Poesia eu sou Asim sim Serei
“Todos buscamos explicações sobre ‘onde vou?’, ‘de onde vim?’, ‘quem sou?’. E o brasileiro, especialmente, não tem formação católica, não tem argumentos, tem uma fé irracional, subjetiva, se deixa influir... tudo vale. Mas, a Parapsicologia está avançando. O clero está se formando mais, os catequistas e as pessoas cultas... Então, a verdade terminará por se impor. Já se percebe isso em todo mundo, especialmente pelos estudos dos milagres, que são fatos do nosso mundo. Há muitas conversões. A promessa de Cristo se cumprirá: ‘haverá um só rebanho e um só pastor’. Por quê? Principalmente por causa dos milagres.”
Na vida busco um compromisso com a lógica com o pragmatismo, não sou isenta, não sou moralista de ocasião e sou afeita ao polemismo que gere aperfeiçoamento do pensamento social para tornar a convivência respirável entre as pessoas.
Namoro virtual é para os pacientes. Sou poetisa, o meu verdadeiro namoro virtual existe na minha cabeça, esse namoro virtual usual não é para mim.
Às vezes não me quero inteira. Noutras transbordo intensamente. Sou o preenchimento absoluto de todos os meus vazios.
Sou mulher de bons papos e proveitosos. Esse negócio de futilidades, já não cabem mais no meu espaço.
No amor sou egoísta. Quero o inteiro, o sensato, o perspicaz, o maduro, o ilimitado. No amor ou vem completo ou nada feito. O superficial não está no meu dicionário. Quero o vendaval, a calmaria, o grito, a paz, o escuro, o claro, o manso, o cruel, o limitado e o ilimitado, tudo ao mesmo tempo. Quero o equilíbrio de todos os pesos da balança. Afinal, metade não me satisfaz. Sou inteira por dentro e por fora. Sou inteira até dentro de outra metade, esperando para formar o inteiro e manter o equilíbrio das massas do universo. Portanto, não me venhas com metades, traga consigo os complementos, para formarmos o total...
Sou adulta o suficiente para ter que ficar ouvindo conversinhas bobas. Tome iniciativas se quiseres me conquistar ou ficarás à mercê de pequenas atitudes infantis.
Sou de várias formas, vários atos e vários impulsos. Mudar? Apenas se estas mudanças forem para melhorar a minha vida e de outras pessoas.
Não sou obrigada a compactuar com certas atitudes. Tenho meu ideal de vida e dele faço a minha morada.
Que a vida me ensine a ser melhor do que já sou. Ensine-me a buscar a essência que vive nas profundezas do além e me liberte das correntes que eu mesma criei.
Sou um pensador e não um mero reprodutor de ideias. Nunca tive medo de pensar diferente da grande maioria. A propósito, as grandes descobertas, via-de-regra, sempre tiveram a sua origem no fato de alguém ousar pensar diferente daquilo que era, até então, o convencional.
nem toda lei é justa e, se obedeço a leis injustas, sou também culpado pela perversidade do sistema.
Me chamaram de sensível demais , sou e não tenho vergonha de ser , tenho raiva porque assim sou frágil através das maldades alheias, mais não mudo minha essência ser de verdade é pra poucos e eu sou de verdade e nunca irei mudar !
Tenho inclinação para me destruir, sou o martelo e o muro que trinca. Cada falha vira sentença, cada pensamento uma marreta contra mim mesmo. Temo a força das minhas próprias mãos, que insistem em demolir o pouco que ainda permanece de pé.
Sou uma pessoa feliz, presa num inverno que insiste em ficar. Carrego o sol na memória, o riso nos ossos, o amor em cicatrizes abertas. Mas, por agora, é a tristeza quem ocupa o palco, enquanto minha alegria espera, quieta, nos bastidores.
Na madrugada silenciosa, sou único habitante do meu universo interior. O quarto se expande em paisagens oníricas que existem só em mim, cores e estrelas que brilham enquanto sonho acordado, mas desaparecem ao nascer do dia.
Mesmo cercado de vozes, às vezes sou só silêncio. Aprendi que a solidão não mora na falta de pessoas, mas no espaço invisível entre o que sinto e o que o mundo enxerga. Há dias em que sou multidão por fora e deserto por dentro, mas ainda assim, sigo procurando um olhar, um gesto simples, que me alcance além das palavras.
Preso a esta cadeira, sou tronco retorcido pela dor, mas ainda assim, tento me erguer, mesmo que o vento forte, vindo do leste, queira me dobrar como galho em dia de tempestade.
Sou como um relógio quebrado… Já não marco as horas, não desperto, não sirvo de guia. Apenas ocupo espaço, imóvel e silencioso… E quando alguém me olha, tudo o que vê é o instante exato em que entrei em colapso… Como se minha existência inteira fosse resumida ao segundo em que parei de funcionar.
Sou como um barco furado… E meus pensamentos, como as águas do mar, vão, lenta e silenciosamente, invadindo meu interior. Não há resistência, não há conserto… Apenas a certeza inevitável de que, pouco a pouco, eu vou afundando.
