Poesia eu sou Asim sim Serei
" Aos que duvidam,
a certeza faz parte do medo,
a incoerência de ser total,
moldada num contexto mediano e escarpo,
longe do tradicional conceito de que tudo conspira
somos boas energias.
Até a longa espera, comum nas perplexas esperanças,
escondidas nas mordidas do acaso, esvaem feito luz
pelas frestas, rumores e amores duvidosos
ensinam que existem amanhãs,
mas temos que esperar alguém ligar o tempo,
mesmo diante do medo
acreditar que alguém pode amar
de verdade...
Pisei na bola,
Quando te olhei,
Brevemente, flertei,
Foi sem querer,
Fiquei louco por você,
O amor fala mais alto que a paixão,
Mas fui embora,
Te abandonei,
Foi sem querer,
Retrato da loucura
Loucura emaranhada que é meu coração.
O dia das Mãe chegou...
E muitos se preparam para festejar,
Festejem, brinquem, e alegrem-se,
Porém sem esquecer de que Ela deve sempre ser sua atração principal.
Que te deu todo amor sem nada te pedir em troca.
Te deu todo carinho sem pensar no retorno.
E muito se esforçou sem te cobrar nada.
Neste dia, gostaria de te abraçar,
E simplesmente dizer-te...
TE AMO... TE AMO...
Me desnudei
para vestir teu corpo.
Com tuas mãos
percorri meu corpo.
Com teus dedos
nele escrevi um poema.
Com teus olhos me vi
perdido entre teus seios.
Com teus braços
me conduzi
ao teu ventre.
Pare,
Repare,
Olhe ao seu redor,
Não se compare,
E antes que se declare,
se prepare,
há mil amores mortos
por hectare...
OS PRATOS DE VOVÓ
A minha avó guardava, com alegria,
muitos pratos, lindíssimos, de louça
que ganhou de presente, quando moça,
e que esperava usar – quem sabe? – um dia.
Mas a vida passando tão insossa
e nada de importante acontecia
e ninguém pra jantar aparecia
que compensasse abrir o guarda-louça.
Vovó morreu. Dos pratos coloridos
que hoje estão quebrados e perdidos
ela jamais usou sequer um só.
Assim também meus sonhos, tão guardados,
terão, por nunca serem realizados,
o mesmo fim dos pratos de vovó.
AINDA
Espero que você me ame ainda
no dia em que bater à sua porta
e lhe dizer que, agora, só me importa
livrar-me, enfim, desta saudade infinda.
E ver no seu olhar que me conforta
e ouvir de sua boca doce e linda
que esta minha presença foi bem-vinda,
que sua casa ainda me comporta.
Aí, então, num demorado beijo,
terei pena de quem tem por desejo
conquistar o dinheiro, a sorte, a fama,
Pois nada terá tal encantamento
do que, depois de tanto sofrimento,
ouvir você dizer que ainda me ama.
REI VERÃO
O teu mandar verão!... Está cheio
Cheio de suor e alta temperatura
Como arde o sol na sua quentura
Que calor estroina e sem receio...
Como brilha o dia sem algum freio
Sob o reflexo do ardor, árida figura
De pé, no cerrado, flagra em fartura
Como um cálido fumoso no enseio
Que abrasador fogo no céu ardente
Morre o desejo, outro almejo roga
Em febre, teima o chão recendente
Reino de suspiros!... incandescente
Reino esbraseante! de picante toga
Sossega este calor, vil e indecente!...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
02 de janeiro de 2019
Cerrado goiano
Nem tente, agora,
Resgatar-me da chuva:
Nela estou a dançar,
Certo de que, em breve,
Outra primavera surgirá.
BRILHO ESCONDIDO
O sol majestoso e imponente
Ofuscado por pequena e simples nuvem;
Assim o nosso brilho pode às vezes,
Envolto em pesares que aturdem
Estar, sim escondido, e conquanto
Querer expor com força sua luz.
Confie!! Pois a nuvem é passageira
E ao brilho ela até mesmo nos conduz.
Mesmo que não pareça...
Era como se a sua dor o afetasse, era como se os seus sonhos o tornasse único, era como se você fosse o reflexo da alma dele, mesmo sendo bruto saiba que para ele era como se você fosse o principio, o principio e o fim...
Para ele você representava tudo!
Deixe a vida saborear naturalmente, aprecie a força do anoitecer...
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Cerrado goiano
07/06/2014.
O que a alma copia
não é cópia
é representar o sentimento
que já foi sentido
por uma pessoa aleatória
Frio cortante que bate
Inverno que vem
O som da rua é o cachorro que late
pedindo ajuda aos que mais tem
A CARTA...
Oi... talvez essa seja a última vez que nós nos falaremos. Talvez minhas últimas palavras direcionadas a ti. Mas não se preocupe irei ficar bem. Irei partir, mas não se preocupe, partirei para não sofremos mais! Mas calme, essa minha partida é simbolicamente. Vou continuar aqui; lutando dia a dia. Em busca de dias melhores. Mas diferentemente, talvez não existirá mais "nós" e sim "eu" com minhas lutas e desafios da vida. E "você" em busca de seus sonhos, de seus desejos.
Uma pena, eu não estar aí para te ver; e você aqui para me assistir.
