Poesia eu sou Asim sim Serei
Somos cercados pelo privilegiado
verde do Médio Vale do Itajaí,
ainda chove e faz frio por aqui
e quando as flores azuis
do tempo voltarem a florir,
Prometo que vou te levar
no Horto da Irmã Eva
onde se preserva as plantas
nativas da nossa terra.
Na volta do nosso passeio
você vai tomar um bom
café com cuca sabor de Rodeio.
No final vai agradecer porque veio
e nunca mais vai pensar
em querer na vida outro endereço.
Entre as Guajuviras
estão as inspirações
correndo divertidas,
As poesias seguem
com as aves rumo
as aventuras que
haverão abrir rota
para que você venha
e comigo permaneça.
O Gigante Adormecido
de Montenegro é irmão
de outros gigantes que
nos protegem dia e noite
de todo o mau tempo,
De nenhum deles não
é preciso ter medo;
preciso só ter respeito,
Agora você conhece
a alma do segredo.
A História de Soledade
é a prova que quando se pede
ajuda para Nossa Senhora,
A Mãezinha sempre te coloca
sempre no caminho certo,
Para entender ela aponta os sinais
e não nos abandona jamais.
No horizonte vejo
o tempo fechado
e a chuva molhando
as Perobas-Rosas,
E como a Poetisa
de preces amorosas
vou entregando
o meu coração-poema
mesmo que você não veja.
O teu aroma de amor
vem pairando no peito,
As Perobas do Campo
saúdam gentis o tempo,
Chovendo tanto a poesia
regente tem sido o privilégio,
Com ela não há contratempo
quando se sabe o destino certo.
As Caviúnas com graça
o caminho enfeitam,
As suas sombras fazem
artes de muitas luas,
Te amar com poesia
silenciosa faz parte,
Você não quer outra
coisa comigo que
a não ser compromisso.
O meu poema Grimpeirinho
se alimenta de um único
fruto que é o seu amor divino,
E nasceu feito para dar asas
e voar com a sua imaginação.
Forças obscuras ensinam
odiar onde você nasceu,
Ensinam odiar uns
aos outros por serem
ou pensarem diferentes,
Ensinam odiar a sua
cultura e origens,
Ensinam a destruir
os seus ideais
e as referências visuais,
Ensinam odiar a sua
Fauna e a sua Flora,
Ensinam a desvalorizar
a sua própria História,
Ensinam a você ter
vergonha de si mesmo,
Ensinam que a pensar
que nada tem mais jeito,
É assim que ocupam uma Nação
sem dar um tiro ou quando
ocupam você não tem mais razão
para lutar porque não te dão
tempo para pensar e respirar,
Só sei que se você não se der
tempo para pensar e respirar,
Num piscar de olhos fazem
a mudança de uma Pátria
inteira se te deixarem acordar.
Rodeio no friozinho
Tenho saudades de caminhar
bem rente ao Rio Itajaí-Açu,
Rodeio neste friozinho
é um convite no final da tarde
para um café bem quentinho
com um bolo feito com carinho.
Você não acredita na lenda
do Lobo do Cemitério,
Você não acredita no poema
e tudo aquilo que é capaz de fazer,
Depois não venha se surpreender.
Se por acaso você
cruzar com uma
bela moça no seu
caminho é aconselhável,
Não se aproximar
e não tocar na flor,
porque ela pode
assumir o seu lugar,
Este poema conta uma
lenda para te avisar:
cada um no seu lugar.
O Sonho da Fortuna
mostra que não é lenda
que as aparências enganam,
E os sonhos muitas
das vezes nos avisam.
Pode me chamar
de louca quando
cobiço a sua boca,
É claro que quero
te beijar como
quem consome um
delicioso Cambucá,
Não estou aí agora,
é a poesia quem está.
A cavalgada mágica
dos cavalos selvagens
do Céu fizeram ventar,
as pétalas amorosas
da Chuva de Ouro caíram
sobre os nossos ombros
e ao redor se espalharam,
Nesta vereda romântica
minh'alma se entrega
e a sua retribui entretida.
Não é pedir
muito querer
fugir do mundo,
Encontrar a paz
na Toca do Cabo:
Poema de amor
legionário ao teu lado.
Não me esqueci da belezas
das Piaçavas acenando
no horizonte avistadas,
O quê faço com os meus
versos é praticamente
o mesmo que mãos calejadas
fazem com as fibras delas
que servem para varrer
o mal da tristeza e criar
muita arte de entrelaces
levando poemas por todos os lugares.
As flores da Vassoura-Vermelha
coroam com nobreza o azul
do Hemisfério Celestial Sul,
Dessa paixão recolhida
você tem me tornado
a poesia dos seus dias,
Depois de mim a sua vida
nunca mais será a mesma:
Em ti sou a chama amorosa
acesa e absolutamente intensa.
Juqueris poéticos acenam
para nós na estrada
ensolarada da vida,
Te entrego a minha
mão e todo o coração.
