Poesia eu sou Asim sim Serei

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⁠Mirim Doce

O teu nome surgiu durante
a Guerra do Contestado,
pelo Rio Taió as toras
de madeira que chegavam
por ti eram abrigadas,
e assim as tuas Histórias
começaram a ser escritas.

Minha Mirim Doce,
foi percebida a presença
da abelha mirim em ti,
porém o teu mel era doce;
e a poesia absoluta
da Cachoeira da Pedra Lisa
só a mim pertence na vida,
e todos os dias me brinda.

Amada Mirim Doce,
há muito para conhecer
da tua gente de origem
alemã, cabocla e italiana,
és terra linda de beleza
que os olhos encanta
e da inabalável lembrança.

Minha Mirim Doce,
por tudo o quê fostes,
és e na vida será,
o meu coração sempre
na vida te amará
com tuas tradições,
e suas infindáveis paixões.

A tua gente sabe ser
hospitaleira muito
além da Festa do Arroz
da Festa do Peixe e do destino
que trouxe para uns
o orgulho de aqui ter nascido
e para outros a honra
do coração ter a escolhido.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Rodeio Infinita

Minha Rodeio infinita,
é a minha cidade bonita
que a Via Láctea admira.

Do Médio Vale do Itajaí
é a poesia coroada
e pelo meu amor abraçada.

Minha Rodeio infinita,
silenciosa e na sua paz
amorosa tenho o descanso.

Do Médio Vale do Itajaí
não conheço tão melódico
canto e é por isso que te amo.

Minha Rodeio infinita,
ornada pelo Rio Itajaí-Açu
é o meu recanto de alegria.

Do Médio Vale do Itajaí
não sinto vontade
de ir embora daqui

Minha Rodeio infinita,
tu és minha inspiração
do dia-a-dia e adoro viver aqui.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Caminho do Peabiru

Minha terra sem males,
minha Cananeia poética,
minha São Vicente bendita
cheia de beleza e poesia:
a minh'alma te reverencia.

Minha terra sem males,
Florianópolis misteriosa,
rendeira, amorosa por
Deus muito bem feita
que os olhos sempre beija.

Minha terra sem males,
meu caminho a pé direto
ao paraíso e céu profundo
deste Hemisfério Celestial Sul:
por ti tenho o amor do mundo.

És meu Caminho do Peabiru,
três as pedras fundamentais,
meu amor terreno e sublime,
por ti tenho divino apego
e vivo por tudo que em ti existe.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Rodeio no Natal

Acordei antes do sol
raiar sobre o lindo
Médio Vale do Itajaí
e o badalar do sino
da nossa Igreja Matriz.

As ruas da cidade
estão vazias, as casas
e os corações cheios
de agradecimentos.

De braços dados
com a inspiração
escrevendo poemas
e sendo oração
também agradeço.

Morada abençoada
de belezas mil,
pedacinho de terra
do nosso amado Brasil.

Rodeio no Natal
mesmo nublada
com o Pico do Montanhão
encoberto é a criação
em festa e descanso.

Badala neste instante
o sino da Igreja Matriz,
a luz do dia se levanta
ainda mais radiante
e a fé que não se cansa.

Rodeio no Natal
eu celebro com o coral
dos pássaros a cantar
pedindo pela paz mundial.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Entre o Oriente e o Ocidente
trazendo o signo peregrino
de ser poetisa como destino
que a ponta desta caneta
e a toda a minha inspiração
dançam uzundere no papel
para capturar o seu coração.

Com o romantismo dos séculos
sei que sou capaz além
da poesia de te fazer tocar o céu,
porque no meu silêncio
a certeza vem ganhando terreno
de pertença em tuas mãos.

Entre o Oriente e o Ocidente
somos o sonho incansável,
o minarete perene,
os sinais dos vitrais coloridos
e os nobres tapetes estendidos.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Rodeio na Véspera de Ano Novo

Em busca do brinde festivo
d'alma apaixonada,
mantenho-me agarrada
no contentamento ao olhar
as belezas das nossas
matas e a gratidão
ao Pico do Montanhão.

Continuo sendo a poetisa
desta cidade de Rodeio
na véspera de Ano Novo
e a espera que novos poetas
venham surgir no meio
do nosso amável povo.

Para que a fé na vida,
a inspiração e a poesia
não venham se perder,
a licença poética sempre
peço ao Rio Itajaí-Açu
para com os dias a cada
vez mais vir me enternecer.

Esta alegria de florescer
e de sentir o brilho do Sol
a me beijar e aquecer
traz a mensagem sublime
que fortalece pleno
e faz senhor o enamoramento.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Rodeio depois do Natal

Rodeio depois do Natal
o sol veio nos visitar,
O jardim do tempo
começou a se movimentar
trazendo as suas nuvens
de algodão escuro
no finalzinho da tarde
enfeitando o céu
do Médio Vale do Itajaí
para a noite chegar.

