Poesia eu sou Asim sim Serei

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⁠Entretanto, não se pode um mundo assim, talvez jamais
se poderá um dia.
Enquanto existirem fanáticos, enquanto existirem regalias.
Enquanto existir pobreza, riqueza, centro e periferias
e essa mente demente insistente em ser indiferente,
só de meras palavras será a poesia.

Inserida por log

⁠Amor Verdadeiro

Amar, muitos dizem, mas será genuíno?
Como alguém pode dizer "te amo" sem amar?
Há palavras que deveriam fluir do coração.
Eu acredito nisso e pratico com dedicação.

Por isso, eu só expresso meu amor com sinceridade.
Apenas para aqueles que ocupam meu coração de verdade.
Eu sei, às vezes posso parecer um pouco chato,
Com abraços e palavras de amor, mas é só o meu jeito de me expressar.

O amanhã é incerto, é a realidade que enfrentamos,
Então, a quem amo, apenas quero dizer, sem adiamentos,
"Eu te amo".

Inserida por Harrry

Soneto da Unificação Cósmica

Escrevo sobre a essência da existência,
Em versos forjo a nova cosmogonia,
Unifico a matéria e a consciência,
No altar do tempo, numa eterna sinfonia.

Múltiplas dimensões, numa oculta ciência,
De piramidais segredos em harmonia,
Ergo-me entre o sentir e a transcendência,
Na coletiva mente da minha utopia.

Átomos dançam sob o olhar divino,
Invisíveis laços a turbilhonar com o destino,
Numa interdimensional realidade que defino.

Na vanguardista maquina do despertar,
A consciência se expande ao singular,
Que humanidade sonha em desvendar.⁠

Inserida por AugustoGalia

Requiem for Adílio Lopes

⁠Adília e Adílio, ambos Lopes



oferecer-te um poema
em forma de livro
de receitas
cozer-te pão
para o coração
há tanta falta de pão
para o coração.

(Pedro Rodrigues de Menezes, Adílio Lopes XV)


Adília
e
Adílio
comem
pão
de ló
pelos pés
Lopes.

(Pedro Rodrigues de Menezes, Adílio Lopes, XVI)


imagino-te
como vieste
ao mundo
de pano do pó
na mão
e sem mais nada
por cima
por baixo
mas cheia
de coração.

(Pedro Rodrigues de Menezes, Adílio Lopes, XVII)


Herberto Helder
convida
Adília Lopes
para jantar
duas solidões
uma doméstica
não domesticada
outro uma artéria
sem pressão arterial
ponto de interrupção.

(Pedro Rodrigues de Menezes, Adílio Lopes, XVIII)


o teu cabelo
Adília
o teu cabelo
Adília
é uma rosa
de ventos
ventania
poesia.

(Pedro Rodrigues de Menezes, Adílio Lopes XIX)


os capítulos
capitulam
esta história
no fim triste
cumpriu o destino
de Adílio Lopes
morreu nos braços
de Adília Lopes
no dia em que se conheceram
consta que morreram
Adílio Lopes
os gatos
e só sobreviveu
Adília Lopes
e as suas baratas
mas sobre os gatos
assassinos
que esgatanharam
(não confundir com esgadanhar)
o corpo de Adílio Lopes
ninguém escreveu.

(Pedro Rodrigues de Menezes, Adílio Lopes, XX)


Nota: termina a história de Adília e Adílio, ambos Lopes.

Inserida por PoesiaPRM

⁠"Teu jeito, encanto que me faz sonhar,
No coração, só você quero encontrar,
És o segredo que me faz renascer,
No teu amor, encontro o meu viver." ❣️

Inserida por Francisco_leobino

Início de uma folia, como "Primavera" a desabrochar,
Florescem sentimentos, prontos a se entrelaçar.
Em "Azul da Cor do Mar", mergulhamos fundo,
Nas águas da poesia, onde tudo é profundo.

"Você" é um Sol radiante, a brilhar no horizonte,
Aquece os corações, com sua luz a valer um monte.
Já em "Gostava Tanto de Você", sou navegante,
Em mares de saudade, perdido e distante.

"Não Quero Dinheiro" é a canção do desapego,
Pois a verdadeira fortuna é ter amor, não é segredo.
Em "Do Leme ao Pontal", vou na busca da liberdade,
Brisa que sopra, levando-me a felicidade.

