Poesia eu sou Asim sim Serei

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VESTÍGIO


Dizei-me qual fora a dor que te formara,
ou se apenas és feito de sonho e ilusão...

Ventos ásperos de tanta indelicadeza,
alma de muitas luas e de muitos luares,
estrelas feitas de longitude e de frieza,
por que há tão rude e tão severo coração?

Por que existem tão ilusórios lábios?
E por qual motivo, tão triste boca?
Dizei o segredo mais longe dos sábios:
tristeza e pensamento – quando entenderão?


Dizei-me qual fora tua árdua finalidade,
e por onde é que teus passos se vão...

A vida e seus diálogos ...

Iludo-me pensando que sei
e assim sei o que ainda não cabe
preencho-me de algo que é nada
pois, é isso... nada sei...

Quando penso que sei
ali há o outro que vai além
disso que pensei saber
ilusório, este não sei
e base desse tudo e nada...

Por isso há o senhor
você, tu, o outro
pois também dentro do nada
sabe e cabe dentro do que sei
cala quando vê que sabe
fala quando o não saber não cabe

E assim crescemos, fazemos o saber
na troca do que não sabemos
na partilha desse nada
vamos conhecendo, transformando
por fim sabendo...

... que saber é movimento
diálogo entre eu e você!

SE ALGUÉM ME DIZ…

Se alguém me diz que o mundo é são,
sem ver sequer a espada em riste,
além da terra, aquém do chão,
eu digo não, mas fico triste…

Se alguém me diz que o mundo é vão,
por não saber que tanto existe,
aquém da terra, além do chão,
eu digo não, mas fico triste…

Se alguém me diz que o mundo é pão,
sabendo eu que a fome existe,
além da terra, aquém do chão,
eu digo não, mas fico triste…

Se alguém me diz que o mundo é não,
por não saber que o sim persiste,
aquém da terra, além do chão,
eu digo não, mas fico triste…

Se alguém me diz que o mundo é sim,
além da terra, aquém do chão,
eu volto a ser senhor de mim
e alegremente digo não!....

📜© Pedro Abreu Simões ✍

PENAS (RE)POUSADAS

Ontem
– já a noite ia longa –
antes de adormecer
pousei as penas
das minhas asas
no melhor cabide…

O sono
(p)rendeu-se à cama
mas entre as almofadas
de plumas e sonhos
ainda coube
o meu ser despass(ar)ado…

Hoje
– já o dia se (a)firmara –
quando a(_)cor(_)dei
vi as asas
das minhas penas
(re)pousadas
no melhor cabide…

Levantei-me
e (re)vesti-as…

Deixei o sol entrar
e saí janela afora
a voar…

A voar!...

📜© Pedro Abreu Simões ✍
facebook.com/pedro.abreu.simoes

Tente ver o mundo com os meus olhos, olha e veja se é possível crer que algo vai melhorar, que o caos do mundo vai diminuir e se alguém poderá ser feliz, a felicidade é como uma pena, que o vento vai levando pelo ar, voa tão leve, mas tem a vida breve precisa que haja vento sem parar, me imagine como uma pena sem ar, que não acredita que algo pode mudar, mas não pode desistir de tentar, imagine que preciso disso pra poder voltar a voar, uma dor que preciso superar, para que eu possa voltar a enxergar. É como se a tristeza não tivesse fim, mas a minha felicidade sim, a amizade consegue ser tão complexa…

A alimentação dos fracos e o reino dos fortes, um ombro pra chorar, alguém que você imagina que não vai te deixar, quando depositamos muita confiança ou expectativas em uma pessoa o risco de se magoar é gigante, quando você perde tudo que acreditou… a pessoa que você confiou não foi quem te decepcionou, e sim você, que a proporcionou suas expectativas, a felicidade nem sempre aparece para aqueles que reconhecem a importância das pessoas que passam em sua vida, e a resposta é simples, a felicidade acontece quando você ama alguém que realmente te ame, sim é esporadicamente, mas espero que você tente, assim como eu.

...
Escorre em teus pulsos,
Tristeza em expulso,
Derrame um pouco mas,
Não olhem para trás.
Mas uma gota, só mas uma gota...

A cor é sabor,
No olho observador.
Doce ver de verdade,
Ajuda ver melhor,
O amor que tem,
Sabor de água,
e a dor incolor.