Agradecendo as dádivas
do céu e da vida,
Escrevo poesia para quem
sabe um dia te entregar
e a vir nos decifrar;
Com os celestiais cantos
dos pássaros deste
nosso Hemisfério Sul
tenho o privilégio
de ter como me inspirar.

Rodeio depois do Natal
com a percussão delicada
das folhas embaladas
pela brisa vespertina a refrescar,
Estou em meu silêncio austral
com uma intuição inabalável
serenamente a contemplar
a previsível rota que irá nos colocar na hora certa e no mesmo lugar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Bom Jesus do Oeste

Bom Jesus do Oeste,
nasceste Linha Gaúcha
e o teu nome consagra
a quem se deve
toda a mais grata prece.

Bom Jesus do Oeste
tu és filha gentil dos caboclos,
e desta História todos
admiram, a gente reconhece
e virou o destino de povos.

Bom Jesus do Oeste,
tu és reconhecida pelas tuas
matas, cachoeiras e belezas,
e deste caminho de ternuras
o meu coração está entregue.

Bom Jesus do Oeste
amo a tua gente amável,
vou onde o vento do Oeste
a araucária ainda venera,
és fortuna brasileira e poética.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Balneário Barra do Sul, relicário

⁠Balneário Barra do Sul,
meu precioso relicário,
Te levo no meu peito
sacrário em no segredo
pintado de azul sagrado.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Rodeio Poemário do Vale

Tu és o meu poemário
perfeito que levo
em mim o tempo todo,
Rodeio poemário do Vale
és o meu recanto de paz,
de aconchego e de liberdade.⁠

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠⁠Ascurra Poema



Erguida como homenagem

para uma glória patriótica,

És filha de povo de pé

que não teme tempestades,

És cidade poema de métrica

perfeita e de sabores

bem postos rimando na mesa,

Ascurra poema és cheia

de beleza que com teu amor

todos os dias me captura

para ti como doce sentença.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠No alto a serra,
o passado
não querem
que a encerra.

Temem a liberta
porque cedo ou
tarde o poder
irá escapulir
das mãos
de quem pensa
que a governa.

Na ponta da
lança ela está
sofrendo todo
o tipo de cruel
perseguição,
e suportando
muito além
da rendição;
e clamando
com canto
e poética
para evoluir
a consciência
em convivência.

Os heróis
de Palmares
me concedam
a clemência
porque se é para
ser quilombo,
e resistência,
vou até a última
consequência.

Porque eu que
vivo escapando
todos os dias
das prisões
e fazendo
revoluções,
prefiro muito
estar mais sob
a proteção
memória
e honra
de Dandara.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Uma vergonha
Que na vida
Não passarei:
É a de prestar
Continência
À bandeira
Do Império
Porque nasci
Descalça,
Brasileira
E ao poder
Não me
Agarrarei,
Na minha
Áurea tenho
O hemisfério.

Não repito
Lema do
Passado,
Não aplaudo
Quem entoa
Tão pesado
Fardo exaurido:
'Brasil ame-o
ou deixei-o',
Na minha
Alma tenho
O indígeno
E o mistério.

No meu peito
Está escrito
Com o brilho
Das estrelas
Do céu da Pátria,
Com o verde
Das matas,
Com o amarelo
Das nossas
Riquezas,
E com o
Amazônico
Azul do mar
Que com toda
A mística
Consigno:
Brasil ame-o
ou ame-o.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Força que há muito
Tempo na vida sabe
O quê é esta batalha,
Em cesta de palha
Se criou e cresceu.

Não é nenhum pouco
Uma 'cigarra' humana,
Pelos direitos reclama
De quem a ofendeu.

No barco não quer
Estar porque é sereia,
E nem aceitaria o seu
Bobo convite porque
Dele quer sobreviver.

Não foi correto o quê
Foi feito com ela,
Não haverá chance,
Não há mais lance.

Porque de longe ela
Não precisou largar
A mão de ninguém,
Sozinha se cuidou
E não vai embarcar.

Não aceita grosseria
Nem em alto tom,
Não se curva a tirania,
Não dança esse som.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Cedo conheci
a dureza da
vida no início
do decolar da
democracia,
Tenho um jeito
duro de falar
as verdades
para prevenir
dos abismos
do destino que
são cavados
pelas leis.

Para um povo
em transe
entender
os segundos
faltantes
para combater
o fascismo
não seriam
o bastante
para o povo
voluntariamente
ensurdecido.