"Me Dê Motivo" é um pedido de despega,
Um convite aos abraços, numa dança de emoção e entrega.
"Descobridor dos Sete Mares", sou desbravador,
Em busca de sonhos, daquilo que traz fervor.

"O Descobridor dos Sete Mares" é um aventureiro,
Que navega pelas ondas do tempo, pioneiro.
"Não Quero Dinheiro", só o que quero é alegria,
Nos pequenos prazeres da vida, todo dia.

Em "Sossego" encontro o refúgio, o meu abrigo,
Onde a calma encontra espaço, sem perigo.
"Você", estrela que brilha com intensidade,
Como "Azul da Cor do Mar", pura felicidade.

E no "Balanço", ritmo contagiante e envolvente,
Danço ao som da vida, alegria insurgente.
"Réu Confesso", sou culpado pela paixão,
Louco por amor, sem nenhuma restrição.

Inserida por Jkyzin

⁠Caminhante do destino

Aquele que não luta pelo seu destino,
Deve aceitar o que o amanhã lhe trará,
Pois no esforço e na determinação se ensina,
Que o futuro é moldado por quem ousar sonhar.

As batalhas diárias, a persistência no caminhar,
São trilhas que definem o rumo a seguir,
Pois só quem busca, quem ousa se superar,
Pode alcançar os sonhos e fazer o porvir.

Não espere o futuro como um mero espectador,
Seja autor da história que deseja criar,
Pois nas escolhas de hoje está o fulgor,

Do amanhã que, com coragem, irá conquistar,
Aquele que não luta, resigna-se à dor,
Mas quem enfrenta desafios, há de triunfar.

Inserida por Francisco_leobino

⁠
Sobre as guerras

A terra borbulha de tanto mal
homens nadam no próprio lago
constroem a vida num lamaçal
semeando a dor de seu afago!

Inserida por Lucianasantana

⁠Como se morta, clama pela vida.
Como se viva, da vida reclama.
Se vê nadando por um mar de drama,
Se vê voando por um céu, perdida.

Pensa: e se a morte me apagasse a chama?
Grita: e se a vida não me for vivida?
Arranca a morte dessa vida, dama.
Mete vida nessa morte atrevida.

Chora: e se a vida pela morte clama,
Como faço para não ser ferida?
Basta que corra quando a chama inflama.
Basta que viva descomprometida.




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Inserida por Versos_Desversados

⁠Minha a'lma
em chama
hoje clama
vejo-a
o seu reflexo pairar
sobre o ar seco ao
meu redor
sem dor
me abraça
me regaça
não é amor
é o calor
sem pudor
já diziam os antigos
a profecia
vem se cumprindo
faço a poesia
dias mais quentes
dias mais frios
é a destruição humana
não tem quem eu o clamar
agora é só reclamar
a vida é uma só
para amar
ai que calor!!!
vamos se preparar
dias piores virão
pra nos apavorar
nos fim dos tempos
só nos resta
orar
para Deus
nos perdoar
E nos salvar
desse inferno
que estamos vivendo na superfície terrestre.

Inserida por Laerciobarbosa23

⁠Frase sobre mulher sem falar de mulher:
Nem em toda curva, há beleza, mas em toda beleza há curvas.

Inserida por BRUNOUS

⁠Poeta e guerreiro

Igual a Davi, nem bom demais para não ser usado, nem agressivo demais para não ser considerado opressor!