Mas a vida é assim mesmo... feitas de escolhas; e algumas não temos opção, mas sim a única saída, para acabar um sofrimento definitivamente. Pois amar, não é só estar perto, mas sim fazer escolhas que deixe bem quem amamos.
Talvez te amar seja deixar você partir; ou deixar que você escolha. Existe a emoção (os sentimentos), mas também a razão (que quase sempre é o inverso de nossas emoções).
Nem sempre permanecer é uma prova de amor, talvez partir seja uma forma de amar sem machucar, sem fazer sofrer.
Quem ama faz tudo por amor, inclusive partir... para ver quem amamos bem!
E se a vida cooperar, um dia se reencontrar; mais preparado, capaz de permanecer, amar... sem fazer sofrer.
- JP RODRIGUES
Ramé
"Levo de você
O jeito calmo,
O olhar sereno,
A atenção.
As vezes que
Me deu colo,
Que me abraçou,
Que me deu carinho
E estendeu as mãos.
Eu tinha que aprender,
Algo em mim
Precisava se equilibrar,
Me mostrar que
As vezes é bom
Frear o desespero
E viver mais calmo.
Mas eu falhei,
Falhei por orgulho,
Falhei por não compreender,
Por não ter feito
Aquela canção,
Por não escrever-te
Cartas e poemas,
Falhei por falar demais,
Por deixar pra trás,
Por ter saído
Por aquela porta,
Por não saber
Te amar...
Mas no fundo
Eu sempre me cobrei,
Achei que o tempo
Me me moldaria
E que eu seguiria
Cada vez mais firme,
Ao teu lado.
Enfim, eu te amei.
Do meu jeito estranho,
Chatão, insuportável,
As vezes brincalhão,
Mas eu te quis
A cada Beijo,
A cada Abraço,
A cada instante,
A cada suspiro teu,
Como nunca quis
De outro alguém.
Eu não sei
Os segredos da vida,
As artimanhas
Dos sentimentos,
Os ofícios do amar.
Mas eu sei,
Que de você
Levo um sorriso,
Um abraço apertado
E um olhar.
Saibas que você
Foi importante para mim
E que sempre será.
E com certeza,
Os dias sem você
Vão custar a passar..."
PERDÃO (soneto)
Cá estou, meu Senhor, a pedir perdão
Tal o humano: muito errei no caminho
Se de tuas leis desviei, dá-me alinho
Tentei ser, do afim irmão, mais irmão
Se de meu olhar ausentou o carinho
Perdão! Aqui me tens em confissão
Me ensina rezar com Vosso coração
Na omissão, fui um ser mesquinho
Não matei, nem roubei, fui em vão?
Perdão! Me tira deste mal cantinho
Se declinei, pouca era minha razão
Compaixão por me achar sozinho
Se no amor não pude ser paixão
Perdão pela tua coroa de espinho!
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, junho
Cerrado goiano
ATÉ AMANHECER
Toca aquela música de novo
E não retoca a maquiagem
Chega na bondade
E leve este amor pra viagem
Me toca e nota meu corpo
Se desfazendo em prazer
Se olha e perceba em você
Tudo que eu consigo ver
Me enxerga e me acerta
Me ama até amanhecer
"Você parece um poema escrito em papel perfumado,
Que alguém, em noite estrelada, escreve para um ser amado.
Seus olhos são os versos;
Seu sorriso são as palavras;
Seus gestos são a métrica da poesia;
Seus cabelos, descrevem os movimentos das letras compondo os versos;
Seu corpo, é o pensamento de quem escreve, ganhando vida sobre a face laminada de uma folha em branco.
Você é uma poesia."
a batatinha e a mamãe
Rodrigo Guimarães Pena(2004)
(do conhecido versinho de domínio público, nasceu esta "Ode ao Amor de Mãe")
a batatinha e a mamãe ( 2004)
Batatinha quando nasce,
Espalha rama pelo chão...
Mamãezinha quando dorme
Põe a mão no coração...
Coração de Mãe é enorme
Bem maior que um avião...
Toda vez que você dorme,
Sonhos vem do Coração...
Pra mamãe, como um presente,
Deve versos recitar,
E pra que fique mais contente,
Um segredo eu vou contar:
Sabe quem criou o Amor ?
Pois eu sei, e
Eu vou falar:
Quando há muito tempo atrás,
Deus criou céu, terra e mar,
Criou também Adão e Eva,
E ensinou o Amor ao par...
Por um tempo, observando,
Começou a preocupar:
“Como é belo o tal Amor,
Tão lindo e tão intenso...
Mas está sobrando senso,
Eu preciso melhorar...
Amar alguém
Só se alguém também te amar?”
O que Eu quero é bem maior”,
Disse Deus, e completou:
“Quero o Amor que não quer troca,
Que não peça, que se doe,
E incompreendido, a dor suporta
E além do mais,
Ainda perdoe...
Então, a Mãe,
DEUS teve que inventar...
E do coração da Mãe
Fez o maior lugar que há,
Pois previa já o tamanho
Que o amor de Mãe pode chegar...
E DEUS não erra, e não errou...
O Amor que a prima-Mãe mostrou
Foi do jeito que previa,
DEUS então determinou :
“Mãe, serás do amor,
Amor-a-dia “...
Por isto,
Quando eu for “papai/mamãe” um dia,
Da Mamãe eu vou lembrar...
“- Todo amor de uma família vem da Mãe...
. ...que se espalha como rama em cada olhar...