Podem vir mil
solos de guitarra
que não serão
suficientes,
Resistência
é um caminho
que abre a
vida inteira.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Suramérica,
terra virada
em sanções,
conspirações,
eleições,
alucinações
e repressões.

Por aqui nem
eu sou mais a
mesma: até o
meu Brasil que
era lugar de falar
não pode mais
se expressar.

Temos que ter
cuidado porque
até no cotidiano
querem nos
censurar e não foi
diferente com
os universitários
que o Judiciário
tentou os calar.

Foi cena
de censura
bem na sua
cara que
afrontou
de maneira
explícita
o direito de
manifestação,
não tente me
convencer
que não.

Não há como
fingir que
não viu e não
ocorreu
tal tirania,
pois não
me permito
ignorar
ou banalizar,
antecipo
a minha
queixa
porque
não quero
jamais
pagar
para ver,
versejo
para não
esquecer.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Botuverá

Do Médio Vale do Itajaí
tu me brinda com
brilhantes da História
do teu nome tupi-guarani.

Do Médio Vale do Itajaí
és meu porto seguro
onde tenho o amor
mais puro do mundo.

Em cada caverna tua
há um mistério meu,
que razão nenhuma
tem capacidade de ver.

Do Médio Vale do Itajaí
és o meu Porto Franco
desde o primeiro dia
que me apaixonei por ti.

Cada centímetro teu
de Mata Atlântica
é a razão de ser meu
grandioso Botuverá.

Do Médio Vale do Itajaí
festa melhor que a tua não há,
por isso meu Botuverá,
espero a Festa Bergamasca.

Porque o teu amor está
em mim, não vou desgarrar
e tua herança da imigração
para sempre vou honrar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Botuverá dos Ribeirões

No Rio Itajaí-Mirim és
o meu destino eternamente,
Unidos pelas correntezas
da vida simplesmente,
Minha linda, Botuverá,
te amo perpetuamente!

Na palma da mão de Deus
está escrita os seus afluentes,
Como sou a poetisa
deste Médio Vale do Itajaí,
eu consegui ler que
que Ele nos ama simplesmente.
E no final da História seremos
o nosso amor eternamente.

No Ribeirão Cristalina
encontrei o teu amor
a poesia da minha vida,
És a Botuverá infinita
que já estava prevista
prá ser para toda a vida.

No Ribeirão do Sessenta
tu já era mais que um poema,
e eu ainda não estava atenta...,
Botuverá és minha fortuna,
o teu amor sempre compensa
e tudo o quê vale a pena.

No Ribeirão Porto Franco,
sempre foi motivo para lembrar
o porquê de eu te amar tanto,
Posso navegar a noite toda
e andar por cada pedaço teu,
que jamais desta vida eu me canso.

No Ribeirão da Gabiroba,
te vejo a cada dia mais próxima,
Porque no fundo, linda Botuverá,
somos uma inseparável História.

No Lageado Alto e no Baixo
de ti jamais me separo,
Só de ouvir o teu nome,
o meu coração fica disparado
e nestes ribeirões deixei
o poemário um dia ocultado

No teu Ribeirão do Ouro,
minha Botuverá valiosa,
declaro para devidos fins
que o seu valor é de poemário
e acima está de qualquer tesouro.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Braço⁠ do Norte

Entre a Serra Geral e o Mar
a história do povo originário
e dos desbravadores onde
arpeja o Rio Braço do Norte
ergueu uma cidade de gente
honrada e forte que emoldura
com beleza o sul catarinense.

Montes, vales e colinas
repletam com mistérios
o imaginário contemplativo,
Quedas d'água, córregos e rios
adornam com ternura
a terra que retribui com fértil
e gentil beijo ao Homem.

O curso da água doce
com o mar se encontra,
O tamanho do amor que tenho
por Braço do Norte perdi a conta:
Só sei que verei a Lua surgir
e o Sol nascer além da conta.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Se soa do
jeito dele
como vós,
ele não
pertence a nós,
mesmo que
tente reescrever
a história tal fato
não apagará
da memória:
ele não é santo,
ele se trata
de um algoz,
ele é feroz.
O mascarado
proferiu
que ele soa
como
os 'deles',
não há
como fingir
que não,
o quê saiu
da boca
o condena,
e agora
quer fingir
que nunca
foi investido
na discórdia,
mas Deus está
evidentemente
vendo e não
há como
dissimular para
Ele e para quem
sabe observar,
só Ele concede
a misericórdia,
ele quer apagar
a História.
Ofendendo
da pior maneira
quem quer
defender
a sua existência
fazendo a justa
resistência,
ele não merece
a sua confiança
porque é incapaz
de debater e de
colocar freios nos
seus servos,
e sobretudo
nos seus lacaios
das profundezas
dos infernos.

Inserida por anna_flavia_schmitt