Que a sutileza do viver
Se apresente toda vez que o sol nascer.
Sempre que gotículas cristalinas insistirem em cair.
Ou se o mormaço insistir em ficar.
Todas as vezes que um flor desabrochar,
Ou quando eu for a cheirar,
Ou em minha orelha colocar.
E toda as vezes que meus pensamentos voarem...
E sempre, a cada dia...
Na amplitude, no infinito
Na esquina do meu alento,
Na rua do meu sentimento.

Me pergunto se ainda hà ouvidos
que ouvem
o poema que a chuva declama
e os meus olhos
com uma marejada de versos
me anaguam a alma
me enxaguam o rosto
derramando-me poesia...

Vivo hoje, morto amanhã.
As emoções que senti
Os momento que vivi
As palavras que foram ditas ou não ditas
Sonhos realizados,
planejados,
inacabados,
frustrados.
Amores vividos,
fingidos,
não correspondidos
acabam aqui.
Tudo termina aqui.
Este é o fim.
Poesia.

Às vezes o afeto está em apenas uma palavra, e o afago nela estará...

Luciano Spagnol
Cerrado goiano

Calafrio
Sempre feliz, sempre alí, com um sorriso tão lindo que parece nao caber no rosto.
Do tipo que te envolve e te faz querer mais que molhar os pés. Te faz querer abraçar os peixes e tocar o fundo do mar.
Sempre no seu mundo. A poucos passos, mas tão distante. Te chama e te deixa,te tira e te põe, se alegra e se queixa. Você quer, mas não pode ... e ela sempre que quer, pode.
Ela encanta, atrai, seduz. Não ilude, cativa, aviva, ativa. Faz coisas sem pensar, que se eu mesmo pensasse não faria tão bem.
E por fim, como se fosse facil por um fim, é de um abraço tão profundo que ao mesmo tempo te aquece, te derrete e te deixa com frio... na barriga.

e de repente o cerrado amanheceu
o sol está lá fora para o seu apogeu
a cidade acorda para mais um dia
os pássaros já estão em euforia
e a vida novamente num mais um
BOM DIA!

Luciano Spagnol
Cerrado goiano

Na luz do luar
Alguém para amar
Um Beck pra fumar
Com a vista do mar
Para os nervos acalmar
E na vida prosperar

" Aos que duvidam,
a certeza faz parte do medo,
a incoerência de ser total,
moldada num contexto mediano e escarpo,
longe do tradicional conceito de que tudo conspira
somos boas energias.
Até a longa espera, comum nas perplexas esperanças,
escondidas nas mordidas do acaso, esvaem feito luz
pelas frestas, rumores e amores duvidosos
ensinam que existem amanhãs,
mas temos que esperar alguém ligar o tempo,
mesmo diante do medo
acreditar que alguém pode amar
de verdade...

Pisei na bola,
Quando te olhei,
Brevemente, flertei,
Foi sem querer,
Fiquei louco por você,
O amor fala mais alto que a paixão,
Mas fui embora,
Te abandonei,
Foi sem querer,
Retrato da loucura
Loucura emaranhada que é meu coração.

O dia das Mãe chegou...
E muitos se preparam para festejar,
Festejem, brinquem, e alegrem-se,
Porém sem esquecer de que Ela deve sempre ser sua atração principal.
Que te deu todo amor sem nada te pedir em troca.
Te deu todo carinho sem pensar no retorno.
E muito se esforçou sem te cobrar nada.
Neste dia, gostaria de te abraçar,
E simplesmente dizer-te...
TE AMO... TE AMO...

Me desnudei
para vestir teu corpo.
Com tuas mãos
percorri meu corpo.
Com teus dedos
nele escrevi um poema.
Com teus olhos me vi
perdido entre teus seios.
Com teus braços
me conduzi
ao teu ventre.

Pare,
Repare,
Olhe ao seu redor,
Não se compare,
E antes que se declare,
se prepare,
há mil amores mortos
por hectare...

OS PRATOS DE VOVÓ

A minha avó guardava, com alegria,
muitos pratos, lindíssimos, de louça
que ganhou de presente, quando moça,
e que esperava usar – quem sabe? – um dia.

Mas a vida passando tão insossa
e nada de importante acontecia
e ninguém pra jantar aparecia
que compensasse abrir o guarda-louça.

Vovó morreu. Dos pratos coloridos
que hoje estão quebrados e perdidos
ela jamais usou sequer um só.

Assim também meus sonhos, tão guardados,
terão, por nunca serem realizados,
o mesmo fim dos pratos de vovó.