Inserida por GideonCosta1810

⁠Contemporâneo

Na escuridão do dia a dia ficam somente os dias cinzentos para lembrar-se da moça de verão. Os dias são quentes e úmidos e com chuvas vespertinas, meu quarto é escuro, úmido e mofado e sua atmosfera está carregada de fracassos e desilusões...
E em meu mundo estou ilhado, preso ao fracasso velado do dia a dia. Atrás de minhas muralhas não estou protegido e tenho buscado a Deus inúmeras vezes do meu jeito, meu jeito mundano de ser.
Sou um monstro preso a uma caverna escura e úmida e vivo a solidão mais profunda que existe.
Aquele objetivo de sempre ficou inalcançável, minhas forças exauriram, meu recuo é inevitável, no final ficou só à vontade, a vontade de viver o que não posso viver... Amar o que não posso amar... Ter o que não posso ter. É como uivar para a lua sabendo que ela não ouve.
Os dias cinzentos vão me trazer só mais uma lembrança negativa, a diferença é que a vejo sempre todos os dias a poucos metros em momentos matutinos e vespertinos, a vejo em sua essência primaveril tão alva e delicada que nem parece desse mundo. Eu sinto e sei que ela tem bem mais que beleza, mas ela não é para mim, seu coração escolhe uma pessoa para passar o resto da vida com você, mas o coração dela não o escolhe ou já escolheu outro é sempre assim, comigo é assim sempre desde que me entendo por gente, porém Deus já me avisou mais de duas vezes que ela não é para mim e devo para agora com tais sonhos.
Existe um limite intransponível difícil de atravessar... Eu desperdicei meu tempo tentando viver coisas que não são para mim em vez de seguir adiante.
Devo voltar ao meu silencio acomodado em minha caverna úmida e sair de lá só em dias cinzentos e chuvosos...
E aguardar um sinal de Deus, para que eu possa seguir meu rumo. Deixar e existir não faz mais parte do meu repertorio Deus tirou isso de mim, mas o amor fracassado ainda faz parte.
Entrego meu destino nas mãos de Deus.

Cristiano Silva

Inserida por cristianowsilva

⁠Engolido pelo mar,
O sal gruda na pele,
O sal do mar,
As ondas e o vai e vem,
Sol escaldante,
Caravelas de madeira mofada,
Homens semimortos,
O mar é para os fortes,
Engolido pelo mar,
Sem chance de voltar,
A morte certa e o sol a escaldar,
Não há como voltar...
A tempestade a chegar!
Na tempestade caravelas a afundar...
Sendo engolidas pelo mar!


Cristiano Silva

Inserida por cristianowsilva

Memórias ecoam.
lágrimas escorrem
sobre
o meu rosto melancólico,
enquanto
a saudade
abraça-me a alma.

Inserida por euclidesdafonseca_

⁠Nua e crua

Céu negro
Lua coroada
Olhando de
Baixo para
Cima, vejo
Essa perfeição,
Não faço poemas
Faço poesia sem,
Rima, nua e crua.

Inserida por WatilasLopes

⁠Estripa-las
Estripa-los
Rasgar
Arrebentar.

A anatômia podre de suas almas

Arrancar as máscaras risonhas
Presas em tuas faces
Expondo o amargor
De teus ossos e carne.

Teu sangue jorraria
Como chafariz
As vísceras floresceriam
Das entranhas.

Eu arrancaria suas cordas vocais,
E como um luthier,
Encordoaria meu violino.
Suas palavras nunca feririam.

Inserida por MartinKeni

⁠Insônia

Deito-me para dormir
A carne cansada
O gato ecoando seu ronronar no breu do quarto.
E então, ele me foge
Se apaga como névoa ao ver sol.
A doce sensação do sono atrás das pálpebras, antes do cérebro, da lugar à
Remorso e amargura.

Não tem jeito.
Pego uma das cartelas cheias
Entre as vazias largadas pelo quarto.
Quando cai no estomago é como um abraço da mãe.

Inserida por MartinKeni

⁠⁠Imenso sentimento que nos torna fracos
e ao mesmo tempo fortes,
sensação de ser vulnerável
e ao mesmo tempo, intransponível.
Que nos faz bobos e ao mesmo tempo astutos...

Como explicar o amor que dói
e também retira a dor?
Único sentimento que ainda brando
se torna avassalador.

Inserida por YasmimCastro20

Chuva que chove lá fora
Chuva que molha o chão
Humidade que não vai embora
Agua que trás o pão.

Chuva que desenlaça a terra
Que escorre pro mar
Que esconde e soterra
Agua que corre a andar.

Ó chuva que molhas e lavas
Chuva que entristece
Chuva que tudo agarras
Chuva que trazes a noite que esmorece.

Chuva com lagrimas
Agua desnutrida
Constróis obras-primas
Rios de água bem comprida.

Ó chuva que trazes o Natal
Chuva de inverno
Vais deixando infernal
Com a visão pro inferno.

Ó chuva de Domingo
Que me trazes a saudade
Ó chuva que vais construindo
O tempo que me deixa com ansiedade.

Ó derradeira chuva
Que me viste a crescer
E que agora me preparas a fuga
Antes que me faça mais sofrer.

De ti me vou despedindo
Desta chuva e da indústria
Me levas partindo
Para a minha terra, pra minha Pátria.

Inserida por JoseCapitaoVieira