Poesia eu sou Asim sim Serei
Sarandeando para cá
e sarandeando para lá
bem rapidinho no ritmo
desta Desfeiteira soltos
como se fôssemos uma
roda de ciranda fechar,
Você me pegou com
carinho pela cintura
começou a me rodar
e atravessamos a noite
inteira dançando sem parar,
Tenho certeza que no seu
peito para mim tenho um lugar.
Conduzindo o amor idílico
pela mão deixo-me intensa
envolver pela vibração
de amor e total sedução
originária vibrante nas veias,
Cortejando com o coração,
você rendido me retribuindo:
Vou com o meu requebrado
dos meus quadris ao som
da percussão afro-brasileira,
cordas da violas e do mel
das flautas de bambu,
agradecidos pelo milagre,
Olhando no fundo dos teus olhos
e dançando o Siriá nós dois
estamos nos descobrindo.
Sempre que acharmos que não devemos conviver com educação
com quem é bom existirá
sempre alguém que se toca
sobre quem você é de verdade,
E um novo ovo surgirá na porta
da consciência dando origem
a uma nova Cuca adormecida,
assim é a lei que rege a vida.
Quem age como Cuca dormindo
tarde e agindo com maldade
não encontrará mais nem
um único sono a cada sete anos,
e sem se dar conta por estar
afogado no ego apenas existe enquanto a caravana passa,
o galo canta, o destino se cumpre,
o mundo gira e a vida segue adiante.
Para cada batição
tenho escrito uma
nova letra para
animar o seu coração;
Irei nesta Serafina
em roda ou em fila
para buscar a sua
amorosa atenção.
O puçá está preparado
porque o nosso vai
ser lance bem alto,
O peito está apaixonado
e te quero enamorado.
No arrodeio baixo
vou fazer você cair
na minha sedução,
E você não vai pensar
em outra coisa a não
ser em cair na tentação.
E sem nenhum esforço
na hora do arrastão
você estará caidinho,
e se entregará
doidinho a nossa paixão.
Onde o santo e o profano
se encontram o nosso
amor dança o Sairé,
Você é o Capitão do meu
destino e eu a Sairapora
escrita para guiar o seu
caminho e assim a festa
tem feito morada em nós.
Fui dançar a Parixara
com você no coração,
Agradeci ao Criador
por toda a Criação,
Na roda da Parixara,
o bambu batia do chão,
os bambuzinhos
na cintura chacoalham,
as palhas das saias
gentis roçavam
e assim os enfeites
faziam a percussão,
Dançamos a Parixara
para cumprimentar
e para se despedir,
Você sabe que existe
Parixara para tudo,
E que sem você
não vai dar mais
para ficar nenhum segundo.
Porque na verdade nunca deu.
Refeito de tudo você
virá para mim como
Jaebé empenhado
para ter a sua amada,
Viraremos pássaros
e confio que você
fará um lindo ninho
fechado igual
ao de João-de-Barro
para proteger
o futuro dos nossos
filhos de todo o mal
que existe neste mundo.
O Saci é meu amigo
e como reconhecido
Guardião da Floresta,
nós dois temos
um pacto antigo,
Comigo ele também
anda sem que por
você seja percebido.
Morando aqui em Rodeio
Poetisa do Vale Europeu,
trocando o meu peito
amorosamente pelo seu.
Vou capturando nas flores
inspiradoras do tempo
a profética e a poética.
Morando aqui em Rodeio
neste verdejante Vale
com gratificante liberdade.
Em plena segunda-feira
que me leva para tomar
café e me ergue com toda
e gentil necessária coragem.
Daqui do Vale Europeu
a poetisa de sempre sou eu,
O meu amor é só seu,
e o seu coração é todo meu.
Morro Grande Poético
Morro Grande poético
do Extremo Sul
da nossa Santa Catarina,
Por ti morro de amores
e morro de orgulho,
Nos teus rios com
piscinas naturais
de águas cristalinas
tenho mergulhado
em busca de mim
e levado à tona
todos os dias
um novo tesouro.
Morro Grande poético,
digo sempre sim
a esta terra aos rios
que nascem amorosos
na serra escrevendo poemas
desde as encostas
nos cânions altivos,
alegres vales,
nas grotas misteriosas
e que deu assim origem
as cachoeiras de amor
da minha eternidade.
Meu Morro Grande poético,
é na Cachoeira do Bizungo
que me aprofundo,
e na Cachoeira Queda do Risco
me abraço com o destino;
Na Cachoeira do Rio Pilão,
tomo banho de magia
para encantar teu coração,
e na Cachoeira da Pedra Branca,
peço para não perder o essencial
e tudo aquilo que a alma não cansa.
