Poesia eu sou Asim sim Serei
Manjedoura, em Belém
É Natal, Jesus nasceu
Três reis magos visitam
Menino, Filho de Deus
Virgem Maria, José
Vinham lá de Nazaré
Viva o Rei dos judeus!
Bem Mais Fácil é Dizer a Um Vivo Que o Ama
Do Que Gritar o Mesmo à Quem Já Teve Seu Fim
É Tu Que Fazes o Teu Próprio Drama
Pois o Não, Sempre Foi Mais Fácil Que o Sim
Ao poeta, três são os seus martírios:
Primeiro, perder aquilo que pensou antes que pudesse escrever.
Segundo, viver aquilo que com palavras não se pode descrever.
Terceiro, reler aquilo que deixou escrito e ver que o tempo tratou de reescrever.
tu
dona dos sentimentos nus
detentora de meu lado cru
partiu meus tabus
e da canção que compus
é aquela aquém me opus
virou a chave do meu baú
maçaneta do meu corpo
nu
naquilo que pode ser
sentido
não há quem sequer encontre
sentido
tu já me tens
sustido
em teu pélago
tens escondido
e se este calvário
tornar meu próprio castigo
é culpa do coração
que fechou o postigo
e de refém lhe tens
mantido
Hoje ouvi tua voz...
Me lembrei de tudo que fiz.
Toda rixa por mim causada, toda estima por mim dilacerada.
Mas não dá pra voltar no tempo.
E se desse, apenas teria nos poupado desse trauma.
Tua risada soava tão gostosa no meu ouvido...
A nostalgia me pegou.
Agora só quero deitar. Adormecer.
E mais uma vez,
ouvir a tua voz.
Me permiti sentir meu amor
Aquele guardado no meu peito
Não me lembro bem de quando fiz isso nos últimos tempos.
Coloquei um bloco de gelo rodiando o coração,
Mas não por maldade apenas por proteção
Porque essa vida é louca demais
E ela é coberta de crueldade
É fato,é apenas a tal realidade
Eu tô aqui fazendo poesia na continuação dessa minha missão
Muitos já tentarão me abalar mais eu não cair na tentação
Então como guerreiro tentando sobreviver nesse louco lugar
Prazer tô estilo vulcão que nem jogando água pode apagar
Sei que poucos tem coração mais eu ainda tenho e tá nesse lugar
Paixão é o que me mover me faz acreditar que isso tudo ainda pode mudar...
Boi com sede no sertão,
É de partir o coração,
Ver os quarto arriar,
Sem um pingo de água pra dar,
Ver o bicho chorar,
E não ter como consolar,
Ver tanto lugar com água a fartar,
E tanta gente a desperdiçar..
A velha porteira no cerrado
De madeira e de saudade
Compondo verso calado
E da recordação, suavidade
Suspiros ao coração, alado...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Uma alma nova então ascende
Mostrando toda sua beleza
Contra tudo que há na natureza
Acordando um antigo arcanjo
que costumava ficar em toda mente
Para o mal fazê-lo
“Valsar”
Não há nada errado
em dançar em meio caos.
Nele
você saberá
se precisas ser encontrado
ou não.
Entender que o silêncio
Não é a ausência de palavras.
Mas a atenção do corpo
Voltada ao som da alma.
Apenas.
"O amor é alimento para a alma,
mas também pode entorpecer a razão,
em recíproca medida,
um bálsamo que encanta e acalma,
em indiferente medida,
um tóxico que enlouquece e enjaula."
"A vida é um sopro,
cujos ventos cintilam em nossas velas içadas,
em que o tudo,
ou o nada,
não produz rama,
ou faz morada."
Acredito agora
Que mesmo em dias cinzas
de garoa fina
Não sentirei mais frio
Teus olhos castanhos
Aquece qualquer coração. "
Os paquetes que entram de manhã na barra
Trazem aos meus olhos consigo
O mistério alegre e triste de quem chega e parte.
Você é a pura expressão de arte. E como arte, a sua subjetividade confunde os pensamentos que não se aprofundam para além além da superfície.
Seu abstrato traz contornos só seus. Multifaces de um “quebra cabeças”, que alguns teimam buscar a conexão das partes, quando apenas deveriam olhar para sentir o significado além do que se vê.
Como arte, você possui significados que contrariam a razão e beiram a analogia ao divino. Detalhes que são mais do que são. Traços e cores que formam um híbrido de luz e sombras.
Você, como arte, constrasta com o espaço, conturba pensamentos, inquieta-os; seu colorido trazem seu gosto e cheiro, que é de um doce poético.
Você é a arte que não existia. É o impulso do artista de ser quem é. É a pintura da coragem mais bela. É todos os significados à vista, com faces não descobertas.
Jamais é a mesma sob o segundo olhar, sem deixar de ser imutável.
MEU MUNDO
Meu mundo pequeno é bem grande
Pequeno por fora e grande por dentro
Cada lado tem seu tanto de ilusão
Ilude-se quem o vê pequeno
Iludo-me por vê-lo tão grande
Meu mundo pequeno tem portas
Meu grande mundo e suas portas fechadas
Jamais precisei abri-las
Espero não estejam trancadas
O tempo passa depressa
O tempo passa depressa
Quando todos os dias são iguais
Quando todos os dias se faz tudo igual
Quando não se aprende nada de novo
E tudo de antes se repete de novo
Não há lembranças para lembrar
O tempo passa depressa
Quando parece que vai devagar
Quando parece que nada acontece
Quando parece que não se envelhece
E que o tempo parou de passar
É tempo vazio que se tenta segurar
O tempo passa depressa
Quando não se lamenta uma tarde perdida
Quando em um ano não se vive uma vida
E uma vida cabe em uma lembrança
E se veste a mesma roupa
E se come a mesma comida
E se bebe a mesma bebida
E se vai aos mesmos lugares
O tempo só não passa depressa
Quando é tempo vivido, aproveitado
E quando passa é tempo lembrado
E voa e nem se vê passar
Esse é o tempo que passa devagar
