentido
Era o encanto do não saber
Que a brisa a soprar lá fora
Depois de ir embora, não volta
Era um pensar inocente
Que tudo aquilo nos pertencia
Era da gente
O silêncio em silêncio ficou
Pediu ao tempo que dissesse
Que a vida ao redor
Tem vontade própria
E nos convida a viver
Mas o viver da vida
Obedece
À sua própria vontade
E não a nossa.
Edson Ricardo Paiva.