Meu Morro Grande poético,
é na Cachoeira Toca do Tatu
que tenho o meu esconderijo,
e Cachoeira do Arco-Íris
busco sempre o caminho
que me leve a outro melhor
que te coloque no meu amor,
e nas Quedas do Rio Saltinho
agradeço o Criador por ter
feito esta cidade o meu pendor.
Celebrando a Dança dos Engenhos,
dançando a Dança do Bangüê
festejo os teus doces trejeitos.
Vamos dançando até o chão
um seduzindo o outro,
estamos presos pelo coração.
No final de tudo como já
sabíamos sempre foi eu e você
dançando a Dança do Bangüê.
Com todas as tuas manias,
eu te louvando com olhar
e foi te cobrindo de poesias
que você passou a me amar.
No ritmo da vida e dos engenhos
não há como contestar,
tu és a minha música favorita
que eu escolhi dançar.
Toca o Sino da Igreja Matriz
São Francisco de Assis
rompendo com o silêncio
desta manhãzinha fria
daqui da cidade de Rodeio,
o amor para toda a vida
por aqui ainda não veio.
O galo canta a terça-feira
e como poetisa deste
Vale Europeu Catarinense
poesia tenho sempre feito.
Morar em Rodeio é motivo
de orgulho que neste
poemário tenho o feito.
Com a garrafa equilibrando
na cabeça lembrando
da garrafa de canjinjim
do passado que um dia
nunca mais se repita,
Fui dançar com as moças
da cidade a Dança do Chorado,
Você passou na minha frente
distraído e permaneci
com o coração calado,
Porque quando você
passar de novo e estivermos lado
você não vai responder por você,
eu não vou responder mim
e vamos responder por nós
dois aos beijos mais apaixonados.
Conselhos para quem quiser escrever um poema de amor para os seus respectivos amados e amadas:
1- Inspire-se na história de amor de vocês. A História de amor de vocês é única e não queira se parecer com qualquer outra história ou outro poeta. Você pode até ler outros poetas, mas concentre-se na história de amor de vocês.
2- Descreva o cotidiano de vocês.
3- Elogie e se quiser dizer explicitamente eu te amo, não economize.
4- Se quiser descrever os sentidos e os sonhos que este amor provoca em você dependendo do seu ambiente cultural e do nível de profundidade do seu relacionamento também escreva.
Não precisa ser Quaresma
para o Cavalo Invisível surgir,
Fazendo você ouvir
e sentir de outra maneira,
Ele faz da sua consciência
a casa para continuar
a galopar sem parar
e suas ideias inquietar;
Quem vive para desacreditar,
para assombrar e para caçoar,
Sem esforço sobrenatural
acaba assombrado
pelo próprio galope,
Pode ter certeza e esperar.
O Gambá é um bicho
bonito que caça cobra,
escorpião e aranha,
não vim falar sobre isso,
e sim vim te mostrar
como aqui como é a dança.
Estarei no centro
quando a roda for feita,
dançando com um lenço
para chamar a sua atenção,
vou jogar o lenço aos seu pés
e vou te envolver com paixão.
Você fugirá com o lenço
dançando ao redor de mim
com muita provocação,
vou fingir que não
quero nada com você não.
Vou tomar o lenço
da tua mão e dançar
ainda com mais provocação
até você ficar caído
pela minha doce sedução.
O marcador, os cantores,
o Gambá e as palmas
dos dançadores
não batem mais forte
do que os nossos corações
morrendo de amores.
E na alegria deste Gambá
vamos todos seguindo,
dançando e repetindo
os passos como manda o figurino...
Sei de uns que aprontam
e adoram uma fofoca
porque não cresceram,
Depois ficam vendo
o Bicho-Papão debaixo
da cama e por toda a vida,
e fingindo que não percebi
apenas rio da cena divertida.
Amanhece fria a sexta-feira
que comemora Tiradentes,
Que dos Dragões Reais
de Minas Gerais foi Alferes.
Daqui da minha Rodeio
interior do Médio Vale do Itajaí,
aqui do nosso Sul Brasileiro,
a memória repassa a História.
A Derrama e a influência
da Colônia e o sonho,
Todos ganharam outras formas assombrando com novas normas.
Da Independência, o prelúdio
da República e a poesia do herói
cívico e companheiros em muitos
lugares caíram no esquecimento.
Para uns é apenas feriado,
e pode ter certeza que tem
sido assim no nosso Brasil inteiro.
Pare de mexer na casa
do Chibamba,
Se comporte direito
na vida,
Cuide direito da casa
do Chibamba,
Para você não voltar
a ter pesadelos
da época que você
era criança:
Pare de destruir
a casa do Chibamba.
Encaixados delicadamente
como aves em pleno voo,
Você me leva sutilmente
para dançar contigo
a Araruna no meio do salão,
O teu perfume e a sua vibração
desarmaram o meu coração,
e agora não me interesso
em outra coisa que não seja
o próximo passo da mútua sedução.
