Poesia eu sou Asim sim Serei
No rádio
Escutei tocando
Nossa música,
Retornaram lembranças
De bons momentos,
Deu vontade de te ligar
Pedir para voltar,
A saudade apertou
Mas, de repente a música acabou
Assim como nossa história.
Esperando o poema chegar
Na noite silenciosa
A caneta repousada sobre a mesa
A folha em branco
O poeta olhando a parede.
Esperando a vida acontecer
Em qualquer momento
A esperança repousada no coração
Nada passa em branco
Sobre o poeta olhando a parede.
Buscando uma solução para a dor
Encontrei o amor
Senti alegria e mergulhei
E de todo tormento me libertei.
Hoje acordei triste
A mente gritando: DESISTE.
O gás está para acabar
O aluguel que tenho que pagar
A comida na mesa que não pode faltar
Os boletos não param de chegar
Não sei onde isso vai parar,
Quando penso em economizar
Surge um problema para atrapalhar...
O salário mínimo não sobra
Mesmo assim a gente se desdobra
Para manter tudo em dia
E transformar nossa frustração em poesia.
Não faltam palavras
Para expressar o tamanho do amor
Que sinto por você,
O universo não tem tantas estrelas
Não cabe no infinito
E aqui em meu ser
Percebo a eternidade
De um sentimento sem fim.
Mãos trêmulas, o medo que prende
Como um aviso, uma premonição
Trazendo confusão e a mente se rende
Ao terror do acaso tirando o atraso
De um amanhã melhor
Que só vejo em sonhos distantes.
Escrevo o que vem no pensamento
No sopro do vento, no melhor momento
Aliviando a mente de todo tormento
Escrevo para alegrar a alma triste
Que não desiste de sonhar, e persiste
Em querer te amar, toda noite te chamar
Vem me abraçar, nos meus braços se aninhar
Com carinho
Como um passarinho
Ter a liberdade de voar no céu
Que é o infinito amor.
Na calmaria da solidão
Aceito o silêncio
E escuto minha alma
Que chora copiosamente
Por saudade
Do barulho que você
Causava em meu coração.
Minhas mãos
Secando as lágrimas do rosto
Num gesto de amor,
Dizendo que depois da tormenta
Vem a calmaria e o alívio.
Um dia azul
Com o céu alegre
O pôr do sol
Num lindo sorriso
Para a vida.
Um dia verde
Com a esperança
Apontando o amanhã
Confiando em tempos melhores.
O lençol manchado de amor
Da noite anterior
Colisão de planetas
Na órbita da vida
O sentimento abraçando
O desejo transformando
Somos momentos
Gravados para a eternidade.
Ao cair da noite, lembranças vem!
No lindo luar, digo amém!
A vida é bela, nos teus braços
Encontro amor, nossos laços.
Cela da Alma
Entre concreto e ferro, a mente vaga no fluxo... Liberdade não é bandeira, não é hino é ter a parada certa no peito, mesmo se o mundo te engoliu no trecho. Na cela escura, o coração é o único rolê sem custódia.
Quem tá de consciência limpa não teme a sombra do juízo. “Mano, o sistema pode trancar o corpo, mas o pensamento voa tipo pipa sem linha.” Na quebrada do cárcere, a paz é o traço mais rebelde: não se vende, não se rende.
Enquanto o tempo rasteja na parede, a alma dá um grau... Saber que não deve nada é a única cela que não tem grade.
Todo ser humano tem um gênio dentro de si, lutando para sair da escuridão.
Para libertá-lo, basta um pouco de luz para indicar o caminho da saída.
Toda arte tem um autor, e todo autor é um arteiro cheio de arte.
Não existe arte feia, assim como não existe ser humano feio.
Na verdade, o ser humano é a mais bela e perfeita de todas as artes.
Porém, se toda arte tem um autor, todos os autores de todas as artes são
artes do maior de todos os autores: Deus.
Lá vem a angústia a carência e o desespero, vire e mexe na mesma hora sem chamar bem quando que do nada surge o medo.
A escuridão se aproxima toda clareza se perde
atordoado pelo caos da mente, o imenso crepúsculo eu retalho.
As lembranças, cada ponto detalhes cada pedaço!
Aos cacos me refaço em um reencontro no ocaso lá de fora me enxergo sinto a consequência dos egos. -A brisa sopra a pele suavemente se arrepia é lua cheia. Hora!! Sem os impactos eu juro que isto eu não percebia.
Seis horas (Juliano Assis) 23/09/2022
Enquanto Tudo Silencia
O que me paralisa não é o medo
é o excesso. Excesso de sentir, de lembrar,de não caber em lugar nenhum.
Sou feita de silêncio cheio, de girar pra fugir, de tocar o chão gelado pra não sumir. Sou diferente porque sinto fundo, porque leio entre as dores, porque meu caos tem poesia.
E quando tudo pesa, e a voz some no escuro, a escrita me salva, me devolve
palavra por palavra e me volto a existir, nua e crua.
